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domingo, 3 de fevereiro de 2013

Eleições 2014 no DF: Tambores da oposição não assustam Agnelo Queiroz

Governador Agnelo Queiroz: caminho mais fácil com fragilidade dos adversários

O governador Agnelo Queiroz (PT) é um político calejado nos embates eleitorais e carrega na bagagem um arsenal de argumentos que o coloca como favorito na disputa de 2014. Ele ainda tem pela frente um ano e meio para trilhar e, nesta jornada, alguns trunfos de obras que pode abafar os tambores da oposição.

O grupo que apoia Agnelo, além do PT, já percebeu e estimula candidaturas avulsas. Eles sabem que, quanto mais divididos estiverem os opositores, cada um se julgando melhor do que o outro, Agnelo surfa tranquilo pegando ondas de inaugurações, como o VLT, novas unidades de saúde, novas escolas e um sem número de pequenas e médias obras de infraestrutura nas cidades administrativas. “Temos, a partir deste ano, inúmeras obras para inaugurar e o governador já determinou aos secretários que estão à frente destes projetos, empenho e dedicação 24 horas”, comenta um aliado do governador.

De fato. Enquanto Eliana Pedrosa (PSD) briga com o presidente de seu partido, Rogério Rosso, discutindo o sexo dos anjos, se o PSD vai ou não apoiar Agnelo, o foco de oposição propositiva vai caindo ao descrédito. Ou seja, o principal interessado no assunto – o povo -, desencanta e sai em busca de outro discurso. Ninguém tolera quem busca o poder pelo poder, sem ter um projeto que dê sustentação a uma bandeira de mudanças de fato. Até agora, o PSD não fez outra coisa a não correr atrás de filigramas visando irritar o governador.

Nada colou em Agnelo, mas ao contrário, começa a dar desgastes aos pessedistas. Existe um ditado no interior que diz o seguinte: “Cachorro novo não entra com profundidade numa mata densa porque não encontra o caminho de volta”. O PSD é um cachorro novo que insiste em mamar em onça. Ao invés de amadurecer politicamente, quer derrubar conceitos arraigados na população sem levar propostas novas. Só ficar latindo não vai incomodar a onça Agnelo. Muito pelo contrário. Só vai irritá-lo.

Com exceção de Eliana Pedrosa, todos são jovens no partido e têm muito o que conversar, principalmente com outros partidos. “Não adianta ficar lavando roupa suja em público. As deputadas do partido precisam conversar e muito com o presidente da legenda”, revelou uma fonte ao Jornal Opção.

Outro bloco liderado pelo senador socialista Rodrigo Rollemberg (PSB) e os queridinhos da mídia brasiliense, senador Cristovam Buarque (PDT), deputado federal Antônio Reguffe (PDT), Antônio Carlos de Andrade, o Toninho do Psol, e o presidente regional do PPS, Aldo Pinheiro tem feito mais barulho do que resultados.

Numa hora é o senador Cristovam o cabeça de chapa, noutra é Rollemberg e por aí vai o bloco dos confusos. Rollemberg não quer se distanciar da base da presidente Dilma Rousseff já que tem um bom naco de poder no governo federal. Que o diga o superintendente da Sudeco, Marcelo Dourado, entre outros. De acordo com reportagem do “Correio Braziliense” de sexta-feira, 1º, assinada pela repórter Larissa Garcia, “Para incentivar a economia regional, o Distrito Federal e 19 municípios do Entorno vão receber neste ano uma injeção de crédito de R$ 1,02 bilhão, proveniente do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO)”.

Nada mal para um pretendente a desbancar o governador, mas é muito pouco ou quase nada se este grupo arranjar um discurso melhor para desconstruir Agnelo. Falar que o governo está mal e a cidade um caos, todo mundo sabe. Cadê as proposta para resolver os problemas? Ninguém troca o certo pelo duvidoso, diz a sabedoria popular.

Outro bloco que ainda não botou a cara são os chamados candidatos deles mesmos. Deputado Izalci Lucas (PSDB), bom de briga, mas está falando sozinho. Se não começar a cavar aliados tende apenas a disputar a reeleição. Assim como o ex-deputado federal Alberto Fraga (DEM).

A esperança dele é o empresário e ex-vice governador Paulo Octávio se manifestar. Por enquanto, o habilidoso Octávio só está observando o cenário para saber em que direção está soprando o vento. Se for favorável, decola uma candidatura majoritária, se não, continua sua vida de empresário sem grandes atropelos. Persistindo esta cizânia, Agnelo não terá muito trabalho para se reeleger.

Arruda sonha voltar, mas...

O ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) ronda o Distrito Federal visitando amigos e antigos parceiros políticos. Conversa com um e outro, colhe opiniões, sonda o ambiente, mas o cenário assusta. Ele teria voto suficiente para incomodar muita gente, no entanto, o preço seria alto demais. Novamente colocaria sua vida privada sob a ótica da mídia nacional e local, massacrando a família, amigos e tendo a vida devassada. Esta perspectiva assusta o ex-governador mais lembrado em pesquisas feitas pelos adversários. “Na cabeça dos eleitores das classes C e D, Arruda foi vítima de um golpe e execrado pela mídia. O povão ainda vê nele um grande realizador de obras e empregos, por isso pesquisas apontam ele como potencial candidato”, analisa um amigo do ex-governador.

Fonte: Jornal Opção - Por Wilson Silvestre

Torcendo pelo estacionamento na Esplanada

 
Há décadas se discute o que fazer com a Esplanada dos Ministérios, em Brasília (incluído o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal), onde não há lugares suficientes para a gente parar nossos carros.

Agora, o Governo do DF anuncia licitação para construir estacionamento, com 9.400 vagas, abaixo do gramado. Será uma obra que não violentará a paisagem do principal cartão postal de Brasília, coberta pelo gramado, que deverá ser restaurado após a instalação da estrutura subterrânea de concreto.

A proposta gerou debates, críticas – e também opiniões favoráveis. Pessoas dizem que vai ser incentivado o uso de carro individual, como se fosse possível acreditar que, nos próximos 30 a 50 anos, a população brasiliense deixe de usar automóveis para ir ao trabalho.

Devemos torcer para que essa proposta dê certo, mas não se pode garantir isso. O empresariado privado, chamado para esse desafio, vai fazer contas e só aceitará participar se sentir a possibilidade de lucro. Sem viabilidade econômica nada dá certo.

Mas ninguém duvide: todos nós precisamos desse estacionamento. Pessoalmente, já perdi duas ou três reuniões em ministérios (e no próprio Congresso), por falta de lugar para parar meu carro.

Fonte: Blog do Riella - Por Renato Riella

É Carnaval na Renanlândia

O INEVITÁVEL
Com o apoio do PT, Renan voltou à presidência do Senado, seis anos depois de deixar o posto pela porta dos fundos


O Carnaval foi antecipado em uma semana no município de Murici, localizado a 40 quilômetros de Maceió (AL). Na sexta-feira 1o, o Senado Federal reconduziu seu filho mais pródigo, o senador Renan Calheiros (PMDB), a um papel de proa na política nacional. Com 56 votos, de um total de 78, o parlamentar alagoano foi alçado novamente à presidência do senado, seis anos depois de ter deixado o posto – o terceiro na linha sucessória da presidenta Dilma Rousseff – pela porta dos fundos, acusado de ter despesas pessoais pagas por uma empreiteira. Novamente detentor de muito poder, Renan personifica um perfil de político que a sociedade não tolera mais, mas a quem Murici presta seguidas reverências. Lá, como diria Manuel Bandeira, é a Pasargada de Renan e de seu clã, a família Calheiros, onde eles são mais do que amigos do rei. São os verdadeiros reis e seu reinado se estende há pelo menos 17 anos. Desde 1996, quando o irmão do senador Renan, Remi Calheiros, recuperou as chaves da prefeitura, a família Calheiros e o PMDB não perdem uma eleição sequer no município. Comandam Murici com mãos de ferro e ainda desfrutam do amplo apoio dos súditos foliões.
 
CIDADE NATAL
Foliões na Praça da Matriz em Murici (AL), município comandado há 17 anos pelo clã Calheiros

 
Não por acaso, confirmado o triunfo de Renan no Senado, foi possível escutar o barulho do espocar dos fogos de artifício na pacata cidade de 26 mil habitantes. A veneração ao clã Calheiros em Murici é cultivada à base de práticas explícitas de clientelismo. Em 2010, ano eleitoral, a casa da família de Renan, pertencente à matriarca Ivanilda, foi usada para cabalar votos em troca de favores e ajuda material. Enquanto, em um dos cômodos, pessoas treinadas preenchiam santinhos e ensinavam a votar nos Calheiros nas urnas eletrônicas, na cozinha outra equipe preparava comidas em imensas panelas para pessoas vindas de kombis e caminhonetes da periferia da cidade e zona rural. “É a hora de ganhar um troco e aliviar a situação em casa”, justifica um morador da cidade. A popularidade é confirmada no escrutínio das urnas. E também durante o Carnaval, quando Renan e família costumam atravessar uma multidão de foliões pintados de tinta em pó e desfilar em cima do trio elétrico no Bloco Tudo Azul, que se tornou uma das mais tradicionais manifestações da festa do momo em Alagoas. “O senador é ovacionado toda vez que comparece à festa”, admite José da Cunha, professor e morador de Murici.
 


Para Renan, o vale-tudo na tentativa de amealhar cada vez mais e mais poder trata-se de um ritual comum à arte da política. O problema é que o atual presidente do Senado extrapolou e muito os limites da pequena Murici. Nos últimos 25 anos, ampliou sua influência para toda a Alagoas – Estado em que hoje controla um quarto dos prefeitos. E, depois de conquistar pela primeira vez uma cadeira na Câmara Federal, em Brasília, ainda na década de 90, conseguiu integrar a base de apoio de todos os presidentes eleitos após a ditadura militar. De adversário político, virou líder do governo Collor, apoiou o processo de impeachment, comandou uma estatal no governo Itamar Franco, foi nomeado ministro da Justiça durante a gestão de Fernando Henrique Cardoso e tornou-se, em 2003, um dos principais interlocutores de Lula no Congresso. Assim, pavimentou o caminho que o levou até o comando do Legislativo em 2005. Em 2007, Renan foi acusado de pagar pensão alimentícia a sua ex-amante Mônica Veloso, com quem teve uma filha, com recursos da empreiteira Mendes Júnior. Na semana passada, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, confirmou em denúncia apresentada ao STF que Renan “apresentou notas frias e documentos falsificados para justificar a origem dos recursos”. O senador responderá pelos crimes de peculato e falsidade ideológica. Diferentemente de agora, seis anos atrás, não restou outra saída a Renan senão renunciar ao posto de presidente do Senado. Conseguiu, no entanto, evitar a cassação do mandato em plenário e, mesmo longe dos holofotes, manter o prestígio.
 

 

Durante o recesso parlamentar deste ano, Renan reuniu prefeitos e parlamentares em seu QG de articulações políticas, a casa de praia, no município de Barra de São Miguel. De lá, costurou os últimos apoios para a eleição ao Senado. “Sair daqui de Alagoas e se tornar um líder político nacional não é por acaso. Renan se destaca entre os demais. Independentemente de agremiação partidária dos prefeitos, o senador consegue trazer recursos para todos os municípios alagoanos com mais facilidade”, diz o ex-deputado federal e prefeito do Pilar, Carlos Alberto Canuto (PMDB), um dos habitués dos convescotes de Renan. Em Maceió, cidade onde o senador alagoano mantém residência no apartamento 703 do Edifício Tartana, avaliado em R$ 2 milhões, a 50 metros da areia branca da Praia de Ponta Verde, seus correligionários e eleitores dizem que a receita do sucesso do senador é a presença certa em inaugurações de obras públicas bancadas com recursos federais ou fruto de suas emendas parlamentares. Um exemplo foi o novo Hotel Ponta Verde, na Praia do Francês, inaugurado no município de Marechal Deodoro. “Normalmente, o senador Renan não tem vida social. Sua vida social é a política. Seu lazer é visitar prefeitos e fazer política nos municípios do sertão ao litoral sul, nos fins de semana. Essa é a receita do sucesso que fez com que Renan ganhasse popularidade em Murici e aqui em Alagoas”, disse um ex-assessor.
 

 

Já o receituário para se ganhar eleição no Senado foi demonstrado na última semana, quando Renan desembarcou em Brasília. Mesmo debaixo de uma saraivada de denúncias, não se conteve em aplicar doses cavalares do mais puro fisiologismo para garantir sua vitória. Loteou cargos na Mesa Diretora e trabalhou internamente no PMDB para debelar um racha em torno da disputa pela liderança no Senado. O senador Romero Jucá (RR) ameaçou disputar a liderança do partido contra Eunício Oliveira (CE). Mas Renan agiu como manda o figurino no Senado. Garantiu a Segunda Vice-Presidência pa­ra Jucá e a crise foi estancada. O cargo havia sido oferecido ao PTB do senador Gim Argello (DF), mas o aliado aceitou ocupar a Segunda Secretaria. Será representado por João Vicente Claudino (PI). O senador também fez outros acenos importantes capazes de lhe assegurar a eleição. Por meio de emissários, prometeu não criar problemas para o governo. Como consequência, ganhou o apoio do PT. Coube ao senador tucano Aécio Neves entoar a voz do bom-senso: “O PMDB precisa criar facilidades para que possamos ter um nome que agregue todas as forças políticas do Congresso e o Senado inicie uma nova fase”, disse o político mineiro. Em vão. O Senado preferiu escutar as vozes do atraso. Enquanto isso, é Carnaval em Murici.

Fotos: ROBERTO CASTRO; JOSÉ FEITOSA
Fotos: Sergio Lima/Folhapress; reprodução

Fonte: ISTOÉ - Com reportagem de Matheus de Araújo, de Alagoas

Renan Calheiros está mais distante do Planalto

Mas assim como em 2007, tem tropa de choque em sua defesa 

O senador alagoano Renan Calheiros (PMDB) volta à presidência do Senado numa situação bem diferente: tem uma relação bem mais distante com o Palácio do Planalto, uma tropa de choque renovada — e menos aguerrida — e novos algozes. Além disso, mesmo eleito por grande maioria, começa o mandato já com a ameaça de um novo processo no Conselho de Ética, por conta de denúncia apresentada pela Procuradoria Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

Enquanto o ex-presidente Lula se empenhou duas vezes na eleição de Renan para o comando do Senado, em 2005 e 2007, a presidente Dilma Rousseff preferia que o PMDB tivesse escolhido outro nome para a função, como o ministro Edison Lobão (Minas e Energia), que está licenciado do mandato. Só esse fato, que Dilma nunca escondeu de ninguém, já estabeleceu um distanciamento entre os dois, o que não significa que a presidente lhe será hostil, até porque precisa do presidente do Senado para garantir a governabilidade.


Fonte: O Globo - Por Fernanda Krakovikcs

Os 18 do Senado se livraram da lata de lixo da História reservada ao bando vitorioso

Tanto a Câmara quanto o Senado ofereceram ao país que presta, nesta sexta-feira, uma notícia boa e outra má. Depois de dois anos na presidência, o companheiro gaúcho Marco Maia voltou ao baixo clero e ao convívio com a multidão de nulidades condenadas à obscuridade. É a boa notícia. A má: o novo gerente do Feirão da Bandidagem é Henrique Alves, que tentou livrar-se do último escândalo em que se meteu com a demissão do bode Galeguinho. É bom saber que o senador José Sarney acabou de deixar o comando da Casa do Espanto. Ruim é saber que o sucessor é Renan Calheiros.

Como registra o comentário de 1 minuto para o site de VEJA, o Congresso mudou para que tudo fique igual: sairam dois casos de polícia, entraram dois prontuários de dimensões amazônicas. Todos estão lá por decisão de milhões de eleitores que votam como se estivessem escolhendo sócios do clube dos cafajestes. O bando que controla o Poder Legislativo faz o que quer por confiar na mansidão bovina do grande rebanho. Enquanto os brasileiros elegerem os sarneys, renans, maias ou alves, não haverá perigo de melhorar.

Políticos são todos iguais, recitam os omissos profissionais, os cansados de nascença ou os que simulam ceticismo para manter em segredo o voto em figuras abjetas. Não são iguais. Os 11 senadores que há dois anos se recusaram a engolir José Sarney são muito diferentes dos que se ajoelharam diante de Madre Superiora. Além de reiterar tal diferença, a eleição desta sexta-feira comprovou o crescimento da bancada dos acreditam que a atividade política não é incompatível com a honradez. Pedro Taques não é igual a Renan Calheiros. Os 18 senadores que apoiaram o senador do PDT de Mato Grosso  são diferentes dos que devolveram à presidência o alagoano apeado do cargo há cinco anos por ter feito sem a devida cautela o que continua fazendo com mais cuidado.

No discurso em que justificou a candidatura sem chances de vitória, Pedro Taques evocou a lição extraída por Darcy Ribeiro dos fracassos que acumulou. Ele tentou e não conseguiu, por exemplo, fazer uma universidade séria.  Nem por isso sucumbiu à amargura. E jamais capitulou. “Os fracassos são minhas vitórias”, ensinou Darcy Ribeiro e repetiu o candidato do Brasil decente. “Eu detestaria estar no lugar de quem venceu.” A resistência democrática tem de decorar a mensagem e entender que não tem o direito de render-se.

Dos 78 presentes, 56 senadores ignoraram o  recado do candidato do Brasil decente. Coisa de otário, conversa de noviço, devem ter achado. As imagens de Renan Calheiros confraternizando com seus eleitores gritam que o cangaceiro governista seus eleitores se merecem. Não importa quanto tempo demore, acabarão juntos para sempre na mesma lata de lixo da História. Desse destino escaparam os 18 do Senado.

Fonte: Veja.com - Augusto Nunes

Pedro Taques, com 18 votos, vê 'silêncio dos covardes'

Com votação menor que a esperada, oposição aguardará decisão do STF 

O bloco de oposição que se formou no Senado para se opor à candidatura de Renan Calheiros (PMDB/AL) não deu os 25 votos esperados para Pedro Taques (PDT/MT) - ele obteve 18 votos - e manteve postura comedida na sessão. Os discursos mais críticos ao favorito ficaram restritos àqueles que tradicionalmente se opõem ao grupo Renan-Sarney, como Pedro Simon (PMDB/RS) e João Capiberibe (PSB/AP). Parlamentares de PSDB, PSB, PSOL e PDT, partidos que lançaram a candidatura de Taques, evitaram ataques mais pesados. O discurso de Taques, antes da votação, foi entendido por alguns como carta branca para traição no seu próprio grupo, quando sugeriu que a eleição de Renan se daria em meio ao "silêncio dos covardes".

Com discurso pela ética, Taques se colocou como a candidatura da esperança, mas já admitindo a derrota, e por vezes citou nominalmente vários colegas ao afirmar que era a opção daqueles que não aceitam a continuidade e que defendem a Ficha Limpa:

- Sou o titular da perda anunciada, do que não acontecerá. Pois existem vitórias que elevam o gênero humano e outras que o rebaixam. Vitórias da esperança e vitórias do desalento. E, tantas vezes, é entre os derrotados, os que perderam, os que não conseguiram, que o espírito humano mais se mostra elevado, que a política renasce - discursou. - Peço o voto de cada senador. Ouçam esse silêncio. É o silêncio do covarde, de quem tem medo. Sintam esse silêncio. Esse é o silêncio de quem aceita, de quem não resiste. Expresso a vossa excelência, senador Renan, meus respeitos pessoais. 

Simon relembra renúncia

Taques questionou se seu oponente teria a mesma postura, de "impugnar exageros" do Executivo no Congresso:

- O passado não precisa necessariamente voltar, há modos novos e melhores de fazer política. Esta Casa não é um apêndice, um puxadinho do Executivo. Chega do Senado-perdigueiro, do Senado-sabujo, somos senadores, não leva e traz do Executivo! - exclamou: - Posso ser um perdedor, mas para mim, a lisura, a transparência são predicados inegociáveis de um presidente do Senado. Será que os vencedores também poderão dizê-lo?

Antes de Taques, Simon relembrou a renúncia de Renan em 2007, e o aconselhou a desistir da disputa para não trazer de volta os fatos negativos. O senador gaúcho alegou que Renan sofrerá, inevitavelmente, novo processo na Comissão de Ética da Casa, caso o Supremo decida receber a denúncia do procurador-geral da República, Roberto Gurgel:

- Ele se elege hoje, e quarta ou quinta-feira o Supremo aceita a representação, e inicia-se um processo lá. E, iniciando um processo lá, vai iniciar um aqui. É evidente que se vai mandar para a Comissão de Ética um debate sobre essa matéria. Vão repetir o filme que já aconteceu.

O senador João Capiberibe (PSB/AP), inimigo político de José Sarney (PMDB/AP), padrinho da candidatura de Renan, também disparou:

- A decisão está em nossas mãos. Reflitam companheiros. Temos dois candidatos: um velho, desgastado e com telhado de vidro, e outro que representa o novo, a oxigenação do Senado.

Outros senadores que costumam fazer oposição mais ferrenha, como Álvaro Dias (PSDB/PR) e Randolfe Rodrigues (PSOL/AP), preferiram discursos contidos. Ambos optaram por uma defesa do candidato de oposição, Pedro Taques (PDT/MT), em vez de críticas a Renan.

- O PSDB confia na capacidade e sobretudo na postura ética do senador Taques, para verbalizar nossas aspirações, que queremos sejam também as do povo na direção de um novo tempo, com a postura republicana que se exige de quem preside esta Casa - afirmou Dias.

- A candidatura que apresentei, há alguns dias, foi como forma de reagir, para dizer que não concordamos com este falso consenso. A candidatura a que renunciei, ontem (anteontem), foi também como forma de reação, porque tenho muito orgulho de ter renunciado à candidatura para um dos melhores homens, que tem valores republicanos, neste plenário, que é o senador Taques - pontuou Randolfe.

Logo após o anúncio da derrota, Taques afirmou que aguarda decisão do STF para avaliar se o grupo independente vai apresentar denúncia contra Renan no Conselho de Ética.

- Isso será analisado pelos senadores depois do carnaval, e vai depender do recebimento ou não da denúncia pelo STF. Isso (processo no Supremo) é o Judiciário que vai decidir, o Judiciário tem que dar uma resposta à sociedade brasileira. Confio no Judiciário do Brasil, o exemplo é o mensalão. Temos quadrilheiros e corruptos que este ano dormirão em um local que não seja sua casa - afirmou Taques, destacando que o PGR ofertou denúncia "seríssima" contra Renan.

Em tom combativo, Taques também classificou como "covardes" os senadores que votaram nulo ou em branco. Ao todo, dois votaram em branco e outros dois anularam seus votos.

Fonte: O Globo - Por Júnia Gama, Maria Lima e Fernanda Krakovics

300 picaretas e uma pá de cal

Fernando Gabeira
Num dos meus primeiro mandatos de deputado federal defendi na tribuna da Câmara Os Paralamas do Sucesso, acusados de caluniar o Congresso Nacional com a música Luís Inácio (300 picaretas). Os primeiros versos diziam: "Luís Inácio falou, Luís Inácio avisou/ são trezentos picaretas com anel de doutor".

Defendi-os em nome da liberdade de expressão. Não concordava inteiramente com Lula. Talvez fossem 312 ou 417. Reconheço que 300 é um número redondo, mais fácil de inserir nos versos de uma canção popular. Além do mais, nem todos têm anel de doutor. Mas isso são detalhes. O mais importante é registrar que estávamos na véspera da chegada do PT ao governo federal, início da era do "nunca antes neste país". E aonde chegamos, agora, uma década depois?

Renan Calheiros deve assumir a presidência do Senado, Henrique Eduardo Alves, a da Câmara e o deputado Eduardo Cunha, a liderança do PMDB. Caso se concretizem, esses eventos representam um marco na História do Congresso. Significa que, para muitas pessoas informadas, o Congresso deixa de existir. É o fim da picada.

Conheço os passos dessa estrada porque transitei nela 16 anos. O mensalão significa o ato inaugural, a escolha do tipo e da natureza de alianças políticas do novo governo. O mensalão significa a compra de votos dos partidos, uma forma de reduzir o Congresso a um balcão de negócios. Em seguida vieram as medidas provisórias (MPs). Governar com elas é roubar do Congresso tempo e energia para seus projetos. A liberação das emendas parlamentares era a principal compensação pelo espaço perdido.

Mas deputados e senadores não cedem o espaço porque são bonzinhos ou temem o governo. As MPs são uma forma simplificada de o governo realizar seu objetivo. Os parlamentares tomaram carona nesse veículo autoritário. E inserem as propostas mais estapafúrdias no texto das MPs. Com isso querem aprovar suas ideias sem o caminho democrático que passa por debates em comissão, audiências públicas, etc.

Na Câmara essas inserções oportunistas são chamadas de jabuti. O nome vem da frase "jabuti não sobe em árvore, alguém o coloca lá". O nome jabuti pressupõe que há interesses econômicos diretos por trás de cada uma dessas emendas.

A perda de espaço para o governo não é o problema, desde que todos os negócios continuem fluindo, das MPs às emendas ao Orçamento. O espaço não interessa, o que interessa é o dinheiro. Espaço por espaço, o Congresso já abriu uma grande avenida para o Supremo Tribunal Federal julgar casos polêmicos, como aborto e união gay.

Os negócios, como sempre, são o centro de tudo. Negócios, trambiques, maracutaias e, como diziam Os Paralamas em 2003, "é lobby, é conchavo, é propina e jeton". Uma década depois, vendo o Congresso idêntico à sua caricatura, pergunto quando é que nos vamos dar conta dessa perda, desse membro amputado de nossa anatomia democrática.

A saída da minoria - chamada, com uma ponta de razão, de Exército Brancaleone - foi pressionar por dentro e estabelecer uma tensão entre ala e a opinião pública. Na definição do voto aberto para cassar deputados, vencemos o primeiro turno porque a imprensa e eleitores estavam de olho. Vitória esmagadora, contra apenas três abstenções. Agora até esse caminho está bloqueado. Todos os dispositivos internos foram reforçados e passaram a impedir tais votações. Com a cumplicidade do PT, os piores elementos foram ascendendo aos postos estratégicos e agora o esquema chega ao auge, com a escolha de Calheiros e Alves.

De um lado, interessa-me avaliar como será o futuro do País sem um Congresso que possa realmente ser chamado por esse nome. De outro lado, um olho na saída. Não sei se repetiria hoje a campanha contra Renan, os cartazes com chapéu de cangaceiro e a frase: "Se entrega, Corisco". Nem se gostaria de ver de novo aqueles bois se deslocando pelos campos alagoanos para as terras de Renan, para comprovar que era dono de muitas cabeças de gado. O ideal, hoje, seria poupar os bois dessa nova viagem inútil. Passar o vídeo, criar uma animação, substituir toneladas de carne de boi por milhões de pixels.

Henrique Alves destinou dinheiro a uma empresa fantasma de um assessor dele. No lugar deserto onde a empresa funcionava havia apenas um bode, chamado Galeguinho. O bode foi dispensado depois de sua estreia. Os bois mereciam o mesmo. "Parabéns, coronéis, vocês venceram", diz a letra de Luís Inácio. Deixaram-nos monitorando bois de helicóptero e pedindo ao bode que nos levasse ao gerente da empresa.

Luiz Inácio falou, Luiz Inácio avisou. Mas foi o primeiro a passar para o lado deles e a contribuir com algumas novas espécies para a fauna já diversa que encontramos em 2003.

A vitória dos cavaleiros do apocalipse recoloca a urgência de salvar o Congresso dele mesmo. A maneira de potencializar o trabalho da minúscula oposição é a maior transparência possível e uma ajuda da opinião pública. A partir dessa vitória, Calheiros, Alves e seus eleitores no Parlamento dizem apenas à sociedade: somos assim, e daí? Depois do descanso merecido, o bode que é o porteiro da empresa favorecida por Alves deveria ser colocado na porta do Congresso.

É impensável que 300, 312 ou 417 - não importa o número exato - picaretas enfrentem o Brasil sem uma represália dura. O espírito do "eles lá, nós aqui", de distância enojada, no fundo, é bom para eles, que querem total autonomia para seus negócios. Será preciso mostrar que toda essa farsa é patrocinada pelo dinheiro público. E que sua performance será amplamente divulgada agora e no período eleitoral. O instinto de sobrevivência da instituição não existe. Mas o do político é muito grande. É preciso que ele sinta o desgaste pessoal produzido por suas escolhas.

Muitas pessoas vão trabalhar nisso, cada uma no seu posto, às vezes em manifestações. A eleição direta para presidente foi uma conquista. A perda do Congresso para o ramo dos secos e molhados é uma dolorosa ferida em nossa jovem democracia.

Nós demos um boi para não entrar nessa luta. Daremos um bode para não sair dela.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo - Por Fernando Gabeira é jornalista.

sábado, 2 de fevereiro de 2013

Renan Canalheira - Revoltada ON LINE Raquel Sheherazade.


Fonte: SBT

Polícia Federal encontra grampos na sede da OAB/DF

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Mal tomou posse, o novo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil no Distrito Federal tomou um susto ao descobrir que seu telefone fixo na entidade estava grampeado. A informação foi confirmada ao Brasília 247, na tarde desta sexta-feira 1º, pela assessoria de imprensa do órgão.

Ibaneis Rocha teria se sentido incomodado com o chiado persistente em todos os telefones da presidência. Ele notou o problema desde o início de janeiro, quando tomou posse no cargo, no lugar de Francisco Caputo. Ao solicitar verificação no início da semana, um funcionário especialista em telefonia da própria OAB/DF encontrou uma espécie de gravador

Rapidamente a Polícia Federal foi acionada e fez uma varredura completa na sede da instituição e encontrou outro grampo na central telefônica. Segundo a assessoria de comunicação, todos os telefones do prédio apresentavam o mesmo chiado, o que reforça a tese de que não apenas o telefone do presidente estava grampeado.

Ainda de acordo com a assessoria de imprensa da OAB/DF, o presidente Ibaneis Rocha não determinou nenhuma investigação interna até que seja concluída a investigação da Polícia Federal. Ele não quis se pronunciar oficialmente sobre o episódio.

Fonte: Brasilia247

Para Cristovam, o Senado saltou no abismo

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A eleição de Renan Calheiros (PMDB/AL) para a presidência do Senado Federal não agradou alguns parlamentares, que tentaram até o fim eleger Pedro Taques (PDT/MT). Pelo twitter, o senador Cristovam Buarque (PDT/DF) foi categórico: "o Senado deu as costas ao povo e saltou no abismo".

O pedetista classificou ainda a eleição como "marcha a insensatez" e que destacou que, apesar de não se colocar como candidato oficialmente durante o mês de janeiro, Renan já estava "com discurso de posse pronto".

A indignação se deve à condição do peemdebista, que foi denunciado pela Procuradoria Geral da República ao Supremo Tribunal Federal, na semana passada, por peculato, falsidade ideológica e uso de documento falso. Ele é acusado de usar notas frias para justificar os pagamentos, feitos supostamente por um lobista, à mãe da filha dele. Essas denúncias o obrigaram a renunciar em 2007 a mesma presidência que reconquistou nesta sexta-feira 1º, quando corria o risco de perder o mandato parlamentar por meio de cassação.

Já eleito, Renan Calheiros agradeceu o apoio recebido pelo ex-presidente José Sarney (PMDB/AP) e pelo vice-presidente Michel Temer. Durante o discurso, disse que vai exercer a presidência com "isenção, diálogo, equilíbrio e transparência", e que vai combater o que classificou como "antropofagia institucional". Mesmo defendendo enfáticamente a liberdade de imprensa, o novo presidente evitou os jornalistas ao fim da votação. 

Longo caminho

Cristovam Buarque atuou desde o fim do ano passado para enriquecer a candidatura de algum senador que fizesse parte do grupo independente. A primeira alternativa foi Luiz Henrique (PMDB/SC), que desistiu da disputa logo no início das negociações.

O nome de Randolfe Rodrigues (PSOL/AP) surgiu como opção forte no início, mas perdeu força com a decisão do PSDB de apoiar outros nomes. O senador Alvaro Dias (PSDB/PR) sugeriu três opções: Jarbas Vasconcelos (PMDB/PE), Pedro Simon (PMDB/RS), e Pedro Taques, que decidiu lançar a candidatura.

Com a formalização do apoio dos tucanos ao pedetista, Ranfolfe retirou o nome horas antes da disputa. Mesmo com a união do PSDB, PSOL, DEM, PSB e PDT não foi possível alcançar mais que 18 votos.

Fonte: Brasil247

Collor faz discurso insano a favor de Calheiros e acredita que o Senado é praia do banditismo e da impunidade

O Brasil há de acabar um dia, mas os brasileiros não terão vistos todos os absurdos que os políticos locais destilam.

Entre os discursos que prefaciam a eleição do novo presidente do Senado Federal, a sandice ficou por conta de Fernando Collor de Mello, que em razão do impeachment jamais poderia ter retornado à vida pública, apesar de a legislação nacional assim o permitir.

Desde os seus primórdios como homem público, Collor jamais deixou de demonstrar destempero comportamental. Seu olhar fixo e fulminante, que destila a raiva dos incorrigíveis e as chagas dos desalmados, traduz com precisão a sua trajetória. Fernando Collor, responsável por uma das negras páginas da história brasileira, deveria trocar a cadeira no Senado pelo divã do analista.

De raciocínio persecutório, Collor defendeu a candidatura de Renan Calheiros durante discurso que proferiu da tribuna do plenário do Senado. Não poderia ser diferente, pois ambos foram parceiros em um dos tantos períodos de corrupção da história deste País.

Primeiro presidente da República a sofrer um impeachment, colocar usou o tempo regimental para atacar o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a quem acusou de “prevaricador e chantagista”. O senador por Alagoas foi além e disse que Gurgel não tem autoridade moral para oferecer denúncia contra qualquer senador, em referência ao que fez recentemente o procurador em relação a Renan Calheiros.

Collor não é adepto da lógica, muito menos da diplomacia, mas precisou explicar as sandices que escorriam pelo canto da boca. Para tal, disse que é estanho o fato de a denúncia contra Renan Calheiros, enviada ao Supremo Tribunal Federal, ter sido oferecida em um sábado. Como se existisse dia marcado para a atuação dos procuradores. Collor ultrapassou as raias do desconexo e disse que Renan Calheiros foi julgado e absolvido pelo plenário do Senado, não cabendo, assim, novo julgamento do candidato à presidência da Casa.

O Brasil, quiçá o mundo, sabe como funciona o Congresso Nacional. Um clube privado de negócios, onde um largo e lamacento balcão de escambos protege seus operadores, que têm na mira apenas os próprios interesses. Corporativista, pois a extensa maioria dos parlamentares tem telhados envidraçados, o Congresso se acostumou aos acertos tacanhos, espúrios e anti-republicanos para salvar seus integrantes. A história comprova isso de forma inconteste.

Fernando Collor, não contente, disse que o Senado está em momento de afirmação e que não deve se curvar ao Poder Judiciário. O que esse destemperado, que há muito deveria estar contemplando o nascer do astro-rei de forma geometricamente distinta, mas no parlamento regurgita lições de falso moralismo, precisa saber que a prerrogativa de foro a que têm direito os parlamentares não significa passe livre para o cometimento de crimes, não é sinônimo de impunidade.

A desfaçatez de Fernando Collor foi tamanha, que, antes de encerrar seu discurso psicótico, teceu loas descabidas ao senador José Sarney, a quem no passado dedicou adjetivos que fariam ruborizar a mais depravada frequentadora de um bordel de quinta.

Collor deveria fazer um enorme favor ao País, contentando-se com sua insignificância como cidadão e pequenez como político, poupando, assim, o Brasil de seus rebuscados embusteiros discursos, que servem para entrincheirar corruptos e corruptores.

Fonte: Ucho.info

Paulo Pimenta pede que PF investigue blog sobre Santa Maria


O deputado Paulo Pimenta (PT/RS), de Santa Maria, protocolou na Polícia Federal uma notícia-crime contra os autores do blog “Revoltados On-line”.

Natural de Santa Maria, os blogueiros afirmaram que o deputado seria proprietário da boate Kiss, em que mais de 230 jovens morreram em um trágico incêndio.

Pimenta acusa os responsáveis pela publicação de calúnia, difamação e também por preconceito.

É que o blog, segundo a denúncia, é ligado a movimento neonazistas.

Fonte: Felipe Patury - Revista Época

Eleições 2014: Guerra pelo Buriti em 2014 terá 1% dos votos na mira dos candidatos

Agnelo deve ficar, mas terá pedras pesadas pela frente, como Rollemberg e Roriz
 
As equações sucessórias para 2014 no Distrito Federal, já ultrapassam a zona dos cochinhos e vão ganhando ambientes abertos na medida em que protagonistas do cenário partidário promovem conversações iniciais para a montagem das peças no tabuleiro. No momento presente, os observadores conseguem captar três nítidas tendências que se cristalizam, rigorosamente empatadas no cômputo das cotações eleitorais.

a) a situacionista, que age e reage em torno de Agnelo, posicionando-se ao centro (o PT, nau capitânea, perdeu seu matiz ideológico). Agnelo caminha para apresentar-se à reeleição, a partir de costuras com as alas do PT (acomodar o secretário Geraldo Magella, será um dos desafios), com o PMDB do vice Tadeu Filippelli (que também almeja ser candidato ao governo) e de resto com toda a sua ampla base de apoio partidário, para manter a coligação original e repetir em escala regional a montagem que levou Dilma Rousseff ao poder, a ser repetida em 2014. Apesar da má posição atual do governador nas pesquisas, governo é governo, e na eleição funciona como máquina: a banda Agnelo & Tadeu contaria hoje com uns 35% dos votos;

b) a oposicionista, que se forma nos desvãos da esquerda, ocupando a posição que era do PT anteriormente. Na verdade é um conglomerado de ideias de fazer oposição local, pois muitos dos partidos que o integram apoiam o governo Dilma, a exemplo do senador Rodrigo Rollemberg. Do mesmo modo o PDT do senador Cristovam Buarque é da base dilmista, mas o ex-governador mantém-se independente. O segmento conta ainda com o deputado Reguffe e o ex-candidato a governador Toninho do Psol. Ou seja: quatro bons de votos, que juntos teriam 33% dos sufrágios.

c) a neutro-oportunista, com os ícones da direita que se consumiu em denúncias de corrupção ou que se enredou na lei das fichas limpas, constituindo, porém, uma extraordinária colmeia de votos. Aí estão os ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda, que, juntos, são responsáveis por alguma coisa em torno de 33% dos votos validos no DF. Unidos, serão uma força nada desprezível para eleger o candidato que apoiariam – um nome ainda não mencionado, em aberto. Juntar-se-ia a eles o senador Gim Argello, um nome de potencial econômico. Ao fundo, trabalhando nos bastidores, o ex-senador Luiz Estevão, outro mago financeiro.

Das articulações internas nesses três grandes núcleos de força político-eleitoral – para discriminar quem será o candidato a governador, a vice, e à única vaga de senador – o que implica terem de superar ambições pessoais e cobiças de grupos, nascerá o segmento vencedor, num provável segundo turno. A vitória final, de um dos três segmentos, será sempre por muito pouca margem de diferença sobre o adversário. Mas o 1% restante tende a ir para Agnelo. 

Fonte: Notibrás - *Diretor-Editor da Carta Polis

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pedro Taques diz que aceita derrota


Ao ser questionado sobre sua derrota, o senador Pedro Taques (PDT/MT) disse que já esperava pela vitória de Renan Calheiros (PMDB/AL) e afirmou que o Senado pode não refletir a vontade do povo. "Perdi por '5' votos", disse.

Taques repercutiu as recentes denúncias contra o agora presidente da Casa e afirmou que "espera que o grito da sociedade seja ouvido".

No Plenário, os comentários dos demais senadores davam conta de que o discurso efusivo de Pedro Taques havia sido o grande culpado por sua derrota. 

Fonte: Cláudio Humberto

Como esperado, Renan Calheiros é eleito o novo presidente do Senado


O senador Renan Calheiros (PMDB/AL) foi eleito nesta sexta-feira (1º) o novo presidente do Senado.

A contagem dos votos revelou uma vitória esmagadora em cima de Pedro Taques (PDT/MT), seu concorrente: 56 votos contra 18. Ao todo, foram computados 78 votos de senadores.

Após o comunicado do agora ex-presidente do Senado, José Sarney, Calheiros começa a ser cumprimentado pelos colegas e sobe à Mesa para fazer seu primeiro discurso e tomar posse como presidente. Calheiros vai presidir o Senado até fevereiro de 2015. 

Fonte: Cláudio Humberto

PGR acusa Renan Calheiros de desviar dinheiro do Senado e falsificar documentos

Senador Renan Calheiros (PMDB-AL) encaminha voto favorável ao projeto (PLS 278/2009) que garante remuneração e direitos trabalhistas básicos aos conselheiros tutelares de todos os municípios brasileiros e do Distrito Federal (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado)

Os 81 senadores da República irão eleger daqui a pouco como presidente da Casa um colega denunciado na última semana pela Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal pelos crimes de peculato (desvio de dinheiro público, 2 a 12 anos de cadeia), falsidade ideológica (1 a 5 anos de cadeia) e uso de documento falso (2 a 6 anos de cadeia). ÉPOCA teve acesso na noite de quinta-feira (31), com exclusividade e na íntegra, à devastadora denúncia oferecida pelo procurador-Geral da República, Roberto Gurgel, contra o senador Renan Calheiros, do PMDB de Alagoas, no dia 24 de janeiro.

Gurgel é taxativo: Renan apresentou, ao Senado da República, notas frias e documentos falsificados para justificar a origem dos recursos que o lobista de uma grande empreiteira entregava, em dinheiro vivo, à mãe de sua filha, a título de pensão. Está provado, finalmente, que Renan não tinha condições financeiras de arcar com a pensão – e que não fez, de fato, esses pagamentos à mãe de sua filha. De quebra, descobre-se na denúncia que Renan desviou R$ 44,8 mil do Senado. Nesse caso, também usou notas frias para justificar o desfalque nos cofres públicos.

Se condenado pelos três crimes no STF, o novo presidente do Senado poderá pegar, somente nesse processo, de 5 a 23 anos de cadeia – além de pagar multa aos cofres públicos, a ser estipulada pela corte. (Há, ainda, outros dois inquéritos tramitando contra Renan no STF.) A denúncia de Gurgel está no gabinete do ministro Ricardo Lewandowski desde segunda-feira. Caberá a ele encaminhar, aos demais ministros do STF, voto favorável ou contrário à denúncia. Lewandowski não tem prazo para dar seu voto. 

Peculato, falsidade ideológica e documento falso (Foto: Reprodução)

 

A denúncia apresentada pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel. O documento, entregue ao STF, tem 17 páginas

A denúncia de Gurgel, fundamentada em anos de investigação da PGR e da PF, centra-se no episódio que deu início ao calvário de Renan, em 2007, quando ele era presidente do Senado e, após meses de incessantes denúncias, viu-se obrigado a renunciar ao cargo – mas não ao mandato. Naquele ano, descobriu-se que o lobista Cláudio Gontijo, da empreiteira Mendes Júnior, pagava, em dinheiro vivo, R$ 16,5 mil mensais à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tivera uma filha. No mesmo período em que o lobista Gontijo bancava as despesas de Renan, entre 2004 e 2006, a Mendes Júnior recebia R$ 13,2 milhões em emendas parlamentares de Renan destinadas a uma obra no Porto de Maceió – obra tocada pela mesma Mendes Júnior. Abriu-se um processo no Conselho de Ética no Senado. Renan assegurou aos colegas que bancara a pensão do próprio bolso, e apresentou documentos bancários e fiscais que comprovariam sua versão. O dinheiro seria proveniente de investimentos do senador em gado. A denúncia da PGR derruba por completo a versão bovina de Renan – e mostra que, para se montar a versão fajuta, Renan cometeu muitos crimes.  

Espantosa lucratividade (Foto: Reprodução)

 

O trecho afirma que Renan deixou de computar gastos com empregados, durante quatro anos, para gerar lucros capazes de justificar o aumento do seu patrimônio 

“Em síntese, apurou-se que Renan Calheiros não possuía recursos disponíveis para custear os pagamentos feitos a Mônica Veloso no período de janeiro de 2004 a dezembro de 2006, e que inseriu e fez inserir em documentos públicos e particulares informações diversas das que deveriam ser escritas sobre seus ganhos com atividade rural, com o fim de alterar a verdade sobre fato juridicamente relevante, qual seja, sua capacidade financeira”, diz Gurgel na denúncia (leia o trecho abaixo). Para piorar: “Além disso, o denunciado utilizou tais documentos ideologicamente falsos perante o Senado Federal para embasar sua defesa apresentada (ao Conselho de Ética)”. “Assim agindo”, diz Gurgel, “Renan Calheiros praticou os delitos previstos nos artigos 299 (falsidade ideológica) e 304 (uso de documento falso), ambos do Código Penal.” 

Defesa com documentos falsos (Foto: Reprodução)



O procurador-geral Roberto Gurgel conclui que Renan não tinha como justificar, por meios legais, a renda para pagar pensão à filha que tem com Monica Velloso. Por isso, usou documentos falsos. Gurgel afirma que Renan cometeu os crimes de falsidade ideológica e de uso de documentos falsos 

"Espantosa lucratividade" 

Como Renan apresentara ao Senado extratos bancários capengas, sem identificação de entradas e saídas de recursos, a PGR conseguiu, com permissão do Supremo, quebrar o sigilo bancário dele. Uma perícia da Polícia Federal nas contas do senador apontou que “os recursos indicados por Renan Calheiros como sacados em dinheiro não poderiam amparar os supostos pagamentos a Mônica Veloso no mesmo período, seja porque não foi mencionada a destinação a Mônica, seja porque os valores destinados ao denunciado não seriam suficientes para suportar os pagamentos”. Em português claro: Renan não tinha saldo em conta para pagar a pensão, ao contrário do que alegara. 

Nesse caso, os peritos da PF não deixaram margem à dúvida. Em 2009, esmiuçaram detidamente os documentos bancários e fiscais. Dos 118 cheques relacionados por Renan como fontes dos pagamentos da pensão, 66 foram destinados a outras pessoas e empresas, e outros 39 tinham como beneficiários o próprio senador. “No verso de alguns destes cheques destinados ao próprio Renan, havia manuscritos que indicam o provável destino do dinheiro, tais como ‘mão de obra reforma da casa’, ‘reforma Barra’ e ‘folha de pagamento’, o que diminui ainda mais sua capacidade de pagamento”, escreve Gurgel.

Fazenda Santa Rosa (conhecida também como Tapado), em Alagoas (Foto: Dida Sampaio/AE)

Renan garantira ao Senado que sua “capacidade de pagamento” advinha de seus investimentos em gado. A investigação da PGR demonstra que a versão de Renan é um disparate fiscal, bancário e até mesmo matemático. Há discrepâncias na quantidade de animais vendidos, assim como nos destinos deles. Em 2006, por exemplo, as notas de Renan registram a venda de 765 animais, mas as chamadas guias de trânsito animal – um documento adicional a esse tipo de transação – informam que 908 foram transportados. Ao confrontar datas e quantidades, peritos da PF descobriram que as informações de venda e entrega coincidem apenas no caso de 220 animais. Há mais irregularidades. Algumas guias de trânsito de animal apresentadas por Renan nem eram dele, mas de outros vendedores de gado. As notas fiscais apresentam falhas, como falta de selos fiscais de autenticidade, campos deixados em branco e informações rasuradas. Duas empresas que, segundo os documentos, teriam comprado gado de Renan, nem estavam habilitadas para isso – e estavam envolvidas em fraudes tributárias. José Leodácio de Souza, que teria comprado 45 bois, negou, em depoimento, ter tido qualquer negócio com Renan – o que “confirma a falsidade ideológica dos documentos apresentados”, nas palavras de Gurgel.

Segundo a investigação da PGR, Renan não registrou quaisquer despesas com o custeio de suas atividades como pecuarista. É como se os 1.950 bois de Renan, por mágica, pastassem durante anos sozinhos, abandonados – sem precisar, por exemplo, do trabalho de peões ou veterinários. “A ausência de registro de despesas de custeio (…) implica resultado fictício da atividade rural, o que explica a espantosa ‘lucratividade’ obtida pelo denunciado entre 2002 e 2006”, diz Gurgel. Em 2002, Renan declarou lucros de 85% com os bois; em 2006, 80%. Era, presume-se, o rei do gado.

A PGR descobriu inconsistências semelhantes na evolução do patrimônio declarado oficialmente por Renan. A se acreditar nas declarações de Imposto de Renda do senador, diz a PGR, Renan viveria em regime espartano para os padrões de um senador. Mal teria dinheiro para “sua subsistência e de sua família”, diz a PGR. Em 2002, por exemplo, a família de Renan teria apenas R$ 2,3 mil mensais para viver. Em 2004, um pouco mais: R$ 8,5 mil mensais.
  
Desfalque no Senado” (Foto: Reprodução)

 

Em outro capítulo da denúncia, Gurgel acusa Renan de simular gastos com aluguel de carros da empresa de seu primo Tito Uchôa, para desviar parte da verba indenizatória paga pelo Senado. Renan é acusado de peculato – ou seja, desvio de dinheiro público 

Tunga no Senado 

Renan não usou apenas bois para tentar justificar de onde tirava dinheiro para pagar a pensão da filha. Usou também uma empresa que pertence ao primo – e que recebia do gabinete de Renan por “serviços”. Trata-se da Costa Dourada, uma locadora de carros de Alagoas que está em nome de Tito Uchôa – este não apenas primo, mas também laranja de Renan em rádios e TVs. Renan, ainda para justificar como pagara a pensão da filha, disse ter recebido R$ 687 mil da empresa, por meio de supostos empréstimos.

 Tito Uchôa, primo de Renan (Foto: Marco Borelli/O Jornal)A PGR descobriu, porém, que os empréstimos não foram declarados à Receita e que o dinheiro supostamente proveniente deles “não transitou pelas contas apresentadas”. No papel, Renan recebia mais dinheiro da Costa Dourada do que o lucro que a empresa tinha. Em 2005, por exemplo, Renan recebeu R$ 99,3 mil da Costa Dourada – mesmo ano em que a empresa declarou lucro de R$ 71,4 mil. E quanto aos supostos empréstimos da Costa Dourada a Renan, contraídos em 2005? Não foram pagos pelo senador. “Passados mais de três anos desde o início dos empréstimos, não houve registros de pagamentos ou amortizações parciais dos recursos”, diz Gurgel.

A PGR descobriu muito mais, após quebrar os sigilos bancários dos envolvidos: havia saques, em espécie, das contas da Costa Dourada, enquanto a empresa supostamente prestava serviços ao gabinete do senador. O dinheiro saída da conta do Senado, ia para a conta da empresa do laranja de Renan, era sacado em espécie – e sumia. As gambiarras entre Renan e a empresa do primo-laranja levaram a PGR a descobrir outro crime cometido pelo senador: peculato, ou desvio de dinheiro público.“No curso deste inquérito, também ficou comprovado que, no período de janeiro a julho de 2005, Renan Calheiros desviou, em proveito próprio e alheio, recursos públicos do Senado Federal da chamada verba indenizatória, destinada ao pagamento de despesas relacionadas ao exercício do mandato parlamentar”, diz Gurgel na denúncia.

Era um esquema prosaico. O gabinete de Renan desviava recursos da verba indenizatória e apresentava ao Senado notas fiscais da Costa Dourada. No total, R$ 44,8 mil. Ao analisar as contas bancárias da Costa Dourada e de Renan, porém, a PGR nada encontrou. “Não há registro de pagamento e recebimento dos valores expressos nas referidas notas fiscais, o que demonstra que a prestação de serviços não ocorreu (…) servindo apenas para desviar os recursos da verba indenizatória paga pelo Senado Federal”, diz Gurgel. E onde foi parar o dinheiro do Senado? A PGR não conseguiu descobrir ainda. Por quê? Porque o Senado recusou-se a fornecer os documentos que comprovariam o destino dos recursos. Para a PGR, “o denunciado (Renan) praticou o delito previsto no artigo 312 (peculato), do Código Penal”.

O Senado não se recusou apenas a encaminhar ao Supremo as provas sobre o destino da verba indenizatória de Renan. Sequer encaminhou a íntegra da papelada fornecida por Renan ao Conselho de Ética para justificar o patrimônio, conforme pedira a PGR. Diante da postura do Senado, Gurgel pede na denúncia que o Supremo ordene à Casa que envie a documentação necessária ao avanço das investigações.

Desde que as primeiras acusações sobre seu patrimônio vieram a público, Renan mantém sua inocência. Mesmo com o acúmulo de evidências contrárias à versão dele, Renan insiste que o dinheiro para pagar a pensão de sua filha não viera da Mendes Júnior – e, sim, dos tais rendimentos que ele teria obtido com a venda de gado. Entre 2003 e 2006, esses investimentos teriam lhe rendido R$ 1,9 milhão. Na semana passada, após se descobrir que Gurgel apresentara a denúncia à qual agora ÉPOCA tem acesso, Renan afirmou em nota: “Ela (a denúncia) padece de suspeição e possui natureza nitidamente política. A denúncia foi protocolada exatamente na sexta-feira anterior à eleição para a presidência do Senado Federal. Trata-se de atitude incompatível com o habitual cuidado do Ministério Público no exercício de suas nobres funções”. Renan disse ainda que foi ele quem solicitou as investigações ao Ministério Público e à Receita Federal, e que forneceu os documentos (“todos verdadeiros”), além de sigilos bancário, fiscal e telefônico. “O senador Renan Calheiros lamenta a injustificável demora e agora a acusação, já julgada pelo Senado Federal, também será apreciada pelo Supremo Tribunal Federal, num ambiente de imparcialidade”, diz a nota.

Documentos sonegados (Foto: Reprodução)

 

Em dois trechos, a denúncia afirma que o Senado protegeu Renan na investigação: recusou-se a fornecer documentos à Polícia Federal e deixou de enviar outros ao Supremo Tribunal Federal 

Assim que obteve cópia da denúncia da PGR, na quinta-feira, ÉPOCA telefonou para Renan, mas o senador não atendeu à reportagem. Na caixa postal de seu telefone celular, foi deixada uma solicitação de entrevista para que o senador pudesse comentar a denúncia do procurador Roberto Gurgel. Cinco minutos após o contato feito por ÉPOCA, uma mulher ligou, a partir do telefone celular do senador Renan Calheiros, e identificou-se como Dilene, secretária do senador. Mais uma vez, ÉPOCA solicitou uma entrevista com o senador. Até o fechamento da reportagem, o senador Renan Calheiros e sua assessoria de imprensa não responderam aos pedidos de entrevista. 

Fonte: Revista Época

Congresso Nacional: Renan e Genoíno representam o Congresso 2013


Nas próximas horas, quase certamente o Brasil verá o senador Renan Calheiros (PMDB/AL) eleito presidente do Senado Federal. O gramado em frente ao Congresso Nacional está sendo palco de protestos, com vassouras, baldes e panos de chão, simbolizando uma lavagem.

O protesto, organizado por dezenas de entidades de movimentos anticorrupção, pede aos senadores que escolham um presidente ficha limpa, capaz de dirigir o Senado “com independência e dignidade”. Mas esta parece ser uma causa perdida.

Em dezembro, o Congresso Nacional, neste caso representado pela Câmara, empossou como deputado federal o petista José Genoíno, sabendo que este fora condenado pelo Supremo Tribunal Federal, estando prestes a ser preso.

Deputados e senadores não estão se importando com a opinião pública. Os principais partidos desafiam a sociedade e em algum momento pagarão um preço político por isso.

Além de Renan Calheiros, os senadores Pedro Taques (PDT/MT) e Randolfe Rodrigue(PSOL/AP) são candidatos à presidência do Senado, mas provavelmente não têm chance de vitória. 

Fonte: Blog do Renato Riella
Blog do Edson Sombra

Dívida que se arrasta há 20 anos faz justiça penhorar terras de clã Roriz

Empresa das três filhas do ex-governador do DF tem 50% de suas ações bloqueadas para o pagamento de promissórias devidas a comerciante goiano

Weslliane, Liliane e Jaqueline são sócias no empreendimento

Cinquenta por cento das cotas da Empresa Agropecuária Palma Ltda. que pertencem a Weslliane Maria Roriz foram penhorados no último dia 8 por força de uma decisão judicial. O bloqueio desse bem visa garantir o pagamento de notas promissórias que, segundo a titular da 17ª Vara Cível do Distrito Federal, são devidas a um comerciante goiano. Segundo o processo, há 20 anos ele vendeu a parentes da família Roriz caminhões e vasilhames próprios para o armazenamento de leite. Em 1995, os vendedores deram o primeiro passo de uma extensa novela judicial que se estende até hoje, alegando, desde sempre, o não pagamento dos bens. À época, o valor da causa era de R$ 926 mil. Hoje, os autores da ação esperam receber R$ 14,4 milhões.

É para quitar o compromisso de duas décadas que. há duas semanas. a Justiça autorizou a penhora de metade das cotas da Agropecuária Palma, que é o tesouro da família Roriz, cujo patriarca é Joaquim Roriz. A ação de execução da penhora de cotas da empresa atinge Weslliane Maria Roriz, filha mais velha do ex-governador. Ela foi avalista do marido, Júlio Henrique Almeida Neuls, na negociação com José Maria da Cunha. E, até essa altura do processo, a Justiça entendeu que a parte de Weslliane na Fazenda Palma é a que garante o acerto da dívida com o comerciante.

Fonte: CORREIOWEB - Lilian Tahan
Postado por Do Cafezinho