A farta documentação apreendida, os depoimentos e os grampos feitos
com autorização judicial, poderá descambar em um novo escândalo nas
mesmas proporções da operação que desvendou o que é considerado o maior
esquema de corrupção no DF.
As investigações se forem aprofundadas nas administrações regionais,
mostrarão que de uma forma ou de outra, a praga está encrostada em todas
elas, seja na concessão de alvarás, de habite-se, no uso das emendas
parlamentares para realização de shows, e até para concretização de
pequenas obras, detalhe que fica bem claro em um dos diálogos gravados
com autorização judicial.
O farto material que foi coletado pelos investigadores, robusteceram as
ações que serão manejadas pelo Ministério Publico contra os 'ladrões do
patrimônio publico'. A revolta dos investigados é grande, mas os
documentos revelam em pormenores como agiam os integrantes de mais esse
grupo criminoso que agiu ao arrepio da lei. Se achavam acima da lei.
Após serem descobertos, alguns empresários se dizem injustiçados.
Esquecem eles que quem autorizou a realização da operação foi o
Judiciário.
Depoimentos de servidores e ex-servidores da Administração de
Taguatinga, revelam por exemplo, uma outra face do ex-administrador Carlos Jales da
cidade que ainda ninguém conhece publicamente.
A Operação Átrio que foi desencadeada numa ação conjunta do GAECO-MPDFT
e PCDF poderá ter alcançado um número bem maior de servidores públicos
da maquina do GDF. Os grampos feitos por determinação judicial não
deixam duvidas de que havia sim, um grande conluio para beneficiar
inúmeros empresários do ramo da construção civil. Segundo alguns
depoimentos, várias empresas com sedes em outras capitais foram também
agraciadas com os "serviços", após terem pago propina.
Políticos acham que é um absurdo as exigências que as leis impõem aos
construtores, talvez esquecem que são eles os autores de muitas delas.
Além do deputado Washington Mesquita que não é investigado, e que
politicamente se encontra numa situação muito desconfortável, outros
distritais também aparecem nos diálogos entre os investigados.
Consta também nos grampos, os nomes de outros administradores,
servidores de estatais, e até secretários são citados, tudo ao telefone.
Deverão ser intimados nos próximos dias para depor, outros servidores e
empresários. Servidores do Detran, Secretaria do Meio Ambiente e da
Administração da Ceilândia, alguns deles que tiveram também as suas
conversas gravadas durante investigações, terão que explicar em que
contexto mantinham diálogos com o grupo investigado.
Os diálogos captados complicam a situação do ex-administrador de
Taguatinga, que ao ser interrogado pela policia preferiu se manter
calado. Segundo as investigações Carlos Jales servia aos interesses de
empresários, obtendo em contrapartida, favores ainda não esclarecidos.
Os diálogos captados complicam a situação do ex-administrador de
Taguatinga, que ao ser interrogado pela policia preferiu se manter
calado. Segundo as investigações Carlos Jales servia aos interesses de
empresários, obtendo em contrapartida, favores ainda não esclarecidos.
Será que a certeza da impunidade leva alguns servidores públicos ao
cometimento de tantos delitos? Será que esquecem que a Papuda é bem
ali, e que é igual a coração de mãe, sempre cabe mais um. E o MPDFT
juntamente com Policia Civil não param, sabe por que? Porque a "Lei não
tira férias e consequentemente a justiça virá, às vezes ela demora, mas
virá."
Fonte: Edson Sombra
Nenhum comentário:
Postar um comentário