Do Clica Brasília - Levar ao pé da letra a possibilidade de fazer um chafariz, ou até mesmo uma “cachoeira” de dinheiro com mais de R$ 100 milhões não seria exagero. Esse é o valor anual pago pelo Governo do Distrito Federal para uma empresa suspeita de lavar dinheiro com a ajuda do famoso empresário dos jogos de azar, Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira.
A empreiteira Delta Construções, que aparece no olho do furacão provocado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, é a responsável pelo cumprimento de dois contratos milionários para a coleta seletiva de lixo no DF. Segundo o contrato, a empresa abocanhou R$ 6.148.623,23 mensais em um primeiro lote e R$ 2.909.531,17 no segundo.
As investigações iniciadas em território goiano pela PF e pelo Ministério Público podem a qualquer momento chegar na filial da empresa carioca que tem negócios no Distrito Federal, principalmente pelas denúncias de ser um braço num grande esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a máfia do jogo. As investigações sobre a atuação da Delta estão sendo feitas também em Mato Grosso e no Pará.
O reinado da empresa que fatura milhões com o lixo começou três semanas antes do fim do governo de Rogério Rosso (PSD). No entanto, a Delta, que sofreu mandados de busca e apreensão em um luxuoso escritório na capital goiana durante a ação da PF, participou de uma primeira licitação ainda em maio de 2007.
De fato, a empresa apresentou as propostas mais baratas pela prestação de serviços relacionada aos lotes 1 e 3. Porém, a Comissão de Licitação do Serviço de Limpeza Urbana (SLU) argumentou que a Delta não havia apresentado toda a documentação exigida. Com isso, os lotes foram parar nas mãos das empresas Qualix e Valor Ambiental.
Fonte: Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro
Nenhum comentário:
Postar um comentário