Assim como o PMDB decidiu no último dia 2.mar.2013, pelo menos outros
8 partidos também farão eleições internas antes da votação presidencial
de 2014 (o 1º turno será em 5.out.2014). Nesses processos, os partidos
elegem seus presidentes ou reconduzem os atuais, no caso do PMDB, Michel
Temer continuou no comando.
São mínimas as chances de haver alteração nas cúpulas desses
partidos. No Brasil, há pouca ou nenhuma alternância de poder na direção
das agremiações políticas.
A tabela a seguir mostra as datas em que as legendas relevantes
realizarão suas convenções antes de jun.2014, data limite para que as
alianças eleitorais sejam formalizadas.
PDT – a eleição para o comando da legenda será em 22.mar.2013, em
Brasília. O atual presidente, Carlos Lupi, é favorito para continuar no
cargo (que ocupa desde a morte de Brizola, em 2004). Insatisfeito com os
cargos dados por Dilma ao partido, Lupi tem dado a entender que
pretende analisar também uma aliança com Eduardo Campos (PSB) ou com
Aécio Neves (PSDB). Seu possível adversário é o ministro Brizola Neto
(Trabalho), que não tem ainda apoio suficiente para formalizar a vontade
de presidir o PDT. Deputados pedetistas dizem que Brizola não
representa o partido na Esplanada dos Ministérios e querem sua
substituição.
PP – o partido de Paulo Maluf é presidido pelo senador Francisco
Dornelles, do Rio de Janeiro, desde 2007. A convenção será em abril de
2013.
O futuro do PP é ainda incerto. O Blog apurou que Dornelles deseja se
manter na cadeira de presidente, mas o senador Ciro Nogueira (PP/PI)
trabalha de forma incessante para ser o escolhido para presidir a
legenda.
Em 2010, o PP não apoiou formalmente nenhum candidato, só entrou para
a base de Dilma depois que ela venceu as eleições. É um partido muito
escorregadio na hora de formar alianças. Não há como prever com
segurança onde estará a legenda em 2014.
PSDB – o maior partido de oposição ao governo fará sua convenção em
25.mai.2013. O deputado Sérgio Guerra, de Pernambuco, sairá da
presidência da sigla e os tucanos deverão escolher o senador Aécio
Neves, de Minas Gerais, como seu novo presidente. O fato impulsionará a
candidatura de Aécio ao Palácio do Planalto. Nesse dia será importante
observar quais presidentes de outros partidos aceitarão o convite para
marcar presença no evento tucano.
PT – o partido da presidente Dilma Rousseff e do ex-presidente Luiz
Inácio Lula da Silva escolherá seu novo presidente em 6.nov.2013.
No PT, o sistema é conhecido como PED, o Processo de Eleições
Diretas. Por meio de voto direto, os filiados elegem as direções
municipais, estaduais e nacional da legenda.
O atual presidente, Rui Falcão, é candidato à reeleição e favorito.
Ele tem apoio das tendências CNB (de Lula e José Dirceu), PT de Lutas e
Massas (de Jilmar Tatto) e Novos Rumos (dele mesmo, de Marta Suplicy e
de Vaccarezza). Os possíveis adversários (que poderiam contrariar a
candidatura de Dilma ou de Lula ao Planalto caso ganhassem o comando do
partido) são Valter Pomar, da tendência Articulação de Esquerda, Renato
Simões da Militância Socialista, e Olívio Dutra, da Democracia
Socialista com apoio da Mensagem (de Tarso Genro).
PC do B – fará sua convenção em novembro de 2013. O atual presidente,
Renato Rabelo, está no cargo há 12 anos. Já manifestou vontade de
passar a bola, mas há integrantes da sigla que querem mantê-lo no cargo.
O partido tem sido um satélite do PT nas últimas eleições. Dificilmente
mudará de comportamento em 2014.
PPS – terá seu congresso nacional em outubro ou novembro de 2013.
Deve manter o deputado federal Roberto Freire, de São Paulo, como
presidente. Ele ocupa o cargo há 21 anos. A sigla nasceu como
dissidência do Partido Comunista Brasileiro. Hoje, integra a oposição
junto com PSDB e DEM, com os quais se coligou na eleição presidencial de
2010. Agora, a tendência dentro do partido é dar apoio a um candidato
que seja alternativa à polarização entre PT e PSDB. As opções postas são
Eduardo Campos, do PSB, ou Marina Silva, em processo de montagem de uma
nova legenda, a Rede.
PSOL – o partido fará eleição interna em dezembro de 2013. O atual
presidente é o deputado federal Ivan Valente, de São Paulo. Nas últimas
eleições o PSOL teve muita visibilidade. Em 2006, com Heloísa Helena,
conseguiu o 3º lugar e 6,5 milhões de votos. Em 2010, não repetiu o
sucesso de votação, mas Plínio de Arruda Sampaio conseguiu aparecer como
candidato polêmico nos debates televisionados. Agora, a legenda cogita
lançar o senador Randolfe Rodrigues, do Amapá, ou deputado federal Chico
Alencar, do Rio de Janeiro. Marcelo Freixo, deputado estadual no Rio,
pretende disputar a reeleição para o mesmo cargo.
PV – o partido terá eleições em março de 2014. Não há expectativa de
que o deputado Penna, de São Paulo, deixe o comando da sigla. Ele está
no poder há 14 anos. Seu grupo, majoritário no PV, defende que o
ex-deputado Fernando Gabeira seja candidato. Já anunciaram publicamente
essa opinião.
DEM – o senador José Agripino, do Rio Grande do Norte, é o presidente
do partido até dezembro de 2014, quando a eleição presidencial já terá
terminado. No momento, o caminho do Democratas é apoiar o candidato que
for escolhido pelo PSDB, mas o partido quer ampliar a aliança, como
disse Agripino ao UOL e à Folha em 2012.
PR – o senador Alfredo Nascimento, do Amazonas, foi reconduzido para
um mandato de mais 4 anos frente ao partido em 2011. O relacionamento da
legenda com o governo Dilma é ambíguo: ora aliado, ora opositor. O lado
em que o PR estará na próxima eleição dependerá muito dos cargos que
receber do governo em 2013. É o que têm dito, sem nenhum pudor,
deputados da legenda.
PTB – o presidente nacional, Roberto Jefferson, está há 10 anos no
cargo. Foi condenado pelo mensalão e deverá deixar o posto quando a pena
passar a valer, provavelmente antes da eleição de 2014. O senador Gim
Argello, do Distrito Federal, tem interesse no cargo. Terá que negociar
sua ascensão com o grupo ligado ao senador Armando Monteiro, de
Pernambuco, que também pode conseguir força para disputar a presidência
da sigla. Ambos são inclinados a apoiar Dilma Rousseff. Mas, em 2010, o
partido entrou na coligação que lançou José Serra (PSDB) à Presidência.
PSC – o partido é presidido por Vitor Nósseis há 28 anos e não tem
perspectivas de mudar. Apoiou Dilma em 2010, mas seus integrantes se
queixam por não terem um ministério no governo Dilma. Também não
escondem que têm simpatia pelas candidaturas de Aécio Neves e de Eduardo
Campos.
PRB – o partido ligado à Igreja Universal e à Rede Record foi criado
com a ajuda de Lula e tem como um de seus ícones o ex-vice presidente
José Alencar. Seu atual presidente, Marcos Pereira, ficará no posto até
maio de 2015. Até lá, nenhuma mudança deverá ocorrer no partido.
Fonte: Blog do Fernando Rodrigues
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