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quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Cristovam chama atenção do PT para denúncias contra Agnelo Queiroz


O senador Cristovam Buarque (PDT/DF) pediu ao Partido dos Trabalhadores que analise denúncia contra o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT), suspeito de crime contra a administração pública quando foi diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), entre 2007 e 2010. “É uma pena que o Distrito Federal, que já teve um governador que terminou sendo preso, teve que renunciar, e que já teve dois, três senadores que renunciaram, tem agora o governador Agnelo sob suspeição completa” lamentou ele.

O discurso de Cristovam coincide com a posse, na Secretaria de Educação do governo Agnelo, de Marcelo Aguiar, que é filiado ao PDT muito ligado a ele. A manobra objetiva atrair à chapa de Agnelo, em 2014, a candidatura ao Senado do atual deputado federal pedetista Antonio Reguffe (DF), com apoio de Cristovam. Mas seu discurso mostra que as coisas não estão pacificadas no PDT. Aguiar foi indicado por Cristovam para ser o secretário de Educação de José Roberto Arruda, um dos governadores presos que ele mencionou no discurso.

A abertura de inquérito contra o governador foi autorizada pelo ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatando pedido do Ministério Público com base nos resultados da investigação da Operação Panaceia, da Polícia Federal.

Escutas telefônicas revelaram que assessores próximos de Agnelo atendiam representantes do laboratório Hipolabor, com sede em Minas Gerais, para agilizar demandas na Anvisa. Uma agenda com supostos pagamentos ao governador também foi apreendida.

Para Cristovam, o PT, que já escolheu o nome de Agnelo para reeleição no Distrito Federal, trata a denúncia com “desprezo”, mas precisa investigar o caso a fundo em respeito aos eleitores. O parlamentar disse “ficar triste” de ver que o partido não toma nenhuma atitude, como um inquérito interno, para contestar as acusações ou constatá-las e pedir desculpas.

- Em vez disso, [o PT] apenas diz: “achamos que não vai criar problema na eleição porque o processo vai demorar muito” – concluiu.

Fonte: Diário do Poder

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