Deputado cospe no prato que comeu
O
suplente de deputado Augusto Carvalho será anunciado nesta quarta-feira
16 interventor no PPS brasiliense.
A decisão foi tomada pelo
presidente nacional da legenda, Roberto Freire.
Ele negou recurso do
diretório regional para que a intervenção fosse discutida a nível
nacional.
A intervenção foi motivada pela insistência do apoio do partido ao
governo de Agnelo Queiroz.
O argumento de Freire é de que pairam sobre o
Palácio do Buriti suspeitas de fortes ligações com o contraventor
Carlinhos Cachoeira.
O PPS local questiona a decisão. Vê dois pesos e duas medidas. Alguns
dos seus dirigentes, condenando o que consideram arbitrariedade de
Freire, lembram que o partido é fiel aliado de Marconi Perillo,
governador de Goiás., também supostamente envolvido com o bicheiro
goiano.
A principal defesa do PPS para manter a aliança com Agnelo é o
compromisso firmado durante a campanha para que a legenda ajude a
construir o novo caminho traçado pelo PT.
Mas Roberto Freire decidiu
impor um rito sumário ao processo.
Nesta terça-feira 15, durante reunião da executiva nacional, o
presidente do PPS na capital da República, Aldo Pinheiro, foi impedido
de se manifestar.
Contrariado, ele deve seguir outros rumos, a exemplo
do que fizeram outros próceres do partido que se filiaram ao PHS.
O secretário de Justiça Alírio Neto licenciou-se do PPS para
continuar apoiando Agnelo.
Seus correligionários Cláudio Abrantes e
Luzia de Paula avaliam a possibilidade seguirem os passos de Alírio e se
desligarem temporariamente do partido.
Os dois são da base governista
na Câmara Legislativa.
Augusto Carvalho está na Câmara Federal graças à aliança que conduziu
Agnelo Queiroz ao Palácio do Buriti nas eleições de 2010.
Ele é
suplente de Geraldo Magela (PT), secretário da Habitação.
Se agir como interventor seguindo as ordens de Roberto Freire,
Augusto, velho aliado de José Roberto Arruda (de quem foi secretário da
Saúde, deixando a herança maldita a que o governador sempre se refere
quando fala sobre os antecessores) e Luiz Estevão (com quem teria
vínculos estreitos desde a década de 80), pode sofrer retaliação.
Na eventualidade de, sob intervenção, o PPS endurecer o jogo com o
Palácio do Buriti, Agnelo estaria propenso a sacrificar Geraldo Magela.
O
secretário deixaria equipe do governo para retornar à Câmara. Caso isso
aconteça, Augusto perde a cadeira e volta a ser um simples mortal.
Fonte: Notibras
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