Diretor do PT no
Distrito Federal e homem de confiança do governador Agnelo Queiroz,
Raimundo Ferreira da Silva Júnior também já teve problemas com a União,
que tenta recuperar R$ 5,3 milhões que teriam sido desviados dos cofres
públicos.
Um dia após ter culpado o a imprensa pelo caos da Saúde, o governador Agnelo Queiroz nomeou como seu chefe de gabinete, o ex-vice-presidente do PT/DF, Raimundo Ferreira Júnior.
O
Diário Oficial desta quinta-feira, 17, traz ainda a exoneração de Carlos
Higino, que ocupava a Secretaria de Transparência, ainda não foi
definido o substituto.
Raimundo
Júnior foi escolhido pelo governador Agnelo Queiroz, para seu novo
chefe de gabinete, cargo que tem status de chefe de estado. Mas se sua a
biografia for motivo para qualificação, o passado de Raimundo não o
ajuda, o passado político não o credencia para assumir cargo algum.
Raimundo
Júnior foi um dos operadores do esquema de repasses de dinheiro para
políticos, conhecido como Mensalão do PT. Que condenou José Dirceu o
deputado federal José Genoíno entre outros. No processo, seu nome figura
na lista de sacadores de dinheiro do esquema de corrupção, entregue
pelo empresário Marcos Valério à CPI dos Correios, em 2005. Na época,
Júnior explicou a Polícia Federal que sacou R$ 100 mil no Banco Rural a
pedido do ex-tesoureiro do PT, Delúbio Soares, e que entregou o dinheiro
a ele.
No auge
da crise do Mensalão, a CPI recomendou o indiciamento de Júnior, mas
ele não chegou a ser denunciado pelo Ministério Público, por não haver
provas de que o dinheiro foi usado em benefício próprio. No processo que
julgou os réus do mensalão que correu em dezembro do ano passado no
Supremo Tribunal Federal, ele apareceu como testemunha.
Não é
só no Mensalão que Raimundo Júnior esteve enrolado, o petista estava
impedido pelo Tribunal de Contas do DF a exercer cargos em comissão, mas
recorreu da decisão. Ele teria cometido irregularidades na prestação de
contas da Secretaria do Trabalho, onde foi diretor durante o governo de
Cristovam Buarque.
Amparado
por liminar, ele foi um dos coordenadores da transição do recém-eleito
governador Agnelo Queiroz e também secretário-executivo na
vice-presidência da Câmara Legislativa por um ano e quatro meses, saindo
em 2010, poucos dias depois que o Tribunal negou o recurso a ele.
Atualmente
Raimundo Junior vinha ocupando o cargo de Assessor Especial do Governo,
agora será o chefe de gabinete de um governador que mais viaja do que
governa.
Fonte: Guardian Notícias - Por Odir Ribeiro
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