O Ministério Público do DF ampliou as investigações de suposto uso de espaços públicos para filiação em partidos políticos. Na última semana, os promotores começaram a cruzar informações de servidores do DFTrans, Secretaria de Micro e Pequena Empresa e Administração do Sudoeste com as recentes filiações referendadas pelo PPL.
O presidente do partido, Marco Antônio Campanella, que também dirige o DFTrans, é acusado de usar estrutura governamental para fazer política eleitoreira. Por isso, o MP quer saber duas coisas: a primeira é se houve alguma determinação dos responsáveis por esses órgãos de exigir a filiação dos servidores públicos comissionados na referida legenda. A segunda é que, confirmando a informação, descobrir se as filiações estão sendo feitas dentro dos espaços do governo local. Servidores recentemente ouvidos em segredo pela promotoria demonstraram que haveria um assédio dos chefes para a suposta filiação.
E mais: que cada filiado/servidor deveria contribuir com valores que, segundo afirmaram, teriam variação de 2% a 5% do total do salário mensal. Os promotores querem ainda pedir a permissão do presidente da Câmara Legislativa, deputado Wasny de Roure (PT), para saber se a mesma coincidência acontece dentro do gabinete do deputado distrital Raad Massouh, único parlamentar que restou do PPL na Casa. As oitivas devem continuar nos próximos dias.
Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.
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