O DISTRITO FEDERAL NÃO É QUINTAL DE MULTINACIONAL
Vergonhosa e revoltante a atitude submissa e mal explicada do
governador Agnelo Queiroz em firmar contrato com empresas de Singapura
para “pensar” o futuro de nossa Capital, em especial o planejamento e o
desenvolvimento econômico para os próximos 50 anos. Fala-se que o custo
desse contrato, sem licitação, é de 4,5 milhões de reais para os cofres
públicos.
Ficam algumas perguntas no ar para Agnelo responder. Quem ou quais
empresários estão por detrás dessa operação internacional? Servem a que
interesses? Ajudaram a financiar as campanhas políticas de quem? Porquê o
governador teve de viajar literalmente para o outro lado do mundo para
assinar esse contrato, quando o correto seria os empresários se
deslocarem até Brasília para apresentarem e tentar venderem seus
produtos ?
Importante registrar um fato preocupante acerca de contratos dessa
natureza. Existem hoje no mundo, principalmente no Sudeste Asiático,
empresas e escritórios especializadas em vender “pacotes” de projetos
urbanísticos, caríssimos e de péssimo gosto a países do chamado Terceiro
Mundo. É lamentável a postura do governador Agnelo nesse episódio ao
aceitar, de forma submissa, esse tipo de relação subalterna e
antinacional, principalmente para a Capital de nosso país.
É justo e merece todo nosso apoio e solidariedade, o repúdio e o
posicionamento crítico de jornalistas, entidades, personalidades e
militantes que atuam há décadas em defesa de nossa Capital como
Patrimônio Cultural do Brasil e da Humanidade, e que agora se vêem
surpreendidas com essa atitude do governador em contratar empresas de
fora de Brasília e do Brasil para executar um pretenso plano estratégico
para os próximos 50 anos.
O Partido Socialismo e Liberdade não vai se calar diante do
desperdício de dinheiro público em projetos completamente distanciados
de nossa realidade e da história de Brasília. Queremos chamar a atenção
de todos e mobilizar nossa sociedade contra mais um ataque aos nossos
direitos como cidadãos.
Esperamos que haja uma intensa mobilização popular contra essa
iniciativa do governador Agnelo Queiroz. O PSOL está fazendo a sua parte
ao trazer a público a denúncia de um ato contrário aos interesses do
povo de Brasília.
Se quisesse verdadeiramente pensar o futuro de nossa Capital Federal,
o governador deveria promover debates e seminários públicos sobre esse
tema, convidando nossos especialistas da área de urbanismo, arquitetura,
planejamento urbano, historiadores, sociólogos, professores das
Universidades públicas e privadas, partidos políticos, e demais
entidades representativas da sociedade civil para encontrarmos uma
solução.
Diante dos fatos, o PSOL do Distrito Federal exige o imediato
cancelamento desses contratos, ao mesmo tempo que propõe a instauração
de procedimentos investigatórios, tanto na Câmara Legislativa como
no Tribunal de Contas do Distrito Federal.
Brasília, 16 de outubro de 2012.
Antonio Carlos de Andrade
Presidente do PSOL
Diretório do PSOL/DF
Fonte:
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