A avaliação do governo de Agnelo Queiroz não é nada boa, de acordo com pesquisa realizada pelo instituto O&P Brasil.
Os que consideram a gestão ótima e boa somam apenas 17,2%, enquanto para 45,2% é ruim e péssima. O governo é aprovado por 26,6% dos eleitores e desaprovado por 45,3%, enquanto 25,4% nem aprovam, nem desaprovam.
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| FELIPPELLI & AGNELO QUEIROZ |
Os estrategistas do governo certamente já conhecem essa pesquisa e realizaram outras, que provavelmente apresentam resultados semelhantes. Sabem, portanto, qual é a situação e o que fazer para superá-la. O problema é que têm de trabalhar com rapidez, porque embora sete meses de governo ainda seja muito pouco para apresentar realizações de peso, uma percepção negativa pode se sedimentar e se tornar irreversível.
Aparentemente, a imagem do GDF tem a ver com a expectativa criada na campanha eleitoral. Como sempre acontece, a propaganda dos candidatos exagera nas promessas e passa aos eleitores a ideia de que problemas graves e históricos serão resolvidos rapidamente. Além disso, depois da decepção dos brasilienses com o governo Arruda e do ano perdido de 2010, havia grande esperança de que Agnelo e seus aliados rapidamente mostrariam um novo jeito de governar e de fazer política.
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| AGNELO QUEIROZ |
É porque as promessas ainda não foram cumpridas e as expectativas têm se frustrado que o governo tem baixa aprovação. Basta ver que para 63,8% dos entrevistados os resultados do governo estão atrasados ou muito atrasados. Mas, na verdade, que grandes resultados poderiam ser apresentados em sete meses?
Os problemas principais de Brasília são tão grandes que nenhum deles será resolvido a curto ou a curtíssimo prazo. Alguns são tão complexos que não serão resolvidos em todo o mandato, mas minimizados, o que já será um ganho. E assim fica a distância entre as promessas e as expectativas e a realidade dos sete meses.
O grande erro de Agnelo foi, nesses primeiros meses, não dar à sociedade uma sinalização efetiva de que veio para mudar, na gestão e na política. Não ficou clara a diferença para os governos anteriores. As iniciativas positivas, como a Secretaria da Transparência, são obscurecidas pelas práticas políticas iguais às antes criticadas – e a existência de 33 secretarias só para atender aliados é apenas um exemplo – e pela falta de uma comunicação direta do governador com a população. Além disso, o círculo próximo ao governador e o secretariado tem pontos fracos evidentes que dificultam a boa gestão em áreas estratégicas.
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| AGNELO QUEIROZ DO PT |
Agnelo tem, pois, de mostrar muito serviço para reverter esse quadro. Há três meses, quando saiu a última pesquisa da O&P, seu governo era aprovado por 31,5% e desaprovado por 36,5%. Os números pioraram e o tempo passa. É claro que é mais do que possível reverter essa situação, mas como não dá para fazer milagres e resolver a situação da saúde, da segurança e dos transportes – entre outras -- imediatamente, o governador precisa mudar muita coisa e mostrar à população que o novo caminho ainda é possível.
Fonte: Blog do Hélio Doyle - Publicado 23/08/2011



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