Demora para trocar secretários já incomoda até aliados próximos. Deputados e suplentes reclamam das indefinições do governador
| Deputados Joe Valle (PSB) e Aylton Gomes (PR) |
Priscila Mesquita_Brasília247 - Muita paciência. Esse tem sido o segredo de pessoas próximas ao governador Agnelo Queiroz para lidar com as articulações que envolvem troca de secretários no governo do Distrito Federal. Há quase dois meses fala-se em promover uma pequena reforma – de cerca de 5 nomes - para fortalecer a gelatinosa base aliada na Câmara Legislativa, mas até agora nada se concretizou. Nem a viagem de cinco dias à China, acompanhado do distrital Cristiano Araújo (PTB), resolveu uma das pendências, que é a ida do petebista para o Executivo. O resultado é que as relações entre os dois, já em solo candango, acabaram estremecidas.
Cristiano passou a toda a tarde da terça-feira no Senado, conversando com o senador Gim Argello, presidente do PTB. Enquanto isso, o presidente da Câmara Legislativa, Patrício (PT), recebia Marcelo Aguiar em seu gabinete. Aguiar é aliado do senador Cristovam Buarque (PDT) e foi pedir que Patrício defenda seu nome para a Secretaria de Educação, que ocupou nos governos de José Roberto Arruda e Rogério Rosso.
Educação - A pasta, de extrema importância para qualquer governo, vem sendo alvo de especulações sobre a troca de secretário há muito tempo. A escolha de Regina Vinhaes, professora da UnB, gerou desconforto no PT e em um aliado de peso: o senador Cristovam Buarque. O perfil desejado para ocupar a vaga, agora, é de alguém mais técnico e menos acadêmico.
A sinalização do PDT de que ainda tem interesse na área da Educação pode ser um caminho para resolver a questão de Cristiano. Ele iria para a Secretaria de Trabalho – cujo titular, Glauco Rojas, é ligado ao pedetista Israel Batista – e o partido ficaria com a Educação, menina dos olhos do senador Cristovam.
Indecisão - Além de Cristiano, pelo menos dois outros distritais observam atentamente as negociações: Aylton Gomes (PR) e Joe Valle (PSB). Os dois são lembrados para ocupar cargos no Executivo, mas o perfil titubeante de Agnelo ainda não permitiu que eles fizessem a mala e deixassem os gabinetes no Legislativo. A possível ida de Cristiano para o GDF pode tornar a possibilidade menos atrativa para Aylton.
É que ele é o suplente do petebista na Mesa Diretora e, na avaliação de seus assessores mais próximos, não valeria a pena abrir mão da Segunda Secretaria da Câmara para ocupar a Secretaria do Entorno, pasta de orçamento baixo. Ter um cargo na Mesa Diretora é sonho de 24 entre 24 distritais. Além de trazer prestígio e poder na tomada de decisões, abre a possibilidade de conhecer detalhadamente o funcionamento da Casa.
Suplentes - Quem realmente torce para que as negociações avancem em ritmo mais acelerado são os suplentes que podem ocupar um lugar na Câmara: Guarda Jânio (PSB), no lugar de Joe; Dr. Charles (PTB), no lugar de Cristiano; e Bispo Renato (PR), no lugar de Aylton. A permanência deles na Casa certamente facilitaria o trabalho do GDF no Legislativo porque suplente que se preza não desobedece a ordem do Executivo para não perder o cargo. Por enquanto, essa novela parece que ainda terá muitos capítulos.
Fonte: Brasília_247
Blog do Odir Ribeiro - Rádio Corredor
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