Na peça, o senador pede ao procurador-geral da República Roberto Gurgel a abertura de um inquérito civil. Requer o enquadramento do ministro na Lei de Improbidade Administrativa.
São três as acusações que Demóstenes deseja ver investigadas. Uma delas é a posse de Clementino Coelho, irmão do ministro, na presidência da Codefasf, estatal vinculada à Integração Nacional.
Clementino ficou ocupou interinamente o posto por quase um ano. Só agora, levado aos holofotes, foi substituído. Para Demóstenes, houve nepotismo. Algo vedado por súmula do STF e decreto presidencial.
A segunda acusação refere-se ao privilégio concedido pelo ministro ao filho-deputado, Fernando Coelho (PSB-PE), na liberação de emendas orçamentárias.
A derradeira denúncia, considerada mais grave por Demóstenes, envolve o favorecimento a Pernambuco, Estado do ministro, na partilha de verbas reservadas para a prevenção de calamidades.
“O ministro tem, dentro da sua discricionariedade para liberação de verbas, um caminho a percorrer. Ele não pode, de jeito nenhum, beneficiar suas bases eleitorais”, disse Demóstenes.
“Isso fere, inclusive, o chamado princípio republicano, o princípio da isonomia e o da impessoalidade, todos resguardados pela Constituição e pela Lei da Improbidade.”
Nesta quinta (11), o ministro prestará esclarecimentos à comissão que representa o Congresso no recesso parlamentar. Para Demóstenes, a iniciativa não significa “absolutamente nada.” Por quê?
“Já vi aqui ministro corrupto sair aplaudido e no outro dia ser exonerado pela presidente da Republica. O fato de dar explicações, principalmente à Comissão Representativa, totalmente esvaziada, é mais um palanque para desculpas do que para ele se justificar.”
Na opinião do líder ‘demo’, os atos do ministro não são passíveis de explicação: “O Brasil já se convenceu de que é absolutamente injustificável qualquer explicação para a negligência com que ele agiu.”
Fonte: Blog do Josias - UOL
Nenhum comentário:
Postar um comentário