ACESSOS

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Vendendo fala

Um antigo arrendatário de rádio em Brasília está se articulando nos bastidores esperando o 'OK' para pegar de volta a emissora que servirá de instrumento de pressão contra o novo governo eleito de Rodrigo Rollemberg.

A manobra vai chegar aos tribunais, mas não terá sucesso, pois o contrato que está em vigência com o atual arrendatário tem mais alguns anos de validade e a assessoria do novo governador só aguarda o 'OK' da Justiça para pagar a dívida do GDF com o atual arrendatário.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Oposição de plantão 'Izalci Lucas'


O governo fará um esforço concentrado na semana que vem para tentar aprovar na Comissão de Orçamento o PNL 36. Com isso o governo não fere a Lei de Diretrizes Orçamentárias.

Mas falta combinar com a oposição que colocou o deputado federal Izalci Lucas de plantão na comissão. Para o deputado candango o governo exagerou nos artifícios e não tem mais artifícios para fazer. “Eles querem anistiar a presidente Dilma, porque os crimes fiscais já foram cometidos”, declarou Izalci.

Pelo visto a disputa travada na Comissão Mista de Orçamento vai esquentar o Congresso Nacional semana que vem.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Errando na mão 'Rodrigo Rollemberg'


A transição de um governo para outro é momento crucial para fincar as bases do projeto vitorioso nas urnas e como tal tem que ser conduzido com seriedade e responsabilidade. Muitas vezes as pessoas que estiveram juntas no processo eleitoral estavam preparadas apenas para a eleição e deixam a desejar quando o assunto é governar. Por isto este processo tem um condutor e a ele cabe dar um freio de arrumação quando se desvia do rumo certo. 

A manchete de hoje no Correio Braziliense com a frase: "Salário de Professor preocupa transição" é a síntese do equívoco. Afinal salário de professor não pode e não deve ser preocupação pro bom gestor. Escolas ruins, má gestão, professor fora do sistema escolar, gasto excessivo de custeio, falta de planejamento e diálogo pouco transparente e desmotivador com o corpo de profissionais da educação além da falta de capacidade para envolver pais e alunos no processo de aprendizado são os verdadeiros pontos que a transição deveria encarar com preocupação.

O resto é tentativa pura e simples de desviar o foco e nesta armadilha o povo não cai e não aceita mais. Cabe ao novo governador dar um freio de arrumação nestas manchetes repetidas, sob pena de cometer os mesmos erros do passado, quando o que se espera é a solução dos problemas existentes e não transformá-los em bandeira para se chegar a lugar nenhum. Afinal como se dizia na campanha "Agora é Rollemberg".

Fonte: A Voz da Verdade por Celson Bianchi.

Falta de Memória 'Rodrigo Rollemberg'


A respeitada Coluna Eixo Capital publicada na edição de hoje do Correio Braziliense, traz uma nota no mínimo inusitada. Nela é registrada a visita do governador eleito ao Ministério Público do DF. Mas o que chamou a atenção foi a informação sobre uma possível Ação Direta de Inconstitucionalidade frente a hipótese de sanção da Lei que acaba com a famosa Lei Delegada que permite ao Executivo fazer o que quiser em termos de estrutura de governo e criação e extinção de cargos. 

Pior direciona a notícia como se o novo governo só pensasse em cortar cargos, o que não é verdade. Eles pensam sim em criar. E cá entre nós é uma mentira deslavada falar que vão cortar 60% deles. A fome dos aliados e dos assessores próximos ao governador não vai deixar que isto aconteça. Aliás o próprio governo não funcionaria. 

Mas o que me espantou mesmo foi o dado novo de que o próprio MP questionaria a nova lei, numa mudança radical do comportamento adotado no passado quando combateram com veemência a delegação de poderes. Até o próprio Correio foi dos mais combativos frente o pode tudo de cargos e estrutura que teve início no governo Roriz em 1999.

Das duas uma: ou todos mudam de posição quando chegam ao comando do governo e assim enxergam como é bom não depender do legislativo ou tá todo mundo sem memória e repetem sem pudor uma frase célebre que afirma "esqueçam o que eu disse e o que eu escrevi". To doido pra ler esta ação do MPDF.

Fonte: A Voz da Verdade por Celson Bianchi.

Izalci quer ser o tucano-mor


O PSDB/DF se reúne na noite desta quinta-feira (20). Uma das pautas será o papel dos tucanos no governo Rollemberg. O mais interessado nessa reunião é o deputado federal Izalci Lucas que quer a presidência da legenda de imediato. Sem eleições. Eduardo Jorge, o presidente- tampão está em fim de mandato. Izalci quer o seu lugar. Caso, não consiga o deputado federal reeleito vai pegar o caminho da “roça”. Se é que fui entendido.

Fonte: Odir Ribeiro.

Terrorismo com Blogueiros


Prezados, venho informar o fato de não ter estado presente desde dia 04/11/2014 nas Redes Sociais e nem com o Blog Informando e Detonando no ar. Como todo elemento surpresa pega a gente de uma forma bruta, meu PC foi completamente destruído com um vírus enviado por alguém que gosta muito de minhas palavras e idéias. Porém para calar a boca e silenciar um cidadão como eu 'somente me matando', visto isso já estou no ar muito mais precavido do que antes. Obrigado aos amigos de todos os lados que me enviaram mensagens de incentivo a volta. Obrigado - Informando e Detonando

terça-feira, 4 de novembro de 2014

DF: Deputado e presidente da OAB-DF viram réus em ação de R$ 25 milhões

O processo nº 2014.01.1.170215-4 passou a tramitar nesta segunda (3) e já foram expedidos os mandados de intimação para oitivas 

O deputado Alírio Neto – Ação do MP e alvo da Justiça. 
 
O deputado distrital Alírio Neto, ex-presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, e o presidente da OAB seccional DF, Ibaneis Rocha, viraram réus na 5ª Vara de Fazenda Pública em ação civil por denúncia do Ministério Público. A procuradora Roberta Maria Rangel, mulher do ministro do STF Antonio Dias Toffoli, também é citada na ação que pede reembolso de R$ 24,9 milhões aos cofres públicos. 
 
A ação foi movida pela 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público e Social do MP do DF e Territórios. Nela, os promotores Fábio Macedo Nascimento, Alexandre Fernandes Gonçalves e Cláudio João Medeiros Freire pedem a “reparação de danos causados ao patrimônio público da Câmara Legislativa do DF''. 
 
Em suma, o MP viu irregularidades no pagamento de juros e correção monetária a “centenas de servidores, ex-servidores e pensionistas'' , referentes a perdas salariais na conversão do URV para o Real em 1994. A Câmara Distrital desembolsou pagamentos em 2008 aos servidores após pleito da Associação dos Servidores da Câmara – a ASSECAM. 
 
À época, Alírio Neto era presidente da Câmara, assessorado pela procuradora Roberta Rangel e equipe, e Ibaneis Rocha era advogado de defesa da ASSECAM. 
 
Segundo a denúncia do MP, Alírio Neto, “juntamente com a equipe que lhe prestava auxílio, entendeu por reconhecer dívida de forma notoriamente equivocada, por meio dos processos administrativos nº 001-000.225/2008 e 001-000.493/2008, vindo assim a permitir a realização de despesas não legalmente autorizadas''. 
 
Em valores corrigidos, o MP requer hoje o reembolso aos cofres do Poder Legislativo de e R$ 24.936.433,32 . 
 
A ação civil pública, acolhida pela Justiça, estipula a devolução de R$ 21.628.275,39 por parte de Alírio, Roberta Rangel e outros três servidores citados na ação. O MP requer de Ibaneis R$ 3.308.157,93 por honorários advocatícios recebidos na causa.



DEFESA 
 
O presidente da OAB/DF, Ibaneis Rocha, informou através de sua assessoria que não se pronunciará sobre o caso. 
 
Procurado, o deputado Alírio Neto informou à Coluna que o processo específico do pagamento supracitado foi aprovado pelo Tribunal de Contas do DF. “O STF e o MP também fizeram o mesmo (pagamento de correção, segundo o parlamentar). Então vou arrolar o MP da União como testemunha para meu caso'', diz. 
 
A procuradora Roberta Rangel, que à ocasião do pagamento era assistente da Mesa Diretora, não foi localizada por ora. 
 
A defesa dos envolvidos ainda alega que no próprio site do TCDF há um parecer do MP a favor do pagamento.

 
Fonte: Coluna Esplanada por Leandro Mazzini.

TCDF na mira 'Wasny de Roure'


Na Câmara Legislativa essa semana a disputa será pela vaga no Tribunal de Contas do DF (TCDF). O presidente da CLDF Wasny de Roure é o mais cotado, inclusive tem encontrado apoios. Mas Dr. Michel (PP) também corre por fora. Essa história promete muitos capítulos.

Fonte: Odir Ribeiro.

Só em dezembro 'Rodrigo Rollemberg'


 
O governador eleito Rodrigo Rollemberg (PSB) disse em sua página oficial que não indicou para nenhuma secretaria. O governador garante até o momento ninguém foi procurado para ocupar cargo algum. De acordo com o próprio Rollemberg, as indicações do futuro governo só ocorrerão em dezembro.

Mostramos aqui

O nosso blog vem mostrando quase que diariamente a disputa pelo cargo de secretário de Saúde. A briga pela Pasta é ferrenha. Um dos nomes cotados é do Dr. Gutemberg ligado ao sindicato dos médicos. Gutemberg é o preferido dos funcionários da Saúde. Do outro lado está Paulo Feitosa ex-diretor do Hran. Feitosa foi quem elaborou o plano de governo do governador Rollemberg na área de saúde. Essa história de boato não tem nada. Seria bom o próprio governador acalmar os ânimos de sua suposta equipe.

Fonte: Odir Ribeiro.

Ministério Público vai à Justiça contra mulher do ministro Dias Toffoli

Promotores afirmam que parecer da advogada Roberta Rangel permitiu a ex-presidente da Câmara Legislativa do DF Alírio Neto pagar ilegalmente indenizações a servidores

A advogada Roberta Rangel, mulher do ministro do STF Dias Toffoli

O Ministério Público do Distrito Federal denunciou à Justiça a advogada Roberta Rangel, o deputado distrital Alírio Neto, do PEN, o advogado Ibaneis Rocha Júnior, presidente da OAB/DF, e outras três pessoas pelo pagamento irregular de indenizações a funcionários da Câmara Legislativa do Distrito Federal. Eles são acusados de facilitar a liberação do dinheiro de “forma notoriamente equivocada”, afirmam os promotores. O Ministério Público cobra a devolução de R$ 25 milhões aos cofres públicos, em ação protocolada na 5ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal na semana passada. Procuradora da Câmara Legislativa, Roberta Rangel casou-se recentemente com o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal, de quem fora sócia numa banca.

Nas décadas de 1980 e 90, funcionários, ex-funcionários e pensionistas da Câmara Legislativas entraram com ações judiciais para contestar a forma como seus salários foram convertidos na implantação do Plano Real, em 1994. As ações do “caso dos 11,98%” alegam que a data usada para a converter os vencimentos do funcionalismo público resultou em prejuízo para os servidores. Até o início de 2008, a Câmara indenizava somente quem conquistasse esse direito na Justiça. Durante a presidência do deputado Alírio Neto, a Câmara do DF cortava gastos para se enquadrar nos padrões impostos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. A insatisfação entre os funcionários era grande por causa dos cortes. Para contornar o clima ruim, prevaleceu a política: Alírio Neto contrariou a lógica econômica e pediu a assessores jurídicos um estudo para fazer novos gastos.


A tarefa coube a Roberta Rangel, então procuradora da Câmara. Ela fez um parecer que permitiu o pagamento a todos servidores, não apenas aqueles que ganhassem o direito na Justiça. O Ministério Público afirma que o parecer de Roberta desconsiderou a argumentação jurídica adotada por procuradores anteriores, segundo a qual não era possível indenizar todos os servidores. Até servidores que sequer trabalhavam na Casa na época do Plano Real receberam parte da indenização. De acordo com a acusação, a solução administrativa foi feita de forma atropelada. “Curioso é conceber como tantos percalços jurídicos foram ultrapassados num ‘passe de mágica’, não apenas pela completa falta de explicação de como tudo foi realizado, mas também pela agilidade como foi feito”, afirmam os promotores. As autoridades afirmam que até mesmo o prazo de prescrição da dívida – que reduziria o valor bancado pelos contribuintes - foi desconsiderada na decisão.

Roberta Rangel foi responsável por uma parecer jurídico que permitiu o pagamento de indenizações a funcionários da Câmara Legislativa de Brasília, então presidida pelo distrital Alírio Neto  (Foto: Divulgação) 
Roberta Rangel foi responsável por uma parecer jurídico que permitiu o pagamento de indenizações a funcionários da Câmara Legislativa de Brasília, então presidida pelo distrital Alírio Neto

Roberta Rangel afirma que não houve pagamento irregular. "O parecer, opinativo, foi pela possibilidade de a Casa deliberar o assunto por resolução", disse. "Este parecer foi submetido à deliberação superior." Em última instância, foi o superior de Roberta, o deputado Alírio, que encomendou o trabalho a ela, de olho nesse resultado. Em valores atualizados, o MP pede que os acusados sejam condenados a devolver R$ 25 milhões, dinheiro liberado aos servidores em cinco parcelas em 2008. Parte dessa quantia, R$ 3 milhões, deve ser ressarcida pelo advogado Ibaneis Rocha Júnior, pelos honorários que recebeu. Na ocasião, ele defendia os interesses da associação dos servidores, que formulou pedido para que a saída “administrativa” fosse construída por Alírio. Hoje, Rocha Júnior é presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal (OAB-DF). Procurado por ÉPOCA, ele não quis se manifestar sobre o assunto.


O deputado Alírio nega qualquer irregularidade no pagamento dos valores. Afirma ter elaborado uma solução administrativa no caso, para conter a insatisfação dos servidores na ocasião. “A Câmara foi sendo enquadrada (na LRF), e benefícios foram tirados dos servidores”, afirma. “A associação (de servidores) entrou com esse pedido. A única alternativa que encontramos para compensar a dificuldade dos servidores foi buscar essa solução.” Segundo Alírio, houve precedentes à decisão da Câmara Legislativa, caso do Tribunal de Contas da União e o Superior Tribunal de Justiça. Ele afirma ainda que o Tribunal de Contas do DF não considerou irregular a decisão da Câmara. "O Ministério Público pode até tentar, mas eu ganho todas deles", afirmou.

Fonte: Época por Marcelo Rocha.

PSDB marca reunião para tratar sobre impeachment de Dilma

Tucano marca reunião para tratar sobre impeachment de Dilma 

O diretório do PSDB/DF convocou os tucanos para uma reunião na noite desta segunda-feira (3) na sede do partido. Na pauta tucana está a “possibilidade de pedido de impeachment da presidente Dilma” e fraudes nas urnas eletrônicas.

O encontro foi organizado pelo advogado Raimundo Ribeiro, eleito deputado distrital pelo partido nas últimas eleições, e, de acordo com a sigla, “cidadãos inconformados com o atual momento do país” estão convidados a participarem do debate.

Fonte: Diário do Poder.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Sérgio Moro: Juiz aponta desafios do sistema Judiciário no combate ao crime

"Nosso sistema é falho e muitos dos grandes crimes contra a administração pública acabam não tendo um final que nós esperaríamos no sentido mais básico da justiça criminal" 


Na manhã de quinta-feira (30), a programação científica do 31º ENPR trouxe palestra do juiz federal Sérgio Moro. Titular da Vara Federal especializada em lavagem de dinheiro e crime organizado de Curitiba (PR), o magistrado tornou-se referência no combate a crimes financeiros ao conduzir o julgamento do caso Banestado. Ele auxiliou também a ministra Rosa Weber no julgamento do Mensalão e, atualmente, está à frente dos processos da Operação Lava-Jato na Justiça Federal do Paraná.

O magistrado abordou as falhas do sistema judiciário brasileiro com base em sua experiência profissional e pessoal. "Nosso sistema é falho e muitos dos grandes crimes contra a administração pública acabam não tendo um final que nós esperaríamos no sentido mais básico da justiça criminal", disse.

Para exemplificar o que ele classifica como um cenário desalentador, o juiz federal citou o julgamento da Ação Penal nº 470, o famoso Mensalão. "Chegamos ao ponto de ver um caso em que o sistema funcionou, no sentido de que pessoas responsáveis por crimes graves foram julgadas e punidas, ser qualificado como ponto fora da curva", lamentou.

De acordo com ele, eventos como o Encontro Nacional dos Procuradores da República (ENPR) são fundamentais para promover debates e soluções no sentido de "tentar fazer com que esses casos criminais bem sucedidos sejam regra e não exceção".

Moro criticou ainda a cultura dos tribunais de prestigiar a presunção da inocência. Segundo ele, é uma "patologia" do Judiciário admitir que sempre após um julgamento condenatório haja recurso. "A ideia é que, a partir do julgamento condenatório de primeira instância, a sentença já pudesse ser aplicada e, certamente, em casos excepcionais, com a possibilidade de aguardar o recurso quando houvesse plausibilidade", explicou. Isso seria uma tentativa de resgatar a eficácia do julgamento de primeiro grau.

Fonte: Portal Gama Livre / ANPR.

Autonomia: Dilma barra pressão de PT e PMDB por cargos

Presidente resiste a indicações de Lula e indica que buscará autonomia, sem ligar para 2018 


Apesar de fazer um apelo pelo diálogo e de prometer “ouvir mais” o Congresso Nacional, após ser reeleita com 51,64% dos votos, ela deu sinais de que pretende enfrentar as crises na seara política e as turbulências na economia sem ceder a pressões do PT e do PMDB, nem se importar com o cenário de 2018.

Antes de viajar para um descanso de quatro dias na Bahia, Dilma abriu um sorriso ao ler nos jornais que poderia encaixar o ex-presidente do Banco Central Henrique Meirelles no Ministério da Fazenda. “Eu vou fazer isso, é?”, perguntou ela, rindo, a um ministro do PT.

Dilma não dá indícios de que vá ceder a reivindicações de partidos por ministérios

A sugestão da troca de Guido Mantega por Henrique Meirelles foi feita pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Dilma no início do ano passado, quando o titular da Fazenda passou a ser alvo de fortes críticas vindas de todos os lados. A presidente resistiu porque nunca gostou de Meirelles.

Com o apoio do ex-ministro Antonio Palocci, removido da Casa Civil em 2011, Lula tentou emplacar de novo, nos últimos dias, o ex-presidente do Banco Central, mas Dilma não aceitou a indicação. O ex-presidente também sugeriu para o cargo o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco, e o ex-secretário executivo da Fazenda Nelson Barbosa, hoje colaborador do Instituto Lula. Nelson Barbosa é o preferido do PT, mas, se a escolha ficar restrita a essa lista, Dilma tem mais simpatia por Luiz Carlos Trabuco.

Preocupação. Em conversas com amigos, o ex-presidente confidenciou estar preocupado com o novo governo de sua sucessora porque acha que depende dela a manutenção do PT no poder a partir de 2019.

Lula prevê tempos difíceis pela frente tanto na política, com os desdobramentos da Operação Lava Jato da Polícia Federal e com a candidatura do desafeto Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara dos Deputados, quanto na economia, já que Dilma terá de recorrer a um pesado ajuste fiscal para cortar despesas. “Se ela fizer um segundo mandato igual ao primeiro, sem ouvir ninguém, estaremos perdidos”, disse o ex-presidente para um interlocutor do Rio, de acordo com relato obtido pelo Estado.

Lula se movimenta para ser candidato ao Palácio do Planalto, em 2018, e pretende ter mais influência no governo Dilma, de agora em diante. Ao mesmo tempo, o ex-presidente quer fazer uma profunda reforma no PT, que, no seu diagnóstico, precisa de uma “chacoalhada” porque envelheceu, se distanciou dos movimentos sociais e não soube se defender das sucessivas denúncias de corrupção - desde o escândalo do mensalão até as acusações de desvio de dinheiro na Petrobras.

Distância. Até agora, porém, os “lulistas” no primeiro escalão estão isolados e têm perdido espaço. Homem da confiança de Lula, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, já avisou que não permanecerá no cargo no segundo mandato de Dilma e, se ficar no governo, quer ir para a Funai.

Para a cadeira de Gilberto Carvalho, a presidente deve escalar Miguel Rossetto, hoje ministro do Desenvolvimento Agrário, com quem ela já trabalhou no Rio Grande do Sul.

Organizadora de três jantares no início do ano com empresários e artistas, que acabaram estimulando o movimento “Volta, Lula”, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, irritou Dilma e retornará agora ao Senado.

De todas as indicações com perfil mais próximo de Lula, a única que deve ficar no cargo é Miriam Belchior, atual titular do Ministério do Planejamento.

O PT, com 17 dos 39 ministérios, reivindicará Cidades, hoje com o PP de Paulo Maluf. Por ter um orçamento polpudo - R$ 26,3 bilhões previstos para 2015 - e ser responsável por obras de saneamento, mobilidade e habitação popular, a pasta é alvo de vários aliados e pode ir para o PSD do ex-prefeito Gilberto Kassab. O PMDB, com cinco ministérios (Minas e Energia, Previdência, Agricultura, Turismo e Aviação Civil), também quer aumentar sua cota na Esplanada e pede Transportes ou Integração Nacional.

Dilma não se mostra disposta a ceder nesse capítulo. Além de driblar projetos no Congresso que, se aprovados, aumentam os gastos e prejudicam as contas públicas, como os de reajuste salarial, a presidente também enfrenta o mau humor dos aliados que perderam a disputa em seus Estados e culpam o governo pelo fracasso nas urnas.

“O PMDB saiu dividido da eleição, mas acredito que a presidente entendeu o recado político”, afirmou o senador Romero Jucá (PMDB/RR), que apoiou a candidatura de Aécio Neves (PSDB) ao Planalto.

Questionado se o PMDB dificultaria a vida de Dilma no Congresso, Jucá deixou uma dúvida no ar. “A convivência depende de ambas as partes, que podem atrapalhar ou facilitar as coisas”, respondeu. “Existem gestos e posições dos dois lados. É uma relação de mão dupla e o futuro depende disso.”

Recado dado

"O PMDB saiu dividido da eleição, mas acredito que a presidente entendeu o recado político"

"A convivência depende de ambas as partes, que podem atrapalhar ou facilitar as coisas"

"Existem gestos e posições dos dois lados. É uma relação de mão dupla e o futuro depende disso"

Romero Jucá - Senador (PMDB/RR)

Fonte: O Estado de S. Paulo por Vera Rosa.

São Paulo e Brasília: Manifestantes fazem protesto contra reeleição de Dilma

Protesto contra reeleição de Dilma reúne 3 mil pessoas em São Paulo 


Cerca de 3 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, participaram na tarde deste sábado em São Paulo de um protesto contra a reeleição da presidente Dilma Rousseff. Um grupo de 400 manifestantes também protestaram em Brasília. Eles reclamam dos escândalos de corrupção no governo e acusam a presidente de ser conivente com o esquema de desvio de dinheiro da Petrobras.

Em São Paulo, alguns dos manifestantes, do alto de um carro de som, chegaram a dizer que as eleições deste ano não valeram, enquanto outros seguravam uma faixa com a frase "Eleição da Dilma: a maior fraude da história". Os manifestantes também pediram o Impeachment da presidente. Outras faixas, separatistas, ameaçavam: “ou impugnação, ou intervenção militar”.

Os entusiastas pela separação de São Paulo do resto do país também seguravam ao fim do ato, em frente do Monumento às Bandeiras, na região do Parque do Ibirapuera (Zona Sul), uma faixa dizendo “São Paulo é o meu país”. Segurando bandeiras do estado de São Paulo, muitos cantaram o hino nacional por diversas vezes.

O início do protesto ocupou totalmente a pista da Avenida Paulista sentido Consolação e parcialmente a pista sentido contrário, Paraíso. A PM acompanhou a caminhada da Paulista ao Ibirapuera, sem escudos e armas empunhadas. A corporação chegou a ser saudada pelos presentes: “Viva a PM!”.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também foi lembrado pelos manifestantes paulistas aos gritos de "Lula, ladrão, vai lamber sabão" e "1,2,3 Lula no xadrez". Os manifestantes diziam “defender o Brasil da criação de um estado totalitário de esquerda pelo PT".

- Vim aqui me manifestar porque querem fazer a democracia bolivariana. Eu acordei (politicamente) desde que tentaram fazer passar o referendo do Estatuto do Desarmamento. O clima no país é de absoluto terror e intolerância. Só eleição não é democracia - disse Maria Cecília Sarti, de 57 anos.

O protesto reuniu muitas senhoras de guarda-chuva, em razão do sol forte. Algumas levaram seus cachorrinhos de estimação para o protesto.

Um dos participantes da manifestação era o cantor Lobão, que ameaçou deixar o país de Dilma fosse reeleita, mas depois voltou atrás.

- A Dilma tem mais de vinte motivos para sofrer um impeachment. Corrupção é que nem barata. Você vê uma e tem 300 atrás. O povo se sentiu fraudado - disse.

MANIFESTANTES LEVARAM BANDEIRAS DE AÉCIO

Em Brasília, a passeata foi capitaneada por um carro de som com a propaganda do deputado Izalci Lucas (PSDB/DF). Os organizadores empunhavam bandeiras de Aécio Neves, o candidato tucano derrotado nas eleições. Um dos cartazes pedia "pena de morte para políticos corruptos e ladrões". Outro queria o fim da reeleição. O grupo cantou o hino nacional.

Muitos carros seguiram a passeata buzinando, em sinal de apoio às causas. Ao longo do percurso, carros da Polícia Militar do Distrito Federal garantiram a segurança e pediram para os protestantes deixarem ao menos duas faixas da pista livres, para não atrapalhar o trânsito.

- Isso aqui não é a Marcha das Vadias, é uma manifestação ordeira da família brasileira. Vamos cooperar com a polícia - gritou um dos organizadores, no microfone do carro de som.

Por volta das 16h, quando começou a chover, o grupo reduziu para cerca de 150 pessoas. Em Brasília, cerca de 400 manifestantes foram às ruas contra a reeleição de Dilma.

Fonte: O Globo por Mariana Sanches e Carolina Brígido.

Sérgio Moro: O juiz na mira dos acusados do petrolão

Lula teve o Mensalão. Dilma agora tem o Petrolão 

Os envolvidos no escândalo que desviou bilhões da Petrobras se movimentam para impedir o avanço das investigações. O alvo principal é o magistrado responsável pelo processo.

Independente - Sérgio Moro: o trabalho do juiz provocou protestos da presidente Dilma Rousseff, que reclamou da realização de interrogatórios durante a campanha eleitoral.

 A história recente do Brasil tem algumas lições para o juiz federal Sérgio Fernando Moro.

Relator do processo do mensalão, o ex-ministro Joaquim Barbosa recebeu do PT a alcunha de traidor e foi atacado, de forma impiedosa, antes mesmo de decretar a prisão da cúpula do partido. Autor do pedido de condenação no caso, o então procurador-geral Roberto Gurgel foi transformado por petistas e asseclas em personagem de uma CPI, sendo ameaçado, inclusive, com um processo de impeachment. Os dois resistiram, e o Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os mensaleiros. Descrita como “ponto fora da curva”, a decisão, em vez de atenuar, agravou uma lógica perversa quanto maior o esquema de corrupção, maior o peso de certas forças para engavetá-lo. Moro agora é quem carrega as responsabilidades que foram de Barbosa e Gurgel. Ele está na mira dos interesses contrariados.

Nascido em Maringá, no norte do Paraná, Moro é um dos maiores especialistas do país na área de lavagem de dinheiro. Obstinado pelo trabalho e discreto a ponto de a maioria de seus colegas desconhecerem detalhes de sua vida pessoal, como a profissão da esposa (advogada) e a quantidade de filhos (dois). Aos 43 anos de idade e dezoito de profissão, Moro é um daqueles juízes intocáveis, incorruptíveis, com uma carreira cujos feitos passados explicam seu comportamento no presente e prenunciam um futuro brilhante. Moro conduziu o caso Banestado, que resultou na condenação de 97 pessoas de diversas maneiras responsáveis pelo sumiço de 28 bilhões de reais. Na Operação Farol da Colina, decretou a prisão temporária de 103 suspeitos de evasão de divisas, sonegação, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro - entre eles, um certo Alberto Youssef. No ano passado, um processo sob a responsabilidade de Moro resultou no maior leilão de bens de um traficante já realizado no Brasil. Foram arrecadados 13,7 milhões de reais em imóveis que pertenciam ao mexicano Lucio Rueda Bustos, preso em 2006. Com sólida formação acadêmica, coroada por um período de dois anos de estudos na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, Moro também atuou como auxiliar da ministra do STF Rosa Weber no processo mensalão. Com frequência, suas teses eram citadas por colegas dela nos debates em plenário.

Um roteirista de filme diria que o destino preparou o juiz Sérgio Moro para seu atual desafio - a Operação Lava Jato, que começou localmente em Curitiba, avançou por quase duas dezenas de estados e foi subindo, subindo na hierarquia política do Brasil até chegar a inimaginável situação de ter um ex-presidente e a atual ocupante do cargo citadas por um peixe grande caído na rede. Moro começou investigando uma rede de doleiros acusados de lavagem de dinheiro, mas enredou em um esquema de corrupção na Petrobras armado durante os governos do PT com o objetivo financiar campanhas políticas e, de quebra, enriquecer bandidos do colarinho branco. Lula teve o Mensalão. Dilma agora tem o Petrolão.

Fonte: Revista VEJA por Daniel Pereira e Robson Bonin.

Indigestão global 'GLOBO x Dilma Rousseff'


Um episódio ocorrido durante o discurso da presidente Dilma Rousseff na noite de sua reeleição não foi ainda bem digerido pela cúpula da Rede Globo. O fato de Dilma ter parado de falar para que os militantes do PT gritassem palavras de ordem contra a Globo foi compreendido como uma provocação desnecessária pela direção, que avalia ter tido um comportamento exemplar em todo o processo eleitoral deste ano.

No Planalto, o sorriso de canto de boca de Dilma soou como uma vingança dela para com todos os meios de comunicação, que torciam contra sua reeleição. O certo é que a Rede Globo está atenta aos movimentos do PT para atingi-la.

Tanto que mal o Congresso Nacional retomou os trabalhos, dirigentes globais têm procurado os líderes políticos para conversas institucionais sobre as chances de uma regulação de mídia vingar copiando o modelo da Argentina, que na prática implodiria as Organizações Globo.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Sem perdedores 'Dilma Rousseff & Tarso Genro'

 
Ao se adiantar e conceder uma entrevista anunciando que nunca mais disputa eleições e nem espera ser nomeado para um ministério no 2º Governo Dilma Rousseff, o governador Tarso Genro se mostra ciente da vontade da presidente.
 
Dilma comunicou ao PT que não pretende fazer um ministério de perdedores, daí descartar a priori abrir vagas para Alexandre Padilha, Genro e permitir o retorno da senadora Gleise Hoffmann. Essa possibilidade está descartada.
 
Essa posição dela é apoiada pelo ex-presidente Lula, que reconhece ter errado em 2003 ao ter indicado vários petistas que não tiveram sucesso nas urnas no ano anterior para ocupar cargos no primeiro escalão.
 
Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Escalando o time 'Lula & Dilma Rousseff'


Nas análises feitas pós-vitória da reeleição, Lula mostrou a Dilma Rousseff que a composição do Senado voltará a ser um problema sério em seu Governo.

A chegada de José Serra, Tasso Jereissati e Ronaldo Caiado reforça mais o discurso da oposição. E para complicar a situação do Planalto, Lula não esconde que a qualidade do discurso dos senadores petistas dispostos a irem para o enfrentamento é insuficiente.

Para reverter esse quadro, Lula aconselhou Dilma a se aproximar cada vez mais do PMDB e do PDT. Além de tentar trazer de volta para sua base o PSB.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Celina Leão faz doação de kimono para jovem disputar mundial em Campinas


A deputada Celina Leão (PDT) recebeu em seu gabinete um dos incentivadores e treinadores do lutador brasiliense de jiu-jítsu, Carlos Santos Araújo, o “Carlinhos”, 19 anos, que vai disputar o campeonato mundial de jiu-jítsu na categoria master, em Campinas/SP. Gustavo Santos procurou a parlamentar em busca de apoio para seu aluno.

Carlinhos já foi campeão Estadual e segundo lugar no Campeonato Brasileiro, no entanto a vida do jovem não foi fácil e traz em seu íntimo as marcas do abandono, das drogas e da vida nas ruas, que foi superada pelo esporte.

Carlinhos se inspirou no sergipano Gustavo dos Santos, 19 anos, lutador de MMA, que pratica o esporte desde os 12 anos. Aos 15 foi campeão baiano em Salvador, depois conquistou o 6º lugar na disputa do campeonato mundial, ocasião em que foi homenageado recebendo uma placa das mãos do então prefeito, ACM Neto.

Gustavo, também passou maus bocados, quando foi tentar a sorte na Itália a convite de um colega de luta. O atleta passou quatro anos participando de lutas clandestinas, dois deles em regime semi-escravo, chegou a ficar quatro dias acorrentado a uma parede. “Consegui fugir pulando a janela do apartamento, que ficava no terceiro andar, mesmo machucado pedi socorro a policiais, mas acabei preso por seis dias, até conseguir explicar toda a história”, lembra Gustavo, que por meio do Consulado Brasileiro, conseguiu retornar ao Brasil.

Atualmente Gustavo vive em Brasília, o destino dele cruzou com o de Carlinhos em uma academia localizada na cidade satélite do Gama, onde moram e agora treinam juntos. Gustavo procurou a deputada Celina Leão, para pedir um patrocínio e ajudar o colega, que precisava de um kimono para participar do mundial de jiu-jítsu.

A parlamentar que é uma incentivadora do esporte e praticante de futevôlei, não hesitou em ajudar a dupla de lutadores. “É uma história de vida que nos sensibiliza, mesmo diante de tantos obstáculos conseguiram vencer por meio do esporte, sempre que posso ajudo atletas em situação semelhante. É prazeroso fazer parte de histórias de sucesso como a destes dois jovens”, declarou a deputada. 

Fonte: Ascom da Deputada Distrital Celina Leão por Irene Oliveira.

domingo, 2 de novembro de 2014

Tentativa frustrada 'Michel Temer'


Pessoalmente, o vice-presidente Michel Temer tem telefonado para cada um dos 66 deputados federais do PMDB. Na conversa, convida para um jantar na sua residência, o Palácio Jaburu, na próxima quarta-feira, onde será discutida sucessão do presidente Henrique Alves.

Temer quer tirar o controle da bancada peemedebista das mãos do líder reeleito Eduardo Cunha, que já se lançou à presidência da Câmara Federal. O objetivo de Temer é que o PMDB cumpra o acordo com o PT e apoie a candidatura petista, tanto podendo ser Arlindo Chinaglia ou Marcos Maia.

Dilma Rousseff e o PT definem esse nome. O risco de Temer sair desmoralizado nessa operação é enorme, pois a ampla maioria dos deputados federais do PMDB já fechou com Eduardo Cunha para presidente e não quer saber de eleger um presidente para substituir Henrique Alves.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Fernando Pimentel: A ligação entre um jatinho com R$ 116 mil e o governador eleito de Minas

O jatinho em que a PF encontrou R$ 116 mil pertence a Benedito de Oliveira, compadre e homem influente na campanha do governador eleito de Minas Gerais, Fernando Pimentel 

Casal: Fernando Pimentel e sua mulher, Carolina Oliveira. Ela abriu uma empresa que prestou serviços ao PT

Há três semanas, logo após o primeiro turno das eleições, a Polícia Federal fez uma batida num jatinho em Brasília e descobriu R$ 116 mil, em dinheiro vivo, com pessoas ligadas à campanha de Fernando Pimentel, do PT, governador eleito de Minas Gerais. Pimentel disse, em nota, que não poderia ser considerado responsável pela “conduta de fornecedores”. Admitiu apenas que o empresário Benedito de Oliveira, um dos passageiros do avião, fornecia material gráfico para sua campanha. A PF encontrou o dinheiro com Benedito e Marcier Moreira, assessor de Pimentel na campanha. Moreira ocupara cargos em dois ministérios dos governos Lula e Dilma. Sob a suspeita de que se tratava de sobra de campanha, abriu-se inquérito na PF para investigar a origem do dinheiro. Nenhum dos investigados confessou. Desde então, Bené, como é conhecido no mundo político, ou o mero “fornecedor”, como define a nota de Pimentel, recusa-se, assim como o próprio Pimentel, a falar sobre o caso. O silêncio persistente de ambos leva à indagação: o que eles têm a esconder?

Muito, segundo entrevistas com pessoas próximas a ambos e documentos obtidos com exclusividade por ÉPOCA. A reportagem de ÉPOCA levantou evidências de que a participação de Bené no caso investigado pela PF é extensa. Obteve provas também de que a ligação de Bené com Pimentel e a campanha dele vai além da relação comercial entre cliente e fornecedor sugerida na nota de Pimentel. Os dois são amigos há anos, apesar de Bené já ter se envolvido em escândalos e ter sido acusado de desvio de dinheiro público pelo Tribunal de Contas da União (TCU). Bené ganhou contratos em vários ministérios no governo Lula. Ele exerceu influência decisiva na campanha de Pimentel ao governo de Minas – e até no Ministério do Desenvolvimento e Comércio, comandado por Pimentel desde o começo do governo Dilma. Pimentel se afastou do cargo apenas em fevereiro, para concorrer ao governo de Minas Gerais.

A ascensão de Pimentel coincide com a ascensão de Bené. Enquanto um subia na política, o outro subia nos negócios. Segundo pessoas próximas, Bené se aproximou do PT após o mensalão, em 2005. Por coincidência, aproximou-se por meio do mesmo homem que apresentara o operador Marcos Valério ao partido: o deputado Virgílio Guimarães, do PT de Minas. No segundo mandato de Lula, enquanto sua Gráfica Brasil e sua empresa de eventos ganhavam contratos milionários e, segundo o TCU, superfaturados, Bené acumulava influência no PT e no PP. Em 2009, aproximou-se de Pimentel, que coordenava a primeira campanha de Dilma. Bené alugou a casa, em Brasília, onde trabalhava a equipe de imprensa de Dilma. Pagava o aluguel em dinheiro vivo. Equipou-a com computadores. Assessores de Dilma logo passaram a produzir dossiês contra o PSDB. Na metade de 2010, quando o caso veio a público, Bené e Pimentel foram obrigados a se afastar da campanha. 


Em 22 de novembro de 2010, logo após a vitória de Dilma, Bené comprou nos Estados Unidos, segundo comprovam documentos obtidos por ÉPOCA, o avião que foi apreendido pela PF nas -eleições deste ano. A estrutura do King Air, prefixo PR-PEG (iniciais dos filhos de Bené), foi comprada à vista, por US$ 735 mil, segundo nota fiscal emitida pelos vendedores americanos. “Ele precisava de um avião para transportar políticos e o que mais fosse necessário, discretamente”, diz um dos homens de confiança de Bené. A nota fiscal aponta o comprador como a Lumine Editora, empresa registrada em nome dos irmãos de Bené. O contrato de câmbio para efetuar o pagamento, a que ÉPOCA também teve acesso, foi assinado por Júlio César de Oliveira, irmão de Bené e diretor financeiro de uma das empresas dele. Hoje, o King Air está registrado na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), em nome da Bridge Participações. Os donos da Bridge são desconhecidos. Documentos comerciais da empresa mostram que ela é controlada pelo próprio Bené.

Quando Pimentel assumiu o Ministério do Desenvolvimento, no começo do governo Dilma, a influência do amigo Bené se revelou prontamente. Em fevereiro de 2011, Pimentel nomeou Humberto Ribeiro como secretário de Comércio e Serviços da pasta. Cabia a ele promover a exportação de serviços, notadamente os de engenharia. Humberto Ribeiro é irmão de Luiz Cezar Ribeiro, ex-sócio de Bené. Ribeiro ocupou o cargo até julho deste ano. Bené se aproximou também de dois assessores de Pimentel: Eduardo Serrano e Carolina Oliveira. Serrano foi um dos coordenadores da campanha de Pimentel. Em 2012, Pimentel se separou e engatou um namoro com Carolina Oliveira. Segundo amigos em comum, Bené e sua namorada, Juliana Sabino, passaram a sair com Pimentel e Carolina. As duas namoradas tornaram-se amigas. Pouco depois de começar o namoro com Pimentel, ainda funcionária do ministério, Carolina abriu, ao lado da mãe, a empresa Oli Comunicação. Em 6 de outubro de 2011, dia em que a Oli Comunicação foi registrada, Carolina estava em compromisso oficial com Pimentel, em Bruxelas, na Bélgica.

Carolina deixou o ministério em dezembro de 2011. A Oli, em seguida, foi contratada pelo PT para prestar serviços de assessoria de imprensa. Duas salas da Oli, em Brasília, eram alugadas por Bené. ÉPOCA esteve no endereço informado pela Oli à Receita Federal, um pequeno prédio comercial no final da Asa Norte, e não achou a empresa. Três pessoas que trabalham no prédio disseram nunca ter visto a empresa nem reconheceram fotos de Carolina. O contador da Oli disse que ele registrara seu endereço comercial como o domicílio fiscal da Oli. “A Oli não tem funcionários”, afirmou. Assim como os demais personagens desta história, Carolina trabalhou na campanha de Pimentel.

ÉPOCA enviou uma série de perguntas a Pimentel sobre sua relação com Bené. Ele se negou a respondê-las objetivamente. Afirmou que as perguntas de ÉPOCA “partiam de premissas irreais e de fontes desqualificadas”. Disse ainda que “as inverdades expostas no questionário constituem crime da maior gravidade contra a honra do governador eleito de Minas Gerais e da jornalista Carolina Oliveira”. ÉPOCA perguntou então se Pimentel poderia responder de modo objetivo às questões. Sua assessoria informou que a “resposta é a nota”. Luiz Cézar Ribeiro confirmou ter sido sócio de Bené. Afirmou, no entanto, não manter contato com ele “há muito tempo”. Disse ainda que Bené não pediu a Pimentel que nomeasse seu irmão Humberto para ocupar a Secretaria de Comércio e Serviços do Ministério do Desenvolvimento. Bené não foi encontrado. Sua namorada, Juliana Sabino, não respondeu aos pedidos de entrevista.

Fonte: Época por Diego Escosteguy e Murilo Ramos.

Buriti: Reunião entre Agnelo e Rollemberg marca início da transição

Em clima de parceria, atual governador reafirma que entregará a cidade em pleno funcionamento 

No primeiro encontro com o governador eleito Rodrigo Rollemberg, o atual chefe do Executivo, Agnelo Queiroz, reafirmou que entregará uma cidade melhor do que a que encontrou no início de sua gestão e se colocou à disposição da equipe de transição. Durante a reunião, que foi realizada nesta sexta-feira (31), no Palácio do Buriti, foi decidido, ainda, que a Casa Civil e a Secretaria de Planejamento farão a coordenação executiva do trabalho durante esse período.

"Nós vamos dar total apoio para que essa transição seja a mais construtiva possível, de tal maneira que a partir do dia 1º o governo já comece em pleno funcionamento", garantiu Agnelo Queiroz. Sobre as contas do governo, Agnelo ressaltou que trabalhará até o dia 31 de dezembro para entregar a cidade em condições melhores do que recebeu. "Vamos passar um grande superávit para o próximo governo. Só de obras assinadas e contratadas são aproximadamente R$ 25 bilhões", acrescentou o governador, que estava acompanhado do vice-governador, Tadeu Filippelli, e dos secretários da Casa Civil, Swedenberger Barbosa, e do Planejamento, Paulo Antenor de Oliveira.

Durante o encontro, o governador eleito agradeceu a disposição de Agnelo Queiroz em realizar a transição de maneira tranquila e democrática. "Desde o dia da eleição, quando – Agnelo - ligou para me cumprimentar, disse claramente que forneceria todas as informações necessárias para que possamos tomar as decisões que considerarmos as mais adequadas a partir de 1º de janeiro", afirmou Rollemberg.

Sobre a situação financeira o governador eleito disse que sempre há certa preocupação, mas que aguardará os dados oficiais das condições do Distrito Federal. "Formulamos um conjunto de perguntas sobre questões financeiras, sobre contratos que expiram no dia 31 de dezembro, para que possamos conjuntamente tomar as medidas para que não haja descontinuidade de serviços públicos fundamentais para a população."

Rollemberg anunciou, também, que pretende utilizar o Centro Administrativo como nova sede do governo tão logo seja entregue. "O governador disse que vai entregá-lo até dezembro mobiliado e em condições de funcionamento. Foi um investimento grande feito pelo Governo do Distrito Federal e certamente nós vamos fazer com que a administração do DF se mude para lá."

O futuro governador voltou a destacar que entre as principais medidas de sua gestão está a redução dos cargos comissionados, a criação do Conselho de Transparência e da mudança das regras para eleições das administrações regionais.

Fonte: Jornal de Brasília / Agência Brasília.