ACESSOS

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

GOVERNADOR "TROMBA" COM DOIS SENADORES 'O DESGOVERNO É GERAL'



Por Wilson Silvestre - O governador Agnelo Queiroz deve manter-se em estado de calmaria no cargo que ocupa, mas em um ano e poucos dias à frente ao executivo do DF já provocou, voluntária ou involuntariamente, dois esbarrões com senadores de sua base: Cristovam Bu­arque (PDT) e, por último, Ro­drigo Rollemberg PSB/DF (foto).

Com o Cristovam fumou o ca­chimbo da paz, mas ainda não conseguiu uma adesão por inteiro do PDT. Fala-se no gabinete do secretário de Governo, Paulo Tadeu, que é “apenas uma questão de atender reivindicações do PDT, principalmente na área de educação”. Este acordo só vai ser sacramentado pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. 

Se depender da disposição do deputado federal José Antônio Re­guffe, a corda estica mais um pouquinho. Quando se imaginava que a base de Agnelo seria ampliada, consolidando o poder quase absoluto, eis que mais uma vez surge outra encrenca. 

Agora com o senador Rodrigo Rollem­berg  por causa de farpas na mídia em relação a denúncias de que Agnelo teria oferecido “uma quantia volumosa” ao então candidato à vaga de suplente de senador Hélio José Lima, companheiro de chapa de Rollemberg, publicada na “Veja”, edição de 9 de janeiro, mereceu resposta contundente de Rol­lem­berg que, em determinado trecho diz o seguinte: “Esclareço que a escolha do meu primeiro suplente, Hélio José Lima, foi de responsabilidade ex­clusiva do PT-DF, partido ao qual ele era filiado (...) Todos os que acompanham de perto a política no DF se recordam dis­so.

Tanto que, antes da escolha do su­plente, procurei vários dirigentes locais e nacionais do PT para sugerir nomes com representatividade e respeitabilidade na sociedade brasiliense”.

Tanto Cristovam quanto Rol­lem­berg estão no início de man­dato. Eles sabem que o go­ver­no vai precisar muito deles, principalmente se onda de denúncias, infundadas ou não, tomarem forma no quintal de Agnelo.

Rollember não esconde de ninguém que é um dos postulantes à cadeira do GDF em 2014 e trabalha para isso. O PSB, liderado pelo governador de Pernambuco, E­duardo Campos, investe nesta tese, tanto é que pinçou um ex-aliado do governador, Marconi Perillo (PSDB) para ser o candidato socialista por Goiás em 2014, formando, assim, um cinturão político no coração do poder.


Se continuar sangrando’ pe­rante a opinião pública por mais um ano, Agnelo pode esquecer a re­eleição. Não vai existir tempo hábil para reconstruir a imagem de bom moço e paladino da ética e da moralidade. A turma do petista precisa acordar, esquecer as picuinhas internas e perceber que Agnelo está sendo desconstruído, principalmente junto a classe média de Brasília, extremamente politizada e que votou nele com esperança.

Fonte: Jornal Opção
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Nenhum comentário:

Postar um comentário