ACESSOS

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Bate papo sobre a política de Brasília na Rádio Federal - Programa da Cris


Queria agradecer mais uma vez pelo convite da minha amiga blogueira e apresentadora do Programa da Cris a Cristiane De Oliveira Alves e seus convidados ilustres, meu amigo Paulo Fernando candidato a Deputado Federal pelo PSDB e nosso amigo blogueiro Odir Ribeiro com sua namorada Fabiana Ferreira assessora do Dep Olair Francisco e candidata a Deputada Distrital em 2014....Sucesso

A diferença entre a política e a politicagem, a distância entre o governo e o ato de governar, o contraste entre o que eles dizem e o que você precisa saber, o paradoxo entre a promessa de luz e o superfaturamento do túnel. Tudo isso com a sua opinião na caixa de comentários. 'Josias de Souza'.

O CIDADÃO EM PRIMEIRO LUGAR

Fonte: Informando e Detonando

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

GDF tira 35 milhões da Educação para pagar plano de saúde da PM

Foi aprovado nesta tarde na Câmara Legislativa um Projeto de Lei, de autoria do GDF, remanejando 35 milhões da Secretaria de Educação para pagamento do plano de saúde da Policia Militar e Bombeiros.

Entendo que os colegas policias militares e bombeiros precisam sim do seu plano de saúde e nós apoiamos a luta deles. Mas não tem justificativa o Governo retirar dinheiro da Educação para isso. Que tirasse da Publicidade e de tantos outros gastos inócuos feitos pelo Governo.

Aliás, para quem não sabe, a Educação está em “crise”. O que se ouve é que falta uns 280 milhões para a pastar fechar este ano. Agora com mais este remanejamento… 

Enquanto isso as escolas públicas recebem o maior calote da história com o não pagamento do PDAF. 
Uma vergonha! 

Fonte: Odir Ribeiro / Do Blog do Washington Dourado.

José Genoino renuncia a mandato de deputado federal


O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), informou nesta terça-feira (3) que o deputado federal licenciado José Genoino apresentou pedido de renúncia ao cargo. Segundo Alves, o documento será lido em plenário na tarde desta terça.

De acordo com Henrique Alves, a renúncia será publicada nesta quarta, com a convocação do suplente para assumir a vaga em definitivo. "Antes da aferição dos votos, o deputado André Vargas apresentou um documento de Genoino de renúncia ao mandato. Então, o processo de cassação nem chegará à Comissão de Constituição e Justiça", afirmou.

Condenado a seis anos e 11 meses no processo do mensalão, o ex-presidente do PT está em prisão domiciliar provisória por conta de seu estado de saúde e deve ter o pedido de prisão domiciliar definitiva avaliado nos próximos dias pelo Supremo.

Genoino fez cirurgia em julho para tratar um caso de dissecção da aorta, uma grande artéria que sai do coração, de onde partem os ramos que levam o sangue para os tecidos do corpo.

Laudo feito por junta médica da Câmara diz que o petista não possui doença que justifique aposentadoria por invalidez. Eles opinaram por mais 90 dias de licença para que Genoino tenha condições de recuperação total da doença cardíaca. Depois deste período, ele passará por nova perícia para verificar se está apto a trabalhar.

Fonte: Informações G1

Chocadeira - PT e PMDB


Agnelo Queiroz precisa avaliar como quem pisa em ovos a entrega de mais cargos a aliados em detrimento do PMDB, irmão maior da aliança. Na pior das hipóteses, pode acender o pavio e explodir o barril de pólvora.

Fonte: Por José Seabra, Periscópico Notibras.

Balanço das alianças 'PT x PMDB'


A insatisfação do PMDB com o PT não é sem motivo. Ao examinar somente o Nordeste, entre os nove estados existe a possibilidade real de acordo em apenas três: Rio Grande do Norte, Sergipe e Alagoas. E dessas alianças possíveis, o entendimento está batido mesmo no Rio Grande do Norte.

Em Sergipe, o PT terá que aceitar apoiar à reeleição do governador Jackson Barreto que assumiu o cargo no lugar de Marcelo Déda. E em Alagoas, o Planalto e o PT apoiam o senador Renan Calheiros, mas resistem a endossar a candidatura do filho Renanzinho.

Nas outras seis unidades da federação do Nordeste – Maranhão, Piauí, Ceará, Pernambuco, Paraíba e Bahia – o clima é de rompimento ou de guerra à vista. Pernambuco e Bahia não há mais como conciliar interesses. Jarbas Vasconcelos vota em Eduardo Campos e Geddel Vieira Lima garantirá palanque para Aécio Neves.

Os outros quatro estados esperam um sinal da presidente Dilma e se o apoio do PT não vier, não será surpresa se esses peemedebistas se bandearem na defesa de um PMDB independente em 2014.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

DNA Federal 'Eduardo Campos'


A ordem no Palácio do Planalto é tomar a paternidade de todas as obras do governador Eduardo Campos em Pernambuco. Ao participar de um seminário com outros três ministros e prefeitos de todo o Estado em Gravatá (PE), a ministra Ideli Salvatti disparou contra Eduardo: “Não existe hoje uma só cidade pernambucana em que o Governo Federal não esteja realizando obras e ações”.

Mas mesmo assim, o governador Eduardo Campos continua no pico da popularidade do eleitorado pernambucano.

Segundo os dados apresentados por Idelli para desqualificar Eduardo diante de seus prefeitos, somente em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o Governo Federal investiu em Pernambuco, entre 2007 e 2013, mais de R$ 46 bilhões. Isso significa a colaboração direção na execução de 2.614 obras. Entre as principais, a ministra Idelli destacou: a Refinaria Abreu e Lima, o Polo Petroquímico e o Estaleiro Atlântico-Sul.

E concluiu chamando o governador Eduardo Campos para a briga: “essas obras transformaram o Estado de Pernambuco em um orgulho nacional e não apenas dos pernambucanos”.

Contrapondo o Planalto

O presidente da Associação dos Municípios de Pernambuco (Amupe), prefeito José Patriota (PSB) teve a coragem de enfrentar a ministra Idelli Salvatti e se contrapor ao Governo Dilma. Acabou aplaudidíssimo pelos prefeitos presentes ao encontro com a ministra das Relações Institucionais. Denunciou os principais gargalos enfrentados pelos gestores municipais. E deu um duro recado para a presidente Dilma Rousseff, cara a cara com a ministra Ideli Salvatti:

“Precisamos de um pacto federativo e da aprovação da PEC 37, que aumenta em 2% o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).Um governo que está em sintonia com o povo age assim e não apenas em época de eleição, atrás do voto do povo”.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Cade de olhos fechados 'Vinicius Marques de Carvalho'


A direção da CAMED – plano de saúde dos servidores do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) – vai privatizar sua carteira. Deve entregá-la a Unimed Nordeste num negócio milionário comandado pelo diretor Luiz Carlos, que é uma indicação do líder do PT no Senado, Welington Dias.

O interessante é que com a compra, a Unimed pode fazer a cartelização de seu plano, e nem assim o CADE se mostrou interessado em examinar esse negócio. Essa privatização deve gerar a convocação do presidente Vinicius Marques de Carvalho ao Senado.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Celina, Reguffe e Cristovam representam contra farra do dinheiro público na Terracap

 
A deputada Celina Leão (PDT) vai à procuradoria geral de Justiça do Distrito Federal e Territórios, nesta quarta-feira (4) às 14h30, protocolar representação assinada por ela, pelo deputado federal José Antônio Reguffe (PDT) e pelo senador Cristovam Buarque (PDT), contra atos praticados pelo presidente Agência de Desenvolvimento DF - TERRACAP, Antônio Carlos Rebouças Lins, que ignora recomendação do Conselho Fiscal da Agência, para conter gastos e suspender doações.

Os pedetistas querem com a representação que seja aberta uma investigação, com o objetivo de apurar possíveis irregularidades nos gastos da empresa, com patrocínios em eventos, shows, compra de ingressos e contrato publicitário, além de volumosos empréstimos creditícios concedidos pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do DF. Pedem ainda o cancelamento da nova estrutura criada na diretoria da empresa e da criação do Programa Facilita TERRACAP, sem autorização legislativa, dentre outros pedidos.

Para Celina Leão a atual gestão vem tomando medidas administrativas altamente prejudiciais à vida financeira da empresa. “O presidente age como se a TERRACAP estivesse muito bem, com contrato milionário de publicidade, enorme quantidade de patrocínios e shows, reestruturando a empresa, além de doações descontroladas de lotes. É preciso dar um basta nisso”, considera a deputada.

Em junho de 2013, um relatório do Conselho Fiscal da TERRACAP apontou a grande dificuldade financeira enfrentada pela empresa. Apesar da crise a TERRACAP mantém um contrato publicitário com a empresa Agência PLÁ de Comunicações e Eventos, no valor aproximado de 17 milhões.

Outra aberração, segundo a parlamentar, foi o patrocínio da TERRACAP para a compra de ingressos para a abertura da Copa das Confederações de 2013. “Além de custear a construção bilionária do Estádio Mané Garrincha, resolveram comprar e distribuir ingressos para o jogo de abertura desta Copa, com uma justificativa esfarrapada de reunir os parceiros empresariais, uma vergonha para nossa cidade”, avalia.

Recentemente a TERRACAP promoveu uma reestrutura administrativa sem base legal e criou duas novas diretorias. Esta nova composição da empresa provocou um impacto mensal de aproximadamente R$ 125 mil, o que resultará em um aumento anual de R$ 1,6 milhão nos gastos da empresa.

Fonte: Assessoria da Deputada Distrital Celina Leão.

O que dizem as pesquisas 'Luiz Pitiman'




O deputado federal Luiz Pitiman faz uma leitura diferente das pesquisas de intenção de voto no Distrito Federal.

Acredita que o mais importante, nelas, não é a opção momentânea por este ou aquele candidato, mas sobre o perfil que se espera do futuro governador.

Segundo as pesquisas, afirma, a população do Distrito Federal cobra uma nova forma de fazer política. “Brasília não quer mais o continuísmo”, disse Pitiman, “mas o novo, a ficha limpa e a experiência no executivo”.

O eleitor, assegura, reivindica “alguém que saiba executar”. Ao que tudo indica, esse perfil se ajusta como uma luva na ideia que Pitiman faz de si próprio.

Fonte: Do Alto da Torre /

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Caso Rodrigo: Pátria mãe cruel 'E a preocupação é Genoíno, me poupem!!!"

Já escrevemos aqui sobre o Rodrigo, um bebê que nasceu no dia 03 de novembro de 2013, com síndrome de Down e com seríssimas complicações cardíacas. Ele nasceu no Hospital Regional da Asa Norte – HRAN. Depois de uma luta gigantesca, ele foi transferido para o Instituto do Coração do Distrito Federal. A transferência apenas foi viabilizada depois de vários veículos de comunicação terem noticiado o caso. Quando a história do Rodrigo se tornou pública, o Secretário de Saúde do Distrito Federal, Rafael Barbosa, foi a um programa de televisão da Rede Globo e prometeu que resolveria o caso. No dia seguinte houve a transferência para uma UTI com suporte cardiológico. É uma vergonha, porque somente após o caso se tornar público é que as autoridades resolveram levantar os traseiros de suas confortáveis cadeiras e agir.

Rodrigo nasceu em 03 de novembro de 2013 às 18 horas e 21 minutos. Os médicos perceberam os sinais físicos característicos da síndrome de Down e explicaram para a mãe de Rodrigo, Sheila, acerca da síndrome de Down. Ele apresentava dificuldade de sucção do leite materno, mas aceitou complemento alimentar em um copo. Os recém nascidos com síndrome de Down, por causa da hipotonia, costumam apresentar dificuldade para sugar o leite no seio materno.

No dia 05 de novembro, os profissionais do HRAN perceberam que Rodrigo ficava muito cansado ao mamar.

Foi marcado a realização de um ecocardiograma para o dia 06 de novembro, a ser realizado no INCOR/DF e parecer cardiológico para o dia 12 de novembro de 2013, porque no exame foi identificado “defeito do septo atrioventricular total tipo A de Rastelli balanceado”.

Ainda no dia 07 de novembro, uma das enfermeiras identificou a possibilidade de hipertensão pulmonar.

Os profissionais do HRAN – muito competentes – deram sequência a uma série de procedimentos e passaram a ministrar medicamentos fortes para preservar a vida do Rodrigo. Os médicos lutavam contra a doença e contra a falta de recursos.

No dia 08 de novembro Rodrigo deveria ter sido encaminhado à genética do HUB, mas, nas últimas 24 horas sofreu uma piora clínica significativa e não pôde ir.

Vale mencionar que a mãe do Rodrigo, a Sheila, testemunhava o drama do filho e que vivia um período de luto. Haviam só três meses que a sua mãe havia falecido.

Por quatro dias os médicos do HRAN fizeram de tudo para controlar os problemas cardíacos, até que no dia 12 de novembro de 2013, de posse do parecer da cardiologia, informaram que era preciso que ele se submetesse a uma cirurgia de urgência no Instituto de Cardiologia do Distrito Federal.

Se a família de Rodrigo tivesse recursos financeiros ou plano de saúde, a avaliação cardiológica teria acontecido de forma mais rápida. A cirurgia seria realizada de forma imediata. Mas Rodrigo é pobre, filho de uma diarista e reside em Luziânia. Precisava de vaga em UTI neonatal com suporte cardiológico. A resposta dada pelo SUS é de que “não havia leito com o suporte necessário no momento”. Rodrigo era, no dia 12 de novembro, prioridade 2. Durante o transcurso do dia 12, a busca por vaga de UTI se deu de forma frenética.

No dia 13 de novembro de 2013 a busca persistiu. A dosagem das medicações era sistematicamente aumentada para mantê-lo em condições de ser submetido ao procedimento cirúrgico. O dia chegou ao fim, mas sem a presença de vaga. Se ele tivesse um plano de saúde já teria sido operado há uns 03 ou 04 dias.

Dia 14 de novembro...e o drama persistiu. No dia 15 de novembro, nada de vaga. O fígado começou a apresentar alterações, estava aumentado. A imunidade caindo, surgiu uma conjuntivite bacteriana. Ainda estava sem febre, tinha condições de ser operado, mas não haviam vagas. No início da noite a informação era a mesma, sem vagas em leito que atendam as necessidades da criança.

Dia 16 de novembro, por volta de meio-dia, e ainda sem leitos de UTI. Rodrigo lutava pela vida e era auxiliados pelos médicos, mas ele precisava de suportes mais adequados. Os médicos preocupados, conversavam com a mãe. Cuidavam do Rodrigo e da Sheila com um carinho que dignifica a profissão dos médicos. Mas o carinho e a dedicação dos médicos e demais profissionais do HRAN não era o suficiente. Enquanto Rodrigo lutava, o Brasil assistia a prisão dos “mensaleiros” e uma romaria de políticos em favor dos que foram condenados por terem achacado os cofres públicos, por terem lesado a pátria mãe gentil, gentil para os corruptos e cruel para os necessitados.

Dia 17 de novembro e a busca por leitos de UTI com suporte necessário à preservação da vida de Rodrigo persistia, sem, contudo, nenhum resultado positivo.

No dia 18 de novembro, a pobre Sheila, ainda não havia conseguido assimilar a real gravidade do estado de saúde do seu filho. Pessoa simples, honesta, mas sem muito estudo, não conseguia dimensionar a gravidade. A única coisa que conseguia fazer era se postar ao lado do filho e dedicar-lhe amor.

Dia 19 de novembro, a espera por vaga de UTI persistia. O Governador Agnelo Queiroz visitava um dos políticos presos na PAPUDA e se dizia preocupado com o estado de saúde do presidiário. Vários políticos, inclusive a Presidente da República, Dilma Roussef, se mostrava preocupada com a situação cardiológico do sujeito que foi preso acusado de uma plêiade de crimes contra a nossa pátria mãe gentil para os ricos e cruel para os pobres. Nenhuma autoridade estava (ou está) preocupada com o Rodrigo.

Ainda no dia 19 de novembro Rodrigo começou a ficar subfebril. Era o pior sinal possível, poderia estar desenvolvendo alguma espécie de infecção que iria impedir a cirurgia. Às 18 horas apresentou pico febril. A luta estava ficando mais difícil, as forças do pequeno Rodrigo estavam indo embora. O estado era grave, mas nada de vaga.

Dia 20 de novembro de 2013, ainda sem vaga, a febre, prenúncio de alguma infecção, se instalou. O sofrimento físico de Rodrigo começou a ficar evidente.

No dia 21 de novembro a febre foi controlada, mas a situação era cada vez pior. Com exceção dos profissionais do HRAN, ninguém demonstrava preocupação humanitária com Rodrigo.

O caso se tornou público, graças à mídia. O Secretário de Saúde disse que resolveria o problema no mesmo dia. Não resolveu, mas no dia seguinte Rodrigo foi transferido ao Instituto do Coração do Distrito Federal.

Não pode ser operado, porque a infecção encontra-se vigente. Os médicos do Instituto do Coração estão tentando de tudo, mas, por causa da demora em transferi-lo para o ambiente adequado, os danos foram muito graves.

Dia 29 de novembro de 2013, Rodrigo precisou de hemodiálise, por não conseguir urina. Segundo a mãe, ele está muito inchado. Ela, tem permanecido sentada ao lado dele na incubadora. Já  percebeu que a situação é difícil, mas não perde as esperanças. Pede orações, porque é a única coisa que podemos fazer.

Hoje, 30 de novembro, ele será batizado pelo Padre Lucas, da Paróquia São Pio de Pietrelcina. Será batizado na UTI.

A história é muito triste, pois conta a realidade de muitos Rodrigo’s que nascem Brasil à fora. Pessoas para quem a nossa pátria mãe não é nada gentil. Uma pátria que faz com que pensemos que existam dois tipos de seres humanos: os ricos e os pobres. Esperamos que o Rodrigo vença está batalha, que sobreviva. Rodrigo, independentemente do que acontecer, já deve suscitar em todos nós o sentimento do inconformismo, o desejo de que todos, independente de qualquer coisa, sejam tratados com dignidade.

Fonte: Blog Saber Melhor / Blog do Edson Sombra.

Ex governador do Distrito Federal Joaquim Roriz depende da Justiça para eleger em 2014


Mas por causa da controvérsia que girava em torno de que se poderia ou não retroagir e impedir a eleição de condenados em datas anteriores à Lei, Roriz desistiu do recurso no STF e lançou a mulher, Weslian Roriz.

O entendimento dos advogados de Joaquim Roriz é de que ele tem condições de ser candidato no ano que vem, porque não possui condenações judiciais em segunda instância. Sobre a renúncia no Senado, a defesa já tem preparada uma estratégia, uma ação declaratória na Justiça Federal.

Liliane será seu plano B

Caso o caminho se complique, Joaquim Roriz pode optar por lançar a candidatura da filha, a deputada distrital Liliane Roriz (PRTB). Por serem filiados ao mesmo partido, ficaria mais fácil trocar o cabeça da chapa em uma situação emergencial.

Liliane andou flertando com o PSDB, que ainda não definiu um candidato para disputar o Buriti e quase recebeu a distrital quando ela trocou de partido. Com isso, uma candidatura da família Roriz ganharia mais força, graças ao tempo de TV que os tucanos trariam à chapa.

O PSDB foi aliado de Roriz nas eleições de 2002, com Maria de Lourdes Abadia como vice-governadora. No último ano do mandato, quem assumiu o governo foi Abadia.

Em outubro, a primeira instância do Tribunal de Justiça do DF condenou Roriz por ter rescindido os contratos de publicidade no primeiro mês de governo em 1999. Por ser enquadrado por improbidade administrativa, Joaquim Roriz poderia ficar inelegível por cinco anos, mas a defesa entrou com recurso para tentar reverter a situação.

O advogado Eri Varela, também representante de Roriz, acredita que a decisão cairá em segunda instância. “Como existem outros réus no processo, estamos aguardando o prazo para que eles também entrem com recurso. No entanto, entendemos que a inelegibilidade só seria possível em caso de malversação de recursos financeiros, o que não foi o caso. Até mesmo o juiz entendeu que não houve dano ao erário”, afirmou.

Ficha Limpa

Como a decisão é de primeira instância e não de órgão colegiado, não se aplica a Lei da Ficha Limpa. Entretanto, caso seja considerado culpado pela turma de desembargadores, o ex-governador não estará apto para disputar a eleição de 2014. 

Fonte: Guardian Notícias - redacao@guardiannoticais.com.br / Informações clicabrasilia.com.br.

Benedito não joga a toalha e solta o verbo contra Patrício

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Os advogados do deputado distrital Benedito Domingos (PP) estão confiantes na defesa que constroem para evitar uma possível cassação do parlamentar. Eles alegam que os recursos jurídicos não acabaram e que no STJ o processo será visto sob outro ângulo.

Recentemente, durante almoço em sua residência, Benedito reagiu com indignação e também atacou o atual corregedor da Câmara Legislativa, deputado Patrício. Afirmou que no TJDF, tentaram atingi-lo para pegar o ex-governador Arruda, por isso não deram a devida importância para sua defesa. Disse que foi ’atropelado’ ao não ter sua defesa apreciada com total isenção.

E continuou: “Acredito em Deus e no STJ, onde não há modismos, tendências, mas sim, coerência e respeito ao amplo direito de defesa. Lá, eles estudarão com calma todos os meus argumentos que desmontam as acusações contra a minha honra e uma vida de mais de 50 anos de vida pública. Vamos mudar essa situação. Por outro lado, por que outros processos estão engavetados na CLDF? E aquele caso contra o corregedor, acusado em 2009 de dar uma ‘carteirada’ na PM após bater seu veículo em outro? “, reagiu.

patriciopreocupado
Patrício
E disparou mais contra Patrício: “Quando era presidente em exercício da Câmara Legislativa, Patrício, que integrava a oposição, também foi alvo de uma representação por  quebra de decoro parlamentar. Um advogado entrou com denúncia contra o deputado Patrício, em 2009,  por supostamente ter favorecido os negócios do então presidente da Casa, Leonardo Prudente (DEM), ao incluir no texto de uma lei a prioridade na contratação de empresas de Brasília para o recolhimento e o tratamento do lixo hospitalar”. 

” O Corregedor é um ser incorrigível, de gênio difícil e que, enfraquecido em sua base – que é a Polícia Militar – tenta ganhar os holofotes da mídia para se promover, uma vez que deseja ser deputado federal nas próximas eleições, e para isso tenta cassar meu mandato ao destoar fatos e direitos. Patrício quer passar para a opinião pública  a imagem de que é um ser absolutamente sem problemas na Câmara Legislativa, mas não é, e logo o tempo revelará”, resumiu o presidente do PP. 

Pelo visto, o clima continuará nublado entre os distritais Patrício e Benedito. Raios e trovões no horizonte de 2014…

Fonte: Postado por Donny Silva.

As divagações da Política do DF

Recado dado - As pesquisas de opinião estão dando um recado à oposição: desunião é burrice. Quem agradece o atrapalho dos oposicionistas é o governador Agnelo Queiroz. 

Chapa quente - Eliana Pedrosa (PPS), Liliane Roriz (PRTB), Celina Leão (PDT) e Alberto Fraga (DEM) juntos ficam quase imbatíveis.  Será que eles sabem disso? 

Eu só I - O pré-candidato ao Palácio do Buriti, Rodrigo Rollemberg (PSB) já notou que é candidato de si mesmo. 

Eu só II - Uma hora Luiz Pitiman (PSDB) também vai cair na real e vai descobrir que ele é candidato de si mesmo. Seu colega e rival Izalci Lucas também. 

Pirataria - A publicidade do governo atual é uma cópia barata dos governos Roriz e Arruda. Coisas de André Duda (Arrudista e Rorizista). 

Opaco - Paulo Roriz (PP) ainda não mostrou a que veio. Uma coisa é certa, a fatura será cobrada ao governador Agnelo Queiroz. Traduzindo: cargos aos apadrinhados. 

Obscuro - A coisa é clara, o PPCUB e a Luos estão cheios de mutretas. Muitos bolsos ficarão cheios. Só não enxerga quem não quer ver. 

Quem viu? - A Gymnasiade 2013 ou Olimpíadas Universitárias que ocorre no DF é umas das coisas mais inúteis que já se viu por aqui. 

Lenda - Quem acredita nas candidaturas de Joaquim Roriz e José Roberto Arruda ao Buriti, deve acreditar em duendes, Papai Noel ou na fada do dente. Só pode. 

Oposto - Enquanto forças palacianas bombardeiam o deputado distrital e empresário bem-sucedido, Olair Francisco (PTdoB), a oposição o espera de braços abertos. 

Sobra um - No PDT alguém vai sobrar, é quase impossível o partido reeleger os deputados distritais Joe Valle e Celina Leão. Quem viver verá.

Miguezinho linha dura - Com o jornalista e delegado da PCDF, Miguel Lucena, bandido bom é bandido preso. Só no Paranoá e Itapoã já foram mais de 546 gatunos para a cadeia. Parabéns a Miguézinho da Princesa e toda equipe da Sexta Delegacia de Polícia do Paranoá. 

Fonte: Por Odir Ribeiro

Puxão de orelha 'troque-o, ou rebaixe-o, mas não deixe que isso se repita na Fazenda.'


O ministro da Fazenda, Guido Mantega, deve fazer uma radical mudança em sua equipe de auxiliares. Trocar tudo é a ordem da presidente Dilma. Não se sabe exatamente a extensão da proposta dela, que ficou bastante irritada com o envolvimento do chefe de gabinete de Mantega, Marcelo Fiche, e do assessor técnico Humberto Alencar com propina, compra de carro em leilão da Receita e ida para camarotes de cerveja no carnaval carioca.

A presidente Dilma exigiu maior atenção de seu ministro com os passos de seus assessores. Bem fiel ao estilo trator, com gritos de cobranças e falando alto, teria responsabilizado o secretário executivo Diogo Oliveira de ser negligente em cumprir seus deveres e ajudar o ministro. Teria dito: troque-o, ou rebaixe-o, mas não deixe que isso se repita na Fazenda.

O secretário executivo tem que ajudar em toda máquina ministerial e tinha de estar atento, ensinou Dilma. Esqueceu apenas de lembrar-se das histórias de Erenice Guerra. Difícil é confirmar toda essa conversa.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Discórdia sindical 'A baixaria dos PTralhas'


Não foi nada fácil aprovar na direção nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT) a concessão de um emprego para o tesoureiro do mensalão, Delúbio Soares. Houve brigas e ameaças. Vários dirigentes, mesmo sendo filiados ao PT se manifestaram contrários.

Publicamente, a ordem é manter a unidade e garantir que a oportunidade dada ao sindicalista Delúbio Soares não gere nenhum desgaste à CUT. Só que muitos sindicatos sabem que esse fato será explorado em eleições sindicais, e temem a exploração política principalmente do deputado federal e presidente nacional do Solidariedade, Paulinho da Força Sindical.

Paulinho sempre esperou uma oportunidade para enfrentar a CUT, há quem diga que o presidente da Força não vê a hora de colocar seu sindicato como o maior do Brasil, por outro lado filiados da CUT ficaram surpresos com a oferta de emprego a Delúbio Soares porque muitos trabalham assalariados e se conta nos dedos os que ganham R$ 5 mil mensais.

Os sindicalistas na verdade estão querendo saber se o ex-tesoureiro do PT terá direito a vale refeição, vale transporte e plano de saúde. E já trabalham com a intenção de pedir um aumento de salário.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Disputa pelo cabo eleitoral 'ACM Neto'


A presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula sabem que o maior puxador de votos da Bahia hoje é o prefeito de Salvador, ACM Neto. A ordem no Planalto é fazer todo tipo de afago nele para buscar sua neutralidade na corrida presidencial.

Um dos principais dirigentes do DEM, Neto ,tem prometido se engajar inteiramente na campanha do senador Aécio Neves, mas por enquanto, suas promessas não têm se concretizado. Prefere administrar Salvador e não se envolver em assuntos nacionais para desespero do candidato tucano à presidência da República.

Aécio já esteve com ele, convidando-o para participar do comando de sua campanha, mas com habilidade ACM Neto rejeitou a oferta. Não quer se indispor com a presidente Dilma, mas ainda considera muito cedo para tomar partido.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Na mira da oposição 'Hotel Saint. Peter'


Militantes tucanos com a ajuda de policiais federais que estão em rota de colisão com o Governo Dilma e odeiam José Dirceu estão fazendo um levantamento completo sobre a trading Truston International que é dona de 99% do Hotel Saint Peter, onde o mensaleiro irá trabalhar.

Há forte cheiro de coisas esquisitas nessa empresa com sede em um paraíso fiscal. O objetivo é saber, como e quando foi formada e se tem outros bens. O empresário Paulo Abreu está ciente de que sua vida vem sendo vasculhada após anunciar ser o novo patrão do mensaleiro José Dirceu.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Metamorfoses petistas 'Os Ptralhas em ação'

Em vídeo de 2000, antes de chegar ao Planalto, Lula condena a distribuição de benefícios à população pelo governo FHC. Mais tarde, já presidente, aproveita ideia do tucano Marconi Perillo de unificar o pagamento das bolsas por meio de cartão e... Tchan, tchan, tchan, tchan! Estava criada a bolsa família, que tirou dos coronéis os votos dos “descamisados” e transformou o PT numa máquina de ganhar eleições.

Ou seja, o que Lula classificava de esmola se transformou, ironicamente por sugestão de um tucano (vídeo de 2003 prova isso), no mais bem-sucedido programa de transferência de renda do país.

Outro golpe de mestre foi a manutenção dos pilares da economia instituídos pelo Plano Real. Desde então, a oposição ficou a comer poeira. É bem verdade que a hegemonia petista chegou a ser abalada pelo mensalão e pelo escândalo do dossiê fajuto dos aloprados. Mesmo assim, Lula se reelegeu e conseguiu até o que parecia impossível: elegeu, também, Dilma.

Agora, o Brasil vive outro cenário. Dilma se revelou o oposto da supergerente que Lula vendeu na campanha. Se a presidente tem marca, como bem observou Marina, é a do retrocesso na economia. Pôs em risco a Lei de Responsabiliade Fiscal. Os juros voltaram aos dois dígitos. A inflação anda a assombrar o bolso dos brasileiros. O crescimento econômico deu marcha a ré. E a maquiagem das contas públicas, que tiveram rombo recorde de R$ 9 bilhões em setembro, deixaram o Brasil sob suspeita internacional e até ameaça de rebaixamento.

Não bastassem as turbulências na economia, a presidente luta para desempacar as obras do PAC, paradas país afora. E acaba de transformar o PT no Partido das Privatizações. Senão, vejamos: Dilma já vendeu o pré-sal. Já vendeu aeroportos. E agora está vendendo rodovias. Ou seja, o PT roubou dos tucanos o rótulo mais usado pelos petistas para demonizar os inimigos políticos em época de eleição. Não foi à toa que Maluf, hoje aliado de Lula desde criancinha, disse que, perto do PT, se acha um político de esquerda. E, certamente, até mais honesto.

Fonte: Plácido Fernandes Vieira - Correio Braziliense.

domingo, 1 de dezembro de 2013

"A década petista é a década da falácia"

Marco Antonio Villa

O historiador Marco Antonio Villa, de 58 anos, é uma exceção na academia. Ao contrário da maioria de seus pares nas ciências humanas, Villa é um crítico duro das práticas do PT e dos governos petistas.

Em seu novo livro, Década perdida – 10 anos de PT no poder (Editora Record), ele resgata os principais acontecimentos do período e traça um retrato impiedoso dos governos Lula e Dilma. Nesta entrevista a ÉPOCA, Villa critica a gestão econômica do PT e analisa as prisões dos mensaleiros. Ele também critica o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, por ter sido contra a abertura de um processo de impeachment contra Lula, em 2005. “Essa é uma dívida histórica que ele tem com o povo brasileiro”, afirma.

ÉPOCA – Em seu livro, o senhor chama os primeiros dez anos do PT no poder, entre 2003 e 2012, de “década perdida”. Por quê?

Marco Antonio Villa – Nesses dez anos, o Brasil perdeu uma oportunidade histórica de dar um grande salto. Não só em termos de crescimento econômico, que foi muito baixo nos governos petistas, como também para enfrentar os graves problemas sociais do país. Pela primeira vez na história, tivemos a chance de combinar uma alta taxa de crescimento com um regime de liberdades democráticas plenas. Até a explosão da crise financeira, no final de 2008, as condições externas eram muito favoráveis. A China crescia dois dígitos por ano. Puxava o preço das commodities e gerava uma renda extra ao país, um dos maiores exportadores mundiais de alimentos e minérios. Em vez de aproveitar o momento, a partir da âncora criada nos anos 1990, com a queda da inflação e a estabilidade fiscal e monetária, o governo abriu o baú da história. Desenterrou velhas leituras econômicas, um keynesianismo cheirando a naftalina, e ideias de presença do Estado na economia cheias de teias de aranha, dos tempos do governo Geisel, nos anos 1980, que tiveram um alto custo para o país. Provavelmente, os primeiros três anos do governo Dilma estarão entre os piores da história econômica brasileira, e a perspectiva de melhora no curto prazo é baixa.

ÉPOCA – Nos dez anos do PT no poder, a renda da população subiu, o emprego aumentou, a classe média se tornou maioria, e a economia teve grandes picos de crescimento no governo Lula. Faz sentido falar em década perdida?

Villa – Os êxitos do PT são bem menores do que se propala por aí. Eles são repetidos de forma tão sistemática e tão eficaz, sem nenhuma resistência da oposição, que acabam por adquirir um manto de verdade. Em 2010, o Brasil cresceu 7,5%, mas a partir de uma base muito baixa. Em 2009, houve uma recessão. Nos outros anos, o crescimento foi relativamente tímido. Em média, o Brasil cresceu menos que a América Latina e os países emergentes nesse período. Os argumentos do governo, de que a classe média se tornou maioria no país, são totalmente falaciosos. Classe média não mora em favela nem ganha dois ou três salários mínimos, ou até menos que isso por mês. Aconteceu é que o PT – como se fosse o Ministério da Verdade do livro 1984, de George Orwell – começou a criar novas categorias econômicas para dar êxito a um governo que é um fracasso. Inventou uma nova classe C, que seria uma outra classe média, diferente da classe média tradicional, e construiu a ideia de que o Brasil é um país de classe média. Não é. É um país de miseráveis.

ÉPOCA – O Bolsa Família não é uma saída para reduzir a miséria no país? Esse crédito não deveria ser dado ao governo petista?

Villa – Ninguém discorda de que precisa haver programas assistenciais, mas não só para a população não morrer de fome. É preciso criar meios para enfrentar a miséria e a pobreza. Não meios que as petrifiquem, como os programas do PT. O governo gasta 0,5% do PIB com o Bolsa Família, mas não consegue transformar a vida das pessoas. Enquanto isso, metade do país não tem saneamento básico, a situação da infraestrutura é lamentável, e o analfabetismo funcional e real não para de subir.

"O PT estabeleceu uma sólida aliança entre a base da pirâmide e o grande capital"

ÉPOCA – No livro, o senhor dedica um bom espaço aos casos de corrupção, em especial ao mensalão, e diz que PT não combateu a corrupção como deveria. Só aconteceu coisa ruim nesses dez anos?

Villa – Como historiador, não tenho culpa de que o volume de casos de corrupção tenha sido o maior da história republicana do Brasil. Nunca antes na história deste país houve tanta corrupção quanto na década petista. Gostaria de que não fosse assim, mas a sucessão de problemas nos ministérios, de desvios de recursos, nos dois governos Lula e no governo Dilma, é um recorde. A década petista é a década do discurso, a década da falácia. Não há realização material. Que grande obra pública foi construída nesses dez anos? Que usina hidrelétrica foi construí­da nesses dez anos? Nenhuma. A transposição do São Francisco, um fracasso. Estradas, fracasso. Ferrovias, fracasso. Portos, fracasso. Aeroportos, fracasso. Há apenas a tentativa de construir alguns estádios de futebol, mas não resolveremos problemas sociais com coliseus do século XXI. O PT é bom no palanque, mas um péssimo gestor da economia.

ÉPOCA – Como o senhor explica, então, os altos índices de popularidade de Dilma nas pesquisas?

Villa – Essas pesquisas não servem para nada. Não permitem a compreensão da realidade, até pela forma como as perguntas são feitas pelos institutos de pesquisa e respondidas pelos entrevistados. As pesquisas dão apenas uma noção de como as pessoas veem o debate político. Mesmo tendo uma parcela considerável dos eleitores, o PT nunca venceu uma eleição presidencial no primeiro turno. Em 2002, quando era oposição, ganhou no segundo turno. Em 2006 e 2010, quando era governo, idem. Em 2010, até uma semana antes do pleito, diziam que Dilma teria 54% dos votos no primeiro turno. Teve 46%. Sempre há uma superavaliação da popularidade do governo. Se os índices de popularidade fossem tão altos, o PT teria ganhado as eleições no primeiro turno, especialmente em 2006 e em 2010. Em 2010, apesar da derrota, a oposição recebeu 44% dos votos no segundo turno.

ÉPOCA – Em sua opinião, o que levou o PT a ganhar três eleições seguidas?

Villa – Com o Bolsa Família e o “Bolsa Empresário”, bancado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), o PT estabeleceu uma sólida aliança entre a base da pirâmide e o grande capital. Levando em conta que o Bolsa Família tem 13,5 milhões de famílias cadastradas, e cada família tem, no mínimo, três eleitores – o pai, a mãe e um filho com mais de 16 anos –, só aí são 50 milhões de pessoas, o equivalente a quase um terço do eleitorado. Ao mesmo tempo, o governo se aliou a grandes proprietários de terra, construtoras e aos setores mineral e industrial. O BNDES virou um instrumento de enorme eficácia para fortalecer essa aliança entre o PT e o grande capital. Essas alianças, no topo e na base da pirâmide, alcançaram tal solidez que, hoje, é muito difícil rompê-las. A oposição não consegue entender que essa estrutura precisa ser rompida, mas só pode ser rompida fazendo política. A oposição não sabe fazer política. Quer chegar ao poder sem fazer política. Não por acaso, foi derrotada nas eleições de 2002, 2006, 2010. Ao que tudo indica será derrotada em 2014 de novo.

ÉPOCA – A que o senhor atribui essa fragilidade da oposição?

Villa – De um lado, o PSDB, o principal partido de oposição, não é um partido de fato. Está na oposição, mas não é oposição. É curioso. No populismo, o símbolo maior da oposição era a UDN. Nos tempos mais recentes, o PT. Qualquer oposição age diuturnamente criticando o governo e buscando uma aproximação com a sociedade, pensando sempre na próxima eleição, como fazia o PT no governo Fernando Henrique. O PSDB, não. A impressão é que o PSDB se sente constrangido de ser oposição. Parece que executa essa tarefa com desagrado. A oposição tem de ser agressiva. Quando o governo apresentar seus projetos, a oposição tem de se levantar, falar que tudo aquilo está errado, como a gente vê na Inglaterra, na França, em Portugal, na Espanha, na Alemanha, nos Estados Unidos.

ÉPOCA – No livro, o senhor diz que o ex-presidente Fernando Henrique cometeu um erro grave, ao ser contra o impeachment de Lula em 2005, para investigar sua participação no mensalão. Por quê?

Villa – Para mim, Lula é o réu oculto do mensalão. Ele tinha ciência de tudo aquilo, chegou a ter até dois encontros com Marcos Valério. Pode não ter participado da organização do esquema, mas era o principal favorecido. Na estrutura do PT, o chefe da quadrilha, José Dirceu, não faria aquilo sem a concordância de Lula. Agora, o que fez Fernando Henrique? Saiu dizendo que um processo de impeachment de Lula criaria uma crise institucional, afetaria a economia, o crescimento do país. Essa é uma dívida histórica que ele tem com o povo brasileiro. No momento em que o PT estava nas cordas, em vez de levá-lo a nocaute, como o PT faria se estivesse do outro lado, o que o PSDB fez, por meio de seu principal líder, foi deixar Lula sangrando nas cordas, acreditando que o nocautearia facilmente nas eleições de 2006. A oposição teve medo, e esse medo é que deu combustível para que o PT virasse o jogo, estabelecesse uma aliança sólida com o PMDB e partidos satélites e criasse o novo Lula, no último ano do primeiro governo. Esse novo Lula é produto de uma leitura de conjuntura equivocada e danosa para o futuro do país. E essa leitura foi feita por Fernando Henrique e pelo PSDB.

Fonte: Revista Época.

Em defesa do tombamento - Caderno Cidades do Correio Braziliense


Grupo Urbanistas por Brasília protesta contra o PPCub, que pode não ser votado este ano na Câmara
 
A Igrejinha Nossa Senhora de Fátima, na 308 Sul, foi o cenário escolhido pelo grupo Urbanistas por Brasília para uma manifestação contra o Plano de Preservação do Conjunto Urbanístico de Brasília (PPCub), que estabelece normas de ocupação da área tombada da capital. A concentração começou às 10h de ontem e, até as 15h, artistas se revezaram em uma tenda improvisada para apresentações de música e teatro. Quem passou pelo local pôde conversar com arquitetos, ambientalistas e moradores de quadras próximas, além de receber material explicativo sobre o projeto.

O Correio revelou, na última sexta-feira, que a Câmara Legislativa admite adiar a votação do PPCub para 2014. Os principais motivos são um impedimento judicial, a proximidade do recesso e as controvérsias sobre as alterações propostas. O governador Agnelo Queiroz disse ontem, durante a assinatura do projeto urbanístico do Sol Nascente, que respeita a autonomia da Casa.

Reação 

Diante da reação da sociedade civil sobre o PPCub, o governo retirou da proposta alguns pontos polêmicos, como a ocupação do Eixo Monumental e da orla do Lago Paranoá. No entanto, outros itens deixados no projeto ainda provocam controvérsias, como a legalização dos puxadinhos da Asa Norte, a criação de lotes em áreas públicas e a subdivisão de terrenos. Devido a isso, os distritais querem empurrar o debate para o ano que vem.

A antropóloga Jane Vilas-Boas, 55 anos, mora no DF há 15 e se mostra indignada com o projeto. “Não tem outra palavra. Acompanhamos a disputa entre preservar a cidade e o interesse imobiliário do lucro. O Plano Piloto é um espaço conceitual e de cidadania, que está sendo desfigurado”, ressalta. A arquiteta Roberta de Mesquita Rocha, 48, também questiona as propostas colocadas em debate por meio do projeto do PPCub. “Que plano justifica fatiar lotes e não considerar a infraestrutura?”, questiona. 


Memória - Discussão desde 2007 

O PPCub está em pauta pelo menos desde dezembro de 2007, quando uma empresa do Sul do país foi contratada para fazer um estudo a fim de nortear a elaboração do plano. O projeto foi reenviado aos deputados distritais em setembro deste ano com a Lei de Uso e Ocupação do Solo (Luos). No entanto, não está certo que o PPCub seja votado até o próximo dia 13, data que se encerram as atividades legislativas. Isso porque a decisão do Conselho de Planejamento Territorial e Urbano do DF, que aprovou o plano, está sendo questionada pela Justiça. Esse é um dos motivos que podem fazer com que os deputados deixem a discussão para o ano que vem.

Fonte: Amanda Maia - Correio Braziliense.

Crise na Saúde da PM: PM tem solução precária

Para remanejar dinheiro e resolver o problema da suspensão do plano de saúde da corporação, comandante-geral empurra a responsabilidade para o Executivo e o Legislativo local na aprovação de um projeto de lei. 

Jooziel ao lado de Sandro Avelar, secretário de Segurança Pública: polêmica pode minar candidatura de ambos no ano que vem

O comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) quer resolver o problema com os planos de saúde da corporação com suplementação orçamentária. A intenção é cobrir os gastos médico-hospitalares da polícia e reestabelecer os atendimentos nas unidades conveniadas com recurso da própria corporação. O plano da PM é remanejar R$ 35 milhões do setor de logística para o Fundo de Saúde. O problema é que o órgão não tem autoridade para remanejar recurso.

Será preciso uma medida provisória, alternativa complicada para o fim do ano, já que depende de aval do governo federal. Para agilizar, o Executivo local teria que enviar projeto de lei à Câmara Legislativa e obter a aprovação da retirada de verba de uma área para outra. E esse processo pode demorar. Mesmo que o pedido do governo seja em caráter de urgência, a Câmara Legislativa acumula mais de 40 projetos de autoria do Executivo para serem votados até o fim do ano — os dois poderes afirmaram que houve má gestão na organização dos recursos da corporação militar.

“O problema não foi falta de gestão. Faltou concluir a gestão”, afirmou o comandante-geral da PMDF, Jooziel de Melo Freire. O coronel da PM disse ao Correio que esse processo já estava sendo feito quando o chefe do Departamento de Saúde e Assistência ao Pessoal da PM, exonerado da corporação, decidiu, por conta própria, suspender os planos de saúde dos militares. 

Sindicância 

Segundo Jooziel, uma sindicância foi aberta internamente para apurar os motivos pelos quais o ex-chefe da saúde da PM cancelou os convênios, responsáveis pelo atendimento de 90 mil policiais e dependentes. O processo de investigação pode demorar até três meses. Desde segunda-feira, os militares não conseguem atendimento na rede privada de saúde. Consultas marcadas foram rejeitadas pelos hospitais, assim como sessões de tratamentos de câncer e de hemodiálise, por exemplo. 

Em caixa 

O Correio mostrou, na edição de ontem, que a situação poderia ter sido evitada se o comando da PM tivesse remanejado, com antecedência, recursos previamente alocados para outros fins. Hoje, em caixa, a PM tem R$ 44 milhões que correm o risco de voltarem aos cofres da União por falta de utilização. O comandante-geral admitiu que o dinheiro existe e que poderia ter sido alterado antes da atitude de suspender os planos de saúde. “Estávamos gerindo isso em nível de governo para que pudéssemos arcar com os compromissos dos planos de saúde. Para tirar dinheiro de um canto para outro, precisamos de autorização e estávamos trabalhando para prover isso”, explicou Jooziel.

O processo começou a ser encaminhado em uma reunião na sexta-feira da semana passada. O que havia sido decidido, segundo Jooziel, era que na última quarta-feira seria delineado o caminho dos recursos para cobrir os planos de saúde. “É lamentável que o ordenador (o então chefe do setor de saúde da PM), mesmo tendo participado da reunião, tenha se precipitado e feito a suspensão, mas o que importa agora é resgatar o serviço para a corporação”, observou o comandante-geral. 

Sem atendimento 

Apesar de a PMDF afirmar que os planos de saúde tinham sido 100% estabelecidos, policiais militares ainda tiveram problemas, ontem, com os atendimentos nas unidades de saúde. Um militar que procurou atendimento contou que o hospital não quis atendê-lo e justificou que era porque não tinha recebido a verba. Ainda não há previsão de retomar as consultas.

Fonte: Camila Costa - Correio Braziliense.