Em rápida conversa com o blog, a herdeira do rorizismo descarta uma possível aproximação com a base governista e justifica a postura: "Ser oposição não é sinônimo de ser agressiva"
Liliane: "um governo que tem mais de 80% de rejeição tem a maior oposição da história do DF"
Na Câmara, a senhora tem sido bastante elogiada, principalmente por adversários históricos de sua família. Isso pode representar uma aproximação com o PT?
Fico muito feliz quando ouço políticos experientes falando sobre meu trabalho, independente de partido. Mas sei separar bastante as coisas. É preciso deixar claro que trabalhar em projetos de interesse da população não é sinal de que, por isso, serei aliada ao governo um dia. O PT tem o seu papel na cidade, mas eu tenho o meu.
Mas a sua postura como oposição tem sido diferente da época, por exemplo, que o PT combatia os governos anteriores.
Ser oposição não é sinônimo de ser agressiva. Desde o início do mandato, decidi cobrar do governo, mas de forma responsável. Não acho necessário ofender para fiscalizar. Ninguém aguenta mais esse estilo de fazer política. Tenho conseguido grandes conquistas para a população graças a essa conduta baseada no respeito. Não adianta gritar, espernear. Temos que pensar no povo e nos benefícios para a população.
Como é ser oposição ao atual governo?
Foi como eu conversei com o jornalista Lívio di Araújo ontem. Somos apenas três parlamentares, cada uma com uma personalidade diferente. Mas isso não significa que nosso trabalho é inexpressivo, como muitos governistas criticam. Eles só não param para pensar que um governo que tem mais de 80% de rejeição tem a maior oposição da história do DF. E estão sendo cobrados nas ruas, o tempo todo.
No Jornal de Brasília de hoje, a senhora afirma que quer acabar com as emendas “submarino” em plenário. Isso não poderá causar um mal-estar com os colegas?
Não consigo ver por esse lado. Pelo contrário. Acho que quanto mais transparente forem as votações em plenário, melhor. Já conseguimos uma grande conquista com a aprovação da lei do deputado Chico Leite que acaba com o voto secreto, mas faltava esse detalhe das emendas, principalmente nas votações muito longas. No fim do ano passado, por exemplo, quase a Câmara aprovou a volta do nepotismo, isso graças a uma emenda protocolada em cima da hora no plenário. Se todos os colegas tivessem conhecimento dessa manobra, duvido que teria acontecido.
A senhora postou ontem no Twitter que “não foi eleita para pensar em 2014, mas para trabalhar”. Foi um desabafo?
Por eu ser filha do Roriz, há muita especulação em relação ao meu futuro político. Muita gente que não acreditava no meu trabalho começou a se assustar e, com isso, tenta lançar meu nome para uma eleição que vai ocorrer daqui a quase três anos. Sei que não passa de maldade, mesmo porque até lá muita coisa pode acontecer. Sei também da minha responsabilidade por carregar o meu sobrenome. E apesar de ser nova na política, tenho consciência de que não é momento para esse tipo de debate. Por isso eu disse que fui eleita para trabalhar. Estou e vou continuar trabalhando.
Fonte: Blog do Edson Sombra
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