segunda-feira, 18 de março de 2013

GDF quer culpar jornalista por sua má gestão e denuncias de superfaturamento



Quem gosta de ter o mal feito descoberto? Ninguém! Não fugindo à regra, o Governo do Distrito Federal (GDF) ao ver a repercussão da matéria “Pão e Circo” escrita pelo conceituado jornalista Hugo Marques, na revista Veja desta semana, reagiu. A reportagem  traz os reflexos da má gestão do governo petista de Agnelo Queiroz e denúncias de superfaturamento que passam pelo Estádio Mané Garrincha até as compras emergenciais de merenda escolar. O GDF revidou em nota oficial que não explica nada, mas ataca o jornalista e o veículo de comunicação que publicou o mal feito.

A nota diz que a reportagem “é um apanhado de dados no mínimo imprecisos com o propósito de enganar o leitor e fazê-lo crer que o GDF tem o hábito de praticar superfaturamento nas suas compras e nas suas obras”. A deputada Celina Leão (PSD) lembra ao GDF que este apanhado de dados trata-se de relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal – TCDF e, ainda, que a cada leitor que acompanha as ações desastrosas deste governo, cabe a sua conclusão. “Uma nota institucional deve explicar e não atacar um jornalista e um veículo de comunicação”, lamenta.

A matéria mostra que as denúncias de superfaturamento no DF não se restringem a coisas grandes como a obra da nova arena, questionada pelos mais variados meios de comunicação, mas até mesmo na merenda escolar, algo simples que deveria ter sido planejado, se estivéssemos falando de um governo organizado, que primasse pela boa gestão dos recursos públicos.

Após criticar o jornalista, a única justificativa do GDF para a denúncia de superfaturamento da merenda escolar foi que “caso não fosse feita a compra emergencial 500 mil crianças ficariam sem merenda escolar”. Para a deputada Celina Leão essa afirmação é um  atestado de incompetência, até porque, segundo ela, o governo ainda justifica em sua nota que há mais de dois anos tenta fazer uma licitação para comprar merenda escolar, ou seja, metade do mandato do governo petista, e não consegue alegando ser muito complexo.

“Se tem alguém querendo confundir o leitor é o governo  com essa nota oficial, primeiro fala que tentou abrir licitação, mas em momento nenhum diz qual a modalidade, ou qual período, ou se chegou a receber propostas  e se houve decisão judicial que suspendeu o processo licitatório. A nota oficial do GDF demonstra apenas que o governo tentou pegar carona com barcos em movimento, pois tentou  aderir a ata do Ministério da Defesa, que foi frustrado, tentou prorrogar contratos do governo Arruda, que também foi frustrado, ou seja, depois de tantas trapalhadas resolveram fazer um contrato emergencial pagando até 118% a mais, dos quais a própria nota oficial reconhece que só no leite o preço era 63% mais caro. Com 18 reais a lata, preço que o GDF reconheceu que pagou, qualquer cidadão acostumado a valorizar cada centavo que ganha é capaz de comprar duas latas de leite e ainda trazer o troco”.

Celina Leão afirma que diante da gravidade das denúncias e da inconsistência das explicações vai a fundo na questão. “Encaminhei pedindo cópia dos processos de compras emergenciais à  Secretaria de Educação e dos processos de reforma do Estádio ao TCDF e caso apareçam mais evidencias pretendo apresentar um pedido de CPI”, finaliza.

Fonte: Assessoria da Deputada Distrital Celina Leão

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