Em ofício à Polícia Federal, governador pergunta se há
procedimento policial formal contra ele; e pede informação sobre os
grampos em que seria citado; deputados e presidentes de partidos aliados
emitem nota de apoio
Ao mesmo tempo, quer ter conhecimento
de eventuais citações ao seu nome nas conversas grampeadas pela Operação
Monte Carlo. Apoia-se, no ofício, no direito constitucional de ter
ciência sobre sua situação dentro da polícia para poder se defender
formalmente.
Neste momento, combinando a ofensiva jurídica com uma ação política,
Agnelo recebe para almoço, na sede do governo do Distrito Federal (GDF)
em Águas Claras, todos os deputados e presidentes de partidos da sua
base aliada, composta por 17 agremiações. A intenção, ao final, é
divulgar apoio político ao governador.
Os dois movimentos se dão em meio à repercussão da divulgação de
grampos de conversas entre comparsas do contraventor Carlinhos Cachoeira
e um executivo da Delta Engenharia, que presta serviços para o GDF.
Grampos revelados ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, replicados
pelo Jornal Nacional, da TV Globo, mostram o ex-araponga da Abin
Adalberto Araújo, o Dadá, hoje preso pela Operação Monte Carlo,
dialogando com o executivo Cláudio Abreu, da Delta.
Dadá disse que o
“01” queria um encontro com o contraventor Carlinhos Cachoeira, em
conversa interceptada em junho do ano passado.
O relatório da PF
assinala, entre parênteses, no meio da transcrição do diálogo, que o
código daria “a entender” que se tratava do governador.
O assunto também
é manchete do jornal Folha de S. Paulo, com outros trechos de conversas
interceptadas. Neles, Abreu avisa o operador de Cachoeira que iria
procurar Agnelo para tratar de recebimentos para a construtora. "Pode
falar que o governador mandou me chamar. Eu vou ter que falar
diretamente com o governador, cara", disse Abreu. Dadá respondeu:
"Tranquilo, vou falar direitinho".
Abaixo, nota de apoio a Agnelo divulgada pelos deputados da base aliada ao GDF na Câmara Distrital de Brasília:
Fonte - Bras[ilia 247 - 12 de Abril de 2012 às 18:42
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