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terça-feira, 9 de abril de 2013

Mensalão do PT: PF recebe pedido de abertura de inquérito contra Lula

Ex-presidente será investigado por denúncia de intermediar o repasse de 7 milhões de reais da Portugal Telecom ao PT no auge do mensalão 

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: nenhuma vergonha de sonegar explicações
A Polícia Federal recebeu na manhã desta segunda-feira pedido de abertura de inquérito para investigar a participação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no esquema do mensalão.

Na semana passada, o Ministério Público Federal solicitou que a PF apure as denúncias feitas pelo operador do mensalão, Marcos Valério de Souza, de que o ex-presidente intermediou um repasse de 7 milhões de reais feito ao PT por uma subsidiária da Portugal Telecom. Além de Lula, o ex-ministro Antonio Palocci Filho também é citado no caso.

As novas acusações contra Lula surgiram no ano passado, na fase final do julgamento do mensalão. Já condenado, o publicitário Marcos Valério resolveu contar ao menos parte do que sabe à Procuradoria Geral da República (PGR). Ele disse que o então presidente não só sabia da engrenagem criminosa como se envolveu diretamente na montagem do esquema.

A partir desses depoimentos, a PGR elaborou seis procedimentos de investigação. Como Lula não tem mais foro privilegiado, os casos foram encaminhados à Procuradoria da República no Distrito Federal, que ainda analisa se abrirá outros inquéritos. Uma das investigações está a cargo da Procuradoria Eleitoral do Distrito Federal, já que trata de uma acusação de caixa dois.

Portugal Telecom - O novo inquérito vai apurar a participação de Lula na intermediação de um empréstimo de 7 milhões de reais da Portugal Telecom para o PT. De acordo com depoimento prestado por Marcos Valério à Procuradoria Geral da República no ano passado, uma fornecedora da Portugal Telecom, sediada em Macau, repassou o dinheiro ao PT para quitar dívidas de campanha. Os recursos teriam entrado no país por meio das contas de publicitários que trabalharam para o partido.

Segundo a denúncia, Lula teria se reunido com Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, para negociar o repasse. A transação estaria ligada a uma viagem feita por Valério a Portugal em 2005. O episódio foi usado, no julgamento do mensalão, como uma prova da influência do publicitário em negociações financeiras envolvendo o PT. 

Segredos – Com a certeza de que iria para a cadeia, Marcos Valério começou a contar os segredos do mensalão em meados de setembro, como revelou VEJA. Em troca de seu silêncio, Valério disse que recebeu garantias do PT de que sua punição seria amena. Já sabendo que isso não se confirmaria no Supremo – que o condenou a mais de 40 anos por formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro – e, afirmando temer por sua vida, ele declarou a interlocutores que Lula "comandava tudo" e era "o chefe" do esquema.

Pouco depois, o operador financeiro do mensalão enviou, por meio de seus advogados, um fax ao STF declarando que estava disposto a contar tudo o que sabe. No início de novembro, nova reportagem de VEJA mostrou que o empresário depôs à Procuradoria Geral da República na tentativa de obter um acordo de delação premiada – um instrumento pelo qual o envolvido em um crime presta informações sobre ele, em troca de benefícios.

Fonte: Veja.com - Por Gabriel Castro

Raad vai responder por quebra de decoro


Depois de analisar as investigações da Polícia Civil e do Ministério Público do DF, o corregedor da Câmara Legislativa concluiu seu relatório e vai pedir a cassação do mandato de Raad Massouh (PPL); o parlamentar é acusado de desviar dinheiro público por meio de emendas ainda em 2009, utilizando a Administração de Sobradinho, que realizou festas sem licitação pública; pedido vai ser enviado para Comissão de Ética 


Juliane Sacerdote_Brasília 247 - O corregedor da Câmara Legislativa entregou nesta terça-feira 9, o seu relatório sobre as denúncias contra o deputado Raad Masshouh (PPL). Patrício (PT) concluiu que o distrital deve responder por quebra de decoro parlamentar pelas denúncias existentes contra ele na justiça.

O pedido de cassação de mandato segue agora para a Comissão de Ética da casa. Um dos integrantes vai ser escolhido relator e o parecer vai ser votado primeiro dentro do próprio colegiado. Caso haja consenso, o tema vai ser enviado ao plenário onde os demais parlamentares vão votar contra ou a favor do distrital.

Raah Massouh é acusado de se valer do cargo de deputado para repassar R$ 100 mil por meio de emenda parlamentar ao então administrador de Sobradinho. Carlos Augusto de Barros foi indicado pelo próprio Raad, e usou o dinheiro público para fazer festas, o que ocorreu sem licitação.

As denúncias vieram à tona em novembro do ano passado durante a Operação Mangona do Ministério Público do Distrito Federal e da Polícia Civil. Na época, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do parlamentar e também no gabinete dele, que ocupava o cargo de secretário de Micro e Pequena Empresa.

A assessoria do corregedor não quis adiantar detalhes do relatório, que vai ser divulgado na íntegra nesta quarta-feira 10.

Esfera criminal

No início do mês passado, o MP ajuizou ação contra o parlamentar no Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e o acusou de três crimes: peculato, lavagem de dinheiro e contratação ilegal.

A denúncia ainda é avaliada pela desembargadora Sandra de Santis. A abertura ou não de processo criminal depende da análise da corte, composta por 17 magistrados, já que o distrital tem foro privilegiado.

A assessoria do deputado Raad Massouh informou ao Brasília 247 que só vai se pronunciar quando tiver acesso ao teor completo do relatório.

Fonte: Brasília 247

Ribeiro: Voo Rasante em direção ao PSDB/DF

O tucano Raimundo Ribeiro está em pleno voo rasante para a presidência do PSDB/DF. Em encontro realizado ontem no Setor de Autarquias Sul, Ribeiro reuniu um número significativo de integrantes do colégio eleitoral que elegerá a nova executiva regional, no próximo dia 28.

O ponto alto do encontro foram os debates sobre o reposicionamento do partido no cenário político do Distrito Federal, oportunidade em que os presentes manifestaram de forma categórica a necessidade de mudança de postura do PSDB/DF em relação ao GDF.

Ao fim da reunião, Ribeiro contabilizou 96 assinaturas de irrestrito apoio a sua candidatura e de consentimento de inscrição na chapa que leva o nome “Resgatando Brasília”.

Fonte: Guardian Noticias - Por João Zisman

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Abadia e a alta plumagem

A volta da tucana de alta plumagem Maria de Lourdes Abadia ao cenário político tem movimentado a política local. O seu nome tem sido comentado pelos quarenta e cinco cantos da cidade e suscitado diversos debates em torno do seu futuro.

Abadia é muito querida no PSDB nacional e principal figura do partido na capital.  Um dos candidatos a presidir o tucanato local, Raimundo Ribeiro, disse que a ex-governadora tem potencial para ser uma das candidatas à sucessão de Agnelo Queiroz. “A Abadia é uma das estrelas do partido e tem que ser uma das figuras centrais para liderar a nossa legenda”, completou Ribeiro.

Fonte: Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Reforma que se esgota no troca-troca 'José Antônio Reguffe'



Vale o que não está escrito 

Para Reguffe, a legislação atual já contempla a possibilidade de mudar de partido, quando se justifica politicamente. São casos como o de incompatibilidade doutrinária, de perseguição política ou de fundação de novos partidos. Uma abertura indiscriminada, ainda que por período certo, levaria a uma situação esdrúxula. “Ainda que um ou outro troque de partido por uma questão de consciência, muitos mudarão por outros motivos”, diz o deputado, numa referência indireta ao adesismo, à busca de vantagens ou a compensações de qualquer natureza.

Quem pode, pode

Deve prevalecer o interesse já manifestado pelos grandes partidos. Reguffe revela: “o que eles mais querem é a proibição de coligações nas eleições proporcionais”. Vale lembrar, isso dificultaria o acesso dos partidos menores ao Legislativo. À parte essa proposta, deve ser aprovada a mudança da data de posse de prefeitos, governadores e presidente da República, que hoje ocorrem no incômodo 1º de janeiro. E há a possibilidade também de se unificarem as eleições, que passariam a se fazer de quatro em quatro anos. 

Propostas nem são discutidas 

Reguffe apresentou sete propostas à comissão da reforma política. Abrangem temas como acabar com a reeleição para cargos majoritários e limitação de uma recondução em cargos legislativos; voto distrital; fim do voto obrigatório; abertura para revogação de mandatos de eleitos que não cumpram seus compromissos e campanha e financiamento público de campanha, com possibilidades idênticas para todos os partidos. Pede que sejam votados ou, ao menos, que sejam discutidos. Até agora, foram solenemente ignorados. Como a maioria dos projetos levados à comissão.

Fonte: Eduardo Brito/Do Alto da Torre/Jornal de Brasília

Terminando o prazo 'Raad Massouh'



Na CLDF a semana gira em torno do parecer do corregedor da Casa, deputado Patrício (PT), ao processo contra o colega Raad Massouh (PPL), acusado de favorecimento em emendas parlamentares de sua autoria. A expectativa é que o relatório seja conhecido até sexta-feira (12). O desfecho é uma incógnita. No começo, a expectativa era de que Raad não teria vida fácil. 

Depois, as informações davam conta de que estava tudo certo para o arquivamento do caso. A designação da desembargadora Sandra de Santis como relatora do processo no Tribunal de Justiça do DF (TJDFT), pode alterar algumas peças do tabuleiro, levando o caso a outro desfecho. Nos corredores da CLDF muitos esperam pela entrega da pizza, mas há quem diga que a massa já queimou! 

Fonte: ONs e OFFs / Tiago Monteiro Tavares/ Jornal Alô

Maquiagem na Estrutural



Este blog tem uma sugestão para manter todas as cidades com o mato roçado e as coisas em seus devidos lugares: convidar o governador Agnelo Queiroz para fazer uma visita. A conclusão foi tirada neste final de semana.

A administradora da Estrutural, Maria do Socorro Torquato – mulher do presidente regional do PT e deputado federal, Roberto Policarpo -, decidiu deixar as vias por onde o governador passou neste sábado e os arredores da sede da administração limpinhos. Até os abrigos de uma das paradas de ônibus, que estavam há quase quatro meses fora do lugar, foram arrumados.

O descaso da administradora em relação à cidade foi destaque no jornal impresso Guardião Notícias.  Mas é nítido: Socorro só colocou a sujeira para debaixo do tapete. 

Fonte: Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Um Marcos Valério no Paraná?

Movimentação atípica de recursos leva o Tribunal de Contas da União a investigar uma pequena agência de publicidade paranaense 

O Tribunal de Contas da União (TCU) vai investigar um fenômeno de atração de verbas publicitárias federais para uma minúscula agência paranaense.

O volume de verbas e contas federais que essa agência está concentrando lembra em tudo o buraco negro cavado em torno do publicitário mineiro Marcos Valério. Deu no que deu. O TCU trabalha para evitar um novo desastre anunciado, com risco de repetição, no Paraná, do escândalo descoberto em Minas Gerais. 

Os paranaenses de alto coturno em Brasília, os ministros Paulo Bernardo (Comunicações) e Gleise Hoffmann (Casa Civil), nada têm a ver com o fenômeno do Valério de Curitiba. O santo do milagre é do Paraná, mas ocupa cargo de menor importância. É deputado federal. 

Fonte: Veja.com

Doação da Portugal Telecom ao PT é a ponta do iceberg que pode arruinar a trajetória política de Lula

Muito mais – A decisão do Ministério Público Federal de investigar a participação de Lula no escândalo do Mensalão do PT não poderia ser diferente. Durante as investigações do maior escândalo de corrupção da história nacional, sobraram provas apontando a participação da cúpula do Palácio do Planalto no esquema criminoso que teve a compra de parlamentares como desculpa. 

Entre as muitas tarefas, a Polícia Federal terá de investigar o envolvimento de Lula em uma negociação com o português Miguel Horta, então presidente da Portugal Telecom, repasses financeiros ilegais ao Partido dos Trabalhadores. O encontro de Horta com Lula e Antonio Palocci Filho, no Palácio do Planalto, foi precedido por algumas viagens de integrantes do governo federal a Lisboa, onde as bases da doação foram acertadas. Na ocasião, o ucho.info divulgou vídeo em que representantes do governo do PT chegavam a uma reunião em hotel da capital portuguesa. 

No caso do Mensalão do PT há inúmeros escândalos que foram abafados no vácuo de acertos de bastidores. A doação da Portugal Telecom de R$ 7 milhões ao PT, que vem sendo negada, é a ponta de um assustador iceberg da corrupção. Não se pode esquecer o caso das camisetas produzidas por uma das empresas do então vice-presidente José Alencar para campanhas petistas. O pagamento da suposta encomenda, que ninguém conferiu in loco, foi alvo de suspeição na CPI dos Correios, mas logo caiu na vala do esquecimento. 

O escárnio maior está muito longe dos assuntos tratados até agora pela Procuradoria-Geral da República e pelo Supremo Tribunal Federal, como já noticiamos. O esquema do Mensalão do PT serviu para repatriar parte do dinheiro da propina arrecadada em Santo André durante a gestão de Celso Daniel, assassinado de forma covarde e brutal porque discordou da destinação dada pela cúpula petista aos valores extorquidos de empresários da cidade do ABC paulista. A partir de então, o dinheiro passou a ser enviado para contas bancárias no exterior, as quais foram movimentadas algumas vezes depois do assassinato de Celso Daniel. Isso explica os empréstimos fictícios concedidos pelos bancos que operaram no Mensalão do PT. 

A epopeia torna-se maior e mais trágica quando chega-se à contabilidade das empresas de publicidade de Marcos Valério, delator de Lula. As agências de Valério produziram campanhas publicitárias para determinadas empresas cujos donos tinham interesse em se aproximar dos palacianos. Superfaturadas, as campanhas permitiam que a diferença do valor cobrado fosse para as contas bancárias que alimentaram o Mensalão do PT. 

Se a Polícia Federal não sofrer qualquer tipo de interferência ou pressão, o que é quase impossível, muitos novos escândalos virão à tona e a chance de Lula ter suas digitais identificadas no escândalo são enormes. 

Fonte: Ucho.Info

domingo, 7 de abril de 2013

“Cumpanheiro”

Muito amigo do ex-governador José Roberto Arruda, o empresário Márcio Machado, desde que assumiu o comando do PSDB no Distrito Federal, conseguiu a incrível façanha de praticamente acabar com o partido, que chegou a ter dois deputados distritais e atualmente não possui nenhum representante no legislativo local. 

Aliás, circula entre os políticos da cidade  a seguinte piada: Petistas de carteirinha são fãs do tucano Márcio Machado.

Até parece que é “cumpanheiro”  porque não faz oposição. 

Se fosse o contrário…

Fonte: 

Pow!

Segundo uma fonte de calibre grosso, o deputado Raad Massouh já deve começar a fazer as contas dos votos no Conselho de Ética.

Pelo jeito, o relatório do Corregedor vem carregado de pólvora.

Fonte: Guardian Notícias

Clareando 2014: O nordestino lampião e a lanterna paulista.


O presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire está vivendo intensamente um conchavo político que pode resgatar o partido e tira-lo do ostracismo.

O velho comunista está convencendo Eduardo Campos (PSB/PE) a convidar José Serra (PSDB/PE) para vice nas eleições presidenciais de 2014, era tudo que o galego de olhos azuis e presidente do PSB gostaria para enfrentar a presidente Dilma.

Serra tem o apoio incondicional da classe empresarial e Eduardo Campos lidera no eleitorado nordestino, pelo visto, o ex-presidente Lula e Dilma terão dor de cabeça e estão torcendo para Aécio sair mesmo candidato, rachando o eleitorado da oposição. 

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

O governador de Brasília e os remédios para tensão.



As denúncias do soldado com poder de general, João Dias Ferreira, estão mexendo com a saúde do governador de Brasília, Agnelo Queiroz.

Há quem diga que o governador está ficando hipocondríaco. A cada investida do soldado, cresce o estoque do remédio Imosec no Palácio do Buriti.

Agnelo e João Dias têm relações com segredo até de alcova.

O desgaste na amizade provocou a ira do militar. João Dias, como lutador de artes marciais, está pronto desferir o golpe que pode ser fatal.

Enquanto isso nas redes sociais, o movimento de prós e contras é grande. Quem pode ganhar com isso é o povo brasiliense.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

O constrangimento do mensaleiro 'José Genuino'


O deputado federal e mensaleiro, José Genuino (PT/SP) sofreu um constrangimento em um bar na capital federal, o deputado que estava acompanhado de sua filha foi obrigado a assistir o noticiário que falava da condenação de mensaleiros pelo Superior Tribunal Federal (STF).

A matéria foi exibida na televisão a dois passos da mesa ocupada pelo parlamentar, Genuino, olhou para o lado e observou que os ocupantes das mesas ao redor estavam com os olhos atentos na notícia.

Constrangido, o parlamentar pagou a conta e deixou o bar, sendo acompanhado pela filha.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

Na Varanda: Raad Massouh, o cumprimento da lei e Sidney Patrício

É estranho, muito estranho, o clima de inquietação vivido nos últimos dias na Câmara Legislativa

A cassação de Raad Massouh é um assunto tratado com muita desconfiança e sempre distante de jornalistas. A postura de isolamento adotada pelo deputado Patrício desde o dia em que teve acesso ao processo 0014790-37.2011.807.0000 que investiga a suposta malversação de recursos oriundos de uma emenda parlamentar de autoria do deputado Raad Massouh, tem deixado alguns parlamentares de orelha em pé.

“Patrício sumiu”, denunciam alguns.

Aos poucos que conseguiram acesso ao corregedor da Câmara Legislativa durante esses dias de sumiço, uma frase a ele atribuída tem deixado alguns de seus colegas preocupados, perguntado sobre o processo de Raad, responde curto e grosso, "Irei cumprir o que manda  a lei".

As expectativas dos cidadãos que acompanham o caso Raad são as de que a Câmara Legislativa dê exemplo de inclemência aos malfeitos, que devem ser punidos com rapidez e firmeza mesmo. Já pessoas próximas ao investigado e até alguns de seus assessores alardeiam em Sobradinho sua base eleitoral que,  “já está tudo acertado, o relatório da corregedoria será apresentado rejeitando a acusação de quebra de decoro, não tem como comprovar nada contra nosso deputado".

Raad afirma aos quatro cantos que está tranquilo e que inclusive, “foi inocentado da busca e apreensão“ (sic)

O assunto é delicado.

A preocupação de alguns parlamentares com o resultado do caso Raad justifica-se pelo fato de que muitos deles estão sendo investigados, e um desfecho negativo para o colega do PPL poderá indicar que poderão amargar o mesmo destino.

Vale lembrar que o julgamento na Câmara Legislativa é político e independente do resultado do julgamento no judiciário.

Fontes ouvidas pelo blog afirmam que o conteúdo das investigações realizadas pelo Ministério Público e Polícia Civil do Distrito Federal, levou ao "indiciamento" e a consequente abertura do processo no Conselho Especial do TJDFT (Raad tem foro privilegiado). Os que conhecem o teor da investigação, afirmam que o trabalho minucioso desenvolvido no inquérito levará à condenação de todos os envolvidos, e adiantam, “as provas coletadas são consistentes, não há como eles escaparem".

Já no âmbito político, a incerteza predomina quanto ao destino do parlamentar investigado.

Na condição de magistrado, Sidney Patrício corregedor da casa, decidirá não só o futuro político do ex-secretário de micro e pequenas empresas do GDF, dará aos pares a previsão de como poderá ser o resultado das futuras representações que tenham como fundamento as demais investigações. Para a população, o veredito de Patrício decidirá quem sabe, a sua reeleição.

Portanto, a missão de Patrício não é difícil, é só como ele mesmo diz, cumprir o que manda a lei.

Fonte: Edson Sombra

Na Varanda de domingo: Roriz na Catedral e ela não foi, por quê?

 A pergunta sem resposta ecoa durante vários dias em todo Distrito Federal e poderá ser respondida amanhã

Nos últimos dias o mundo político se mexe frivolamente, uns alegres, outros preocupados com o que resultará do tão propalado encontro ocorrido entre o vice-governador do DF com o ex-governador Joaquim Roriz, alguns políticos até já se lançam como os responsáveis pelo fato de juntos terem aparecido em público.

Mas todos se negam a comentar sobre a ausência daquela mulher aparentemente frágil, pequena na estatura, gigante quando se trata de defender a família, eterna apaixonada pelo marido que tem há exatos 53 anos, diga-se de passagem o único, coisa difícil nos tempos atuais, quando casa-se e separa-se, troca-se de marido e de mulher como se troca de marca de refrigerantes. Detentora de uma coragem que faz inveja a muitos, que como dizem os mais velhos, vestem calças e se dizem homens.

Pelo marido foi capaz de ir até ao mais árduo sacrifício pessoal e político, ao se deixar lançar candidata ao governo do DF, enfrentando Agnelo Queiroz que tinha na sua chapa o atual vice-governador.

Os que conhecem bem a família Roriz sabem da religiosidade que une o casal Weslian e Joaquim. De temperamento forte e coragem incomensurável, Dona Weslian não acompanhou Joaquim, é assim que ela trata o ex-governador.

Pois bem, as pessoas que privam da intimidade do casal dizem que a ausência dela é um sinalizador de sua “boa vontade” para o encontro.

Já outros riem dos que creem na possibilidade de Roriz apoiar o vice-governador com as bênçãos de Weslian em uma possível candidatura majoritária ao Palácio do Buriti, se dependesse só de Roriz seria até possível.

A ausência da matriarca da família Roriz na catedral de Brasília naquela manha de sábado não foi um fato rotineiro na vida do casal, foi uma reação, um gesto calculado e proposital da esposa que não esqueceu de ter visto o marido ser compelido a se retirar de um partido político com o apoio do algoz que foi projetado, gestado, apoiado e lançado na vida política da cidade às custas de seu maior patrimônio - a família Roriz.

Comenta-se a boca miúda no mundo político que amanhã as duas principais figuras daquele episódio voltam a se encontrar.  Será que dessa vez Dona Weslian se fará presente?

Aí quem sabe compreenderemos o motivo de sua ausência, naquele sábado na casa comandada por Francisco.
 
Fonte: Edson Sombra / Colaboradores.

Judiciário: Relatora


A desembargadora Sandra de Santis foi designada relatora da denúncia da procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Amorim Carvalhido, contra o deputado Raad Massouh (PPL) no Tribunal de Justiça do DF pelos crimes de peculato e lavagem de dinheiro.

A magistrada, que é casada com o ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF), vai abrir prazo para defesa prévia do distrital.

Fonte: Correio Braziliense - Coluna Eixo Capital - Por Ana Maria Campos e Lilian Tahan

Verdades e mentiras da política do DF


1 – Uma pesquisa que está circulando entre alguns políticos mostra resultados interessantes nas inúmeras simulações. A simulação que tivemos acesso mostra o ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) aparecendo com 28% numa possível corrida ao Palácio do Buriti. Em segundo lugar está o senador Rodrigo Rollemberg (PSB) com 26%.  A novidade é a distrital Eliana Pedrosa (PSD) aparecendo na terceira colocação com 19% de aprovação. Em quarto lugar aparece o governador e candidato à reeleição Agnelo Queiroz com 10%. Alguns governistas dizem que os números estão errados, mas não apresentaram números diferentes.

2 – Os ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda (ambos sem partido) tem hoje algo em torno de 57% das intenções de voto no Distrito Federal. É o que revela uma pesquisa feita por um dos partidos do DF.

3 – Já uma pesquisa de consumo interno do GDF revelou que a administração regional melhor avaliada pela população é a de Samambaia.

4 – No outro extremo, na última posição, está a da Cidade Estrutural, administrada por Maria do Socorro Torquato Fagundes. Ela é uma indicação do PT.

5 – Aliás, muito bem indicada. Maria do Socorro é esposa do atual presidente regional do PT, deputado federal Roberto Policarpo.

6 – Ex-campeão nas avaliações, com média de 90% de aprovação popular, João Hermeto (PMDB), da Candangolândia, teria perdido cerca de 25% de sua aprovação.

7 – A ex-senadora Marina Silva promove hoje, a partir das 20 horas, no Restaurante Xique Xique, um jantar com filiados e simpatizantes da Rede, o seu partido. Devem aparecer por lá Joe Valle, Reguffe e outros parlamentares do DF.

8 – O jornalista e blogueiro Edson Sombra escreveu um artigo dando um verdadeiro “corretivo” no PM João Dias, que não se cansa de fazer denúncias.

9 – Um político peso pesado da cidade – prefere não revelar o nome – diz com todas as leras que se o vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) decidisse sair candidato ao GDF nas eleições de 2014 teria total apoio dos partidos chamados “de oposição”.

10 – O coronel Leão será candidato a deputado distrital pelo PR em 2014. Terá apoio do seu chefe Agnelo Queiroz.

11 – Para desespero do neófito em política Raimundo Ribeiro, o engenheiro Jaime Alarcão poderá ser aclamado como presidente do PSDB/DF. Caso tudo aconteça conforme o script, será uma vitória do atual presidente Márcio Machado.

12 – Marqueteiro do PT e da campanha de Dilma Rousseff ao Planalto, o publicitário João Santana poderá ser incorporado ao staff do governador Agnelo Queiroz. Ele faria a campanha à reeleição, mas já começaria a trabalhar agora dando uma nova diretriz na publicidade do GDF. As conversas estariam bem adiantadas.


13 – Aniversariante do dia, Gim Argello (PTB), chamado pelos adversários de “o senador sem voto”, já estaria montando um competente staff para disputar o Buriti nas eleições de 2014. Há quem diga que ainda estaria fazendo pressões para ser o candidato ao Senado na chapa do governador Agnelo Queiroz, o que não está nada fácil.

14 – São cada vez mais fortes os boatos de que o deputado federal licenciado e secretário de Habitação, Geraldo Magela, será o candidato ao Senado na chapa de Agnelo. Fala-se até num suposto compromisso de dar-lhe a vaga.

 15 – Deputados distritais avaliam como muito grave a situação do deputado Raad Massouh (PPL), que pode ter seu mandato cassado por suposto envolvimento em irregularidades. A impressão é que sua única esperança será reverter a situação no Plenário. Na Corregedoria e no Conselho de Ética, ele já teria jogado a tolha.

16 – De tão firme na condução de uma oitiva com o secretário de Educação, Denilson Bento, a presidente da Comissão de Educação da Câmara Legislativa, Liliane Roriz (PSD), acabou merecendo um elogio da líder de Governo, Arlete Sampaio (PT). “A senhora tá que tá”, brincou a petista.

17 – Alguns integrantes do movimento evangélico nacional têm procurado pessoas próximas ao governador Agnelo Queiroz (PT) para que ele tente segurar a “fúria” da deputada federal Érika Kokay (PT) na atuação do caso Marco Feliciano (PSC/SP). Para a frustração dos religiosos, a turma petista logo responde: “Melhor pedir algo mais fácil porque ela está soltinha, soltinha”.

18 – Aliás, os caciques do PSC podem não assumir, mas estão felizes da vida com a superexposição da polêmica envolvendo o pastor-deputado na presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Só não se sabe o que pensa o PSC local.

19 – O adiamento da escolha do novo conselheiro do Tribunal de Contas do DF reacendeu a esperança do vice-presidente da Câmara Legislativa, Agaciel Maia (PTC), para assumir de vez a presidência da Casa. É que a cadeira poderia ser ocupada pelo atual presidente da CLDF, Wasny de Roure (PT), que não vê a hora de pendurar as chuteiras da política local;

20 – Por sinal, Agaciel Maia não esconde a satisfação de ter presidido as sessões deliberativas da Casa enquanto o presidente Wasny de Roure fazia uma visita oficial à Suécia.


21 – Está na hora do GDF resolver de vez a situação das escadas rolantes da rodoviária do Plano Piloto. Funcionários dizem que todos os dias têm uma ou duas estragadas. Seria o caso de montar um plantão diário de manutenção no local.

22 – Outra providência urgente que o GDF precisa tomar é em relação às passagens subterrâneas da Asa Norte.

23 – Depois de o governador Agnelo Queiroz ter fechado um acordo com os professores da rede pública, um governista disparou: “O acordo com os professores é o primeiro passo para a reeleição do governador”.

Fonte: Estação da Notícia - Por Carlos Honorato

Tadeu Filippelli pode ser elo perdido das oposições

A atividade política é fascinante e, ao mesmo tempo, uma profissão de risco sujeita a todo tipo de turbulência, principalmente para quem pretende conquistar um cargo majoritário como o de governador, senador ou presidente da República.
 
Ao antecipar o debate política da disputa pela cadeira do Palácio do Buriti, Agnelo Queiroz (PT) colocou sobre sua cabeça um pêndulo que a cada movimento se aproxima do golpe fatal. Quando buscou cooptar todos os partidos, o mestre da militância político-sindical se esqueceu de algo singular a um governante: não se negocia com todos, tem que manter um mínimo de oposição para equilibar o jogo.

É uma questão de lógica. Se você traz todos para o mesmo barco, aumenta a conspiração para tomar o leme do comandante. Isso é inerente à política. Outro grande erro de Agnelo foi ter menosprezado, ou ter apenas deixado na zona de conforto o seu principal aliado, o vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB).

O homem que tem os ventos do Congresso a seu favor - presidências do Senado e da Câmara Federal – além, claro do vice-presidente da República, Michel Temer. Outro erro crucial foi imaginar que o poder de governador poderia condicionar o futuro dos adversários José Roberto Arruda (sem partido), Joaquim Roriz (PSC) e Paulo Octávio (DEM). Este trio, indiretamente, sem mover uma palha, estimulou a dissidência de dois importantes senadores, que perceberam a fragilidade do barco para fazer a travessia do passado para o futuro.

O barco do doutor Agnelo ainda era o mesmo dos anos 1990 movido por vento e não por propulsão nuclear ou mesmo a diesel. Ao adotar esta estratégia, perdeu parte do flanco esquerdo e menosprezou a força de articulação chamada Tadeu Filippelli.

Sem um projeto de gestão identificado com os ares moderno de Brasília e sem a força de articulação de Filippelli, não deu outra: Arruda, Roriz, Paulo Octávio, Fraga e Eliana Pedrosa começaram a manter conversas para juntar os cacos. Não adianta Agnelo menosprezar estes movimentos dizendo que Roriz e Arruda nunca serão candidatos. Ele tem razão em 90%, mas os dois ex-governadores não morreram politicamente. Pesquisas apontam eles com um bom capital político, próximo de 60% dos votos válidos. Portanto, se eles se juntarem, adeus Agnelo no Buriti em 2015.

A outra tese, de que a a vaidade e arrogância dos dois impedem a união das oposições, pode cair por terra. Embora ninguém admita, o nome de Filippelli pode ser o elo que falta nesta corrente para sepultar de vez os planos do PT em reeleger Agnelo. Nem precisa ser bom de matemática para se chegar a uma conclusão. Esquer­da dividida com o bloco PDT,PSB,PPS e outras siglas me­nores de um lado e do outro, PSDB, PSC, DEM, PTB, PSD e PMDB do outro, quem segura o doutor Agnelo na cadeira?

Pode parcer impossível, mas é bom lembrar que estes senhores já caminharam juntos outras vezes. O que falta a eles agora é calçar a sandália da humildade, como diria o falecido Clodovil. Enquanto eles confabulam, o monge beneditino Tadeu Filippelli mantém seu voto de silêncio, recolhido no mosteiro da incógnita. Ele sabe que seu silêncio vale uma fortuna de R$ 40 milhões, valor estimado por um publicitário do custo da campanha no Distrito Federal. Se as oposições se unirem, cai pela metade este valor e o nome para unir esta turma chama-se Tadeu Filippelli, o monge esquecido por Agnelo.

Um lembrete aos blogueiros de plantão: Filippelli não vai mover um músculo da face para denotar inquietação ou angústia. Os movimentos que ele tinha para fazer já foram revelados. Agora, ele só observa o rumo dos ventos sabendo que se vier tempestade, será a favor de seu projeto político. O único entrave que ele tinha era com a família Roriz. Esta barreira, pelo menos nesta quadra de tempo, foi removida.

Fonte: Jornal Opção - Por Wilson Silvestre

Administrações: Buriti já sabe de quem puxar as orelhas

Está prontinha, no Buriti, uma avaliação extremamente priorizada das administrações regionais do Distrito Federal. Soma dois tipos de dados. Há informações objetivas, como as obras em curso, o seu andamento, o número e o peso das que foram concluídas, os investimentos feitos, o número de pessoas beneficiadas. E há também pesquisas de opinião, feitas com moradores de todas elas, sobre o desempenho de seu administrador. Os dados foram tabulados não só por administração, mas também pelas regiões de cada uma delas. 

Administradores mal na foto 

Já houve um exame prévio de todo esse banco de dados, que está devidamente tabulado. Conclusão: na média, os administradores estão mal na foto. Proporção elevada deles luta com índices de reprovação muito mais elevados que os de aprovação. Também se constatou que a avaliação da administração regional costuma superar a dos administradores.

Tem quem se saia bem 

Saíram-se bem na avaliação os administradores do Cruzeiro, Antônio Sabino, com 83% de aprovação, e de Brazlândia, Bolívar Rocha, com 75%. Não por acaso, são regiões que receberam apoio para investimentos, especialmente Brazlândia. Bolívar Rocha foi secretário particular do governador Agnelo Queiroz. Teve 0% de rejeição. Também está bem João Hermeto, da Candangolândia, com 62,5% de aprovação.

Maioria fica abaixo dos 50% 

Grande parte dos demais recebeu índices positivos abaixo dos 50%. José Risomar, de Samambaia, por exemplo, ficou no limite, com 47% de aprovação. Mas sua rejeição é menor. 

Nota baixa nas áreas 

É nas cidades mais pobres do Distrito Federal que as notas baixas predominam. Em Itapoã, 67% dos moradores ouvidos desaprovam a administração. Na Estrutural, a aprovação fica em 16%. Nem sempre, porém, é possível se basear apenas na rejeição e aprovação. Ainda na Estrutural, a desaprovação é de 33%, mas metade dos entrevistados não sabe responder. O Sudoeste está entre as administrações com menor índice de aprovação, apenas 10%. Mas quase 70% dos entrevistados afirmam que sequer têm dados que permitam fazer uma avaliação. 

Divididas ao meio 

Há ainda as cidades divididas, quase sempre em função das obras em andamento. Assim, nas QNR de Ceilândia o índice de aprovação da administração chega a 92%. Já no Sol Nascente, cai para 27%. Em Santa Maria o racha é ainda mais radical. Na região Sul a aprovação é altíssima. No Norte, quem sobe é a rejeição. 

Fonte: Jornal de Brasília - Do Alto da Torre - Por Eduardo Brito

Caixa de Pandora: Brunelli de volta às orações

Depois de perder o mandato e o cargo de pastor, o ex-distrital retomou o trabalho em uma igreja na periferia da capital paulista. Envolvido no escândalo da Caixa de Pandora, ele é acusado de participar de esquema de desvio de emendas

Em setembro do ano passado, Júnior Brunelli começou o movimento para voltar à Catedral da Benção
Protagonista da oração da propina em 2009, Júnior Brunelli foi obrigado a renunciar ao mandato de distrital para se livrar do processo de cassação. Dois anos depois, já ex-deputado tornou-se pivô de uma operação policial que apura desvios milionários de emendas parlamentares. Foi preso por 10 dias para não interferir nas investigações. Em função das denúncias, acabou afastado da atividade de pastor da igreja comandada pelo pai, Doriel de Oliveira. Menos de um ano depois, Brunelli recomeçou. Sem barba, uns quilos a mais e o mesmo modus operandi que o levou do poder à prisão. Voltou a pastorear. Só que agora em um subúrbio de São Paulo.

Brunelli foi reconduzido ao cargo de pastor da Catedral da Benção e, desde novembro, lidera cultos em uma unidade da igreja que fica na Rua Demerval Lobão 184, Vila Ré, no Bairro Artur Alvim, Zona Leste de São Paulo, uma das regiões mais pobres da metrópole. Brunelli dá expediente de terça a domingo, dia em que o culto começa às 18h e dura cerca de duas horas. À frente do templo, o ex-deputado coordena estudos bíblicos, campanhas de oração, sessões de cura e de libertação.

O recomeço em São Paulo, a mais de mil quilômetros de Brasília, foi estratégico. Depois da prisão, em maio do ano passado, Brunelli ficou com a imagem muito desgastada. Pouco tempo antes, ele havia atravessado o escândalo da Caixa de Pandora, quando se tornou personagem principal da oração da propina (Leia abaixo Memória), ocasião em que pediu pela saúde de Durval Barbosa, réu confesso e delator do esquema de corrupção envolvendo políticos, empresários e gestores públicos denunciado em 2009. O episódio lhe rendeu o afastamento político. Mas não da igreja. Ele permaneceu pastor e no controle da congregação fundada pelo pai, que, no Distrito Federal, tem sede em Taguatinga.
 
Fundador da igreja, o pai dele, Doriel de Oliveira (C), articulou a ação
 
Mas a situação de Brunelli ficou insustentável em junho de 2012, depois de ele passar 10 dias na prisão, acusado pela Divisão de Combate ao Crime Organizado da Polícia Civil de lavagem de dinheiro, peculato, uso de documento falso e formação de quadrilha. Os crimes teriam acontecido em 2009, quando ele estava no segundo mandato de distrital. Os policiais investigam indícios de que Brunelli era o mentor de um esquema de desvio de emendas parlamentares destinadas à Associação de Assistência Social Monte das Oliveiras (AMO), comandada por familiares dele. O inquérito usou como base o ano de 2009, quando desconfia-se de que R$ 1,7 milhão tenha sido desviado. Mas o rombo, segundo os próprios investigadores, pode ultrapassar os R$ 3,6 milhões.

Com a pressão das denúncias, Brunelli acabou perdendo o cargo de pastor. A decisão partiu de integrantes do chamado Supremo Concílio, instância que também o defenestrou da condição de diretor administrativo da congregação. Na ocasião, os dirigentes da igreja tinham proposto que Doriel, pai de Brunelli e fundador da Catedral da Benção — antes Casa da Benção — fizesse uma carta formalizando o afastamento. Mas Doriel resistiu e a definição ficou a cargo do Concílio, formado por pastores.

À frente de um império da fé, a congregação reúne 2 mil igrejas em dezenas de cidades brasileiras, Doriel esperou a poeira baixar e, em meados de setembro do ano passado, reconduziu o filho à condição de pastor. A voz que mais pesou para a recolocação de Brunelli na vitrine da igreja que já tem sede nos Estados Unidos, na Argentina, no Chile, na Costa do Marfim, na Inglaterra, na Suíça e até no Japão foi Ruth Brunelli, mãe do ex-distrital. Com o discurso de que foi vítima de uma armação, a família Brunelli tenta um recomeço para o ex-distrital, ovelha a ovelha.
 
Família na mira da polícia 

Brunelli deu o primeiro passo para retornar à condição de pastor quando se mudou para São Paulo. Ao deixar Brasília, passou um período em Sorocaba, onde ficou hospedado na casa do missionário Sérgio Affonso, um dos principais dirigentes da Catedral da Benção. Formado em direito, o ex-distrital chegou a tentar emprego como professor, mas as lições de que se tem notícia são de cunho religioso, na sede da igreja que ele arrumou para pregar, no subúrbio de São Paulo.

Mas enquanto Brunelli exalta a sua inocência na capital paulista, os policiais em Brasília seguem com a investigação que já reúne 10 volumes, detalhada em 1,6 mil páginas. A cargo da Divisão de Combate ao Crime Organizado (Deco), o inquérito referente à Operação Hofini reúne o relato de, pelo menos, 20 testemunhas, muitas delas ligadas à Catedral da Benção. Entre as evidências reveladas em depoimentos, a de que muitas notas usadas para justificar despesas em eventos realizados pela igreja de Brunelli e de Doriel eram falsas.

Diretor da Deco e responsável pelo inquérito que investiga o ex-deputado, o delegado Henry Peres afirma que as investigações avançam. “Trata-se de um esquema muito bem engendrado, mas que deixou rastros, e, a partir dos elementos como as quebras de sigilo, documentos obtidos na operação e depoimentos, nós estamos descobrindo e levantando provas sólidas sobre o esquema”, disse Henry.

Na tarde de ontem, a Deco deu entrada na 1ª Vara Criminal de Taguatinga com pedido de quebra dos sigilos fiscal e bancário do pastor Doriel de Oliveira, da igreja Catedral da Benção e de empresas que surgiram a partir das apurações policiais. (LT e AP) 

Memória Vídeo da propina

Brunelli sempre misturou religião e poder, e foi nesse caminho que seu reinado desmoronou. Em 2009, quando veio a público o vídeo em que ele pedia proteção divina a Durval Barbosa, um dos operadores e o delator da Caixa de Pandora, Brunelli atingiu o ápice na desastrosa carreira política que percorreu. Ficou nacionalmente conhecido e tornou emblemática a oração da propina, conduzida por ele para acalentar Durval, que estaria “passando por momentos difíceis”, segundo nota do site do ex-distrital à época.

Natural de São Paulo, o filho adotivo dos missionários Doriel e Ruth, líderes da Catedral da Benção, sonhava mais alto, almejava o Senado. O voo, porém, acabou interrompido precocemente pelas imagens bombásticas da videoteca de Barbosa. Em outra gravação, ele figurava recebendo, das mãos do delator, maços de dinheiro, hoje reclamados pelo Ministério Público do Distrito Federal (MPDFT).

Ciente de que seria cassado pelos colegas parlamentares por causa do constrangimento causado ao Poder Legislativo, em 2009, Brunelli renunciou ao mandato iniciado em 2006, quando foi o candidato mais votado do antigo PFL, atual DEM, com 23.734 votos. Viveu no limbo até o ano passado, até ser preso na Operação Hofini, da Polícia Civil, por suspeitas de desvio de emendas parlamentares destinadas a projetos sociais da Secretaria de Desenvolvimento Social e Transferência de Renda (Sedest).

Enquanto esteve preso por 10 dias, Brunelli foi afastado de suas atribuições de pastor na Catedral da Benção, e também viu a abertura de um processo disciplinar capitaneado pela seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/DF) contra ele, que é advogado. Liberado da prisão, Brunelli articulou sua volta à igreja sem causar alarde. Mesmo depois de ser readmitido, muitos dirigentes nem sequer sabiam de seu retorno. Hoje, está à direita do pai, em sede na periferia de São Paulo.

Fonte: Correio Braziliense - Por Lilian Tahan Arthuer Paganini

Copa 2014: Nem Lula salva abertura da Copa em São Paulo


Fontes da Federação Paulista de Futebol jogaram a toalha no estádio do Corinthians, time de Lula, que deveria abrir a Copa de 2014: o governador tucano Geraldo Alckmin não vai bancar os R$ 600 milhões para terminar a obrar, que vai parar por falta de dinheiro.

Com a prefeitura paulistana impedida por lei de ajudar investimento privado, a Copa deverá ser aberta em Brasília no Estádio Nacional Mané Garrincha, quase pronto.

Fonte: Cláudio Humberto