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sábado, 2 de novembro de 2013

Quase tudo certo!!! Arruda e Roriz juntos em 2014...!?!?!?!?

Arruda e Roriz podem estar juntos em 2014 e já organizam grupo político. Um dos mentores dessa estratégia é o advogado Antônio Gomes, secretário-geral do PR, coordenador de campanha de Arruda em 2006 e que ocupou vários cargos importantes na gestão de Roriz




Os ex-governadores José Roberto Arruda (PR) e Joaquim Roriz (PRTB) podem estar juntos nas eleições de 2014 e já negociam apoio para a formação de um amplo grupo político. Um dos mentores dessa estratégia é o advogado Antônio Gomes, secretário-geral do PR, coordenador de campanha de Arruda em 2006 e que ocupou vários cargos importantes na gestão de Roriz. Em entrevista ao Correio, Antônio Gomes afirmou que “Arruda só não disputará a eleição se o matarem ou se for impedido pela Justiça”.


O advogado, que é braço-direito de Arruda, garante que os dois caciques enterraram as mágoas do passado em torno do projeto de voltar ao Palácio do Buriti . “Eles esqueceram as diferenças por uma questão pragmática e estão se juntando porque são inteligentes, são líderes e precisam ganhar a eleição. E só vão chegar lá se fizerem isso juntos”, acredita Antônio Gomes.

Roriz e Arruda se encontram com frequência em Brasília e em São Paulo para definir a formação de uma frente de centro-direita, que pode reunir partidos como DEM, PSDB e PPS. Mas, com problemas jurídicos que podem frustrar os planos da dupla, também não se furtam a debater um plano B. “Eles vão estar juntos nas eleições de 2014, não tenho dúvidas. Se um não puder ser candidato, o outro será. Arruda e Roriz têm esse acordo”, garante Antônio Gomes. 

O ex-governador José Roberto Arruda entrou no PR no último dia do prazo para filiações. Ele será candidato ao governo? 

Arruda é candidatíssimo. Ele só não disputará a eleição se o matarem ou se for impedido pela Justiça. Ele quer voltar para concluir as mais de duas mil obras que ele começou. O sentimento que ele tem é que fizeram uma grande armação para tirá-lo do poder. E tiraram. Do contrário, ele seria reeleito. Estava no auge da popularidade, com mais de 82% de aprovação. E o Arruda será representante de um grupo político forte. Há um bloco de partidos que vem conversando com ele e que é grupo de peso. Temos PSDB, o PPS, que tem hoje a Eliana Pedrosa, uma companheira nossa de muitas lutas, tem o DEM e outros vários partidos. 

E se ele for considerado inelegível pela Justiça? 

Nessa hipótese, ele apoiará um companheiro dentro de sua base aliada. Há pelo menos uma meia dúzia de nomes conhecidos e capazes de governar a cidade. A união com Roriz vem sendo trabalhada. Eles têm muitas diferenças, mas estão esquecendo tudo, de maneira pragmática para juntos ganharem a eleição. 

Como estão as negociações entre Arruda e o ex-governador Joaquim Roriz? 

O Arruda tem conversado muito com o governador Roriz. Eles se encontraram três vezes aqui em Brasília só no mês passado e vêm se encontrando em São Paulo. E vão se reunir muito mais ainda porque estão afinadíssimos. Arruda e Roriz vão estar juntos nas eleições de 2014, não tenho dúvidas. Se um não puder ser candidato, o outro será. Eles têm um acordo. 

A relação entre eles ficou muito estremecida porque o Arruda imaginava que Roriz fosse o mentor da delação premiada do Durval Barbosa. As mágoas ficaram no passado? 

Eles esqueceram as diferenças por uma questão pragmática e estão se juntando, porque são inteligentes, são líderes, e precisam ganhar a eleição. E só vão chegar lá se fizerem isso juntos. Então, eles esqueceram do passado e estão tratando dos interesses comuns. As mágoas foram esquecidas, está prevalecendo o pragmatismo. 

E se nenhum dos dois puder disputar? 

Se nenhum dos dois puder, eles vão se sentar e escolher um terceiro nome. Esse é o quadro. Se os dois puderem, como não pode haver divisão, eles vão se sentar, trancar a porta, e ao fim da reunião dizer habemus papa, ou melhor, habemus candidato. 

O senhor já foi do Ministério Público e atualmente é advogado. Como o senhor analisa a situação jurídica do Arruda, que foi cassado por infidelidade partidária? Acha que ele vai conseguir registrar candidatura na Justiça Eleitoral? 

Hoje, ele não tem nenhum impedimento, está totalmente livre para ser candidato. Caso seja impedido no futuro, veremos o que fazer. É claro que a gente tem que pensar nisso, estamos atentos a todos os movimentos, mas não acredito que isso vá acontecer. Há muitos processos que ele responde, muitos deles por injustiça e perseguição política. É uma batalha judicial que ele vai enfrentar mas os advogados estão muito preparados e otimistas. 

Na sua avaliação, quem seria mais forte, Roriz ou Arruda? 

As pesquisas mostram hoje Arruda, em qualquer cenário, está em primeiro lugar. Pertinho do Roriz, mas Arruda está na pole position. Os dois estão muito bem em qualquer cenário. Roriz e Arruda têm a consciência de que devem estar juntos para vencer. Todos nós temos essa consciência, de que sozinhos não vamos a lugar nenhum. Hoje, há uma vontade determinada desse bloco liderado por Roriz e por Arruda de estar junto. 

O Paulo Octávio sempre foi alinhado com o seu grupo, mas hoje está no PP, um partido ainda na base governista. Acha que poderão estar juntos? 

O Paulo Octávio é um homem desse grupo político e estamos certos de que vamos estar juntos. Mas está muito longe da eleição e ainda tem muita água para rolar. Acho que vai haver esse alinhamento e que o PP virá se alinhar conosco. Cada dia que passa o cenário vai se descomplicando. 

Como o senhor avalia os potenciais adversários? 

A esquerda estará muito dividida, com três ou quatro candidatos, o que nos favorece. Do lado de cá, nós vamos sair juntos. Com a esquerda rachada, se estivermos unidos, vamos ganhar a eleição no primeiro turno. 

O Arruda está disposto a enfrentar uma campanha, em que os escândalos de 2007 serão todos ressuscitados? 

Ele foi para São Paulo, mas o domicílio eleitoral continua aqui. Ele tem um sentimento muito forte de que ele foi apeado, abatido do poder, de que fizeram um complô para derrubá-lo. Depois dessa fase grande de sofrimento, ele está bem de saúde e psicologicamente, disposto a ir para o enfrentamento. Será uma oportunidade para ele explicar o que aconteceu e retomar um projeto que foi bruscamente interrompido. Ele tinha mais de 2 mil obras em andamento, muitas delas aí precisando ser terminadas. O Estádio Nacional, por exemplo, é um projeto do Arruda, a Torre Digital também. Muitas dessas obras que o Agnelo concluiu eram do Arruda. E foi uma coisa importante, porque eram obras para a cidade. O projeto foi interrompido e ele quer retomar o trabalho. É sonho dele voltar e completar isso. 

Depois de ameaças de rompimento, o PMDB decidiu manter a aliança com o PT para 2014. Como o senhor avalia esse movimento? 

Há três ou quatro meses, a gente ainda achava que o Filippelli poderia sair e vir liderar esse grupo, mas não deu certo. Ele externou o desejo dele, do partido dele, de renovar a aliança com o PT, com o Agnelo. A decisão do Filippelli foi importante porque houve uma definição do quadro político. Isso ajudou a dar uma clareada no cenário. A avaliação que a gente tem é que isso foi bom, demarcou terreno e de certa forma ajudou os entendimentos do nosso grupo. Mas foi caminho sem volta, agora ele não sai mais. O Filippelli tomou o rumo dele, foi atitude correta, mas isso também fez com que o nosso grupo se unisse mais ainda. 

Quem será esse plano B? Muito se fala na deputada Liliane Roriz, filha do ex-governador… 

Teremos o Roriz e o Arruda juntos, esse é o principal. Ela pode ser a vice, por exemplo. Tudo vai depender dos entendimentos. Se o Roriz for candidato, o Arruda o apoiará. Mas se não for, ele quer o apoio do Roriz. O acordo que eles estão tentando costurar é nesse sentido.  

No plano nacional, quem poderá ser o candidato desse grupo? Aécio Neves? 

O Arruda é amigo pessoal do Aécio, não estou vendo dificuldades na união desses partidos que citei em torno da candidatura do senador Aécio à presidência. É claro que o cenário nacional pode gerar uma dificuldade aqui ou acolá, mas que será superada. Com isso, alguém do PSDB pode ser candidato a vice ou ao Senado, as candidaturas majoritárias estão aí para serem negociadas. 

O senhor foi coordenador da campanha do Arruda em 2006. Será de novo? Ou pretende disputar as eleições também? 

Eu também sou candidato, ainda estou examinando o cenário para decidir se vou concorrer a deputado federal, distrital, ou suplente de senador. A suplência do Senado é sonho antigo. Na eleição passada postulei a suplência do Paulo Octávio, mas pelos entendimentos apoiamos o Adelmir Santana. Agora, tenho dito que é minha vez e não vou abrir mão. Mas só serei suplente se senador for um homem forte. Isso vai depender do cenário, mas temos quadros para isso. 

Entre os integrantes do PR, quem será candidato? 

Além de da minha candidatura, temos hoje no nosso partido um quadro de muitas pessoas com serviços prestados à cidade, como Bispo Renato, o deputado Aylton Gomes, o Dr. Charles e Rogério Ulysses. Temos coringas importantes como Jofran Frejat, que é homem respeitado na cidade e pode ser candidato a tudo, a governador, senador, federal, ou vice, já que ele tem uma folha enorme de serviços prestados a Brasília. O PR tem ainda o Laerte Bessa, que tem muito voto e é líder na área de segurança pública, e o senador Adelmir Santana, que também é uma reserva nossa. O PR está com uma nominata muito boa. 

Alguns integrantes do PR demonstraram insatisfação e resistência à chegada de Arruda ao partido. Como lidaram com isso no diretório regional? 

A cúpula do partido nos deu toda liberdade para fazermos as chapas e coligações que quisermos, sem patrulhamento, sem censura. Houve casos isolados de resistência por causa de cenários regionais. 

E os integrantes do PR que estão no governo, como Bispo Renato, atual secretário de Trabalho? Isso gera constrangimento? 

Ele resolveu isso com o governador Agnelo. Da nossa parte, não tem constrangimento. Nosso partido é democrático, tem gente de todas correntes.

A Flávia Arruda, mulher do ex-governador, será candidata? 

Ela está no partido, é jovem, muito preparada. É uma moça inteligente, um quadro importante do partido como pré-candidata. Sou um dos que defendem a candidatura da Flávia. Acho que ela seria uma belíssima candidata a deputada distrital ou federal. Mas não sei se ela será candidata. Como primeira-dama, ela ajudou muito o governador na parte social. Se quiser ser candidata, terá todo o apoio do partido.

Fonte: Correio Braziliense - Ana Maria Campos - Helena Mader.

Dilma pode apanhar? Discordar das ações do GDF não pode?

 Tem coisas na política do DF, que por mais se que procure entender, não encontraremos explicação. Ao som de “Vaca Profana, reflito e convido a você para buscarmos respostas.
 
1 - Dias atrás, enquanto a presidente Dilma Rousseff se esforçava para defender o sucesso do leilão, do pré-sal no Campo de Libra, lá no Rio de Janeiro, noticiamos que funcionários do Governo do Distrito Federal (GDF), filiados ao Partido Pátria Livre (PPL), participavam do quebra-quebra próximo ao local onde se daria o leilão, durante o horário em que deveriam estar trabalhando em Brasília.

No confronto com as Forças Armadas, a Policias Federal e Rodoviária Federal, Polícia Militar do Rio de Janeiro, e a Força Nacional, um servidor da administração do Jardim Botânico saiu ferido.  A foto foi estampada em toda a mídia nacional e quiçá internacional.

2 - Já pelas bandas daqui, outro fato me chamou a atenção. O secretário Paulo Roriz foi exonerado do cargo. Até aí, nada de mais, secretários entram e saem. Mas tinha que haver um motivo.


Logo já circulava um vídeo, Paulo Roriz teria irritado o GDF quando mencionou problemas do Hospital de Santa Maria, e  condenou os gastos com o Estádio Nacional Mané Garrincha.

Disse o ex-secretário do desenvolvimento do entorno: "O Arruda gastou na época R$ 120 milhões para construir o Hospital de Santa Maria, que está aí parado. É um absurdo. A gente vê gastarem R$ 1,5 bilhão para construir o Estádio, dinheiro que daria para construir cinco ou seis hospitais. Essas coisas nos revoltam".

Pensei então: Ha! Tá explicado, além de elogiar Arruda, Paulo Roriz deu voz à população do Entorno. Mas esta não era uma das atribuições do cargo? Tentar minimizar a pressão do entorno nos serviços do Distrito Federal?

Em viagem particular com a família, o governador Agnelo Queiroz soube do caso e aguardou Paulo Roriz apresentar o seu pedido de exoneração. Como o pedido não chegou, ele foi exonerado.

Enumerei os dois episódios para que vocês leitores, me ajudem a entender a lógica da política local. Procuro respostas, mas não as encontro. Alguém pode me responder?

Como pode? Paulo Roriz foi exonerado por ter sido gravado em vídeo, falando a verdade em Valpaiso de Goiás. Vale repetir aqui o que disse Paulo Roriz: "O Arruda gastou na época R$ 120 milhões para construir o Hospital de Santa Maria, que está aí parado. É um absurdo". "A gente vê gastarem R$ 1,5 bilhão para construir o Estádio, dinheiro que daria para construir cinco ou seis hospitais. Essas coisas nos revoltam."

O mesmo tratamento não teve o diretor geral do DFTrans, Marco Antônio Campanella quando também flagrado em vídeo, um mês antes do leilão, disse: “O Governo Federal vai entregar o Campo de Libra para empresas privadas multinacionais e os homens de bem não poderiam permitir esse risco de lesa pátria”.

Acusou ainda Dilma Rousseff de descaso com a Petrobrás. E mais, Campanella homenageou o líder do grupo que retornou à Brasília com a cabeça enfaixada depois dos tumultos contra o leilão do Campo de Libra.

Algo está fora da ordem.

A presidenta Dilma Rousseff (PT) defende o pré-sal. O Campo de Libra que foi leiloado,  pelas contas dela e do governo federal, irá gerar com sua exploração, por ser a maior reserva de petróleo do país, uma receita de R$ 15 bilhões. Está errada?

O diretor geral do DFTrans, é contrário à presidenta, a acusa de descaso com a Petrobrás. Um funcionário do Governo do Distrito Federal (GDF/PT),  filiado a um partido da base do governo do PT, faz manifestação em meio a tumulto, é apoiado e homenageado quando volta com a cabeça quebrada. Está certo?

Paulo Roriz defende melhores condições para a população do entorno e discorda dos gastos no estádio como a maioria da população. Está errado?

Por defender o melhor para o povo, Paulo Roriz, ex-secretário do entorno foi demitido. Está certo?

Por ser contrário às diretrizes de governo e pensamentos da presidenta Dilma Roussef, Antônio Campanella está certo e continua presidente do DFTrans? Está errado ou está certo?

É tanto certo ou errado que fiquei em dúvida?

Campanella está certo. Permanece sentadinho no governo. Paulo Roriz está errado. Levantou do governo. Ou será que era o contrário o que a população queria?

Mas será que isso está certo?

Pelo jeito que andam as coisas, aguardo a ajuda de vocês para saber se está certo ou errado? A única certeza é que o  coro para cantar em 2014 a musica Xô Satanás!, vai só aumentando. Ou será que estou errado?

Fonte: Edson Sombra.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Convite para Votação da Proposta de Emenda a Lei Orgânica (PELO) 51/2013 - CLDF


Prezados jornalistas e blogueiros,

Você que tem um site, blog, etc - não pode deixar de comparecer a Câmara Legislativa do Distrito Federal - CLDF, nesta quarta-feira, 6 de novembro, às 9h - para Votação da Proposta de Emenda a Lei Orgânica _ PELO 51/2013.

A votação busca definir que no mínimo 10% da publicidade do GDF seja destinado as mídias eletrônicas e jornais comunitários.

Outras informações,


Fonte: Eldo Gomes | Coordenador Geral - Movimento dos Blogueiros de Brasília.

DFTrans pedia a empresas de ônibus para pagar voos de filiados de partido

Diretor do DFTrans é presidente do PPL no DF; assessor indicava nomes. Marco Antonio Campanella diz que bilhetes a filiados é 'mera coincidência'. 

O DFTrans, responsável por fiscalizar e regular o transporte público no Distrito Federal, cobrava de empresas concessionárias passagens de ônibus e bilhetes aéreos em nome de pessoas ligadas ao PPL, partido presidido no Distrito Federal pelo diretor-geral do órgão, Marco Antonio Campanella. O diretor disse ao G1 que não tinha conhecimento dos pedidos por passagens. 

"A chefia de gabinete sempre centralizou os pedidos que vêm de sindicatos, igrejas e entidades. A gente centraliza e envia para as empresas, mas nunca para as concessionárias", afirmou Campanella. Ele disse que "nenhuma passagem era para atender interesses individuais". "Se são filiados do PPL, é mera coincidência", afirmou.

Notas fiscais e e-mails obtidos pelo G1 mostram que os pedidos eram feitos por Vitor de Abreu Corrêa, ex-chefe de gabinete de Campanella. A prática teve início em 2011 e continuou na gestão de Daniel de Abreu Corrêa, irmão de Vítor, que assumiu a chefia de gabinete em 26 de janeiro de 2012. Daniel Corrêa foi exonerado no último dia 16.

A reportagem chegou a falar com Vítor pela manhã, mas ele desligou o telefone logo após saber o motivo do contato. O G1  não conseguiu falar com o irmão dele.

Os pedidos do DFTrans – de passagens aéreas e cessão de ônibus – eram feitos a Carolina Pereira, diretora de quatro empresas do Grupo Amaral – Rápido Girassol, Jat Taxi Aéreo, Esave Collection e Esave Mídia. Segundo ela, a ordem dada pelo presidente das empresas, Dalmo Amaral, era atender a todas as solicitações do DFTrans "sem questionamentos". 

Nenhuma passagem era para atender interesses individuais. (...) Se são filiados do PPL, é mera coincidência" Marco Antonio Campanella, diretor-geral do DFTrans e presidente regional do PPL 

“Seu Dalmo dizia: ´Tem que atender aos pedidos do Campanella e do pessoal do DFTrans. Eu nunca questionei'. (...) Já tivemos que cancelar contratos para atender a pedidos por ônibus interestadual”, afirmou.

E-mails enviados por Vitor a Carolina revelam que as empresas de ônibus atenderam a um pedido para comprar de uma vez 14 passagens aéreas para políticos do PPL e sindicalistas, em julho de 2011. O custo total dos bilhetes foi de R$ 10,1 mil, conforme dados da conversa por e-mail entre a executiva e o ex-chefe de gabinete do DFTrans.

O PPL foi fundado em 2009 por integrantes do antigo Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8), que combateu a ditadura militar. A legenda tem 17,2 mil filiados e integra a base de apoio do governador Agnelo Queiroz no Distrito Federal.

Entre os beneficiados está Zivan Roque Tavares, ex-presidente do PPL no Espírito Santo. Ele confirmou ao G1 o recebimento dos bilhetes. Segundo Tavares, “um tal de Campanella” providenciou as passagens de Vitória para São Paulo, onde haveria um congresso da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB).

“A CGTB informou que mandariam a passagem para a gente. Quem mandou era ligado ao governo do Distrito Federal e à Presidência da República. Foi esse tal de Campanella. Nós estávamos indo para um evento da CGBT”, disse.

De acordo com Carolina, os pedidos por passagens começaram em 2011 e duraram até o segundo semestre de 2012. Ela afirma que os prejuízos com a compra de bilhetes e reserva de ônibus a pedido do DFTrans chegam a R$ 200 mil. “O prejuízo foi grande, afetava o caixa. A gente já teve que deixar ônibus à disposição por uma semana”, disse.

O filho de Dalmo Amaral, o ex-senador Valmir Amaral (PP), que administra as empresas do grupo, confirmou que o pai pagava passagens a pedido de Campanella. Ele afirmou que Dalmo não falaria com a reportagem porque é idoso e está “debilitado”. “Foi uma extorsão. Quando fiquei sabendo pedi que ele que denunciasse”, disse.

Em fevereiro deste ano, o governo do Distrito Federal interveio em três empresas de ônibus de Dalmo Amaral – Rápido Veneza, Viação Valmir Amaral e Rápido Brasília Transportes e Turismo. O empresário foi afastado e a gestão foi assumida pelo GDF. De acordo com o GDF, as empresas descumpriram acordos feitos com o Ministério Público para melhorar o transporte no DF.

Segundo Valmir Amaral, a intervenção ocorreu depois que o grupo parou de atender às exigências da direção do DFTrans. “Eu tenho certeza que houve retaliação. A tomada das empresas do meu pai pelo GDF foi uma resposta ao fim dos pagamentos”, afirmou. 

PPL 

Dos beneficiados por passagens aéreas, pelo menos oito integram a direção nacional da CGTB – três do Espírito Santo, um de Mato Grosso do Sul, um de Pernambuco, um de Brasília e dois do Rio de Janeiro. 

"A CGTB informou que mandariam a passagem para a gente. Quem mandou era ligado ao governo do Distrito Federal e à Presidência da República. Foi esse tal de Campanella. Nós estávamos indo para um evento da CGBT" Zivan Roque Tavares, ex-presidente do PPL no Espírito Santo e um dos beneficiados com passagem aérea paga por empresa do Grupo Amaral a pedido do DFTrans 

Vantuir Sabino, que foi candidato a vereador em Serra (ES) pelo PPL em 2012, e integra a direção nacional da CGTB, foi um dos beneficiados pelas passagens pagas pelo Grupo Amaral a pedido do DFTrans em 2011, para participar do congresso da central sindical em São Paulo.

Ele afirmou ao G1 não saber quem pagou as passagens e hospedagem em São Paulo. Sabino disse que foi convocado a participar do congresso para ajudar a eleger Ubiraci Dantas como presidente da central sindical. Dantas é secretário regional do PPL, representando o partido na Bahia, Espírito Santo e Sergipe.

“Eu desconhecia quem pagou a passagem e a hospedagem, de coração. Disseram que seriam pagas pelo congresso da CGTB. Eu fui convocado dizendo que teria que estar embarcando de tarde para a Executiva em São Paulo. Minha missão era estar na CGTB para eleger o representante da central, que nos representaria perante a presidente Dilma Rousseff”, afirmou.

Outro beneficiado pelas passagens é Marilton José Viana Cavalcanti, que foi candidato em 2012 a vice-prefeito em Recife pelo PPL. Ele não venceu as eleições. O G1 não conseguiu contato com Cavalcanti.

Além das passagens aéreas, havia pedido para cessão de ônibus. De acordo com notas fiscais obtidas pelo G1, a Rápido Girassol, do grupo Amaral, cedeu cinco veículos para transporte de filiados do partido e sindicalistas ligados à CGTB para São Paulo em julho de 2011.
 
Ônibus do Grupo Amaral, que sofreu intervenção do GDF, em garagem da empresa, em Brasília

Por ser viagem interestadual, o trajeto e os nomes dos passageiros têm de ser registrados na Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a empresa tem de emitir nota fiscal. De acordo com os documentos, a locação de cada ônibus entre os dias 6 e 10 de julho custou R$ 10. Todas as notas foram emitidas em nome da central sindical. 

Investigação 

O promotor Roberto Carlos Silva, da 1ª Promotoria de Justiça da Fazenda Pública do DF, disse à reportagem que o pagamento de passagens a pedido do DFTrans pode virar investigação criminal.

“De imediato esse caso mereceria, pelo menos, uma investigação nossa para verificar se configura algum tipo de favorecimento. Em se tratando de empresa de ônibus, teríamos que ver a influência disso no processo licitatório das linhas”, afirmou.

Para ele, o DFTrans poderia estar exigindo vantagens das empresas do Grupo Amaral em troca de favorecimentos na exploração de linhas de ônibus.

“Há possibilidade de configuração de crimes, mais de um, e possível improbidade administrativa. Se as irregularidades ficarem só no campo do DFTrans, poderia configurar improbidade administrativa e crimes de corrupção ou concussão, quando um funcionário público exige um benefício”, disse.

Fonte: Nathalia Passarinho Do G1/DF

Traído pelo voto secreto 'Raad Massouh'

Abandonado, Raad Massouh entra para a história como o terceiro parlamentar cassado pela Câmara. Receio da opinião pública e fatores políticos levaram deputados a romperem acordos que garantiam a absolvição do distrital 

Confiante durante a sessão, Raad Massouh se manteve em plenário até pouco antes do resultado. Foi o único a não se manifestar nas urnas
 
O deputado Raad Massouh (PPL) entrou ontem para a história da Câmara Legislativa como o terceiro parlamentar cassado pela Casa — os outros dois são Carlos Xavier e Eurides Brito. Por 18 votos favoráveis à perda de mandato, três contrários e duas abstenções, os distritais consideraram Raad culpado das acusações de desvio de emenda. Mas, nos bastidores, as suspeitas apuradas pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do DF não foram decisivas para a degola. Interesses políticos e eleitorais e denúncias de extorsão durante o trâmite do processo, além da antipatia de alguns deputados por Raad, pesaram no resultado.

O placar surpreendeu a maioria dos distritais, já que o próprio parlamentar do PPL estava confiante de que escaparia e levou até sua claque para as galerias do plenário. O consenso é de que houve traição. A votação secreta que cassou Raad foi tumultuada por acusações, troca de farpas e muita tensão. A sessão começou pouco depois das 16h, com a presença de todos os 24 distritais. O relator do processo na Comissão de Ética, deputado Joe Valle (PDT), resumiu o relatório em que pediu a cassação. “A medida a ser aplicada é a mais severa. As provas caracterizam quebra de decoro”, disse.

Acompanhado da mulher, Ádila Stemler, e do presidente regional do PPL, Marco Antônio Campanella, Raad dispensou os advogados e falou durante quase 20 minutos na tribuna. Argumentou que nunca foi condenado pela Justiça e garantiu que tem a consciência tranquila. Segundo investigações do MP e da Polícia Civil, ele teria se apropriado de parte de uma emenda de R$ 100 mil, destinada à realização de um evento rural em Sobradinho em 2010. “Eu não iria fazer maracutaia por causa de R$ 47 mil. Se fosse assim, iria fazer por algo que me desse mais vantagem”, argumentou Raad. E continuou: “A Polícia Federal tem laudo que diz não haver nenhum indício de que eu tenha me apropriado de recursos da emenda. Não cometi nenhum delito, estar aqui hoje por conta de uma coisa tão pequena, sem nenhum crime comprovado, é ridículo”, acrescentou o distrital. “Sou um homem de respeito, trabalho desde os 14 anos, nunca precisei roubar. Tudo o que tenho conquistei com suor e trabalho”, emendou.

Liliane Roriz fotografou o próprio voto pelo celular


Suposta chantagem 

O discurso emotivo não convenceu os colegas. O corregedor da Câmara, Patrício (PT), falou logo depois de Raad e defendeu a cassação. “Não houve investigação política, o que ocorreu foi um trabalho sério de apuração, com amplo direito de defesa. Essa Casa é independente”, afirmou. Chico Vigilante (PT) e Dr. Michel (PP) também subiram à tribuna para defender a cassação. Chico Leite (PT) lamentou o fato de a Câmara realizar mais uma votação secreta, por determinação da Justiça.

O episódio da suposta tentativa de extorsão a Raad, como era esperado, não foi esquecido. Em agosto, o parlamentar do PPL procurou a polícia e o MP alegando ter sido chantageado por homens que estariam a mando de deputados distritais. De acordo com Raad, ele teria que pagar R$ 2,7 milhões para se livrar do processo. O caso, em vez de ajudá-lo, contribuiu para a cassação. “Vossa Excelência foi conivente com dois marginais. Poderia ter prendido ou expulsado esses homens da sua casa”, disse Chico Vigilante. “Não sou policial para prender ninguém. Minha obrigação é procurar o Ministério Público e a polícia, como fiz”, argumentou Massouh.

Na edição de ontem, o Correio mostrou como votariam sete distritais. Ao longo do dia, outros decidiram se declarar publicamente favoráveis à cassação. Na Câmara, nenhum distrital discursou em defesa do colega. Ao contrário de prognósticos feitos por deputados no início da sessão, o placar para cassação foi folgado: eram necessários 13 votos para que ele perdesse o mandato.


Raad foi o único que não votou. Ao todo, 23 deputados depositaram voto na urna, mas, no momento da contagem, havia 24 envelopes. Depois de trocas de acusações sobre tentativas de tumultuar a sessão, o presidente da Câmara, Wasny de Roure (PT), decidiu fazer uma nova votação. Às 19h20, o destino de Raad foi anunciado. O parlamentar havia deixado a Câmara pouco antes, ao lado da mulher, e não ouviu o resultado. A Mesa Diretora decidiu que, assim que a decisão for publicada no Diário da Câmara Legislativa, o que deve acontecer até sexta-feira, o suplente, Paulo Roriz, poderá tomar posse. 

Claque na galeria 

“Raad, amigo, o povo está contigo!”. Os gritos de correligionários se misturaram a aplausos, na galeria do plenário, após o anúncio da cassação do deputado do PPL. Essas foram as poucas manifestações durante a sessão de ontem. Os simpatizantes do parlamentar eram maioria absoluta entre os pouco mais de 100 espectadores na parte de cima do espaço, a única aberta ao público.

Entre os apoiadores de Raad, grande parte era de pequenos produtores rurais, como Fernando Jesus, 46 anos, morador de São Sebastião. “A gente vem em caravana. Somos umas 20 pessoas. Defendemos o Raad porque o parlamentar é o que menos tem culpa nessa questão (distribuição de emenda). Ele confia no administrador, na prestação de contas dele”, comentou. Entre os defensores do distrital, também havia muitos integrante do partido dele. “Estou aqui para defender o deputado e o partido. Sou pré-candidato a distrital”, declarou Lafer da Silva Barros, 48 anos.

Os mais de 40 homens e mulheres escalados para fazer a segurança dentro da Câmara — havia mais 20 policiais militares do lado de fora — impediram a entrada de faixas e cartazes na galeria. Dessa forma, integrantes do movimento Adote um Distrital, autor da representação que levou à abertura de processo contra Raad, tiveram de jogar no lixo o cartaz de protesto com a frase “Será Raad o Donadon do cerrado?”, em referência ao deputado federal Natan Donadon, absolvido pelos colegas parlamentares em voto secreto, mesmo após ser condenado e preso na Papuda. (RA). 

24 cédulas e 23 eleitores 

Mesmo com dois seguranças legislativos encarregados da cabine de votação, apareceu na urna um voto a mais, o que levou a uma nova rodada. Câmara promete investigar suspeita de fraude praticada por um distrital.

Ádila, mulher de Raad, acompanhou a sessão com o celular: joguinho
 
O distrital Chico Leite foi o responsável por solicitar a investigação
 
Benedito deve ser o próximo a ter o futuro decidido pelos colegas

Antes do início da votação sobre a cassação de Raad Massouh (PPL), ao microfone do plenário da Câmara Legislativa, o deputado Chico Vigilante (PT) fez uma piada. Afirmou que ali não havia risco de ocorrer fraude porque não existia painel eletrônico. Ele referia-se ao episódio da violação do painel do Senado, em que parlamentares souberam como votaram os colegas por ocasião da cassação do mandato de Luiz Estevão, em 2001. A decisão de ontem, na Casa Legislativa do Distrito Federal, seria por meio de voto em papel. Mas, por volta das 18h45, quando todos esperavam o resultado, a Mesa Diretora constatou haver mais cédulas depositadas na urna do que deputados aptos a escolher. A apuração constatou 24 papéis, mas 23 distritais podiam participar da decisão, pois Raad preferiu abster-se.

Depois do constrangimento por causa da suposta fraude, houve bate-boca entre alguns parlamentares. O presidente da Câmara, Wasny de Roure (PT), decidiu suspender a sessão e convocar novo pleito. Nenhum voto da primeira escolha foi divulgado. “Neste momento, temos que repetir a votação. Quanto mais postergarmos isso, maior será a delonga”, afirmou Roure. Já Chico Vigilante, que trocou a primeira brincadeira por um ar sério, sugeriu que ele e mais dois distritais acompanhassem o depósito dos votos ao lado da urna, o que foi negado. Como no primeiro escrutínio, os deputados eram chamados um a um, seguindo ordem alfabética. Após confirmar presença, o distrital seguia sozinho a uma cabine secreta, ao lado da mesa principal.

O que ninguém conseguiu explicar foi como houve uma cédula a mais, mesmo com dois seguranças da Câmara ao lado da cabine. Como somente parlamentares tiveram acesso a ela, pairou a suspeita  de que um deles tentou atrapalhar o pleito depositamdo mais de uma cédula. Diante da celeuma, o deputado Chico Leite (PT) pediu instauração de sindicância para saber por que foram encontrados 24 envelopes na urna durante o primeiro pleito. Wasny de Roure acatou o pedido, mas não explicou como será feita a apuração nem falou em prazo. 

Tranquilo 

Raad deixou o plenário e o prédio da Câmara, ao fim da primeira votação, sem esperar o resultado. Aparentemente tranquilo, ele disse que seguiria para casa. “O julgamento já foi feito, e o resultado agora tanto faz. Uma coisa é importante: neste Brasil, a gente vê tanta coisa ruim, deputado saindo com dinheiro na calça, nas meias, na cueca. Eu não deveria estar sendo julgado. Eu não cometi crime nenhum. Estou tranquilo”, afirmou ele, em entrevista exclusiva ao Correio. Durante toda a sessão, ele se sentou ao lado de Benedito Domingos (PP) — o próximo na berlinda por ter sido condenado pelos crimes de corrupção e fraude em licitação. Raad estava acompanhado da mulher, Ádila, maquiada e bem vestida, com roupas, sapatos e bolsa de grifes.

Mas assim que Wasny de Roure anunciou a segunda votação, o casal, que já havia deixado a Câmara em um carro preto, com motorista, reapareceu no plenário. Sentada na última fileira de cadeira, Ádila trocava mensagens com um dos filhos e jogava Candy Crush no telefone celular. No cafezinho da Câmara, ao lado do plenário, recebia apoio de correligionários. Gente como o ex-goleiro do Fluminense e da Seleção Brasileira, Paulo Victor, funcionário comissionado de Raad e comentarista esportivo de uma TV em Goiânia. “Além de trabalhar no gabinete dele como assessor especial para assuntos esportivos, sou amigo do Raad desde que ele era corredor (o ex-distrital pilotava carros)”, contou. 

Escolha 

No sistema adotado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, os deputados deveriam escolher entre três cédulas impressas e depositar apenas uma urna: sim (pela cassação), não, branco e abstenção. 

Vaga em disputa judicial

Paulo Roberto Roriz: suplência deve ser definida contra Tatu do Bem

A Câmara Legislativa vai empossar Paulo Roriz (PP), suplente de Raad Massouh, assim que o resultado da cassação for publicado no Diário Oficial da Casa. Mas o caso deve parar na Justiça Eleitoral. O segundo suplente, Hamilton Teixeira dos Santos (DEM), conhecido como Tatu do Bem, recorrerá para tentar ficar com a vaga. “Estou confiante de que vou conseguir tomar posse. Já há duas decisões no Rio de Janeiro e uma no Rio Grande do Sul nesse sentido”, explicou. 

O argumento de Tatu é que o mandato pertence ao partido. Raad e Roriz estavam no DEM na época da eleição, mas ambos deixaram a legenda. No caso do distrital cassado, ele migrou para um partido novo, o que não dá margem a questionamentos. Mas tanto Tatu como o presidente regional do DEM, Alberto Fraga, querem brigar no Tribunal Regional Eleitoral para retomar a vaga. Paulo Roriz teve 16.762 votos, e Tatu do Bem, 3.170.

Empresário do ramo de refrigerantes, Paulo Roberto Roriz , 54 anos,carrega o sobrenome do tio, Joaquim Roriz, quatro vezes governador do Distrito Federal. O parentesco, no entanto, não implica em apoio incondicional ao clã. É filho de Zequinha, irmão mais velho de Joaquim Roriz e um dos mais próximos do ex-governador. Paulo disputou três vezes como distrital. Na primeira, em 2002, perdeu a vaga na Câmara Legislativa. Mas isso não o afastou da vida pública. Acabou nomeado pelo tio governador como secretário de Desenvolvimento do Entorno e, depois, atuou como administrador de Santa Maria, entre 2005 e 2006. Assim, conseguiu consolidar a base eleitoral.

No pleito seguinte, concorreu novamente a uma cadeira no Legislativo local e, dessa vez, venceu com 16.762 votos, tendo Raad Massouh como primeiro suplente. A sintonia com o ex-governador José Roberto Arruda rendeu ao sobrinho de Roriz o posto de líder do governo na Câmara Legislativa. 

Primeiro escalão 

Paulo Roriz abriu mão do mandato em 2008 ao ser convocado por Arruda para assumir a Secretaria de Habitação e, no ano seguinte, chegou a acumular o cargo de diretor presidente da Companhia de Desenvolvimento Habitacional.

Nas eleições de 2010, com Arruda e Joaquim Roriz fora da disputa, Paulo declarou apoio à tia, Weslian, mas não manteve a posição e entrou para o time do governador Agnelo Queiroz (PT). Não obteve votos suficientes para ocupar novamente uma cadeira na Câmara Legislativa. E, por ironia, viu o então suplente Raad Massouh se eleger e teve de se contentar com a primeira suplência.

Entre 2011 e 2012, quando Raad se licenciou, Paulo Roriz voltou para a linha de frente na Câmara. Mas a relação entre os dois nunca foi boa pela postura “independente” de Massouh, com fama de não cumprir acordos nem respeitar os redutos eleitorais de seus colegas. No governo Agnelo, assumiu como secretário de Desenvolvimento da Região Metropolitana. Mas foi exonerado após fazer críticas à gestão petista.

Apesar de um pedido de desculpas, sinalizou que tem mais afinidade com o grupo arrudista e pode integrar a oposição a Agnelo. 

Atuação na Câmara 

Como parlamentar, Paulo Roriz aprovou, entre outros projetos, a proposta que torna obrigatório o fornecimento de protetor solar e roupas de proteção para empregados expostos ao sol. Também tornou lei a proibição dos organizadores de eventos de moda contratarem modelos cujo Índice de Massa Corpórea (IMC) seja menor do que 18. 

Troca-troca 

Desde que entrou na política, há quase 11 anos, Paulo Roriz trocou de partido pelo menos três vezes. Elegeu-se pelo DEM, pulou para o PEN e, agora, está no PP, partido de Benedito Domingos. Recentemente, tornou-se evangélico e, em breve, será avô.

Fonte: Helena Mader, Kelly Almeida e Renato Alves - Correio Braziliense.

Caso Raad Massouh: Voto secreto tira mandato de Raad Massouh

 
O mandato do deputado distrital Raad Massouh (PPL) foi cassado na tarde desta quarta-feira (30) pela Câmara Legislativa do DF. Por 18 votos a favor, 2 abstenções e 3 contra, o parlamentar perdeu a cadeira de distrital e ficará inelegível. O resultado já era esperado nos bastidores da Casa. A votação foi secreta.

Raad Massouh foi investigado e hoje responde a processo na Justiça por suposto desvio de emendas parlamentares que seriam de um evento na cidade de Sobradinho, seu principal reduto eleitoral. A representação contra o distrital foi protocolada pela 'ONG Adote um Distrital' logo após a notícia do processo ter se tornada pública.

Com a perda de mandato do distrital suspeito, quem assume é o primeiro suplente da coligação que elegeu Raad: Paulo Roriz (PP), que há poucos dias ocupava o cargo de secretário de Estado de Desenvolvimento da Região Metropolitana.

Fonte: Edson Sombra

Pitiman deixa tucanato descontente


O candidato de si mesmo, deputado federal Luiz Pitiman (PSDB) mais uma vez tem desagradado a tucanos. Na militância tucana. O encontro com o presidenciável, Aécio Neves ocorrido nesta quinta-feira, 31, foi mais um desses atos desastrados . O deputado fez de tudo para puxar a sardinha para o seu lado e mostrar que é o candidato de Aécio ao Palácio do Buriti.

Traduzindo: quis ser o centro das atenções, o dono do pedaço. A postura atabalhoada de Pitiman tem ajudado a desunir o tucanato de Brasília. O tucanato de Brasília segue um furdunço só.

P.S – Um recado aos pretensos pré-candidatos ao Palácio do Buriti. Este blogueiro tem pensamento próprio e se baseia nos fatos. Ponto. Digo, aos nobres que os meus textos saem única e exclusivamente de minhas apurações. Essa história de pau-mandado que alguns pretensos pré-candidatos ao Buriti anda espalhando sobre a minha pessoa é pura lenda.

Digo mais: Esse espaço é democrático estou à disposição dos postulantes para qualquer tipo de esclarecimento. Nosso trabalho segue firme e forte.

Fonte: Blog do Odir Ribeiro.

Celina Leão pressiona Campanella, que explica, mas não convence


A deputada Celina Leão (PDT) participou da oitiva do diretor do DFTrans, Marco Antonio Campanella, na manhã desta quinta-feira (31) na Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle da Câmara Legislativa. O gestor teve que explicar a avalanche de denúncias e irregularidades que estariam  ocorrendo no DFTrans, autarquia responsável pelo transporte público do Distrito Federal. A oitiva durou mais de quatro horas e Campanella tratou a maioria das graves denuncias com naturalidade.

PASSAGENS - Celina Leão observou que a  Câmara não pode se furtar do seu principal  papel, que é fiscalizar, neste viés a parlamentar discorreu sobre a função do DFTrans em seu estatuto,  para esclarecer que encaminhar a qualquer concessionária um pedido de passagens aéreas foge completamente da função do órgão, que é justamente fiscalizar as empresas concessionárias .

A deputada fez questão de ler o que diz a lei sobre corrupção passiva: 

 O Código Penal, em seu artigo 317, define o crime de corrupção passiva como o de "solicitar ou receber, para si ou para outros, direta ou indiretamente, ainda que fora da função ou antes de assumi-la, mas em razão dela, vantagem indevida, ou aceitar promessa de tal vantagem." 

Em seguida perguntou se Campanella deu o consentimento para que o pedido de passagens aéreas para filiados de seu partido fosse feito. Em resposta Campanella admitiu  que não é função do DFTrans e que  estão “verificando se houve favorecimento do Grupo Amaral  à época do pedido”. Ainda acusou parlamentares de encaminharem a ele os pedidos que recebem de passagens e desqualificou Valmir Amaral. “O Estado está ausente e deficiente em resolver problemas, somos incitados a resolver esses problemas. O Amaral não tem moral para levantar dúvidas sobre mim”, disse. Campanella admite ter conhecimento dos pedidos  de passagem quando afirmou: “Tenho dito inclusive que não façam pedidos aos permissionários”.

PASSE ESTUDANTIL - Celina perguntou à Campanella sobre o aumento  no passe estudantil, de acordo com relatório do Tribunal de Contas o aumento é de quase 50% passou de R$ 38.759.197,50 para R$ 63.555.212,74 – Como resposta Campanella diz que o governo passou a subsidiar integramente o passe estudantil. “O GDF subsidiava uma parte e passou a subsidiar integramente as passagens dos estudantes e deficientes, para  garantimos a data base dos rodoviários, que só foi possível graças a decisão do governador”.

INTERVENÇÃO – Celina lembrou que na época da intervenção do Grupo Amaral já havia acontecido a licitação do transporte e perguntou a Campanella se houve abertura de  processo do DFTrans. “Fico assustada com essa intervenção, porque a licitação já tinha acontecido, garagens do grupo Amaral e linhas já estão sento usadas pelas novas empresas. Se o governo  tivesse segurado dois meses não precisaria de um investimento tão alto. Foi feito um estudo técnico ou foi uma decisão de governo?”, indagou a deputada.

Campanella confirmou que foi uma decisão de governo para evitar um prejuízo social  com a redução da frota de Amaral o que teria gerado um prejuízo social incalculável  com o atraso que a população pode ter tido em seus compromissos. “Acho que Deus é brasileiro e brasiliense, porque ninguém morreu nesses ônibus em três anos, é impressionante”, avaliou.

Campanella disse que foi feito um emergencial, mas que não houveram  interessados e questionado sobre a data do emergencial, não soube informar, mas Celina Leão solicitou o documento. 

LICITAÇÃO - A deputada perguntou  se o  DFTrans dispõem de equipe técnica graduada para  participação e elaboração de uma licitação. “Pergunto por que a licitação do Transporte está toda contaminada, com um advogado suspeito. O valor foi o mais alto, quatro casas decimais e isso causa grande instabilidade para nós e para os usuários do transporte público. O secretário de Transportes disse que o advogado Sacha Reck figurava como técnico, mas se o DFTrans tem técnicos o argumento enfraquece. O que percebo é uma  distancia da secretaria e do DFTrans.” Destacou Celina. “Tivemos ainda a vitória de duas empresas do mesmo grupo econômico, o de Nenê Constantino, para operar duas bacias e ainda ganhou a bilhetagem. Como o grupo Constantino pode operar como prestador de serviço e ao mesmo tempo se pagar? Isso é conflito de interesses como vai se auto fiscalizar?” questionou Celina.

Campanella disse que “a posição do DFTrans é a posição do governo, participamos com um técnico. A Licitação pelo número de ações derrubadas na justiça tem sustentação muito forte. A mesma família não constitui entre si o mesmo grupo econômico. A informação de que a Transdata  tem um sócio com o nome de Constantino chegou agora. Não tínhamos nenhuma condição de mudar a empresa,  isso iria gerar transtorno e tumulto e teríamos que fazer licitação” argumentou. Celina enfatizou que não é apenas um familiar de Constantino que figura na Transdata, mas vários.

Celina Leão criticou o DFTrans como órgão fiscalizador. “A lei permite tirar carros de circulação com mais de sete anos, mas vemos velharias rodando nas ruas da cidade, há ineficiência do DFTrans “, apontou. 

TARIFA - Celina observa que com a nova licitação houve um aumento de tarifa, que fica em 30 centavos. “O Brasil hoje briga por 20 centavos, qual será o impacto  desses 30 centavos nos cofres públicos?”.  Campanella disse que a “tarifa publica continua a mesma, mas a técnica aumentou é verdade. O governador manteve a tarifa pública e subsidiará a tarifa técnica”, disse. 

SALÁRIO DOS RODOVIÁRIOS – Celina revelou que a Auto Viação Marechal ganhou o maior trecho e a empresa paga salário 300 reais abaixo da média local. Quando  o governo acata uma proposta está acatando que o serviço vai ser prestado daquela forma.  Então o governo mais uma vez vai subsidiar? Campanella confirma, o que para Celina é um absurdo. ”Sim, o nosso corpo técnico está debruçado nunca trabalhamos tanto, estamos estudando a questão do impacto”. 

ÔNIBUS CLONADOS – Celina relata que esteve em Sobradinho para apurar uma denuncia e teve que chamar a policia. “Fui fazer uma fiscalização e ao parar três ônibus constatei que nenhum deles tinha o selo de vistoria do DFTrans,  só do Rio de Janeiro, mas, curiosamente, tinha o chip que é fornecido exclusivamente pelo  DFTrans. A tarifa estava adulterada e era maior, a população estava sendo lesada em 90 centavos. Quero   entender como um chip desses vai  parar dentro de um ônibus que é tido como clonado. Há uma quadrilha assaltando a população, qual é a posição do órgão diante desta denuncia?”. Campanella disse que abriu uma sindicância para apurar. “Tem que fazer o que a senhora fez que é denunciar”, simplificou.

Os titulares da Comissão de Fiscalização, Governança, Transparência e Controle foram os primeiros a ouvirem Campanella.

Ao final  Celina Leão enfatizou sua insatisfação. “Não fiquei convencida com a fala do Campanella, que não atinge o objetivo de esclarecer as questões levantadas”, criticou. 

Fonte: Assessoria da Deputada Distrital Celina Leão.

Atestado médico, a CLDF e o processo de cassação


Recebemos uma informação muito estranha. Apuramos que não é fantasia, mas sim uma manobra silenciosa. Um deputado distrital, que está na berlinda, em breve deve apresentar um atestado médico.

O documento pede para que o nobre parlamentar fique 120 dias afastado do trabalho por causa de sérios problemas de saúde. Com isso, seu processo de cassação poderia ficar parado. Verificamos que a informação não é um mero blefe.

Dizem que a doença não impediria do processo de cassação caminhar, mas é incerto. Preferimos não divulgar o nome do figurão, preferimos obter mais informações precisas.

Mas que a manobra está em andamento, isso podemos afirmar.

Fonte: Blog do Odir Ribeiro.

Campanella pode sair, mas PMDB vai continuar


O PMDB/DF está atento aos próximos passos do governador Agnelo Queiroz. Existe um forte rumor de que o diretor do DFtrans, Marco Antonio Campanella possa ser exonerado a qualquer momento.

Isso de acordo com as fontes palacianas que não param de ligar para esse blogueiro. Caciques do PMDB já avisaram que quem vai escolher o substituto é o secretário de Transportes José Walter Vasquez.

O PMDB manda avisar que no DFtrans petista não apita. Veremos se a caneta 'lenta' de Agnelo Queiroz vai funcionar ou se tudo não passe de um blefe. Deputado distrital querendo a cabeça de Campanella é o que não falta.

Fonte: Blog do Odir Ribeiro.

Com mais tempo 'Benedito Domingos'

benedito-domingosTambém respondendo a processo que pode levar à cassação, Benedito Domingos conta com mais tempo, embora já tenha sido condenado em decisão judicial majoritária. O atalho para apressar seu processo ocorreria caso a Comissão de Ética desse andamento a um processo que adormece por lá há meses, antes mesmo que a Mesa Diretora decidisse aguardar a manifestação do Tribunal de Justiça.
Para isso basta que o presidente da Comissão de Ética, doutor Michel, designe um relator. Não há sinais de que isso tenda a acontecer. Ao contrário do que ocorre com Raad, inexiste na Câmara quem esteja em busca do afastamento de Benedito.
 Esperar trânsito em julgado 

De sua parte, Benedito Domingos pretende convencer os colegas que, assim como esperaram por decisão judicial colegiada, devem aguardar agora o trâmite em julgado dessa decisão. Caso isso aconteça — não parece o mais provável, já que na deliberação sobre a espera a Câmara Diretora adotou texto igualzinho ao da Lei da Ficha Limpa — será necessário esperar o julgamento de, no mínimo, mais três recursos. 

Fonte: Jornal de Brasília – Coluna do Alto da Torre – Eduardo Brito / Postado por Sandro Gianelli.

De olho na aliança 'Geraldo Magela'


O Ministro da Educação, Aloísio Mercadante, foi encarregado pela presidente Dilma Rousseff para auxiliar o vice-presidente Michel Temer a fazer um levantamento completo dos votos do PMDB estado por estado para evitar surpresas na convenção.

O primeiro embate que a dupla Mercadante-Temer quer superar é impedir a convocação da convenção peemedebista para março, mantendo-a para junho. Por enquanto, Temer ainda não tem como prever se vencerá essa guerra interna.

A presidente Dilma quer saber de tudo. Há quem diga que Mercadante na verdade vai medir a temperatura da bancada peemedebista em relação ao vice-presidente Michel Temer e passar tudo em tempo real para a presidente.

Saída programada

A volta do atual Secretário de Habitação do Distrito Federal, Geraldo Magela, para o Congresso Nacional já tem data marcada. Corre a boca miúda nos corredores do Congresso que Magela é o favorito dentro da bancada do PT para substituir o líder José Guimarães no cargo a partir de fevereiro.

Existem outros três pretendentes, mas como 2014 é ano de eleições, o partido pode preferir um parlamentar do DF para ter mais tempo de comparecer à Câmara Federal durante mais dias da semana. Os outros candidatos terão que ficar mais tempo em seus estados por conta da busca pela reeleição.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Preparando o caminho 'Renan Calheiros'


Após agendar conversas com caciques peemedebistas que estão com problemas para afinar os palanques com o Partido dos Trabalhadores em 2014. A presidente Dilma Rousseff fez chegar aos ouvidos do presidente do Congresso, Renan Calheiros, que gostaria de apoiar sua candidatura ao Governo de Alagoas.

Só que Renan prefere lançar o filho Renanzinho, pois deseja disputar à reeleição à presidência do Senado, tudo que Dilma não quer ouvir falar: conviver com Renan mais dois anos, caso esteja na disputa e reeleita a partir de 2015.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.