| Deputadas Distritais Leliane Roriz e Celina Leão |
Depois de uma reunião de três horas com os parlamentares, o presidente da Câmara decidiu ganhar tempo e não tomar nenhuma medida até conversar com a procuradora-geral do MPDFT, Eunice Carvalhido, e os promotores da Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social que assinaram a orientação enviada à Câmara. O encontro será às 18h.
Patrício irá acompanhado de outros deputados. O petista contou ao Brasília_247 que quer saber mais sobre a recomendação, já que, segundo ele, os efeitos da medida só atingirão duas deputadas, Celina Leão (PMN) e Liliane Roriz (PRTB). "Quero pegar mais dados para tomar qualquer medida", alega Patrício. "Se isso tiver que acontecer tem que servir para todos os deputados", diz.
Com isso, o petista não vai publicar amanhã, no Diário da Câmara, resolução determinando a exoneração dos atingidos pela recomendação do MPDFT. O texto original estava sendo preparado pela Procuradoria-Geral da Casa. Daria prazo de até 30 dias para os servidores deixarem as funções.
Patrício pediu ao setor de Recursos Humano um levantamento sobre as contratações e as possíveis relações familiares na Câmara. Mas não é preciso um trabalho minucioso para obter essas informações. Quem circula na Casa sabe quem é parente de quem lá.
Nos gabinetes das duas oposicionistas trabalham servidores cujos familiares também estão empregados na Câmara, mas em setores diferente. O assessor de plenário de Celina, Sandro de Moraes Vieira e o irmão dele, Sílvio de Moraes Vieira, estão lotados oficialmente no gabinete. A mãe da dupla, Maria Balbina de Moraes Vieira, no entanto, trabalha na Comissão de Ética, cuja presidente é a própria Celina.
Liliane Roriz tem como chefe de gabinete José Flávio de Oliveira, que foi secretário de Assuntos Parlamentares do então governador Joaquim Roriz. A mulher dele, Leny Eiró Dias de Oliveira, também está no quadro da Casa, mas no gabinete de Celina Leão. Liliane não concorda com o "novo entendimento de nepotismo" do Ministério Público do DF. "Vamos questionar essa interpretação dos promotores", diz.
Fonte: Brasília_247
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