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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Estelionato fiscal 'Brasil preste afundar'

Pode levar anos para consertar o que a bagunça da atual administração da política econômica do Brasil tem feito. Aos poucos, está sendo dilapidado o patrimônio de solidez fiscal do país. Com truques contábeis, jeitinhos, mudanças de regras, invenções, o ministro Guido Mantega está minando o que o Brasil levou duas décadas para construir: a base da estabilização.

De todos os erros do ministro, esse é o pior. Mantega está tirando a credibilidade dos números das contas públicas. Mesmo quem acompanha o assunto já não sabe mais o valor de cada número que é divulgado.

O governo autorizou o resgate antecipado de R$ 12,4 bilhões do Fundo Soberano. Isso é 81% de um dos fundos do FSB. Além disso, o BNDES pagou R$ 2,3 bilhões e a Caixa R$ 4,7 bilhões, definindo esse dinheiro como dividendo antecipado para o Tesouro.

Está fabricando dinheiro. O Tesouro se endivida, manda o dinheiro para os bancos públicos, depois extrai deles recursos antecipados, alegando serem dividendos de balanços ainda nem fechados. Os recursos são registrados como arrecadação no fechamento das contas do ano. É estelionato fiscal.

Foram tantos truques em que dívida do Tesouro virou receita do governo para fingir o cumprimento de metas fiscais que hoje ninguém sabe dizer qual parte é confiável dos números que o governo divulga. Só com truques, diferimentos, transformismos e abracadabras, o Ministério da Fazenda conseguiu chegar à meta do ano.

A Caixa recebeu dinheiro público recentemente, e agora está antecipando dividendos ao Tesouro. A capitalização foi feita para fortalecer a instituição centenária da fragilidade financeira em que ficou após operações como a compra de 49% de um banco falido, no qual teve depois que despejar mais dinheiro.

As transferências para o BNDES aproximam-se de R$ 300 bi. Nascem como dívida, viram empréstimo subsidiado, e depois dividendo antecipado para o Tesouro. Com manobras circulares assim que se montou o mais nefasto e inflacionário dos mecanismos do passado, a conta movimento.

O Fundo Soberano era para ser um fundo de longo prazo onde fosse feito um esforço extra de poupança para momentos de crise. Em 2012 o país não cresceu, mas não foi ano exatamente de crise.

A mudança da Lei de Responsabilidade Fiscal é um atentado à viga mestra do edifício que os brasileiros construíram para ter uma moeda estável. Se a Fazenda considera que o custo da dívida dos entes federados ficou incompatível com a atual taxa de juros no Brasil, precisa abrir um debate amplo, sério e transparente para se encontrar a saída sem fazer rachaduras na sustentação da estabilidade.

Na época da renegociação, foram oferecidas duas taxas de juros aos devedores: quem fizesse um ajuste prévio pagaria 6%, quem não quisesse fazer pagaria 9%. A prefeitura de São Paulo escolheu não se ajustar e pagar mais. Agora, o governo está oferecendo a todos os juros de 4%.

A conta dos desatinos fiscais da atual equipe econômica chegará, mas quando os autores das artimanhas contábeis não estiverem mais lá para responder. Como sempre, a conta cairá sobre a população. O governo militar inventou artefatos de fabricação de dinheiro que produziram inflação. A democracia consumiu uma década para desarmar essas bombas. Os riscos a que o governo tem exposto o país são enormes.

Era preferível o governo ter simplesmente admitido que em 2012 arrecadou menos do que previa e, por isso, não pôde cumprir a meta. Ao mesmo tempo, se comprometeria a fazer esforço extra em ano de maior crescimento.

Fonte: O Globo - Por Miriam Leitão

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Operação Porto Seguro: Paulo Vieira fez revelações em diário durante o período em que ficou preso

Reportagem do Estadão revela que durante o período em que ficou detido, Paulo Vieira, preso pela Polícia Federal na Operação Porto Seguro, escreveu em seu diário as situações e relacionamentos com personagens como Rosemary Noronha, ex-chefe de gabinete da Presidência em São Paulo, e José Weber Holanda, ex-advogado-geral adjunto da União. 

Ele escreveu 16 folhas. Os registros seguem linha defensiva, não hostiliza ninguém. Ele confirma relações próximas com o ex-senador Gilberto Miranda (PMDB/AM) e com Rose Noronha, ambos alvos da Porto Seguro.

Com ela, ressalta, tem "muitos negócios". Aponta que foi padrinho de casamento de Mirela, filha de Rose. Também escreve ser "amigo" ou "muito amigo" de alguns personagens, como Weber Holanda, o ex-número 2 da AGU acusado de facilitar o trâmite de processos que beneficiariam empresas ligadas à organização. "Weber (advogado) - amigo pessoal, conheço do tempo em que trabalhamos no MEC, sempre debatemos diversas matérias jurídicas."

Cita ainda a ministra Izabella Teixeira (Meio Ambiente) ao abordar liberação de um empreendimento portuário de Gilberto Miranda. "Quem provocou o tema foi a ministra do Meio Ambiente." A ministra afirma que nunca tratou do projeto do ex-senador e que jamais se encontrou com seus emissários.

Em outras páginas, que intitula "elementos de defesa, o que ouvi do processo", Vieira afirma que os pareceres que redigiu foram solicitados por órgãos públicos. "Era muito comum o pessoal pedir minha opinião em processos (...) pela minha experiência." Ele também reclama das instalações na prisão. "Condição da sala é péssima. Verificar possibilidade de prisão domiciliar", escreveu.

Fonte: Cláudio Humberto

Novo partido: Retrato falado 'Marina Silva'

 
Terceira colocada na última corrida presidencial em 2010 com 19,6 milhões de votos, Marina Silva deve, enfim, oficializar a criação de um novo partido até o próximo mês.

A legenda da sustentabilidade, como ela deve ser batizada, abrigará a ex-integrante do PV e aliados que desejam vê-la novamente como candidata ao Planalto.

Marina, no entanto, prefere não relacionar o lançamento do partido a uma possível nova candidatura à Presidência.

Fonte: ISTOÉ - Coluna Brasil Confidencial - Por Claudio Dantas Sequeira

Aécio Neves patrocina criação de partido de sindicalistas

Francischini teria recebido convite para integrar novo partido
Cotado para disputar a Presidência em 2014, o senador Aécio Neves (MG) tem estimulado a criação do Partido Solidariedade (PS), que será formado por integrantes de movimentos sindicais como Força Sindical, Nova Central e UGT.

O tucano quer faturar o apoio do setor – que hoje tem fortes ligações com o PT – nas eleições de 2014 e abrir espaço para debandada de membros de partidos governistas, incluindo o PSD. 

Expectativa 

O organizadores do novo partido, que conta com o apoio do deputado Paulinho da Força (PDT), esperam reunir 37 deputados federais.

Filho pródigo 

O senador Aécio Neves pediu ao deputado Fernando Francischini (PEN/PR) para se filiar ao Partido Solidariedade ou voltar ao PSDB. 

Trampolim 

O deputado Francischini, que recentemente deixou o tucanato pelo PEN, também recebeu convite para se filiar ao PP e ao PMDB. 

Pra chamar de seu 

Os tucanos, que têm fama de elitistas, sonham com braço sindical ligado ao partido, o que o aproximaria das classes média e baixa.

Fonte: Cláudio Humberto

Eleições 2014: Malan, os monetaristas do Real e Aécio

 
O ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, integrante da chamada ala monetarista do governo FHC, assumiu a linha de frente da campanha de Aécio Neves à Presidência da República em 2014.

A pedido de Aécio, Malan deverá apresentar em dois meses o já propalado estudo com propostas para a retomada do crescimento do País. O ex-ministro conta com a ajuda do ex-presidente do Banco Central Armínio Fraga e do economista Edmar Bacha.

O receituário do trio do Plano Real reza na cartilha liberal e estabelece, entre outras propostas, cortes de gastos públicos ou “aprimoramento do gasto”, como preferem chamar, mas sem perder de vista os investimentos no social. 

Fonte: ISTOÉ - Coluna Brasil Confidencial - Por Claudio Dantas Sequeira

Troféu algema de ouro: Lula lidera votação na web de político mais corrupto de 2012

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera uma enquete organizada pelo Movimento 31 de Julho para eleger o político mais corrupto de 2012. Até o dia 15, internautas podem votar, pelo Facebook, em uma lista de dez candidatos ao Troféu Algemas de Ouro, que chega este ano a sua segunda edição. Na primeira, de 2011, o vencedor foi o presidente do Senado, José Sarney (PMDB), seguido pelo ex-ministro José Dirceu (PT) e pela deputada federal Jaqueline Roriz (PMN).

Com mais de 1 mil votos até as 20h desta sexta-feira, Lula lidera com folga a enquete. Em segundo lugar, com cerca de 250 votos, aparece o senador cassado Demóstenes Torres, envolvido no esquema criminosos chefiado pelo bicheiro Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. A seguir, aparece o deputado Eduardo Azeredo (PSDB/MG), apontado como um dos operadores do chamado mensalão tucano, em Minas Gerais.

Completam a lista o deputado federal Paulo Maluf (PP/SP) - incluído na lista "pelo conjunto da obra" e por ser fugitivo da Interpol, segundo o movimento -; o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral; a ex-ministra da Casa Civil Erenice Guerra; o senador Jader Barbalho (PMDB/PA); o empresário Fernando Cavendish, ex-presidente da Delta, empresa envolvida no escândalo de Cachoeira; o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda; e o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel (PT)

Fonte: midiamaxnews / Terra

Mensalão do PT: Petista critica condenados com mandato

Nem todos os petistas participaram do teatro que tentou dar um ar de normalidade à posse na Câmara de José Genoino, condenado como corrupto pelo Supremo Tribunal Federal no julgamento do mensalão. O deputado Domingos Dutra (PT/MA) diz que, se fosse o colega, não assumiria o cargo.

Mesmo evitando fazer críticas diretas a Genoino, Dutra concorda que o caso é constrangedor. “Abstraindo se tem petista ou não, a situação é muito desconfortável”, afirmou o parlamentar. “É contraditório ser condenado criminalmente e exercer o mandato. O processo legislativo brasileiro é totalmente imoral.”

Não é a primeira vez que Dutra vai na contramão do partido. Em 2010, ele chegou a fazer greve de fome para protestar contra uma aliança do PT com o grupo político de José Sarney no Maranhão.

Fonte: Veja.com - Por Gabriel Castro

Governo e Porta Voz só podem estar debochando da população do DF

 
O Porta-Voz do Governador do Distrito Federal Ugo Braga publicou em seu Twitter um vídeo intitulado “GDF, a grande virada em dois anos” que mostra o balanço de dois anos da gestão do governador Agnelo Queiroz. Vídeo produzido pela Secretaria de Estado da Publicidade Institucional e veiculado na reunião do secretariado, realizada em dezembro de 2012, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães.
 
O vídeos é um deboche com a população de nossa cidade pois coloca como se em apenas 2 anos o atual governo tenha resolvido todos os problemas do DF.
 
Inicialmente o vídeo mostra as mazelas “dos governos anteriores” e depois de alguns minutos mostra uma cidade recuperada, bonita e sem problemas no mínimo o governo que produziu o referido vídeo está fazendo um brincadeira com a população que diariamente utiliza os serviços públicos de nossa cidade.
 
É de se surpreender tal atitude de um governo onde a população continua morrendo nas filas de hospitais, escolas em péssimas condições de conservação, pistas cheias de buracos, milhares crimes de acontecem todos os anos, os parques públicos estão cheios de mato e mau conservados com a segurança dos usuários comprometida, as terras do DF continuam ilegais.
 
O porta voz e o governo estão brincando com coisa séria que é a vida das pessoas ou será que de tanto viajarem com os recursos públicos os governantes do Distrito Federal e seus auxiliares estão confundindo nossa capital com alguma outra que visitaram?
 
Resta saber quanto o governo pagou para a confecção do referido vídeo, valor este que poderia ser investido em melhorias para a população que paga seus impostos em dia e que passou o ano todo aguardando o beneficio do Programa NOTA LEGAL, mas que o atual governo em determinadas áreas cortou em até 70% os recursos que seriam repassados ao contribuinte para abater nos seus impostos.
 
Fonte: Blog do Cafezinho 
Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Os vampiros da Caixa de Pandora.


Mal começou o ano de 2013 a Caixa de Pandora começa a assustar desembargadores do Tribunal de Justiça do DF,um desembargador que não quis ser identificado por este colunista disse na tarde de ontem que vai tomar providências que vão influenciar na troca de comando da presidência do TJ/DF.

O desembargador foi citado em depoimento como um dos que receberam propina no caso Caixa de Pandora, ele agora vai a fundo e quer saber quem o denunciou e vai exigir provas prometendo levar para a cadeia aquele que o caluniou.

A sucessão da presidência do Tribunal vai sofrer influência quando a lista dos vampiros de toga vier a tona, alguns desembargadores pretendem mexer neste caso agora no começo do semestre, a intenção é fazer os vampiros encontrarem o caminho da aposentadoria.

Com a faxina no Tribunal, o caso Caixa de Pandora volta a tona com toda força.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

Começa o calvário da sucessão ao GDF


O boneco do posto que trabalha no Palácio do Buriti vai começar o ano com dor de cabeça, foi dada a largada para a sucessão no posto de governador do Distrito Federal.  

O delator Durval Barbosa está impedido pela justiça de conceder entrevistas a imprensa, mas deitado com a cabeça no travesseiro, Durval pensa em falar a verdade no depoimento ao Ministério Público.  

A verdade foi o encontro entre ele e Agnelo no décimo andar do Palácio do Buriti, onde foi negociado as secretarias de Cultura, Comunicação e toda parte de informática do governo. Agnelo era pré candidato ao GDF e tinha Paulo Octávio como vice assumindo o governo.  

Para Paulo Octávio, bastou o recado do PDOT para desistir da nova empreitada, agora com o depoimento de Durval, pode vir a tona ate a fita que registrou o encontro, o delator garante que entregou tudo para a justiça e que vários processos foram desmembrados da Caixa de Pandora, pode ser que em algum desses processos possa esclarecer o que foi tratado em segredo entre eles.

Pelo visto o boneco do posto continua se mexendo ao sabor dos ventos.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Gim Argello e seu recado para Agnelo Queiroz

Há fortes rumores de que o senador - Gim Argello - deve ser alçado a presidência nacional do PTB. Isso está previsto para acontecer ainda esse mês. A nomeação de Gim para presidência vai ocorrer devido ao delicado estado de saúde de Roberto Jefferson, atual presidente. Com essa ascensão Gim ficaria ainda mais prestigiado junto ao Governo Federal. 
 
Quem não deve gostar nada dessa notícia é o governador Agnelo Queiroz, que passa o recesso de fim de ano a Argentina. 
 
O senador Gim Argello (PTB) já sabe que o seu indicado Marcos Vinicius, Diretor Comercial da Terracap vai ser exonerado a qualquer momento. Esse fato foi antecipado por este blog na semana passada (leia aqui). O senador passa as suas férias nos Estados Unidos, e de lá mandou um recado direcionado ao governador Agnelo Queiroz. "Dor de barriga não dá só uma vez," profetizou Gim.
 
 Fonte: Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Após denúncia do QuidNovi PF abre inquérito para investigar arapongagem contra políticos

A Polícia Federal abriu um inquérito para apurar casos de arapongagem que vieram à tona durante a operação Monte Carlo, quando e-mails, mensagens de celular e quebras de sigilo telefônico contra políticos foram descobertas.

Entre os alvos estavam Blairo Maggi, Carlos Alberto Leréia e Demóstenes Torres. Também foi verificada a interceptação de mensagens de jornalistas e uma tentativa de obter dados sigilosos de Dilma Rousseff.

De acordo com informações preliminares, os arapongas investigados diziam prestar serviços para o bicheiro Carlinhos Cachoeira e tinham como ponte o sargento da reserva da Aeronáutica Idalberto Matias, o Dadá, que foi flagrado em grampos da Monte Carlo negociando informações de interesse do governo do Distrito Federal.

Em julho, Miro Teixeira juntou todo o material sobre arapongagem e o enviou às autoridades.

Por Lauro Jardim

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

É a gestão, Agnelo Queiroz!

Toda vez que é cobrado pelos problemas que a educação pública do DF enfrenta o Governador Agnelo Queiroz responde do mesmo jeito:

a) “culpa é da herança dos governos anteriores”;

b) “está arrumando a casa”;

c)  ”vai construir creches, escolas técnicas, ampliar o número de escolas com tempo integral, construir novas escolas”.

É claro que construir creches, escolas técnicas, ampliar a permanência dos alunos no ambiente escolar, construir mais salas de aula são ações necessárias e muito importantes, mas são projetos de médio e até longo prazo. O que o Governador parece não enxergar é que a baixíssima aprovação da área da educação, perante a opinião pública, é resultado dos problemas de gestão que o seu Governo foi incapaz de resolver até aqui:

a) falta de professores em sala;

b) redução da equipe gestora em muitas escolas;

c) falta de um projeto pedagógico claro;

d) atraso no repasse dos recursos do PDAF;

e) centralização da gestão administrativa;

f) descumprimento de acordos com a categoria;

g) transferências de recursos para outras áreas;
h) corte de recursos para projetos, laboratórios, etc…

… tantos outros problemas que os professores, orientadores e servidores convivem no dia a dia da escola. São as dificuldades enfrentadas por quem está dentro da sala de aula, na direção da escola, na secretaria, na cantina e que são percebidos pelos pais e alunos que rebaixam a avaliação da atual gestão. Entretanto, são justamente para estes e outros problemas do dia a dia que o Governador jamais apresentou qualquer tipo de proposta ou solução. Pelo contrário! Sempre que é questionado responde com projetos de médio e longo prazo, “esquecendo”  dos problemas emergenciais da pasta.

Esta é a prova que o núcleo central deste Governo nunca colocou como prioridade a gestão da educação pública do DF.

Fonte: Blog do Washington Dourado - Por Washington Dourado

José Genoino, deputado. Legal, é. Imoral, também!

O PT sente-se em dívida com seu ex-presidente José Genoino - aquele que estava à frente do partido quando Roberto Jefferson deflagrou o escândalo do mensalão.

O Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Genoino a seis anos e 11 meses de cadeia em regime semiaberto.

Durante parte da pena ele ficará preso em colônia penal agrícola. Ou industrial. Ou em estabelecimento similar.

Há consenso dentro do PT: Genoino foi um inocente. Assinou sem ler ou sem medir as consequências papéis que Delúbio Soares, então tesoureiro do PT, pediu que assinasse.

Eram papéis relativos a falsos empréstimos bancários arranjados por Delúbio e o publicitário mineiro Marcos Valério - os dois condenados a muitos anos atrás das grades.

Abriu-se uma vaga de deputado federal do PT com a saída do seu titular para assumir o cargo de prefeito. Na condição de primeiro suplente, Genoino ocupará a vaga a partir de hoje.

É a homenagem que o PT lhe prestará.

Quer dizer: homenagem por ter sido um bobão - na versão edulcorada do PT.

A condenação dos réus do mensalão ainda não transitou em julgado - o que só deverá ocorrer em meados deste ano.

Nada impede, portanto, que Genoino atravesse os próximos meses na condição de deputado.

Nada impede, mas...

Em país onde a política é levada a sério um fato como esse seria considerado impensável.

Onde já se viu um condenado pela Justiça exercer função de representação popular? E o pudor? E o respeito à sacralidade do mandato eletivo? E a deferência ao eleitor?

Por meio do seu advogado, Genoino explicou que assumirá o mandato justamente em deferência aos mais de 90 mil paulistanos que votaram nele.

Quantos votaram em Genoino na eleição de 2002? O mensalão data de 2005.

Por que ele faltou com o respeito aos eleitores daquela época se metendo com o que não devia se meter?

Tem mais: Genoíno tomará posse durante o recesso da Câmara dos Deputados. Assim embolsará salário, verba de representação e outros benefícios referentes a 30 dias de férias.

É legal proceder assim? É. É moralmente defensável? Não, não é.

Até meados do primeiro semestre do ano passado, o PT imaginou que a maioria dos réus do processo do mensalão acabaria inocentada pelo STF.

Pouco antes do julgamento começar em agosto, contava com sua condenação - mas sem cadeia.

Quando a cadeia pareceu certa, facções do PT, quase todas influenciadas pelo ex-ministro José Dirceu, passaram a defender a tese de que o partido estava obrigado a reagir ao que viesse.

Dirceu pregou a ida para as ruas dos chamados movimentos sociais em protesto contra a previsível condenação dos mensaleiros. Uma vez condenado, bradou:

- Precisamos julgar o julgamento.

O Diretório Nacional do PT recusou a proposta de Dirceu. Menos por prudência, mais por realismo político.

Não viu ninguém disposto a ir para as ruas. De resto, concluiu que nada teria a ganhar desafiando o STF.

Rui Falcão, presidente do PT, insistiu ontem, em São Paulo, em dizer que o erro mais grave cometido pelo PT foi ter cedido à práticas de outros partidos apelando para o Caixa 2 como meio de financiar campanhas.

Negou o mensalão, pois.

Mas o que Rui poderia ter dito sem correr o risco de colidir com a maioria do PT? Jamais o partido admitirá que o mensalão existiu.

Mensalão teve a ver com desvio de dinheiro público. Caixa 2, com dinheiro privado escondido da Justiça.

Lula chamou o mensalão de farsa nos últimos sete anos. À luz da decisão do STF, mentiu.

Era só o que faltava o PT dar de barato que Lula, de fato, mentiu.

Fonte: O Globo - Blog do Noblat

Saída do PTB do GDF pode abrir sucessão de Agnelo Queiroz

Caso saia da base de Agnelo Queiroz, Gim Argelo poderia apoiar uma possível candidatura de Tadeu Filippelli ao GDF em 2014
 
A demissão do deputado distrital Cristiano Araújo (PTB), da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Distrito Federal, e do diretor comercial da Terracap, Marcos Vinícius Souza Vianna, aliados do senador e presidente do PTB, Gim Argelo, poderá ter desdobramentos políticos imprevisíveis.

Segundo o colunista Lauro Jardim - VEJA, o PTB deverá ser o próximo partido a desembarcar da base aliada de Agnelo Queiroz. O martelo será batido até maio. Se confirmado a decisão, o PTB começará a discutir alternativas para disputar o governo do Distrito Federal em 2014. A principal delas, até o momento, seria o tiro de misericórdia em Agnelo.

Ainda segundo o colunista, cresce entre os petebistas a possibilidade de o partido apoiar o vice-governador, o peemedebista Tadeu Filippelli, que tem dito por aí que não pensaria duas vezes em chutar o balde para disputar o posto com seu atual maior aliado. 

O partido 

Já alguns aliados do senador Gim Argelo garantem que a decisão de desembarcar do governo de Agnelo Queiroz caberá à direção do partido e as zonais.

Argelo teria comentado com um  aliado que não está mais em suas mãos a decisão de permanecer ou não na base do governo Agnelo. “O PTB tomará uma decisão em breve”, teria dito o senador. Tentamos um contato com o senador, mas a assessoria informou que ele está em viagem ao exterior e só deve retornar depois do próximo dia 15.

Fonte: Estação da Notícia

OAB: Ibaneis Rocha empossa novos presidentes de Comissões

No primeiro dia de trabalho, o presidente da OAB/DF, Ibaneis Rocha, empossou dirigentes e presidentes de comissões. A Fundação de Assistência Judiciária (FAJ) terá como presidente Joaquim de Arimatea Dutra Júnior. Também assumiu o cargo de presidente do Clube dos Advogados e da Comissão de Recreação, Esporte e Lazer, o conselheiro Marcelo Martins da Cunha.

A conselheira Chistiane Pantoja assumiu a presidência da Comissão de Assuntos Constitucionais, e tem como vice o conselheiro Afonso Arantes de Paula. Na Comissão de Direito do Consumidor, a conselheira Ildecer Meneses de Amorim é a presidente e já está fazendo um levantamento do que existe no âmbito da comissão.

Ildecer Amorim
“As prioridades serão as parcerias e os convênios através do Ministério da Justiça, Ministério Público, o Procon do DF e a Câmara Legislativa. Iremos analisar toda e qualquer lesão ao direito coletivo e difuso e a parceria com esses órgãos será importante”, ressaltou Ildecer. 

TED 

Erik Bezerra, conselheiro Seccional, também foi empossado como presidente do Tribunal de Ética e Disciplina, na manhã desta quarta-feira (02/01). De acordo com Bezerra, o mapeamento dos processos existentes, a verificação dos prazos e a nomeação dos novos advogados que atuarão no Tribunal serão as primeiras providências a tomar.

“A partir desse levantamento poderemos verificar quais são as deficiências e assim melhorar para que possamos alcançar a celeridade de processos, obter respostas para a sociedade, para as pessoas que nos procuram visando a uma providência disciplinar contra algum advogado inscrito aqui na Seccional”, disse Bezerra. 

Admissibilidade de Representação e Consolidação Técnica 

Cumprindo uma das promessas de campanha, o presidente da OAB/DF, Ibaneis Rocha, já no primeiro dia de trabalho, criou a Comissão de Admissibilidade de Representação e Consolidação Técnica nomeando como presidente a conselheira seccional Carolina Petrarca. Também foram nomeados os conselheiros Alexandre Vieira de Queiroz e Alceste Vilela Júnior como membros.

Segundo Carolina, a comissão “representa um momento novo na OAB/DF e tem como objetivo realizar uma análise criteriosa dos requerimentos promovendo, se for o caso, conciliações”.

Para Alexandre, “trata-se de uma comissão de suma importância, uma vez que atuará diretamente junto ao presidente, na análise dos procedimentos disciplinares”. Já Alceste destaca a importância de participar do grupo. “Compor a presente comissão significa compromisso com a ética e os preceitos da advocacia”.

Fonte: Estação da Notícia

Mensalão do PT: José Genoino chama jornalista de "torturador moderno" em Brasília


O ex-presidente do PT e condenado no processo do mensalão José Genoino chamou um jornalista de "torturador moderno" nesta quarta-feira, em Brasília. Genoino entregou os documentos para tomar posse como deputado federal para assumir a vaga aberta na Casa com a saída de Carlinhos Almeida (PT/SP), quando foi questionado se achava certo atuar como parlamentar após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). "Eu falo amanhã da posse, e você está me provocando, seu torturador moderno", disse. As informações são do Jornal Nacional.

Genoino foi condenado a mais de seis anos de prisão, em regime semiaberto. A posse de Genoino está prevista para amanhã, às 15h, em cerimônia coletiva reunindo 34 suplentes. Com a posse, ele integrará uma lista de deputados condenados no processo do mensalão: João Paulo Cunha (PT/SP), Pedro Henry (PT/MT) e Valdemar Costa Neto (PR/SP). 

O mensalão do PT 

Em 2007, o STF aceitou denúncia contra os 40 suspeitos de envolvimento no suposto esquema denunciado em 2005 pelo então deputado federal Roberto Jefferson (PTB) e que ficou conhecido como mensalão. Segundo ele, parlamentares da base aliada recebiam pagamentos periódicos para votar de acordo com os interesses do governo Luiz Inácio Lula da Silva. Após o escândalo, o deputado federal José Dirceu deixou o cargo de chefe da Casa Civil e retornou à Câmara. Acabou sendo cassado pelos colegas e perdeu o direito de concorrer a cargos públicos até 2015.

No relatório da denúncia, a Procuradoria-Geral da República apontou como operadores do núcleo central do esquema José Dirceu, o ex-deputado e ex-presidente do PT José Genoino, o ex-tesoureiro do partido Delúbio Soares e o ex- secretário-geral Silvio Pereira. Todos foram denunciados por formação de quadrilha. Dirceu, José Genoino e Delúbio respondem ainda por corrupção ativa.

Em 2008, Sílvio Pereira assinou acordo com a Procuradoria-Geral da República para não ser mais processado no inquérito sobre o caso. Com isso, ele teria que fazer 750 horas de serviço comunitário em até três anos e deixou de ser um dos 40 réus. José Janene, ex-deputado do PP, morreu em 2010 e também deixou de figurar na denúncia.

O relator apontou também que o núcleo publicitário-financeiro do suposto esquema era composto pelo empresário Marcos Valério e seus sócios (Ramon Cardoso, Cristiano Paz e Rogério Tolentino), além das funcionárias da agência SMP&B Simone Vasconcelos e Geiza Dias. Eles respondem por pelo menos três crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

A então presidente do Banco Rural, Kátia Rabello, e os diretores José Roberto Salgado, Vinícius Samarane e Ayanna Tenório foram denunciados por formação de quadrilha, gestão fraudulenta e lavagem de dinheiro. O publicitário Duda Mendonça e sua sócia, Zilmar Fernandes, respondem a ações penais por lavagem de dinheiro e evasão de divisas. O ex-ministro da Secretaria de Comunicação (Secom) Luiz Gushiken é processado por peculato. O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato foi denunciado por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

O ex-presidente da Câmara João Paulo Cunha (PT/SP) responde a processo por peculato, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A denúncia inclui ainda parlamentares do PP, PR (ex-PL), PTB e PMDB. Entre eles o próprio delator, Roberto Jefferson.

Em julho de 2011, a Procuradoria-Geral da República, nas alegações finais do processo, pediu que o STF condenasse 36 dos 38 réus restantes. Ficaram de fora o ex-ministro da Comunicação Social Luiz Gushiken e o irmão do ex-tesoureiro do Partido Liberal (PL) Jacinto Lamas, Antônio Lamas, ambos por falta de provas.

A ação penal começou a ser julgada em 2 de agosto de 2012. A primeira decisão tomada pelos ministros foi anular o processo contra o ex-empresário argentino Carlos Alberto Quaglia, acusado de utilizar a corretora Natimar para lavar dinheiro do mensalão. Durante três anos, o Supremo notificou os advogados errados de Quaglia e, por isso, o defensor público que representou o réu pediu a nulidade por cerceamento de defesa. Agora, ele vai responder na Justiça Federal de Santa Catarina, Estado onde mora. Assim, restaram 37 réus no processo.

No dia 17 de dezembro de 2012, após mais de quatro meses de trabalho, os ministros do STF encerraram o julgamento do mensalão. Dos 37 réus, 25 foram condenados, entre eles Marcos Valério (40 anos e 2 meses), José Dirceu (10 anos e 10 meses), José Genoino (6 anos e 11 meses) e Delúbio Soares (8 anos e 11 meses).

A Suprema Corte ainda precisa publicar o acórdão do processo e julgar os recursos que devem ser impetrados pelas defesas dos réus. Só depois de transitado em julgado os condenados devem ser presos. 

Fonte: Terra

O silêncio de Lula é uma ignomínia

 
Poucos atrevimentos serão maiores do que usar o nome e o prestígio do presidente da república para promover falcatruas.

Imagine: você é o presidente e é uma pessoa honesta. Belo dia fica sabendo que alguém, no seu círculo mais íntimo de relações, é objeto de uma ação da Polícia Federal. Descobre-se que usava seu nome em atividades criminosas contra o interesse e o patrimônio público.

Você ficaria calado? Agiria como se isso não tivesse qualquer importância? Como se não fosse com você? Alimentaria o esquecimento com o mero passar dos dias?

O silêncio de Lula é uma ignomínia. Num momento assim, mesmo um pingo de dignidade se ergueria com vigor suficiente para produzir um furacão.

Fonte: Blog da Tribuna - Por Percival Puggina

Derrubaram a CPI do Cachoeira para proteger a Delta e o petismo

Lula da Silva e Dilma Rousseff: o ex-presidente populista, que não respeita as instituições, e a presidente institucional. A mulher pode ter um lugar mais positivo na história do Brasil do que o operário-general autoritário? Se Lula continuar maltratando
 
Usando o deputado federal Odair Cunha, o petista-chefe Lula da Silva transformou a CPI do Cachoeira numa operação-vingança. Deu tudo errado. O PT teve de usar o PMDB e o PR para brecá-la. O ex-presidente corre o risco de Dilma Rousseff ter um lugar maior na história

Lula da Silva e Dilma Rousseff: o ex-presidente populista, que não respeita as instituições, e a presidente institucional. A mulher pode ter um lugar mais positivo na história do Brasil do que o operário-general autoritário? Se Lula continuar maltratando.

Costuma-se dizer que a petista Dilma Rousseff é uma presidente institucional, isto é, que joga pelas regras legais, sem pretender alterá-las para aumentar o poder pessoal ou garantir a permanência no poder por mais tempo de um grupo político. Em tudo diferente do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que prefere jogar pelas regras tradicionais, optando pelo toma-lá-dá-cá e pela ação bruta. Com apoio de jornalistas e intelectuais da esquerda comunista pós-1964, Lula está construindo um movimento que, no momento, dirige o PT — o Lulopetismo — e, ao submeter a maioria dos petistas, banca seus próprios candidatos a cargos eletivos, como a presidente Dilma Rousseff, em 2010, e o prefeito eleito de São Paulo, Fernando Haddad, em 2012. Com José Dirceu “arquivado” pela história e prestes a ser preso por decisão da Justiça, o PT é cada vez mais “de” Lula. Se o Lulopetismo se concentrasse apenas em subjugar o PT e seus integrantes — muitos parecem não entender o que está ocorrendo —, não haveria do que reclamar. Entretanto, há indícios de que Lula, por meio de seu movimento, quer submeter a Imprensa, o Ju­diciário e o Legislativo, enfim, as sociedades política e civil. Portanto, o Lulopetismo escapa às movimentação da democracia.

Como se sabe, na democracia, o titular de cargos como presidente, governador e prefeito não pode usá-los para fins pessoais ou colocá-los a serviço de objetivos privados ou partidários. Um petista pode chefiar o governo, mas o Estado não pode ser petista ou lulopetista. O Estado é público, dos cidadãos. Os petistas reclamam que, com Dilma Rousseff, o Estado está se tornando menos petista e que, com Lula, o Estado era mais petista ou lulopetista. Isto prova o acerto de Dilma Rousseff, que comporta-se como presidente do Brasil — dos brasileiros —, não, obviamente, dos petistas. Por isso a chamamos de uma “presidente institucional”. Ela certamente não aprecia a comparação, mesmo porque é mais desenvolvimentista do que a monetarista alemã, mas podemos chamá-la, na falta de comparação mais adequada, de Angela Merkel dos trópicos.

Lula é um grande político, mas, ao intervir no presente, parece não perceber qual será seu lugar na história — e nisto é muito diferente do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, este, tão institucional quanto Dilma. Lula, primeiro indivíduo de origem operária a se tornar presidente, é um ícone internacional — uma referência da estirpe de Pelé. Seu governo foi positivo para o país, pois, além de manter a estabilidade da economia (mostrou responsabilidade), investiu na ideia de que é possível constituir um país socialmente mais justo. Parece pouco, mas não é. A inclusão de mais pessoas ao mercado e o acesso robustecido aos direitos básicos — alimentação, saúde e educação — são acertos do PT no governo. Isto não deve ser visto tão-somente como assistencialismo e, apesar do uso político clientelista, o interesse do petismo pelos deserdados é mesmo genuíno. Há uma história de seriedade idealista entre os petistas no campo social.

No entanto, embora tenha sido um presidente qualitativo, Lula não aceita críticas e, por isso, está sempre no ataque, que, no fundo, é uma atitude defensiva. No lugar de se apresentar como um “avanço”, o petista se apresenta como “ruptura” — o que, embora queira, não é. Grandes rupturas não podem mais ser feitas — exceto no campo tecnológico —, pois as sociedades aprenderam, a duras penas, que, embora falem em revoluções que prometem o paraíso, costumam ser um retrocesso histórico, marcado por ampla violência, como são os casos do stalinismo na União Soviética, o nazismo na Alemanha e o maoísmo na China (matou mais gente do que a Segunda Guerra Mundial). O petismo no poder, simbolizado por Lula, é, insistamos, uma evolução positiva de uma corrente socialdemocrata que inclui, além do PT, o PSDB de Fernando Henrique Cardoso. PT e PSDB são diferentes em filigranas, mas não no essencial. A sucessão do PSDB pelo PT significa, então, uma continuidade, não uma ruptura. O que se pode sugerir é que a socialdemocracia petista “radicaliza”, por assim dizer, um pouco mais o social. Para desespero dos socialistas ortodoxos, como o notável sociólogo socialista e ex-petista Francisco Oliveira, os petistas radicalizaram outra tese socialdemocrata, e não unicamente tucana: o incentivo maciço, com recursos públicos, às grandes empresas locais. Por que isto ocorre? Porque, ao contrário dos socialistas e dos comunistas, que são internacionalistas, os socialdemocratas, como os petistas e os tucanos, são mais nacionalistas. Por que o PSDB tem dificuldade de arrancar o PT do poder? Porque, sobretudo, sua proposta de governo não difere, em larga medida, da do PT.

Habilmente, o PT nunca fez um movimento para usar o Estado para destruir o PSDB, a oposição consentida (espécie de MDB dos tempos democráticos), mas o fez para destruir um adversário figadal de seus projetos e ações, o partido Democrata. As estruturas públicas foram utilizadas, com extrema felicidade, para destruir alguns políticos democratas. Os demais partidos, fisiológicos ou ideológicos, foram incorporados, como rêmoras, ao séquito do tubarão petista. O Lulopetismo teme o socialista Eduardo Campos, governador de Pernambuco? Teme, mas não muito. Mas este é outro assunto.

O estadista não “elege” inimigos a destruir — a democracia de fato não coaduna com linguagem bélica —, e sim adversários a derrotar eleitoralmente. Dilma Rousseff parece entender isto à perfeição — daí sua convivência respeitosa com o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, até hoje o principal ideólogo do PSDB (o que prova a inapetência do partido às ideias). Lula, pelo contrário, é belicista e quer destruir seus adversários que, sugere, são verdadeiros inimigos.

Depois de destroçar o DEM de José Roberto Arruda e Demóstenes Torres, arrancados à força do mercado político, Lula decidiu-se por outra operação-vingança, como se fosse Lampião redivivo. Com uma “cajadada” só, o ex-presidente pretendia atingir dois “coelhos”. Para tentar “esconder” o julgamento do mensalão, para suavizar o debate público nos jornais e revistas, o petista-chefe, o Perón operário — a Evita, sabe-se agora, era Rosemary Noronha —, criou a CPMI do Cachoeira, pressionando sistematicamente deputados do próprio PT, que, experientes no Congresso Nacional, sabiam que seria um tiro no pé. Os parlamentares costumam dizer: “Sabe-se como se começa uma CPI, mas não se sabe como termina”. Lula decidiu correr o risco. Para que a imprensa não desconfiasse da “jogada”, produziu-se a ideia de que havia um negócio entre o contraventor Carlos Cachoeira — que mantinha laços com alguns petistas, o que não se quis divulgar a fundo — e o governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo. Era a outra ponta da operação-vingança. No primeiro governo de Lula, quando foi divulgada a história do mensalão, o governador goiano apresentou-se à imprensa e revelou que, assim como Roberto Jefferson, havia alertado o presidente, num encontro em Rio Verde, no Sudoeste de Goiás. A então deputada tucana Raquel Teixeira havia sido abordada por um deputado da base de Lula com a proposta de receber cerca de R$ 30 mil por mês e mais R$ 1 milhão de “luvas”. Lula jurou “vingança eterna” e dizia a petistas e a peemedebistas que, um dia, “pegaria” o tucano.

Mas a vida é imensamente contraditória. Ao tentar “pegar” Marconi, indicando que mantinha ligação com Carlos Cachoeira, Lula não percebeu a outra volta do parafuso, como diria o escritor Henry James. No meio do caminho, havia uma “montanha” gigantesca, a Delta Construções, e muito maior do que o “morrinho” Cachoeira. Enquanto Cachoeira e seus aliados falavam no máximo em milhões, o dono da Delta, o latin lover Fernando Cavendish, falava em cifras superiores — na casa dos bilhões.

Lula, o Lampião petista, não sabia, mas, seguindo a orientação do consultor José Dirceu — sim, o mesmo do mensalão —, a Delta, do príncipe “com sorte” Cavendish, havia se tornado uma empresa poderosa. De 130ª empreiteira, a Delta, tendo faturado mais de 4 bilhões nos governos petistas — e, apesar da CPI, continua recebendo milhões todos os meses, como se nada tivesse acontecido — e mais de R$ 1,5 bilhão do governo do peemedebista Sérgio Cabral, no Rio de Janeiro, se tornou a sétima maior do país. Um portento. Evidentemente, a empresa recebeu proteção terrestre, nada divina. Descobriu-se que a Delta deveria ser chamada de Petrobrás das empreiteiras — quase uma Deltabrás —, tal o volume de dinheiro envolvido nas suas transações com os governos do PT e do PMDB em vários Estados brasileiros. O tiro de Lula, que havia sido dado em Cachoeira e Marconi, acabou, ao ser desviado, atingindo a Delta, Cavendish e os quase-blindados Sérgio Cabral (o peemedebista é íntimo de Cavendish) e Agnelo Queiroz (PT), este, governador do Distrito Federal.

 
Em oito meses, enquanto investigava Cachoeira e Marconi, a CPMI acabou por descortinar a situação da Delta — a empreiteira protegida e cevada pelo PT, pelo PMDB e pelo PR. Mas, claro, o alvo não era a Delta. Portanto, ao contrário do que disse o lulopetista da CPMI, Odair Cunha, seu relatório não caiu porque os tucanos decidiram proteger o governador Marconi Perillo e o jornalista Policarpo Júnior, redator-chefe da revista “Veja”. Marconi e Policarpo são gotas d’água no oceano Pacífico das confusões políticas, jornalísticas e financeiras nacionais. Na verdade, como ficou demonstrado claramente, PMDB e PR, com certa anuência petista, derrubaram o relatório de Odair Cunha — o próprio petista, apesar de falar em “pizza”, não tinha mais interesse em aprová-lo — com o objetivo de defender e preservar seus políticos e, também, a Delta. A bancada do Cavendish funcionou como um relógio suíço. Se a CPMI fosse séria, se tivesse feito uma investigação rigorosa, mostrando o esquema da Delta no interior dos governos petistas, peemedebistas e tucanos, além de outros grupos menores, o mensalão — apesar do golpismo político manietar a instituição Legislativo —, do ponto de vista financeiro, seria considerado como uma ação de trombadinhas. O PT, com rara habilidade, usou o PMDB e o PR para “arquivar” o relatório que não mais lhe interessava. Só que, evidentemente, o PT não poderia aparecer como um dos arquivadores do próprio relatório — para não se queimar. Por isso, habilmente, transferiu para os aliados, PMDB e PR, a tarefa de matar pela raiz a investigação. O PT, de Lula a Odair Cunha, passando pela presidente Dilma Rousseff — que nunca se interessou pela “investigação” politizada —, optou por manter os negócios da Delta na sombra.

O relatório alternativo, apresentado pelo deputado federal Luiz Pitiman (PMDB/DF), foi aprovado por 21 a 7 votos. Este relatório, com duas páginas, será repassado para o Ministério Público Federal e para a Polícia Federal. Nada contém de substantivo, mas, pelo menos, não é tão desonesto e vingativo quanto o elaborado pela equipe do ex-presidente Lula e repassado para Odair Cunha assinar como relator.

Postas as questões, é o momento adequado de voltar ao início deste Editorial. Como se disse acima, Lula não percebe que tem um bom lugar garantido na história do país mas, ao não se comportar institucionalmente, avançando sobre os setores que contribuem para garantir a democracia — como a Imprensa, o Judiciário e o Legislativo, além de, quando no poder, usar a máquina pública para fins partidários e pessoais (daí a primeira-amiga Rosemary Noronha) —, tende a ficar cristalizado como um político populista e de matiz autoritário. Infelizmente, não almeja um lugar parecido com o do presidente Juscelino Kubitschek — um democrata sem adjetivos. O papel que Lula está reservando para si é injusto e prova que os intelectuais que o cercam não fazem sua cabeça e nem mesmo conseguem orientá-lo. Fica-se com a impressão de que o ex-presidente se considera eterno e que não tem noção alguma que o futuro tem tanta importância quanto o presente. A posteridade julga duramente e com independência. Se ficar com a imagem de que desrespeitava o Legislativo, o Judiciário e a Imprensa, como se fosse um general sem farda ou Getúlio Vargas sem noção de estadismo, Lula vai, ao desaparecer do mercado político, apequenar-se. Uma pena, porque Lula é — se mudar, continuará sendo — importante para o país, pois é um valor referencial. Fernando Henrique Car­doso, apesar de ter garantido a estabilidade do país e ter desmontado, parcialmente, o Estado corporativo-varguista, não ficará na história com um papel tão destacado quanto o de Lula. Mas, se depender do próprio Lula, se os luas vermelhas não conseguirem orientá-lo — se continuarem aplaudindo o “grande homem” por qualquer pilhéria que diz, sobretudo quando ataca instituições e valores democráticos —, seu papel na história vai ficar cada vez menor. Recente pesquisa do instituto Datafolha mostra dois dados curiosos — quase nada discutidos pela Imprensa e pelos políticos. Primeiro, a sensação de que há corrupção no governo da presidente Dilma Rousseff aumentou substancialmente. É a população que está dizendo isto — não é a oposição. No entanto, a popularidade de Dilma Rousseff continua alta, aproximando-se dos 80% — o que apenas comprova a realidade: a petista não é corrupta, ainda que esteja punindo a corrupção “apenas” (na verdade, é um avanço) com a demissão dos políticos e gestores venais. Segundo, os índices de Dilma Rousseff, para uma provável disputa eleitoral em 2014, são praticamente os mesmos de Lula. Noutras palavras, o caráter institucional da presidente foi e está assimilado pela população brasileira. Não importa que seja sisuda e pouco dada a piadas — “alemã demais”, como dizem auxiliares —, e sim que seja séria, o que ela é. Se Lula brincar, se não rever seus conceitos — no fundo, é maior do que percebe (é pueril a insistência em dizer que fez “tudo”) —, Dilma Rousseff ficará “maior” na história, e não apenas por ter sido a primeira mulher a governar o Brasil. O adversário de Lula, em termos históricos, pode não ser Fernando Henrique Cardoso — e sim a seriíssima Dilma Rousseff. 
 
Fonte: Jornal Opção

Posse na CLDF: Nova direção e muitos desafios

Membros da nova Mesa Diretora terão muitos desafios pela frente

A nova Mesa Diretora da Câmara Legislativa tomou posse na manhã desta terça-feira, 1. O novo presidente, Wasny de Roure (PT), foi empossado pelo antecessor Patrício.

No seu discurso de posse, Wasny ressaltou que a população precisa saber a fundo o que acontece no Legislativo. De acordo com o novo presidente da CLDF, um dos principais objetivos da nova Mesa, é colocar novamente a TV Distrital em funcionamento o mais rápido possível.

Wasny ainda ressaltou que pretende continuar a política de austeridade aplicada pelo ex-presidente Patrício, ou seja, a contenção de gastos e o bom aparelhamento da Casa.

O novo presidente enfatizou que os trabalhos da nova Mesa Diretora serão pautados pela transparência e ética, e que não se importa com as futuras críticas que a sua gestão vira a sofrer.

“Prefiro um bom puxão de orelhas a certos elogios", argumentou o parlamentar.

O governador em exercício Tadeu Fillipelli (PMDB) representou Agnelo Queiroz, que está passando as festividades de final de ano na Argentina.

Composição - A nova Mesa Diretora ainda é composta pelo vice-presidente Agaciel Maia (PTC), primeira-secretaria Eliana Pedrosa (PSD), segunda-secretaria Professor Israel Batista (PEN), e  terceira-secretaria Aylton Gomes (PR).

Na atual composição, somente Eliana Pedrosa, que se ausentou por problemas de saúde, faz parte da oposição, o restante dos membros, são da ampla base governista.

“Abacaxi” – Wasny e a nova Mesa Diretora assumem com vários desafios. O mais espinhoso de todos é o polêmico processo de cassação contra o distrital Raad Massouh (PPL). O corregedor do caso ainda não foi escolhido e esse entrevero deve ficar somente para o final do mês de fevereiro, quando retornam os trabalhos no Legislativo local.

Outra dor de cabeça para a Câmara deve ser a aprovação do Plano de Preservação do Patrimônio Histórico e Urbanístico de Brasília (PPCUB), que tem gerado criticas e protestos em diversos setores do Distrito Federal, que são contra o modelo apresentado.

Fonte: Guardian Notícias - Por Odir Ribeiro

Posse na OAB: Ibaneis assume OAB/DF e promete cobrar soluções das autoridades


O presidente da OAB/DF para o triênio 2013/2015, Ibaneis Rocha, tomou posse na tarde desta terça-feira (01/01). Ele   foi empossado pelo ex-presidente Francisco Caputo, que desejou sucesso à equipe de Ibaneis. A cerimônia ocorreu no auditório da OAB/DF e contou com a presença de membros da atual e da última gestão da entidade, além de autoridades como o vice-governador, Tadeu Filipelli e o secretário de Justiça, Alírio Neto.

Em discurso emocionado, o novo presidente da Ordem ressaltou propostas feitas em campanha, como a ênfase no respeito às prerrogativas dos advogados e o compromisso com a questão da violência no DF. “Vivemos uma violência desenfreada que já ultrapassou as nossas portas e está se fixando no nosso dia a dia, desfigurando a utopia dos pioneiros que construíram uma capital onde todos poderiam viver em uma cidade livre”, lamentou.

Para o novo presidente, a Ordem dos Advogados tem papel fundamental nas questões sociais da cidade: “A OAB/DF, como representante da sociedade civil, precisa se impor diante das autoridades constituídas. Vamos cobrar soluções de forma firme e contundente. É isso que enobrece a nossa profissão e torna a nossa instituição tão respeitada perante a sociedade.”

O presidente foi eleito com 7.275 votos em pleito realizado no dia 26 de novembro de 2012. Francisco Caputo ficou em segundo lugar, com 4.805 votos. Em terceiro, ficou Paulo Roque, com 2.386 eleitores. No dia primeiro de janeiro também foram empossados conselheiros federais, seccionais, e novos componentes das Subseções de Taguatinga, Sobradinho, Ceilândia, Samambaia, Gama e Planaltina.

Descendente de piauienses, Ibaneis Rocha é o primeiro brasiliense a ocupar o cargo de presidente da OAB/DF, fundada em 1960. O advogado já foi presidente da Comissão de Prerrogativas da Ordem, em 2003. Desde 1994, Ibaneis é pós-graduado em Direito e Processo do Trabalho e Processo Civil. 

Diretoria da OAB/DF triênio 2013/2015 

Presidente: IBANEIS ROCHA BARROS JUNIOR OAB/DF 11555

Vice-presidente: SEVERINO DE SOUSA OLIVEIRA, OAB/DF 6433 

Secretário-geral: DANIELA RODRIGUES TEIXEIRA, OAB/DF 13121 

Secretário-geral adjunto: JULIANO RICARDO DE VASCONCELLOS COSTA COUTO, OAB/DF 13802 

Diretor tesoureiro: ANTONIO ALVES FILHO, OAB/DF 4972

Fonte: Estação da Notícia