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quarta-feira, 16 de julho de 2014

DF: Guerra jurídica pauta eleições



A disputa entre os candidatos das duas maiores coligações que concorrem ao Governo do Distrito Federal (GDF) promete acirramento também no campo da lei.

A tentativa de impugnação da candidatura do ex-governador José Roberto Arruda (PR) vai pautar a campanha até o seu fim. Aliados do governador e candidato à reeleição Agnelo Queiroz (PT) acreditam que sem Arruda na disputa o caminho pode ficar mais fácil. E o PT não vai precisar nem dá a cara a tapa para entrar com uma ação contra Arruda. Pelo menos por enquanto. O PSol, do candidato Antônio Carlos de Andrade, o Toninho, se encarrega de fazer isso, tentando tirar uma lasca. Faz o jogo do PT e ainda ganha holofotes.

Medo de competição

Em 2010, com a saída de Joaquim Roriz da disputa, foi o PSol quem mais cresceu. Teve a sua melhor votação e chegou em terceiro. O candidato era o mesmo Toninho. Alcançou cerca de 15% do votos. Aposta na mesma tática para repetir a façanha da eleição passada.

Mais candidatos

A diferença da eleição deste ano é o maior número de candidatos competitivos. Em 2010 eram apenas Agnelo e Joaquim Roriz (depois Weslian). Corriam por fora Toninho e Eduardo Brandão (PV), que acabou secretário de Meio Ambiente do governo Agnelo.

Rodrigo e Pitiman

Nas eleições deste ano disputam ainda o Buriti o candidato do PSDB, deputado Luiz Pitiman, e o do PSB, senador Rodrigo Rollemberg. Os dois possuem candidatos competitivos à Presidência da República. Pitiman está com Aécio Neves. Rollemberg com Eduardo Campos.

Dilma

A campanha nacional pode influenciar a local. Aécio lidera as pesquisa no Distrito Federal e pode ajudar Pitiman a ganhar votos e subir nas pesquisas. Rollemberg tem em Marina Silva, vice de Campos, uma aposta para crescer. Marina foi a mais votada em 2010 no DF para presidente. Dilma vai mal e não deve ajudar Agnelo.

O que é impugnar

Impugnar é contestar, questionar. No contexto eleitoral, impugnar o registro de uma candidatura significa contestar a validade dela conforme a lei. Impugnação do registro de candidatura pode ser propostas pelo Ministério Público Eleitoral, por coligações, partidos e candidatos.

TRE julga

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) recebe e julga as ações. A partir da notificação pelo TRE, os impugnados têm sete dias para apresentar defesa. Pelo calendário eleitoral, o tribunal precisa julgar todas as impugnações até 12 de agosto. Se condenados, os candidatos podem recorrer ao TSE.

Fonte: Blog do CALLADO - Coluna Coletivo Político publicada na edição de 15 de julho de 2014, no Jornal Coletivo.

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