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terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Operação Mangona: Só falta o burrico da RM ficar preso. Com fé, chegaremos lá

Turismo rural rende uma cadeia de negócios

Aonde chegamos
Longe, muito longe. A tradição brasileira permitiu uma rica importação de costumes, credos e culinárias. De forma liberal, quase subserviente. E aí acontecem coisas que em nenhum país medianamente civilizado podem ser vistas. O caso Raad Massouh, em Brasília, é um autêntico conto das arábias.

Raad Massouh é conhecido por exatas 9.408 pessoas das 2,5 milhões que habitam o Distrito Federal. Com esses votos ele foi eleito deputado distrital. Uma honra para os candangos, uma vez que ele não é brasiliense nem brasileiro. Uma contribuição ao nosso vocabulário, ao menos culinário, onde acrescentamos záhtar, sumagre,simsom, pistache e outras iguarias. Massouh é sírio. E deputado distrital, que é o tempero da receita.

Aonde chegamos...
Proeminente vendedor de carros usados, hoje defende o turismo rural. Além de defender o governo de Agnelo, é claro, onde serviu kafta aos micro empresários em uma secretaria de Estado arrombada na semana passada pela polícia que não gostou do tempero. A polícia não entendeu que os temperos mudam, assim como CPFs. Isso é normal em um país aberto e simpático. Nem precisava ter enfiado o machado nas portas da secretaria comandada por Raad. No Palácio do Buriti existe alguém de plantão para abrir as portas prontamente. É só pedir.

Aonde chegamos...
Economicamente letrado em nossa língua nativa, o ilustre deputado e seu fã clube de 9.408 seguidores, esboçou algumas frases em português para explicar que não sabe para onde foram os recursos de uma determinada festa patrocinada por emenda parlamentar, acontecida em sua fazenda-hotel-clube-haras-parking-camping-bistrô-arena de Sobradinho. Coitado, ele não entende a malícia brasileira, é apenas um empreendedor que tem 9.408 amigos que frequentam a sua residência de campo.

Um autêntico viajante não para mesmo em lugar nenhum. Mas Raad foi parar no PPL. Não, isso não é presídio. É um partido político – Partido Pátria Livre, acredite - sucedâneo do MR8, que para os militares da ditadura representou um ninho de terroristas. De lá veio Dilma Rousseff, por exemplo. Cabe a você, leitor, identificar onde está o insulto e para saber basta examinar a biografia de um (Raad) e de outro (Dilma). Não vale a pena cometer injustiça. Massouh jura que suas 9.408 ovelhas somam um rebanho que jamais sonhou ter na Síria. Como pastor rural, seu cajado registrou terras em Sobradinho onde aconteceu a grande ceia da coalhada seca. O azedinho apreciado foi parar, pela primeira vez, nas portas do Buriti, com derrubada de portas, agentes mascarados e apreensão de bens públicos. Inédito na história do Distrito Federal.

Aonde chagamos...
Só devemos pensar que nossas fronteiras foram definitivamente ultrajadas, nossa autonomia desprezada, que jogamos os pratos no chão. Desculpem, não estamos na Grécia, os pratos aqui são outros. Mas nada impede que amanhã ou depois outras 9.408 pessoas tenham a capacidade de preparar banquete igual para quase 3 milhões de habitantes.
 
Vamos chegar lá?

Fonte: Notibrás

Operação Porto Seguro: Clima no Planalto é de preocupação com o envolvimento de Lula no escândalo alçado pela Porto Seguro


Nervosismo total – É muito tenso o clima no Palácio do Planalto em relação ao duro desgaste da imagem do ex-presidente Luiz Inácio da Silva, no centro do escândalo de corrupção e traição que eclodiu com a Operação Porto Seguro, da Polícia Federal.

Amigo de Lula e atual secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho afirmou na última sexta-feira (30) que nada há na operação da PF que comprometa o ex-presidente, mas a realidade é totalmente diferente. Considerando que até então a abusada Rosemary Nóvoa de Noronha, que se apresentava como “namorada de Lula”, ainda não abriu a boca. Apenas disse que não cairá sozinha nesse imbróglio.

A preocupação com o caso é tão grande, que o PT escalou dois destacados integrantes para cuidar de Rosemary. Paulo Okamotto, o trem-pagador das contas de Lula, e Márcio Thomaz Bastos, criminalista que ocupou o Ministério da Justiça no primeiro governo do petista. Quando ambos, Bastos e Okamotto, são acionados pela cúpula petista, é porque a situação é extremamente grave.

Foi da lavra de Márcio Thomaz Bastos a nota divulgada na última semana por Rosemary de Noronha, na qual afirma nada ter feito de errado ou ilegal. Mesmo assim, três renomados advogados já se recusaram a assumir a defesa da “namorada de Lula”, que está emocionalmente abalada e é dona de temperamento explosivo.

No imundo universo da política, o silêncio tem um preço, que cresce na medida da necessidade de quem precisa da mudez do outro. E nesse caso, o silêncio de Rosemary custará muito dinheiro a Lula e ao Partido dos Trabalhadores, que precisam começar a se mexer para providenciar os recursos, que obviamente não faltam.

Fonte: Ucho.info

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Operação Porto Seguro: Um mistério de 25 milhões de euros

Rosemary Noronha, a ex-toda poderosa secretária de Lula
As declarações contraditórias sobre a existência ou não de gravações telefônicas entre o ex-presidente Lula e sua ex-secretária na Presidência da República, Rosemary Noronha são absolutamente infundadas.

As gravações existem e são explosivas. É até compreensível o esforço para tentar blindar Lula de situações constrangedoras, mas não desafiem a inteligência das pessoas. Vamos ao óbvio.

Por que a Polícia Federal pediria autorização judicial para interceptar os e-mails de Rosemary para os irmãos Vieira e não faria o mesmo em relação a telefones?

A Operação Porto Seguro está longe de apresentar seus principais desdobramentos e personagens envolvidos. Ao buscar informações sobre corrupção em pareceres técnicos, a Polícia Federal encontrou muito mais do que esperava. O problema agora é como lidar com essa situação. 

O MP Federal não recebeu todo o material da investigação feita pela Polícia Federal. Não me refiro aos documentos apreendidos no dia da operação, mas às gravações telefônicas, os e-mails, as filmagens que antecederam a preparação do dia da operação. 

O caso Rosemary é um problemaço para presidente Dilma Rousseff. Quem acha que Lula e Zé Dirceu vão sair apanhando sozinhos nesse episódio está profundamente enganado. São pelo menos 8 deputados federais do PT que têm seus nomes envolvidos em situações complicadíssimas nas armações ilimitadas de Rosemary. Até agora os nomes que vieram à tona são de Cândido Vaccarezza e Paulo Teixeira, mas nos próximos dias, a República vai sofrer grandes solavancos, principalmente a "República de São Bernardo do Campo". 

Há ainda uma investigação dentro da própria investigação que está sendo aprofundada e descobriu que os tentáculos de Rose influenciaram até a PREVI, maior fundo de previdência do país (Banco do Brasil), com forte influência no mercado brasileiro. 

Tudo o que disse acima são informações, mas vamos tratar de um fato que ainda está no campo das hipóteses. 

Todas as operações da Polícia Federal têm nomes que procuram definir seus alvos, mesmo que de forma indireta os nomes sinalizam os objetivos da ação policial. Por que Operação Porto Seguro? Os mais afoitos e apressados em interpretar o nome dado à operação pela Polícia Federal poderiam imaginar que o nome foi dado em função da presença na operação do ex-senador Gilberto Miranda envolvido em licenças para instalar portos em ilha de propriedade da União. 

Mas ele não era o alvo, quem estava na mira era Rosemary, e os seus tentáculos - como a operação mostrou - iam além da atuação dos irmãos Vieira nas agências reguladoras. Se estenderam pelo Banco do Brasil, pela Advocacia Geral da União, envolvem deputados e ministros, além de muita gente importante cujos nomes ainda estão sendo preservados. 

Então por que Porto Seguro? A resposta pode ser encontrada na cidade do Porto, em Portugal, na agência central do Banco Espírito Santo. É só uma pista. Quem descobrir pode achar 25 milhões de euros na conta de uma grande figura da República. 

Fonte: Blog do Garotinho

Rodrigo Rollemberg põe o bloco na rua


O senador Rodrigo Rollemberg (PSB) já não esconde de ninguém que é candidatíssimo à vaga de Agnelo Queiroz em 2014. Tanto é que intensificou seus contatos nas regiões administrativas e afiou a língua nos ataques ao governador do DF. A mais recente pedrada foi pelo Facebook na semana passada quando ele postou que “o GDF tunga dinheiro dos contribuintes, muda as regras do Nota Legal e mais, com data retroativa, o que me parece ilegal. Deve estar faltando dinheiro para o Estádio”. Este é um pequeno aperitivo do que vem por aí a partir de 2013, ano pré-eleitoral e de muita efervescência política.

Na quarta-feira, 28, Rollemberg conversou com o Jornal Opção e deu pequenas pistas de como será sua estratégia política: criticar a inércia do governo e apontar caminhos para “os graves problemas enfrentados pela população”. Para que não pairem dúvidas sobre o comportamento socialista, o presidente do PSB do DF, Marcos Dantas, bateu asas da presidência da Terracap na terça-feira, 27, facilitando o caminho para Rollemberg “desconstruir” a reeleição de Agnelo. Portanto, o acordo de 2010, quando Rollemberg e Agnello marcharam juntos na campanha política, fez água e pode naufragar de vez.

Rodrigo Rollemberg
Sobre a nota postada pela coluna na edição número 1.951, sob o título “Os planos de Rollemberg”, o senador fez um reparo do que escrevi: “Defendo a manutenção e a ampliação do Fundo Constitucional do Distrito Federal (FCDF), para que possamos investir em infraestrutura e diminuir as desigualdades sociais nas regiões administrativas”.

Especulações fervilham atribuindo ao PSB uma ofensiva política, a partir de 2013, visando ampliar a base nos Estados e no Congresso. Novamente o nome do senador Blairo Maggi circula com intensidade no meio socialista do DF. “Blairo já teve conversa definitiva com o governador de Pernambuco, Edu­ardo Campos selado a ida para o PSB. Possivelmente, no primeiro semestre de 2013”, diz uma fonte. Existe interesse do PSB pelo Centro-Oeste, principalmente Goiás e DF.

Fonte: Estação da Notícia com Jornal Opção - Por Wilson Silvestre

Operação Mangona: Pequenas empresas grandes negócios

 

Ex-secretário de Micro e Pequenas Empresas, Raad Massouh (PPL) voltou para a Câmara nesta semana para abafar a crise com a Operação Mangona. Mas o distrital está a perigo no Legislativo. Corre o risco de ser alvo de um processo de cassação. Passa agora a buscar o apoio da bancada dos deixa disso, aqueles que igualmente são suspeitos de faltar com o decoro.

Mangona indigesta

No dia da Operação Mangona (um tipo de tubarão), Raad reuniu sua equipe da secretaria, com 90 comissionados, para anunciar que deixaria o governo. Aproveitou a ocasião para explicar a ausência de 12 servidores, que, segundo o próprio distrital, nunca aparecem para trabalhar no prédio anexo ao Palácio do Buriti porque fazem serviço de campo. É uma tentativa de se antecipar a uma possível acusação de que mantém funcionários fantasmas.

Fonte: Coluna Eixo Capital / Correio Braziliense

domingo, 2 de dezembro de 2012

Rogério Rosso, EM SUA PÁGINA PESSOAL NO FACEBOOK, CHAMA FILIPPELLI DE ‘HIGHLANDER DO CERRADO’

Pelo Facebook, o ex-governador Rogério Rosso (PSD) alfinetou seu criador, o presidente do PMDB/DF Tadeu Filippelli, que o atacou dias atrás. Parece que esta guerra promete capítulos bem interessantes, principalmente se Rosso desembarcar no GDF. Confira o ‘recado’ de Rosso a Filippelli no Face:

Especiais amigas e amigos do Face, Feliz, iluminado, musical, abençoado e harmonioso DEZEMBRO para todos.

Para minha alegria, hoje, a respeitada coluna ‘Alto da Torre’, do Jornal de Brasilia, diz que ‘caciques’ do PMDB/DF, do nosso Vice Governador Filippelli, espécie de ‘Highlander do Cerrado’ no bom sentido (afinal de contas ser chefe absoluto da área de obras e infraestrutura do GDF nas ultimas décadas, independentemente do Governo, não é para qualquer ‘mortal’) mais uma vez destila seu ‘veneno’ em nossa direção…… haja antiofídico!

Segue um vídeo fantástico , que dedico ao Vice e sua equipe (que de fato reconheço terem auxiliares experientes) , para ajudá-los , quem sabe, a iluminar melhor nossas cidades. Esperamos que esses ‘caciques’ do PMDB/DF consigam sair do ostracismo e passem a agir verdadeira e eficazmente com melhorias para o nosso DF e Região...Veja vídeo aqui 

Fonte:

Novo Horizonte: Marcas do que se foi, sonhos que vamos ter

Luiz Carlos Coelho de Medeiros e sua irmã Vera Lúcia Coelho de Medeiros

Quem aproveitou o sábado para afogar as mágoas e reforçar a ideia de querer uma nova vida foi o ex-presidente da ONG Novo Horizonte, Luiz Carlos Coelho de Medeiros.

Durante um longo almoço com a mulher e o filho, a amigos ele repetia a vontade de não querer mais saber do passado. E pedia apoio para que conseguisse permanecer no novo caminho.

A poucos metros dessa conversa, quase sem ser notado, testemunhava o acontecimento este blogueiro, que ora compartilha o fato com tão fiéis seguidores deste blog.

Vale ressaltar que o encontro se deu por mera coincidência. Por não haver nenhum laço de amizade e, portanto, nenhum comprometimento, fica aqui o registro.

Fonte: Blog do Edson Sombra

sábado, 1 de dezembro de 2012

Tribuna Livre Com Raimundo Ribeiro nº 017 - 01/12/12 'Entrega da camisa do FLUZÃO pelo grande Goleiro Tricolor Paulo Vítor'


Fonte: Programa Tribuna Livre

Destaque na semana da revista VEJA: Uma mulher que sabe demais

...

 
Fonte: Revista Veja - Edição nº 2298

Operação Mangona: Investigados trocam acusações

A ação articulada pela polícia e pelo MP apura desvio de emendas 



A Operação Mangona, deflagrada esta semana, tem feito com que o distrital Raad Massouh (PPL) e o ex-administrador de Sobradinho Carlos Augusto de Barros troquem acusações. A ação da Polícia Civil e do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) apura suspeita de desvio de verba de emendas para eventos. O principal alvo dos investigadores é o distrital. Em 2010, ele liberou R$ 100 mil para uma festa realizada na área rural em Sobradinho. Há indícios de que parte do dinheiro tenha sido desviada. Raad diz que queria alavancar o turismo rural da cidade e não era responsável por fiscalizar o uso dos recursos. Segundo ele, essa função seria de Barros. Ao Correio, o ex-gestor da região conta outra versão.

Essa semana, Raad Massouh acusou Barros de estar fazendo “picuinha”. “Ele era o meu homem de confiança. Enquanto trabalhava comigo, sempre teve bons cargos e nunca me acusou de nada. Quando estourou o caso na imprensa, voltou à delegacia e fez todas as acusações contra mim”, diz o parlamentar. 

O ex-administrador de Sobradinho, no entanto, dá outra justificativa para as supostas irregularidades do evento pago com verbas liberadas por meio de emendas parlamentares. Ele afirma que não queria a realização do festival na data marcada, mas Raad Massouh teria “pressionado” os funcionários da administração. 

“Era época de campanha eleitoral e eu não queria executar, mas ele (Raad) insistiu. Disse que era importante para ele. Raad foi para a festa, subiu em um carro de som e falou com os moradores”, afirma. Indicado para a função de administrador de Sobradinho pelo deputado Massouh, Carlos Augusto de Barros deixou o cargo logo depois de Raad se reeleger. Trabalhou no gabinete do distrital por seis meses. “Até então, eu não sabia que havia dado problema com a festa em Sobradinho. Só fui informado quando a polícia fez uma operação, em junho. No dia seguinte, pedi exoneração do cargo que exercia”, afirma.

Raad Massouh confirma ter ido ao evento, mas nega a pressão pela realização. “Fui ao festival convidado pelo Barros. Falei poucas palavras. Nunca estive na administração de Sobradinho”, afirma. “O que aconteceu foi falta de competência dele (Carlos Barros). Agora, ele quer jogar a responsabilidade para mim”, acrescenta. 

No dia em que os promotores e os policiais civis deram início à Operação Mangona, a Secretaria de Transparência e Controle (STC) fez uma solicitação oficial de compartilhamento de provas ao Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT). O objetivo é descobrir se as festas promovidas com emendas liberadas por Raad Massouh foram alvo de investigações realizadas pela pasta. 

O secretário de Transparência, Carlos Higino de Alencar, ainda não recebeu os documentos, mas afirmou que uma apuração já está sendo feita. “Realizamos muitas operações para averiguar irregularidades nesses eventos. Queremos, agora, saber se as promovidas por ele (Raad) estão entre as investigadas”, disse Higino. “Claro que a investigação do MPDFT trará detalhes, mas já começamos a fazer averiguações para ver se há algo errado. Se for constatado prejuízo ao erário, vamos exigir que os responsáveis devolvam o dinheiro”, ressaltou.
 
Fonte: Jornal Correio Braziliense - Por Kelly Almeida

CLDF: Um presidente 10% 'Agaciel Maia'


Protagonista dos atos secretos, Agaciel Maia deve eleger-se presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal.

Vai administrar orçamento de R$ 360 milhões, 10% dos recursos que estava acostumado a gerir como diretor-geral do Senado.

Denunciado pelo Ministério Público em quatro processos, Maia diz que se eleito vai mandar muito em Brasília, uma vez que seu padrinho Renan Calheiros presidirá o Senado.
 
Fonte: ISTOÉ.com - Coluna Brasil Confidencial - Por Claudio Dantas Sequeira

Destaque na semana da revista ÉPOCA: Rose e a sedução do poder

De onde vinha a influência de Rosemary de Noronha, a mulher que se apresentava como “namorada” de Lula – e, com isso, nomeava afilhados, interferia em órgãos do governo e recebia recompensas


Como foi possível que Rose, uma simples secretária do PT, acumulasse tanto poder e prestígio, a ponto de influenciar nos rumos do governo federal – e causar tamanho salseiro? “A investigação demonstra que o poder de Rose advinha da relação dela com Lula. Não há elementos, entretanto, de que o ex-presidente soubesse disso ou tivesse se beneficiado diretamente do esquema”, afirma uma das principais autoridades que cuidaram do caso. “Lula cometeu o erro de deixar que essa secretária se valesse da íntima relação de ambos”, afirma um amigo do casal Lula e Dona Marisa. “Deveria ter cortado esse caso há muito tempo.” Os autos do processo, de que ÉPOCA obteve uma cópia integral, e entrevistas com os principais envolvidos revelam que:

1) Lula, ainda presidente da República, prestou – mesmo que não soubesse disso – três favores à quadrilha. Por influência de Rose, indicou os irmãos Paulo Vieira e Rubens Vieira para a direção, respectivamente, da ANA e da Anac. Lula, chamado em e-mails de “chefão” ou “PR” por Rose, também deu um emprego no governo para a filha dela, Mirelle;

2) A quadrilha espalhou-se pelo coração do poder – e passou a fazer negócios. Os irmãos Vieira, aliados a altos advogados do PT que ocupavam cargos no governo, passaram a vender facilidades a empresários que dependiam de canetadas de Brasília;

3) Rose, gabando-se de sua relação com Lula, tinha influência no Banco do Brasil. Trabalhou pela escolha do atual presidente do BB, Aldemir Bendine, indicou diretores (um deles a pedido de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT condenado no caso do mensalão), intermediou encontros de empresários com dirigentes do BB e obteve um contrato para a empresa de construção de seu marido;

4) Despesas do procurador federal Mauro Hauschild, do PT, ex-chefe de gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli e, depois, presidente do INSS, foram pagas pela quadrilha. É uma situação similar à do recém-demitido número dois da Advocacia-Geral da União (AGU), José Weber Holanda – que, segundo a PF, recebeu propina;

5) A PF, mesmo diante das evidências de que Rose era uma das líderes da quadrilha, optou por não investigá-la. Não pediu o monitoramento das comunicações de Rose e não quis detonar a Operação Porto Seguro no começo de setembro, quando a Justiça autorizara as batidas e prisões. Esperou até o fim das eleições municipais.

De acordo com o relato feito a ÉPOCA por um alto executivo que trabalhou na Companhia das Docas do Porto de Santos (Codesp), Rose evocava sua relação com Lula para fazer indicações e interferir, segundo seus interesses, nos negócios da empresa. Nessas ocasiões, diz o executivo, Rose se apresentava como “namorada do Lula”. “Ela jogava com essa informação, jogava com a fama”, diz ele.
 
“CHEFÃO”
Em e-mail, Rosemary avisa Paulo Vieira que falou com o “chefão” sobre sua nomeação para a diretoria da Agência Nacional de Águas. O chefão era o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
 
Uma história contada por ele ilustra o estilo de atuação de Rose. Em 2005, uma funcionária da Guarda Portuária passou a dizer na Codesp que fora indicada para o cargo porque era amiga da “namorada do Lula”. O caso chegou ao conhecimento da direção do Porto de Santos. Um diretor repreendeu a funcionária e chegou a abrir uma sindicância para apurar o fato – e ela foi demitida. O executivo conta que, contrariada, Rose ligou para executivos para cobrar explicações e reafirmou o que a amiga havia dito: “Eu sou a namorada do Lula”. Os executivos acharam que ela blefava. “No começo, a gente não sabia que ela era tão forte”, diz um deles. No Porto, ela foi responsável pelas indicações de Paulo Vieira e do petista Danilo de Camargo, ligado ao grupo do ex-ministro José Dirceu no PT. Os dois passaram a atuar em parceria com Valdemar Costa Neto, o deputado pelo PR condenado à prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do mensalão, responsável por indicar o presidente da Codesp.

Um dos interesses desse grupo era perdoar uma parcela da dívida da empresa transportadora Libra com a Codesp. O valor da dívida era de R$ 120 milhões. O acordo foi fechado no Ministério dos Transportes, então controlado pelo grupo ligado a Costa Neto, e contou com o aval de Camargo, presidente do Conselho de Administração. O PT de Santos, liderado pela ex-prefeita Telma de Souza, ficou revoltado com os termos do acordo e resolveu cobrar explicações de Camargo. Novamente Rose entrou em ação para defender os interesses da Libra, do PR de Costa Neto e de Paulo Vieira. Na ocasião, diz o alto executivo, ela evocou novamente o nome de Lula. Nos telefonemas que dava aos petistas contrários ao perdão da dívida, afirma ele, Rosemary sempre mencionava o então presidente.

Rose tem 57 anos, começou jovem na militância política e sua turma, dentro do PT, é uma turma das antigas. Seus principais interlocutores no partido, além de Lula, são Paulo Frateschi, secretário de organização do PT, e os já mencionados Camargo e Dirceu. Rose trabalhou como assessora de Dirceu nos anos 1990. Acompanhou de perto sua ascensão à presidência do PT. No total, foram 12 anos de parceria. Foi no período em que trabalhava com Dirceu que Rose conheceu Lula. Em fevereiro de 2003, com Lula no Planalto, Rose se tornou assessora especial do gabinete regional da Presidência em São Paulo. Em 2005, tornou-se chefe da unidade. Seu poder no partido foi crescendo. Ela fazia triagem informal dos currículos de candidatos a cargos do segundo escalão. Nessa época, começou a exercer influência também no Banco do Brasil. Rose trabalhou, de acordo com políticos e executivos do setor bancário, pela indicação de Aldemir Bendine para a presidência do BB.

A proximidade com Bendine permitiu que Rose, em 2009, conseguisse um emprego para José Cláudio Noronha, seu ex-marido. Noronha ganhou a vaga de suplente no Conselho de Administração da Aliança Brasil Seguros, atual Brasilprev. De acordo com as investigações da PF, Paulo Vieira forjou um diploma de curso superior para que Noronha cumprisse uma exigência da Brasilprev e assumisse a vaga. Em agosto do ano passado, o mandato de Noronha foi renovado.

Rose era também próxima de Delúbio Soares, o ex-tesoureiro do PT condenado a oito anos e 11 meses de prisão no caso do mensalão. Os dois costumavam tomar café no Conjunto Nacional, centro comercial próximo ao prédio do gabinete da Presidência. A pedido de Delúbio, segundo executivos do BB, ela usou sua proximidade com Bendine para conseguir a nomeação de Édson Bündchen para a superintendência do BB em Goiás, em setembro passado.

Rose circulava tão bem no BB que pairava acima das disputas fratricidas entre seus diretores. Era próxima também de Ricardo Flores, ex-vice-presidente de crédito e ex-presidente da Previ, o bilionário fundo de pensão dos funcionários do banco. Flores e Bendine travaram embates corporativos constantes e são considerados inimigos. Isso nunca impediu Rose de se sentir segura para pedir favores a ambos. Em 25 de março de 2009, Rose pediu a Flores que examinasse um pedido de empréstimo de cerca de R$ 48 milhões da empresa Formitex. Era um desejo de Paulo Vieira – na época, ele ainda não era diretor da ANA. “Gostaria que encaminhasse esses dados técnicos ao Dr. Ricardo (Flores) e, se possível, conseguisse uma agenda para o Dr. César Floriano”, diz Paulo em e-mail para Rose que consta do inquérito policial. Floriano era um dos empresários que bancavam a quadrilha. Em 17 de agosto de 2009, Rose encaminha outro e-mail a Paulo em que pergunta se “aquele assunto do Flores foi resolvido”. Poucos minutos depois, Paulo responde: “As coisas com o Flores estão caminhando bem, ele tem sido muito legal e parece que vamos avançar bastante” (leia o e-mail abaixo).
 

De acordo com a investigação da PF, além do emprego para o ex-marido, Rose usou seus contatos no BB para ajudar o atual, João Vasconcelos. Documentos apreendidos pela polícia na casa de Rose, em São Paulo, mostram que a construtora de Vasconcelos, a New Talent, obteve um contrato de R$ 1,1 milhão – sem licitação – com a Cobra Tecnologia, subsidiária do BB. Tratava-se de uma obra de adequação e reforma do novo centro de impressão da empresa em São Paulo. Mais uma vez, Rose recorreu a Paulo Vieira para forjar documentos. A Associação Educacional e Cultural Nossa Senhora Aparecida, mantenedora da faculdade de propriedade de Vieira em Cruzeiro, São Paulo, emitiu um falso atestado de capacidade técnica para a New Talent conseguir o contrato com a Cobra. Em maio de 2010, funcionários da Cobra encaminharam a Vasconcelos o contrato com a New Talent.
 

Fonte: Revista ÉPOCA - Edição nº 759 - Por Diego Escosteguy e Alberto Bombig com Leopoldo Mateus, Macelo Rocha, Murilo Ramos, Flávia Tavares e Leandro Loyola

Operação Porto Seguro: Rosemary pediu aos irmãos Vieira obras para construtora do marido

New Talent tentou atuar em aeroportos e fechou contrato com empresa do BB 


A pedido da ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência da República em São Paulo Rosemary Novoa de Noronha, os irmãos Paulo Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Águas, e Rubens Vieira, ex-diretor da Agência Nacional de Avião Civil, atuaram para tentar obter contratos de obras em vários empreendimentos para a construtora New Talent, comandada pelo marido de Rosemary, João Batista de Oliveira, segundo o inquérito da PF.

A New Talent teria tentado obter contratos de obras em aeroportos. Nos relatórios do inquérito da Operação Porto Seguro, a PF diz acreditar que Paulo Vieira estava tentando ajudar a construtora a ganhar obras nos aeroportos de Viracopos, em Campinas (SP), e de Guarulhos (SP).

Além disso, a empresa conseguiu fechar um acordo com a Cobra, empresa de tecnologia gerenciada pelo Banco do Brasil, depois que Paulo Vieira obteve um documento supostamente falso para beneficiá-la.

Para a PF, apesar de João Batista de Oliveira não constar como sócio da New Talent, era ele quem comandava a construtora, que foi registrada em nome de parentes do casal.

Reclamação por e-mail

Em e-mail de 17 de maio de 2012, Rosemary cobra de Paulo Vieira que ajude a construtora, e reclama que a situação “está complicada”. “Ele é meu marido, quero o melhor para ele, até para que eu possa trabalhar sossegada”, escreve ela.

No texto, Rosemary afirma que a construtora já tem uma obra garantida, com empresa identificada apenas como “O”, mas reclama que o lucro é muito pequeno para responsabilidade demais. E diz: “A questão com Rubens é a que mais interessa realmente”.

No mesmo dia, Paulo Vieira responde a Rosemary: “Acho que há boas chances de conseguirmos em Campinas”. Em 18 de maio, ele diz que fará “das tripas coração” para tentar ajudar Rosemary. “Com relação a tempo, só temos como encaminhar após os contratos de concessão, que ainda não foram assinados, tudo isso deve rolar no 2º semestre”, referindo-se à concessão de Viracopos à iniciativa privada.

Mas a ex-chefe de gabinete diz, então, que Campinas é longe e que prefere que Paulo Vieira consiga alguma obra em São Paulo. O ex-diretor da ANA diz que é mais fácil conseguir em Campinas, pois ele “tem amizade com o pessoal” da cidade. Mas Rosemary insiste: “O Rubens disse que em Guarulhos dava...”

A Infraero, que até novembro administrava os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, informou que não há registro de pagamentos para a New Talent. As empresas que passaram a gerenciar os terminais quando eles foram privatizados informaram que não contrataram a New Talent.

Em 2010, a New Talent assinou contrato de R$ 1,12 milhão com a Cobra, empresa de tecnologia do Banco do Brasil. Para obter o contrato, a construtora se valeu de um atestado de capacidade técnica supostamente falso emitido pela Faculdade de Ciências Humanas de Cruzeiro (Facic), comandada pela mulher de Paulo Vieira.

Atestado “conforme combinado”

O atestado diz que a New Talent fez uma obra de R$ 2,8 milhões para a Associação Cultural Nossa Senhora Aparecida, mantenedora da Facic. Relatório anexo ao inquérito da PF mostra a troca de e-mails em que Rosemary pediu a Paulo Vieira que providenciasse o atestado. Ela enviou um arquivo anexo com o texto já redigido. “Conforme combinado, por gentileza, coloque no papel timbrado da Facic e me devolva, não precisa se preocupar”, escreveu ela, no e-mail.

Apesar de o pedido ter sido feito em 28 de abril de 2010, o atestado foi emitido com data de 17 de dezembro de 2009. Em 11 de maio de 2010, Oliveira mandou um e-mail com o contrato entre a New Talent e a Cobra. Paulo Vieira encaminhou o e-mail para Rubens, que fez algumas observações, como a necessidade de uso de crachá pelos funcionários da construtora. O contrato é para reforma e adequação do centro de impressão da Cobra, em Barueri (SP).

O Banco do Brasil informou que não se pronunciará sobre o contrato.

Paulo Vieira desconfiava da qualidade dos serviços prestados pela New Talent. Ele temia que seu apartamento, que foi reformado pela empresa do marido de Rosemary, desabasse. Com o engenheiro Carlos César Floriano, Paulo desabafou: “Eu deixei a Rose tomar conta disso aí, sem entender, e colocar aquele doido dela”.

O registro da New Talent na Junta Comercial de SP mostra que o capital é de R$ 120 mil e que a empresa foi criada em julho de 2009.

Fonte: O Globo

OPERAÇÃO PORTO SEGURO: As reinações de Rosemary

Como atuava e qual era o poder de Rosemary Nóvoa Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo. Ela é suspeita de integrar o esquema de fraude de pareceres em órgãos públicos 



A operação da Polícia Federal que fez uma devassa no gabinete da Presidência da República em São Paulo trouxe à tona as atividades de uma curiosa personagem: Rosemary Nóvoa Noronha. Embora desconhecida do grande público, ela era quase uma celebridade nos bastidores do poder. “Rose”, como é conhecida, tratava de indicações para estatais, agências reguladoras e autarquias, mesmo sem poder formal para tamanho desembaraço. Quem queria garantir um espaço na máquina estatal sabia que contar com a chefe do escritório presidencial na capital paulista era um bom atalho. “Pede à Rose, manda o currículo para ela”, era uma frase comum entre petistas próximos. As investigações mostram, no entanto, que muitas vezes Rose era uma simples intermediária de interesses escusos de terceiros. Afinal, alguns de seus indicados detinham muito mais poder que ela e a tratavam, posteriormente, como mera – e às vezes gananciosa e inconveniente – facilitadora. Fontes da PF informaram à ISTOÉ que a chefe de gabinete participou não só da nomeação de funcionários de segundo e terceiro escalão do Executivo. Há indícios de que ela teria intermediado a indicação de ministros para tribunais federais, para o Superior Tribunal de Justiça e até o Supremo Tribunal Federal.

As atividades de Rosemary estão sendo apuradas em procedimento paralelo ao inquérito da Operação Porto Seguro. Devido à complexidade do caso, várias apurações que precisavam ser aprofundadas foram encaminhadas pela PF às corregedorias dos órgãos federais. Autoridades com foro privilegiado também serão tratadas em investigações específicas. Desde que a operação foi deflagrada, na sexta-feira 23, seis pessoas foram presas e 26 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em São Paulo e outros 17 em Brasília. Entre os detidos estão o diretor de hidrologia da Agência Nacional de Águas (ANA), Paulo Vieira, e seu irmão, Rubens Vieira, diretor de infraestrutura da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Há indícios de que Rose trabalhou intensamente pela indicação de ambos. E-mails interceptados pela PF revelam que ela recorreu até ao ex-presidente Lula para emplacar os aliados nas agências. Nas correspondências eletrônicas, Rose se referia a Lula como “PR”. Os irmãos Vieira já foram afastados por decisão da presidenta Dilma Rousseff, que também demitiu o número 2 da Advocacia-Geral da União (AGU), Weber Holanda. Os três integrariam o núcleo de uma organização criminosa suspeita de adulterar pareceres técnicos, fazer lobby na indicação de cargos e corromper servidores públicos.

Rose tinha contato rotineiro com esse triângulo criminoso. Suspeita de usar o cargo para fazer tráfico de influência, a assessora presidencial se diferencia, porém, dos demais investigados por não ter acumulado patrimônio visível. Seus favores eram pagos com pequenas benesses, como uma plástica de R$ 5 mil ou uma viagem num cruzeiro marítimo. Em seu nome estão apenas dois apartamentos, um localizado no bairro do Paraíso e outro na Mooca – no condomínio Torres da Mooca. Este prédio é endereço de outros petistas, que compraram apartamentos lá por meio da Cooperativa Habitacional dos Bancários de São Paulo, a Bancoop, na gestão de Ricardo Berzoini. Entre seus vizinhos estão Oswaldo Bargas, Freud Godoy, Rogério Pimentel e José Carlos Espinoza. Os três últimos dividiam o mesmo gabinete da Presidência em São Paulo no primeiro mandato de Lula. O escritório foi criado por decreto pelo então presidente em fevereiro de 2003 para funcionar como uma estrutura de apoio do cerimonial.

Godoy, Espinoza, Pimentel e Bargas tiveram seus nomes envolvidos em escândalos, no primeiro mandato de Lula e acabaram sendo tratados por ele como aloprados. Rose passou praticamente ilesa. Antes de virar chefe do gabinete, em 2007, ela era a ecônoma e controlava os gastos com cartões corporativos de Lula e sua família. A análise dessas relações ajuda a explicar como Rosemary acumulou tanta influência. Sua relação com Lula, por exemplo, remonta a 1988, quando ela era caixa de uma agência bancária em São Bernardo do Campo, na qual o Sindicato dos Metalúrgicos tinha conta. A amizade levou Rose a administrar as contas pessoais de Lula, que depois a convidou para secretariá-lo na sede do PT em São Paulo. Lá, Rose trabalhou por 12 anos. Assessorando a presidência da legenda, aproximou-se também de José Dirceu, Ricardo Berzoini e Luiz Gushiken. Hoje, depois do escândalo, Vicente Cândido (PT/SP) é um dos raros petistas que confirmam ter conhecido Rosemary no início dos anos 90. Ele admite que usufruiu de seu prestígio, conseguindo audiências com José Dirceu, quando Rose virou assessora dele na secretaria-geral do PT. “Temos uma amizade antiga de respeito. Convivemos muito quando ela assessorava o Zé (Dirceu)”, disse à ISTOÉ. Cândido é um dos nomes que aparecem nas escutas do inquérito da Operação Porto Seguro. Em algumas ocasiões, ao citar aliados, Rose diz que pode contar com o petista.

Ao longo dos anos, Rosemary não fez apenas amigos. Também colecionou desafetos em função de seu estilo desabrido. São comuns os relatos das broncas públicas de Rose sobre os cinco funcionários que trabalhavam com ela no terceiro andar do edifício do Banco do Brasil, na avenida Paulista, o chamado Planaltinho. Em certa ocasião, um deputado petista conta que aguardava para falar com o ex-presidente Lula quando viu Rose aos gritos com uma secretária que não havia passado determinado recado. A funcionária deixou a sala chorando. Em outro episódio narrado também por um deputado, Rose se negou a receber um parlamentar petista do Nordeste. A alegação era de que ela não teria ficado satisfeita com o discurso feito em plenário por ele no qual se referia a José Dirceu, seu padrinho político e amigo.

No “Planaltinho”, Rose recebia políticos e empresários. Ajudava parlamentares do baixo clero a marcar audiências e a conseguir empregos para apadrinhados em órgãos públicos. A maioria da bancada de deputados de São Paulo já usufruiu da influência de Rosemary. Assessores da ex-chefe de gabinete dizem que ela elaborava semanalmente uma lista de pedidos e prioridades para atender os parlamentares. Alguns, como Vicente Cândido (PT/SP), Milton Monte (PR/SP) e Valdemar da Costa Neto (PR/SP), frequentemente estavam nesse grupo e foram citados em e-mails e conversas de Rosemary. Costa Neto, segundo os documentos da Operação Porto Seguro, tinha estreitas ligações com Paulo Vieira e há suspeitas de que também poderia ter tido influência em sua indicação. A Polícia Federal identificou 1.179 ligações telefônicas feitas a partir de um restaurante japonês que Paulo Vieira tem em São Paulo para o deputado Costa Neto e integrantes de seu partido, o PR. A boa relação com os políticos fortalecia a ex-chefe de gabinete de Lula na tentativa dela de obter vantagens. Em algumas das conversas interceptadas pela PF, ela e Paulo Vieira se referem a “parlamentares amigos”. Prefeitos e secretários de governo que não tinham contato direto com os ministros também passaram a acionar Rose. No varejo da barganha política, ela estendeu seus tentáculos a diversas agências e órgãos. Do seu e-mail do Planalto partiram pedidos de emprego, muitas vezes insistentes. Em um deles, ela questiona Paulo Vieira sobre a possibilidade de atenderem ao “seu desejo” nomeando a filha Mirelle para um cargo na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Na Comissão de Ética da Presidência da República, pelo menos dois ex-conselheiros confirmam as tentativas de Rosemary de obter informações privilegiadas sobre processos. As interferências de Rosemary se repetiam no Ministério das Comunicações, na Infraero, no Itamaraty e até no Banco do Brasil, onde ela se envolveu em disputas internas por poder. A influência de Rose nas mais diferentes esferas de poder só veio à tona nos últimos três meses, ao final da investigação. Até então não havia dados que identificassem uma conduta criminosa. A quebra de sigilo das correspondências e ligações telefônicas do ex-diretor da Agência Nacional de Águas (ANA) Paulo Vieira e seu irmão Rubens Vieira, diretor de infraestrutura aeroportuária na Anac, mostra Rose atuando como partícipe do esquema. Em conversa, os irmãos Vieira dizem que têm medo de Rosemary e que sempre acatam sem discutir as ordens da chefe de gabinete para evitar problemas maiores. “E você sabe que mexer com coisa que envolve a Rose e tudo mais dá um estresse do c..., é uma encheção de saco”, reclama Paulo. O relatório final da PF será entregue em 30 dias. Para decidir sobre uma eventual prisão ou não dela, espera-se agora a análise dos documentos colhidos recentemente. Por tudo o que ela representa, um eventual indiciamento ou prisão de Rosemary causará calafrios no PT. “Não vou cair sozinha”, disse ela ao longo da semana. “Tememos pelo seu destempero”, reconhece um petista com trânsito no governo. Não foram pedidas interceptações telefônicas dela, o que houve foi a solicitação dos e-mails retroativos. O primeiro e-mail em que ela aparece foi de 2009. De acordo com a procuradora do MPF, Suzana Fairbanks, o grupo criminoso agia seguindo o padrão de tentar achar brechas jurídicas para retirar uma decisão de um órgão e levá-la para outro, onde já contava com servidores cooptados para fazerem uma análise favorável do caso. “Eles não paravam de cometer crimes. É o tempo inteiro. É o modus operandi deles. Está na vida deles e eles só fazem isso o tempo todo”, disse a procuradora.

A PF investiga ainda a ação da quadrilha para legalizar a Ilha das Cabras, no litoral paulista. Em 1991, uma ação civil pública movida pelo MP Estadual obrigava a demolição da mansão de propriedade do ex-senador Gilberto Miranda existente na Ilha das Cabras. Em 1997, no entanto, Miranda conseguiu aprovar na Assembleia Legislativa do Estado um projeto de lei que passava a ilha para a União. O projeto foi sancionado pelo então governador Mário Covas. Só que, em 2004, foi a vez de a União entrar com um processo contra Miranda. A partir de 2009, quando a quadrilha se estabelece, ele passou a operar na Secretaria de Patrimônio da União na tentativa de legalizar a ilha. Seu contato na SPU era a superintendente Evangelina de Almeida Pinho, ligada aos irmãos Vieira. De acordo com as investigações, Evangelina facilitou o processo de liberação da Ilha das Cabras corrompendo funcionários públicos. O ex-senador Gilberto Miranda também contou com integrantes do esquema para conseguir a aprovação do projeto de um complexo portuário de R$ 2 bilhões na Ilha dos Bagres, área de proteção permanente ao lado do Porto de Santos. Neste caso, ele foi ajudado por Weber Holanda. 
 
Fonte: ISTOÉ.com - Por Alan Rodrigues, Claudio Dantas Sequeira, Izabelle Torres, Josie Jerônimo e Pedro Marcondes de Moura

OPERAÇÃO PORTO SEGURO: Em escuta da PF, Rosemary diz que Lula parece um “velho caquético”


Do R7, com Agência Estado 

Uma conversa de Rosemary Noronha grampeada pela Polícia Federal em maio deste ano mostra a ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo comparando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a “um velho caquético”.  Ela dizia a Paulo Vieira, ex-diretor da ANA (Agência Nacional de Águas), que estava preocupada com a imagem pública de Lula após um suposto tombo levado em casa. As informações são do Jornal Folha de S.Paulo.
 
No diálogo, Vieira diz que achou Lula muito abatido em evento no Rio e Rose responde: "É, eu já falei pra ele. Ele tem que parar de se expor em público enquanto a perna dele não ficar boa... Ele levou um tombo domingo passado dentro de casa... Ele tá parecendo um velho caquético".

O ex-diretor discorda da comparação e Rose responde que a impressão depende do canal a que se estiver assistindo: “Uma coisa é você ver uma foto no jornal manipulada pelo [Ricardo] Stuckert [fotógrafo do Instituto Lula]. Outra coisa é você ver um movimento na Globo News".

Rosemary e o ex-diretor perderam seus cargos depois que foram indiciados pela Polícia Federal na operação Porto Seguro, deflagrada na última sexta-feira (23). A investigação desbaratou um esquema de venda de pareceres técnicos fraudados para favorecer empresas privadas.

Relatório de inteligência da Polícia Federal revela que Rosemary disse a Paulo Vieira e a seu irmão Rubens Vieira, ex- diretor de Infraestrutura da Anac (Aeroportuária da Agência Nacional de Aviação Civil), que trataria de suas nomeações para agências reguladoras com Lula. O documento não cita nominalmente o petista, mas investigadores estão certos de que Rose se referia a ele ao escrever "PR" em e-mails trocados com os Vieira.

O jargão é usado no governo para se referir ao chefe do Executivo.

Carvalho

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, afirmou nesta sexta-feira (30) que a revelação da troca de e-mails entre Rosemary e os irmãos Vieira não complica a situação de Lula.

— Não tem nenhuma complicação para o presidente Lula

A afirmação foi feita quando Carvalho chegou ao Ministério da Previdência para uma reunião de trabalho com o secretário-executivo da pasta, Carlos Gabas.  Ele também negou que tenha informado Lula da operação da PF, que envolveu Rosemary, que é amiga do ex-presidente.

Fonte: Estação da Notícia - Da redação em 30/11/2012 19:35:47

Números da sucessão do Buriti


A dois anos da eleição, uma pesquisa de opinião não tem relevância. Indica apenas uma tendência do eleitorado hoje, que pode mudar radicalmente até o dia da eleição.

Mas se as eleições para governador e senador fossem agora, o senador Rodrigo Rollemberg, do PSB, e o deputado Reguffe, do PDT, estariam na frente.

Rollemberg iria para o segundo turno na eleição para governador e Reguffe seria eleito senador.

Mas há muitos eleitores que não votariam em nenhum deles ou não sabem em quem votar.

O instituto O&P fez três simulações para governador, e Rollemberg liderou em todas. O senador Cristovam Buarque, do PDT, não entrou em nenhuma das alternativas para o governo.

A primeira: Rollemberg, 20,4%; Toninho do Psol, 15,6%; Agnelo (PT), 10,6%; Alberto Fraga (DEM), 10,4% e Valmir Campelo (ministro do TCU, ex-PTB), 6%. Nenhum, não sabe: 37%

A segunda: Rollemberg, 26%; Eliana Pedrosa (PSD), 19,6%; Agnelo 11,1%. Nenhum, não sabe: 43,3%.

A terceira: Rollemberg, 31,3%; Agnelo, 12,6%; Pitman (PMDB), 8,5%. Nenhum, não sabe: 47,7%. 

Para senador, Reguffe ganha em todas: 

30,4% contra 14% de Magela (PT), 13,9% de Eliana Pedrosa e 10,9% de Filippelli.

31,5% contra 15,4% de Filippelli (PMDB), 10,8% de Chico Leite (PT) e 4,9% de Alberto Fraga (DEM); 

31,3% contra 15% de Filippelli, 12,6% de Magela e 4,9% de Fraga. 

O senador Gim Argello (PTB), tido como provável candidato na chapa de Agnelo, tem, em cada opção, 3%, 4,4% e 4,4%. 

Fonte: Blog do Hélio Doyle