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O grupo que coordenou a campanha da presidente Dilma Rousseff é hoje quem dá as cartas no Governo. Mesmo com a queda de Palocci, Dilma, o ex-chefe da Casa Civil e o ministro da Justiça, José Eduardo Cardoso continuam afinados orquestrando o afastamento do vice Michel Temer do comando das ações no Governo.
É de conhecimento de todos que o PMDB impôs a candidatura de Temer a Dilma e Lula. Por isso, Temer nunca foi um vice da confiança da presidente. Palocci, como coordenador político, sentiu na própria pele o que é ser abandonado pelo PMDB, quando enfrentou as denúncias que o levaram a queda. Mesmo fora do Governo, o ex-chefe da Casa Civil, opera com Dilma e José Eduardo Cardoso, na vingança contra seus desafetos.
O Ministério da Agricultura foi o primeiro alvo do conhecido Grupo dos Três , o G3. Depois, o Turismo, com o escândalo do Amapá envolvendo Frederico Silva da Costa, o Fred, secretário executivo e homem indicado por Henrique Alves. A prisão de Fred tinha como objetivo começar o desgaste de Henrique. O próximo escândalo a sair do forno é a denúncia que atinge, em cheio, o ministro da Previdência Garibaldi Alves e o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves.
O que está sobre a mesa do ministro da Justiça é uma bomba que tira de vez Henrique Alves da disputa pela cadeira da Câmara. Trata-se de um processo com escuta telefônica, autorizada pela Justiça, onde Henrique e Garibaldi, primos, compram votos e trocam por aposentaria no INSS. A Polícia Federal grampeou todos os envolvidos e tem uma farta documentação que está para estourar a qualquer momento.
Garibaldi e Henrique acolheram uma mulher que operou na troca de votos, por aposentadoria, colocando o filho dela como guardião da família, contratado no gabinete do deputado estadual Walter Alves, filho de Garibaldi. As investigações fazem parte de um processo que tramita no Ministério Público Federal. As provas estão com o ministro da Justiça José Eduardo Cardoso. Garibaldi e Henrique conseguiram colocar as investigações do Ministério Público nas mãos de um primo procurador, no Rio Grande do Norte, que sentou em cima do processo. Mas este procurador foi transferido para Brasília.
Todo o material do processo está sob controle do ministro da Justiça e do procurador da República Roberto Gurgel.
Agora, o ex-ministro da Justiça Nelson Jobim entra em campo para junto com Temer e Eliseu Padilha, que assume como suplente de Mendes Ribeiro na Câmara (nomeado nesta 5a feira, 18, Ministro da Agricultura), numa estratégia de Temer para formar uma frente de combate "velada" ao G3 . É preciso lembrar que Padilha é sócio de Jobim num dos principais escritórios de advocacia do País. Os dois fazem oposição a Dilma no Rio Grande do Sul. Eliseu Padilha foi bem claro quando apoiou o candidato do PSDB, José Serra, na disputa à Presidência. E Jobim quando revelou seu voto a Serra e caiu do Governo Dilma. É bom lembrar também que Padilha foi ministro dos Transportes de Fernando Henrique Cardoso. Em resumo: Jobim e Padilha têm sangue peemedebista, mas bico de tucano.
Fonte: Quid Novi - Mino Pedrosa
Blog do Edson Sombra

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