Sob ataques pesados dos advogados dos réus do mensalão, procurador-geral da República diz que defesa está desesperada e que há provas para condenação
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CONTRA-ATAQUE Para o procurador Roberto Gurgel, as provas são contundentes |
Nos últimos dez dias, o Brasil assistiu aos argumentos e teses
apresentados pelos advogados dos réus do mensalão, em uma tentativa de
mostrar que o maior escândalo da história recente do País não passou de
uma peça de ficção inventada pelo Ministério Público Federal.
O
repertório da defesa incluiu citações de poemas, músicas e declarações
que tentam minimizar os crimes cometidos. Poucos argumentos, no entanto,
se repetiram tanto quanto os ataques ao procurador-geral da República,
Roberto Gurgel, responsável pela denúncia.
A atuação dos defensores
inundou o Supremo Tribunal Federal de adjetivos e por diversas vezes
deixou de lado os aspectos jurídicos da ação. Gurgel foi taxado de
omisso, inconsequente, desleal, intimidador e, até, incompetente.
Ouviu a
todos os insultos com um semblante impassível, quase congelado.
Publicamente, ele tem adotado uma posição cautelosa e insistido na tese
de que quem representa a acusação está sempre propenso a esse tipo de
ofensiva.
Nos bastidores, no entanto, o procurador tem reagido com
vigor. A pessoas próximas ele disse acreditar que essa conduta é
resultado do “desespero da defesa”, que teve dificuldades de apresentar
justificativas e argumentos que desconstruíssem a tese de que o mensalão
realmente existiu. “Temos provas e tenho certeza de que o Supremo fará
justiça que, nesse caso, significa a condenação”, diz ele.
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Fonte: Revista IstoÉ - Edição 2232 - 20/08/2012
Blog do Edson Sombra
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