Quem gosta de ter o mal feito
descoberto? Ninguém! Não fugindo à regra, o Governo do Distrito Federal (GDF)
ao ver a repercussão da matéria “Pão e Circo” escrita pelo conceituado
jornalista Hugo Marques, na revista Veja desta semana, reagiu. A reportagem traz os reflexos da má gestão do governo
petista de Agnelo Queiroz e denúncias de superfaturamento que passam pelo
Estádio Mané Garrincha até as compras emergenciais de merenda escolar. O GDF revidou
em nota oficial que não explica nada, mas ataca o jornalista e o veículo de
comunicação que publicou o mal feito.
A nota diz que a reportagem “é um
apanhado de dados no mínimo imprecisos com o propósito de enganar o leitor e
fazê-lo crer que o GDF tem o hábito de praticar superfaturamento nas suas
compras e nas suas obras”. A deputada Celina Leão (PSD) lembra ao GDF que este
apanhado de dados trata-se de relatório do Tribunal de Contas do Distrito
Federal – TCDF e, ainda, que a cada leitor que acompanha as ações desastrosas
deste governo, cabe a sua conclusão. “Uma nota institucional deve explicar e
não atacar um jornalista e um veículo de comunicação”, lamenta.
A matéria mostra que as denúncias
de superfaturamento no DF não se restringem a coisas grandes como a obra da
nova arena, questionada pelos mais variados meios de comunicação, mas até mesmo
na merenda escolar, algo simples que deveria ter sido planejado, se
estivéssemos falando de um governo organizado, que primasse pela boa gestão dos
recursos públicos.
Após criticar o jornalista, a
única justificativa do GDF para a denúncia de superfaturamento da merenda
escolar foi que “caso não fosse feita a compra emergencial 500 mil crianças
ficariam sem merenda escolar”. Para a deputada Celina Leão essa afirmação é um atestado de incompetência, até porque, segundo
ela, o governo ainda justifica em sua nota que há mais de dois anos tenta fazer
uma licitação para comprar merenda escolar, ou seja, metade do mandato do
governo petista, e não consegue alegando ser muito complexo.
“Se tem alguém querendo confundir
o leitor é o governo com essa nota
oficial, primeiro fala que tentou abrir licitação, mas em momento nenhum diz
qual a modalidade, ou qual período, ou se chegou a receber propostas e se houve decisão judicial que suspendeu o
processo licitatório. A nota oficial do GDF demonstra apenas que o governo
tentou pegar carona com barcos em movimento, pois tentou aderir a ata do Ministério da Defesa, que foi
frustrado, tentou prorrogar contratos do governo Arruda, que também foi
frustrado, ou seja, depois de tantas trapalhadas resolveram fazer um contrato
emergencial pagando até 118% a mais, dos quais a própria nota oficial reconhece
que só no leite o preço era 63% mais caro. Com 18 reais a lata, preço que o GDF
reconheceu que pagou, qualquer cidadão acostumado a valorizar cada centavo que
ganha é capaz de comprar duas latas de leite e ainda trazer o troco”.
Celina Leão afirma que diante da
gravidade das denúncias e da inconsistência das explicações vai a fundo na
questão. “Encaminhei pedindo cópia dos processos de compras emergenciais à Secretaria de Educação e dos processos de
reforma do Estádio ao TCDF e caso apareçam mais evidencias pretendo apresentar
um pedido de CPI”, finaliza.
Fonte: Assessoria da Deputada Distrital Celina Leão
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