
Por Wilson Silvestre - O governador Agnelo Queiroz deve manter-se em estado de calmaria no cargo que ocupa, mas em um ano e poucos dias à frente ao executivo do DF já provocou, voluntária ou involuntariamente, dois esbarrões com senadores de sua base: Cristovam Buarque (PDT) e, por último, Rodrigo Rollemberg PSB/DF (foto).
Com o Cristovam fumou o cachimbo da paz, mas ainda não conseguiu uma adesão por inteiro do PDT. Fala-se no gabinete do secretário de Governo, Paulo Tadeu, que é “apenas uma questão de atender reivindicações do PDT, principalmente na área de educação”. Este acordo só vai ser sacramentado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
Com o Cristovam fumou o cachimbo da paz, mas ainda não conseguiu uma adesão por inteiro do PDT. Fala-se no gabinete do secretário de Governo, Paulo Tadeu, que é “apenas uma questão de atender reivindicações do PDT, principalmente na área de educação”. Este acordo só vai ser sacramentado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi.
Se depender da disposição do deputado federal José Antônio Reguffe, a corda estica mais um pouquinho. Quando se imaginava que a base de Agnelo seria ampliada, consolidando o poder quase absoluto, eis que mais uma vez surge outra encrenca.
Agora com o senador Rodrigo Rollemberg por causa de farpas na mídia em relação a denúncias de que Agnelo teria oferecido “uma quantia volumosa” ao então candidato à vaga de suplente de senador Hélio José Lima, companheiro de chapa de Rollemberg, publicada na “Veja”, edição de 9 de janeiro, mereceu resposta contundente de Rollemberg que, em determinado trecho diz o seguinte: “Esclareço que a escolha do meu primeiro suplente, Hélio José Lima, foi de responsabilidade exclusiva do PT-DF, partido ao qual ele era filiado (...) Todos os que acompanham de perto a política no DF se recordam disso.
Tanto que, antes da escolha do suplente, procurei vários dirigentes locais e nacionais do PT para sugerir nomes com representatividade e respeitabilidade na sociedade brasiliense”.
Tanto Cristovam quanto Rollemberg estão no início de mandato. Eles sabem que o governo vai precisar muito deles, principalmente se onda de denúncias, infundadas ou não, tomarem forma no quintal de Agnelo.
Rollember não esconde de ninguém que é um dos postulantes à cadeira do GDF em 2014 e trabalha para isso. O PSB, liderado pelo governador de Pernambuco, Eduardo Campos, investe nesta tese, tanto é que pinçou um ex-aliado do governador, Marconi Perillo (PSDB) para ser o candidato socialista por Goiás em 2014, formando, assim, um cinturão político no coração do poder.
Se continuar sangrando’ perante a opinião pública por mais um ano, Agnelo pode esquecer a reeleição. Não vai existir tempo hábil para reconstruir a imagem de bom moço e paladino da ética e da moralidade. A turma do petista precisa acordar, esquecer as picuinhas internas e perceber que Agnelo está sendo desconstruído, principalmente junto a classe média de Brasília, extremamente politizada e que votou nele com esperança.
Fonte: Jornal Opção
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro
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