quinta-feira, 12 de abril de 2012

AGNELO QUEIROZ OBTÊM APOIO E QUER SABER SE É INVESTIGADO

Agnelo obtém apoio e quer saber se é investigado  
Em ofício à Polícia Federal, governador pergunta se há procedimento policial formal contra ele; e pede informação sobre os grampos em que seria citado; deputados e presidentes de partidos aliados emitem nota de apoio

Marco Damiani _247 – O governador Agnelo Queiroz está procurando saber se é alvo de algum tipo de procedimento formal por parte da Polícia Federal (PF). Após se reunir com conselheiros da área jurídica, ele decidiu oficializar a PF para entender, formalmente, se há algum tipo de investigação contra ele.

Ao mesmo tempo, quer ter conhecimento de eventuais citações ao seu nome nas conversas grampeadas pela Operação Monte Carlo. Apoia-se, no ofício, no direito constitucional de ter ciência sobre sua situação dentro da polícia para poder se defender formalmente.

Neste momento, combinando a ofensiva jurídica com uma ação política, Agnelo recebe para almoço, na sede do governo do Distrito Federal (GDF) em Águas Claras, todos os deputados e presidentes de partidos da sua base aliada, composta por 17 agremiações. A intenção, ao final, é divulgar apoio político ao governador.

Os dois movimentos se dão em meio à repercussão da divulgação de grampos de conversas entre comparsas do contraventor Carlinhos Cachoeira e um executivo da Delta Engenharia, que presta serviços para o GDF.

Grampos revelados ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, replicados pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostram o ex-araponga da Abin Adalberto Araújo, o Dadá, hoje preso pela Operação Monte Carlo, dialogando com o executivo Cláudio Abreu, da Delta.

Dadá disse que o “01” queria um encontro com o contraventor Carlinhos Cachoeira, em conversa interceptada em junho do ano passado.

O relatório da PF assinala, entre parênteses, no meio da transcrição do diálogo, que o código daria “a entender” que se tratava do governador.

O assunto também é manchete do jornal Folha de S. Paulo, com outros trechos de conversas interceptadas. Neles, Abreu avisa o operador de Cachoeira que iria procurar Agnelo para tratar de recebimentos para a construtora. "Pode falar que o governador mandou me chamar. Eu vou ter que falar diretamente com o governador, cara", disse Abreu. Dadá respondeu: "Tranquilo, vou falar direitinho".

Abaixo, nota de apoio a Agnelo divulgada pelos deputados da base aliada ao GDF na Câmara Distrital de Brasília:



Fonte - Bras[ilia 247 - 12 de Abril de 2012 às 18:42

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