Em uma semana, menos de 3% dos servidores comissionados deram informações sobre as relações de parentesco na Câmara Legislativa
Priscila Mesquita_Brasília247 - Servidores comissionados da Câmara Legislativa estão retardando ao máximo o preenchimento da declaração sobre a existência ou não de parentes no quadro da Casa. Até sexta-feira, apenas 25 servidores tinham preenchido texto de próprio punho, conforme determina ato da Mesa Diretora publicado na segunda-feira. O prazo vai até 15 de setembro.
A expectativa da Casa é receber, aproximadamente, 1100 declarações. O número corresponde ao total de servidores comissionados abrigados nos gabinetes, na estrutura administrativa e nas lideranças. Todos eles precisam preencher a declaração, mesmo que não tenham familiares na Câmara. O número oficial de casos de nepotismo só será divulgado depois de 15 de setembro.
Nos bastidores, deputados ainda tentam encontrar uma brecha para reverter a situação. Vários deles ainda não aceitaram a decisão da Mesa Diretora de exonerar os que se enquadram em casos de nepotismo. Esses parlamentares contam com o apoio de servidores que não querem deixar o emprego. Se alguém tentar esconder a relação de parentesco, será exonerado a partir de 16 de setembro.
O ato foi publicado depois que o Ministério Público enviou recomendação à Casa. Pela lista publicada no Diário da Câmara Legislativa, estão proibidas relações de familiares consanguíneos e também de parentes por afinidade e por adoção. Marido da bisavó e da avó, mulher do bisavô e do avô, avôs do cônjuge, cunhado (a), sogro (a), genro, nora, enteado (a), pais e filhos adotivos, neto (a) do cônjuge são alguns exemplos. Bisavô, bisavó, tio, tia, avô, avó, irmão, irmã, pai, mãe, filho, filha, neto, neta, bisneto, bisneta, sobrinho e sobrinha também estão proibidos.
Fonte: Brasília 247 - 22 do Agosto de 2011 às 21:11.
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