Integrantes da ARUC, a escola de samba mais tradicional e vitoriosa de Brasília, estão preocupados com alguns movimentos de gente do governo do DF, visando aplicar uma derrota acachapante na agremiação, em razão da rebeldia dos últimos dias pela tentativa de tirar da Ceilândia o desfile das escolas de samba. A preocupação tem fundamento, e de sobra. O administrador de Ceilândia, Aridelson Almeida, o Ari, está dando um tratamento vip e diferenciado para a Escola de Samba da sua cidade, a Águia Imperial. A escola tem contado com o apoio incondicional da Administração, tendo privilégios de montar seus carros alegóricos com direito a um barracão em pleno Ceilambódromo, além, é claro, da estrutura, seguranças e de funcionários da administração cedidos para ajudar nos preparativos da escola.
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| Ari da Ceilândia: um neo-petista |
Outras escolas não estão tendo a mesma sorte. Terão que peitar o administrador para receber o mesmo tratamento. Ari é um caso típico de neo-petista. Iniciou a sua carreira política nos braços do seu padrinho político, o ex-deputado cassado Benício Tavares – PTB. É considerado o mão-de-ferro do Ceilândia Esporte Clube, de onde realiza inúmeros negócios suspeitos, como a venda da sede do clube para uma incorporadora imobiliária, bem como por suas ligações com o atual governador Agnelo Queiroz. O Ceilândia foi o único time do futebol candango agraciado com um patrocínio da empresa União Química, aquela mesma que aparece quando o assunto é irregularidade na ANVISA. Ari, também, é homem forte do PT. Usa de sua influência e do que sabe para manter-se à frente da Administração. Foi decisivo para a vitória de Agnelo nas prévias do PT contra o deputado federal Geraldo Magela.
Por tudo isso, a ARUC teme que o desfile deste ano já esteja decidido em favor da Águia Imperial e com uma gravidade a mais: o aval do comandante do Buriti. É assistir pra ver...
Fonte: Brasília em OFF

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