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| ALÍRIO NETO |
Alírio estaria prestes a desembarcar do caminho proposto por Agnelo
O PPS do Distrito Federal, que sempre esteve ao lado do poder desde o último governo de Joaquim Roriz, está em polvorosa. A direção nacional do partido orientou o deputado distrital Alírio Neto a entregar a Secretaria de Justiça, retornar à Câmara Legislativa e assinar o pedido de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar as denúncias de corrupção envolvendo a gestão do governador Agnelo Queiroz no Ministério do Esporte.
Por ser apenas uma orientação e não determinação expressa, Alírio vai estudar neste fim de semana que rumos tomar. Mas, na avaliação de seus assessores próximos, o deputado permanecerá no cargo. "O secretário não está no governo; ele é governo. Tem muito apreço pelo governador e entende que essas denúncias são caluniosas", sentenciou um servidor que priva da intimidade de Alírio.
Na eventualidade de acatar o pedido da direção nacional e consequentemente assinar o pedido de criação da CPI do Segundo Tempo, Alírio colocará em jogo o mandato do suplente de deputado Augusto Carvalho, no exercício do mandato por manobra do Palácio do Buriti, que convocou o titular Geraldo Magela para abrir uma vaga na Câmara dos Deputados.
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| ALÍRIO NETO E AGNELO |
Nos meios políticos o entendimento é de que Alírio Neto é o fiel da balança. O pedido de instalação da CPI conta com seis votos e precisa de mais dois para ser aprovado. Com a volta de Alírio, é certo que o deputado distrital Cláudio Abrantes, também do PPS, assinará o documento. Pelo Regimento Interno da Câmara Legislstiva, uma Comissão Parlamentar de Inquérito, para ser aprovada, precisa de oito assinaturas, ou seja, um terço dos 24 deputados.
De iniciativa da deputada Celina Leão (PSD) a CPI já foi assinada por Aylton Gomes (PR), Eliana Pedrosa (PSD), Washington Mesquita (PSD), Liliane Roriz (PRTB), Rôney Nemer (PMDB) - este um velho aliado do vice-governador Tadeu Filippelli - e pela própria autora do requerimento.
Por ter sido presidente da Câmara e, consequentemente, deter uma suposta ascendência sobre outros deputados, acredita-se que, deixando a secretaria, Alírio estará em condições de convencer mais gente a apoiar a CPI, a exemplo de Benício Tavares (PMDB) e Wellington Luiz (PSC). Ao presidente regional do DEM, ex-deputado Alberto Fraga, caberia determinar que Raad Massur, único representante do Democratas no Legislativo brasiliense, também assine o pedido.
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| ALÍRIO NETO |
Colher tantas assinaturas, diz Celina Leão, "seria nossa maior vitória". Entretanto, a deputada reconhece que as barreiras são muitas. Amiga particular de Alírio Neto, nem por isso ela bateu na porta do deputado do PPS para sensibilizá-lo quanto a necessidade de Agnelo ser investigado. Porém, diz, com um ar visionário, "não seria estranho se isso acontecesse, porque o PPS é oposição ao PT a nível federal e seus representantes, bem sabemos, não compactuam com falsidades".
Fonte: Publicado em 21 de Outubro de 2011 por Notibras.



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