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terça-feira, 24 de março de 2015

Deputada não quer saber de petistas


A presidente da Câmara Legislativa Celina Leão foi entrevistada pelo jornalista Mino Pedrosa na manhã desta terça-feira, 24, na Rádio OK FM(104.1). A entrevista foi quente. Mino indagou Celina sobre os problemas na Saúde Pública do DF.

"Todos nós sabemos que a Saúde precisa melhorar muito," disse a Leoa. Sobre a conjuntura do atual governo, a parlamentar disse que precisa tirar todos os petistas da estrutura. Aliás, essa é reivindicação de correligionários que apoiaram o governador Rodrigo Rollemberg nas eleições.

A presidente deixou a entender ainda que o governador está ciente da invasão petista em seu governo e assim que puder voltar a nomear, os "intrusos" terão como destino a exoneração. Lembrando que o governo não está podendo nomear e nem exonerar servidores devido a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). 

Fonte: Odir Ribeiro.

Câmara Legislativa realiza o I Fórum de Mulheres da Segurança Pública do DF


Em comemoração ao mês da mulher, a presidente da Câmara Legislativa, deputada Celina Leão (PDT) realiza o I Fórum de Mulheres da Segurança Pública do Distrito Federal, nessa terça-feira (24), no auditório da Casa, de 9h às12h.

“Queremos atender às expectativas do público específico de mulheres, que desempenham um papel restrito e singular na segurança pública, mas que sem dúvida demanda planejamento e um olhar diferenciado que proporcione melhores condições de trabalho”, observa a deputada.

As instituições de segurança pública recebem as mulheres, mas não se planejam para suas particularidades como a maternidade. As mulheres almejam uma legislação aplicada a elas que garantam melhores condições em áreas como a saúde, social (creches), rotinas de trabalho diferenciadas, uniformes e equipamentos de segurança adequados.

Há relatos de que os testes para progressão de carreira têm um alto nível de exigência física. Hoje o corpo de Bombeiros, por exemplo, tem apenas uma mulher mergulhadora devido à alta exigência do teste físico.

Para Celina Leão, o grande objetivo do fórum é buscar políticas públicas que atendam as mulheres que atuam na segurança pública nas mais diversas áreas.

“Vamos ouvir as demandas, conhecer as necessidades de cada corporação, entender o papel dessas mulheres na tomada de decisões e seu dia a dia em um ambiente de trabalho tipicamente masculino, onde apenas de 10% a 15% são mulheres”, explica Celina.

Fonte: Ascom do Deputado Distrital Celina Leão.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Aécio, Ribeiro, Izalci e o tamanho do bico do tucano novo


O tucano Raimundo Ribeiro, conhecido por seus atos probos, não acredita em uma nova intervenção no PSDB brasiliense. O deputado distrital chega mesmo a minimizar – e taxar como boataria – a informação creditada ao seu colega federal Izalci Lucas, de que Aécio Neves, que manda nas hostes tucanas a nível nacional, estaria desgostoso com a disputa regional, que provocaria um cortar de asas geral.

Aliás, o RR do Legislativo costuma dizer que republicano que muda de ninho precisa saber o tamanho do bico.

Fonte: Periscópio/Notibras.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Mais uma: GDF aluga faqueiro de R$ 78 por R$ 155 mil


Relatório do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF) sobre a gestão do ex-governador Agnelo Queiroz (PT) aponta que GDF gastou R$ 155 mil com o aluguel de um faqueiro de 152 peças. O faqueiro foi locado por um período de quase três anos (980 dias) e deveria ter sido utilizado em 58 eventos, mas o GDF, conforme o Tribunal, não comprovou a realização das festas. As informações são do Jornal Destak.

Os técnicos do TCDF, no entanto, apontaram, segundo o jornal, que um faqueiro semelhante poderia ser comprado por R$ 78. Metade do que o GDF pagou na diária do aluguel do item. No próprio procedimento de aluguel do faqueiro, conforme o Destak, o GDF afirma que a compra de um faqueiro de 72 peças sairia por valor médio de R$ 639,90.

Em uma outra tomada de preços, mas para um faqueiro de 91 peças, o GDF pagou R$ 248 pela locação do item.

No entanto, o TCDF afirma que a compra de 20 unidades deste mesmo faqueiro sairia por R$ 4,9 mil.

Desde quando deixou o governo, o petista tem sido acusado de várias irregularidades. Tanto que a 2ª Vara da Fazenda Pública do Distrito Federal determinou o bloqueio de bens do ex-governador do DF e de quatro de seus ex-assessores, em valores que totalizam R$ 37,2 milhões. O bloqueio de bens foi referente a indícios de irregularidade na assinatura de contrato para a realização de uma etapa da Fórmula Indy, em Brasília. A corrida deveria ter sido realizada no início de março deste ano.

Fonte: Informações Congresso em Foco.

Esclarecimento: Administrador do Guará foi exonerado por não concordar com a demissão de seu assessor jurídico


O blog apurou e obteve informações de fonte confiável de que a exoneração do administrador do Guará/DF, Edberto Silva, se deve ao fato do ex-chefe da Assessoria Jurídica da administração, Jorge Antonio, ter sido denunciado por ter recebido propina de R$ 5 mil para a facilitação de um processo. Edberto defendia a permanência de seu assessor, mas o GDF, não.

Com a exoneração de Jorge Antonio, Edberto ficou contrariado e resolveu colocar o cargo à disposição do GDF, que acatou o pedido de demissão. Foi isso que o governador Rodrigo Rollemberg explicou para um amigo seu, que é morador do Guará, no WhatsApp. 

Fonte: Blog do Fred Lima.

quarta-feira, 18 de março de 2015

A voz das ruas


Sem ódio, sem violência e sem vandalismo, dois milhões de brasileiros foram às ruas nos 26 Estados do Brasil e no Distrito Federal para protestar contra os escândalos de corrupção do governo Dilma, cujo segundo mandato começou há apenas dois meses.

Famílias inteiras foram às ruas. Pais e filhos, crianças e idosos marcharam juntos contra a corrupção. Causa espanto, portanto, a fala de alguns governistas que enxergaram “ódio” nas ruas. Quem são os golpistas? As famílias que protestam contra a corrupção ou aqueles que passaram os últimos oito anos saqueando a Petrobras?

É preciso que não apenas os governistas, mas a classe política como um todo entenda o recado das ruas e pare de subestimar a inteligência das pessoas. Novos protestos virão (o próximo em 12 de abril) e Dilma ainda tem 46 meses de mandato a cumprir. É hora de abandonar o cinismo palaciano e oferecer respostas dignas aos brasileiros.

É lamentável que – em coletiva de imprensa após os protestos – os representantes do governo federal tenham repetido as mesmas promessas feitas em junho de 2013, quando manifestações também reuniram milhares de insatisfeitos em todo o Brasil.

Foi novamente prometido um tal “pacote anticorrupção”, sem que ninguém do governo federal tenha reconhecido que falharam em cumprir a mesma promessa, feita em 2013 que, se tivesse sido cumprida, talvez tivesse abreviado a crise na Petrobras.

É notável a ausência de autocrítica dos petistas, cujo talento para fugir da realidade nós, do Distrito Federal, conhecemos bem. Dizem, as pesquisas internas do Planalto, que Dilma tem apenas 7% de aprovação. 

Se permanecer nesse estado de negação, a presidente acordará para a realidade tarde demais.

Fonte: Ascom da Deputada Distrital Celina Leão.

Alírio de malas prontas para o PMDB


Segundo informações obtidas pelo blog, o ex-deputado distrital, Alírio Neto (PEN), já estaria com um pé no PMDB, partido do ex-governador Tadeu Filippelli, que foi o grande articulador que trabalhou nos bastidores para a mudança de sigla do ex-deputado.

Alírio foi secretário de Justiça e Cidadania dos governos José Roberto Arruda (DEM) e Agnelo Queiroz (PT), além de deputado distrital por três vezes, aonde chegou a ocupar a presidência da Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF).

Fonte: Blog do Fred Lima.

terça-feira, 17 de março de 2015

Rombo no Buriti é um saco sem fundo; Agnelo se defende, e afunda


Confortavelmente instalado em Miami desde que deixou o Palácio do Buriti, Agnelo Queiroz pouco sai do casulo onde se esconde dos muitos credores. Vive como uma espécie de fugitivo (não foragido) com vergonha do povo que ele governou por quatro anos e de raros amigos remanescentes vítimas dos seus calotes.

Quando se permite vir rapidamente ao Brasil, onde espera pisar de vez nos próximos 40 dias, Agnelo dá declarações sem anexo. Nessas ocasiões, bate na tecla negando que tenha deixado o governo no vermelho. E diz, com leviandade, que os números do sucessor Rodrigo Rollemberg estão errados.

O ex-governador tentou se defender mais uma vez no fim de semana, em entrevista à edição Brasília da revista Veja, concedida em São Paulo, onde ele esteve, disse, para tratar de assuntos particulares. Agnelo atacou desafetos e jurou – como neocristão –, que o rombo nas contas públicas é uma invenção de Rollemberg.

Procurado, o Palácio do Buriti contestou mais uma vez o trambiqueiro de fornecedores do governo e de amigos que confiaram nele. Assessores diretos de Rollemberg consultados por Notibras manifestaram a crença de estar falando sobre o déficit no caixa pela última vez.

- Agnelo está passando por um falastrão. É preciso um mínimo de dignidade para assumir os erros que cometeu. Ele foi irresponsável ao empenhar um dinheiro que não tinha. Extrapolou os limites da Lei de Responsabilidade Fiscal e não pode sair por aí dizendo que nossos cálculos são peça de ficção”, sentenciou um assessor que entra no gabinete de Rollemberg sem precisar bater na porta.

Os dados disponibilizados para Notibras são claros. Em pouco mais de dois meses de gestão, Rollemberg cortou pela metade o número de cargos comissionados de servidores sem vínculo com o Estado. O total de vagas ocupadas nessa condição caiu de 8 mil 635, em setembro de 2014, para 4 mil 225. Nota-se, assim, redução de 48,93% na contratação pela simples indicação política. Ao mesmo tempo, outros 315 cargos com vínculo foram extintos. Somadas, essas medidas geraram uma economia de 35 milhões 700 mil reais para os cofres do governo.

O mesmo assessor palaciano lembra que o compromisso do governador sempre foi o de reduzir em 60% os cargos em comissão ocupados por servidores sem vínculo. Isso ficou claro no Decreto 36.236, deste ano. Hoje, este percentual está em 48,93% e a expectativa é que alcance a meta nos próximos meses.

O pensamento reinante no Palácio do Buriti é o de que, desconhecendo a nova política de transparência e contenção de gastos, a oposição acusa o governo de promover aumento global nas despesas com as contratações em comissão.

Um raciocínio, porém, fácil de refutar. Não é preciso ser nenhum doutor em administração pública para entender que Agnelo e seus defensores faltam com a verdade quando enfatizam que o atual governo manipula os números.

A conta é simples, se for levado em consideração que a base comparativa para a análise é o mês de setembro de 2014, quando Rollemberg assumiu o compromisso com a população. Só a título de ilustração, basta lembrar que naquele mês, o custo global praticado pelo ex-governador Agnelo Queiroz foi de 49 milhões 200 mil reais. Já em fevereiro de 2015, esse custo caiu para 37 milhões 800 mil reais. Uma diferença respeitada superior a 11 milhões de reais, segundo dados oficiais do Sistema de Gestão de Recursos Humanos.

Inexplicavelmente, Agnelo não quer entender que o governo Rollemberg tem repetido e provado que os seus fundamentos contábeis estão corretos. Nesse sentido, o secretário de Gestão Administrativa e Desburocratização, Paulo Vogel, e o de Fazenda, Leonardo Colombini, têm mostrado os números reais disponíveis no Tesouro.

Basta lembrar a postura assumida por Colombini, em reunião com os deputados distritais. “O governo não tem economizado esforços para equilibrar as contas, mas não faz milagres. Se realmente tivesse dinheiro em caixa, o governador anterior teria honrado os compromissos com os professores e fornecedores”, disse o secretário de Fazenda.

Quem se der ao trabalho de se debruçar sobre a realidade dos cofres públicos e nas mudanças introduzidas no quadro de gestão administrativa, vai verificar que o novo modelo tem sido usado de má fé pelos aliados de Agnelo para confundir a opinião pública em detrimento da imagem de Rollemberg.

Alguns exemplos mostram como os dados foram manipulados para atacar a nova gestão. A oposição tem dito que a remuneração acima de R$ 3 mil aumentou, o que é verdade. No entanto, este aumento foi de 527 cargos e não de 620, como apontaram os críticos da nova política.

O desconhecimento da reforma administrativa também foi usado para desvirtuar dados. Na estrutura da Casa Civil, para citar mais um exemplo, foi dito que no governo passado os cargos eram em número de 411. Nesse quesito há uma presumida leviandade, com os opositores chegando a manipular dados, uma vez que o número correto era de 557, ao custo de R$ 2.086.977,02. No governo Rollemberg, os cargos foram reduzidos a 409, com uma folha de 2 milhões 78 mil reais.

Nessa guerra de nervos que os assessores de Rollemberg esperam vencer com um nocaute rápido, Chico Vigilante é ironicamente apresentado como o desinformado porta-voz de Agnelo Queiroz. Para o Palácio do Buriti, é um equívoco o deputado do PT dizer que o “Governo Rollemberg aumenta em mais de meio milhão de reais as despesas com cargos em comissão e funções de confiança”.

Ninguém melhor do que o secretário de Gestão Paulo Vogel para desmontar os números ponto a ponto. O deputado diz que “houve apenas uma redução de 976 cargos entre o governo Agnelo Queiroz e o atual Governo, com aumento de custo total de R$ 542 mil, comparando com a situação de cargos em dezembro de 2014”. Vogel aponta que fevereiro são 19.313 cargos e não 19.862, como alardeia Chico Vigilante.

– O comparativo que importa aos cofres públicos não é pela quantidade de cargos existentes, mas sim pela quantidade de cargos ocupados, pois cargos vacantes não geram despesas ao erário, observa Vogel. E explica: “Em fevereiro existiam 3.664 cargos vagos dentre os 19.862, totalizando 15.649 cargos ocupados”.

Para Vogel, o compromisso do governador não foi a redução de 60% de todos os cargos em comissão, mas sim a redução de 60% dos cargos em comissão sem vínculo com a administração pública. “A base de comparação para a redução acima não é dezembro de 2014, mas sim setembro, quando foi firmado o compromisso”, esclarece.

A matemática pode até não ser uma ciência exata. Mas, respeitados os números existentes, não resta dúvida de que os cofres do Buriti, quando estavam sob a administração de Agnelo, foram transformados em um verdadeiro saco sem fundo.

Fonte: José Seabra.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Refis é aprovado na Câmara Legislativa e GDF respira aliviado


Depois de muitos desentendimentos entre a situação e oposição, enfim o Programa de Incentivo à Regularização Fiscal (Refis/DF), ou seja, parcelamentos dívidas com juros camaradas foi aprovado pela Câmara Legislativa nesta quinta-feira,12. Portanto, se você está devendo IPVA, IPTU, multas de trânsito já pode correr na semana que vem, o Refis vai estar valendo.

O projeto foi aprovado pelos 23 deputados distritais, o único que não esteve em plenário foi Joe Valle (PDT) que está em viagem.

Quem quiser mais informações é só acessar o link da Agência Brasília.

Fonte: Odir Ribeiro.

Agnelo Queiroz diz que foi injustiçado e promete ser opositor ferrenho

O petista em visita a São Paulo na última terça (10): promessa de oposição dura aos adversários, mas só a partir de maio 

O ex-governador Agnelo Queiroz foi entrevistado neste final de semana pela jornalista Lilian Tahan da revista Veja Brasília. Um brilhante trabalho. O ex-governador fez diversas acusações ao atual governo, além de afirmar que não deixou rombo algum nos caixas do Governo do Distrito Federal (GDF). Agnelo promete fazer oposição cerrada ao governador Rodrigo Rollemberg. 

Leia parte da entrevista

O atual governo afirma que sua administração deixou um rombo nas contas públicas de 4 bilhões de reais. O senhor foi irresponsável?

Essa é a primeira grande mentira de Rollemberg. Deixei 1 bilhão de reais em caixa quando saí. O governo dele disse que só tinha 67 000 reais na conta. Os dados oficiais provam que isso é mentira. O GDF tem 55 contas, entre o BRB, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil. Eles mostraram só o que interessava. Quando a Justiça, recentemente, obrigou o GDF a pagar os servidores sem fatiar salários e o governador cumpriu a medida, ficou claro que se tratava de uma farsa, que a verba estava em caixa. Ou eles fizeram o dinheiro brotar?

O senhor também não convenceu o Tribunal de Contas nem o Ministério Público sobre a sanidade das finanças de seu governo. Trata-se de um complô?

O governo de Rollemberg se vale de táticas nazistas na tentativa de me destruir. Repete uma mentira mil vezes para ver se ela vira verdade. Alega que eu deixei dívidas a partir de cálculos sobre compromissos futuros do governo. Isso é um absurdo contábil, mas alguns setores sérios da sociedade chegaram a acreditar. Dos mais de 100 000 servidores, 9 000 faziam aniversário em dezembro e deveriam receber o 13º salário no mês subsequente, em 5 de janeiro. É um dos casos em que não se pode falar em atraso. No ano passado, tivemos dificuldade de fechamento de contas, como no resto do Brasil. A diferença é que perdi a eleição e houve uma descontinuidade. Para Rollemberg, a campanha não acabou. Ele não desceu do palanque. Rollemberg, não. O governador Hélio Doyle, porque quem governa é o Hélio. Ele também organiza as mentiras e as passa para a população. Brasília vive uma crise fabricada.

O senhor é réu em duas ações que bloquearam seus bens e contas. Acha que terá condições de provar sua inocência?

Em uma dessas ações, o MP alegou que a inauguração do Centro Administrativo foi um capricho, por ter sido realizada no final do governo. Mas eu estava em pleno exercício do meu mandato popular e soberano. E todos os pressupostos estavam em dia. Se eu não emitisse o habite-se, aí, sim, teria de responder. Cumpri minha obrigação. Entreguei um prédio fundamental para melhorar a rotina da população.

Mas entregou de maneira precária, sem móveis, por exemplo.

E no Mané Garrincha? Há móveis e computadores? Transformar o estádio em centro administrativo tendo um espaço apropriado para o funcionamento da burocracia é um disparate. Um governo que entra não pode destruir tudo o que seu antecessor fez para alimentar um revanchismo ignorante.

O senhor investiu tempo e verba pública para trazer a Universíade e a Fórmula Indy a Brasília. O atual governo o acusa de não ter deixado dinheiro para a realização dos projetos. Quem vai pagar essa conta?

Cancelar essas parcerias depois do esforço gigantesco que fizemos para colocar Brasília no calendário internacional é um crime contra a cidade. Os eventos movimentam hotéis, táxis, lojas, toda a cadeia produtiva do turismo, geram emprego e renda. Só a Fórmula Indy deixaria 100 milhões de reais na cidade. Sem falar que a atitude irresponsável do cancelamento compromete a imagem do DF. Brasília vai levar décadas para recuperar a confiança internacional, além de ter de arcar com uma indenização milionária. Esse governo é mesquinho, tem uma visão pequena da capital do país. Achar que todo o esforço de cooperação internacional era para justificar viagens ao exterior mostra uma compreensão miúda da gestão pública.

Poucos meses após ter deixado o governo, o senhor já responde a nove ações de improbidade, a maior parte delas por nepotismo. Faltou atenção à lei que proíbe o emprego de parentes no governo?

Fui eu que fiz essa lei. Temos hoje uma legislação de transparência que é invejável. Mas é que um governador assina muitas nomeações e, nessas situações, foram parentes em áreas diferentes do governo. Assim que tomei conhecimento, pelo próprio MP, mandei demitir um dos familiares. Mas, convenhamos, estamos falando de meia dúzia de casos em um universo de mais de 100 000 servidores. Dê uma olhada no governo Rollemberg. O presidente da Caesb e o diretor do DER são irmãos, os Ludovice.

O senhor passou quatro anos à frente do governo, seis meses como interventor da saúde. Hoje se sentiria seguro em indicar tratamento em um hospital público do DF para algum parente seu?

Não só tenho coragem como fui atendido no HRT (Hospital Regional de Taguatinga) quando machuquei a perna em um acidente de moto.

O senhor tinha a prerrogativa do cargo. Dramático é para a dona Maria e o seu Francisco, não?

No meu governo, melhoramos o atendimento nas emergências, criei a sala vermelha. O Hospital de Base é referência no atendimento dos casos mais graves. Investimos 5,6 bilhões de reais nessa área, o maior aporte entre todos os estados. Recuperei a emergência do HRT, do HRP (Planaltina), fiz seis UPAs, nove clínicas da família, coloquei o Hospital da Criança para funcionar. Contratei 14 000 profissionais de saúde e melhorei o salário dos servidores, não só os da saúde. Todos os aumentos foram calculados com base na média de arrecadação do DF. Dei conta de pagar de 2011 a 2014. Por que agora esse governo diz que não pode honrar os compromissos? Porque tem prioridades diferentes e manipulou quanto pôde para tirar um direito adquirido pelos funcionários. E o mais triste é que políticos que sentaram comigo para negociar esse aumento hoje fazem o jogo do contra.

De quem o senhor está falando?

Cristovam Buarque, por exemplo.

Os amigos o tratam carinhosamente por Magrão, dizem que tem abraço de urso. Os adversários o chamam de Agnulo e dizem que no GDF o senhor esteve mais para bicho-preguiça. Como se autoavalia?

Os adversários estão no papel deles, desde que assumi tentam me desconstruir. Quem me conhece sabe do meu ritmo. Trabalho até dezoito horas por dia se for preciso. Mas esse é o tipo de pergunta que só as comparações vão responder. Quero ver no final do governo quem fez mais UPAs, escolas, asfalto.

O senhor diz que seus inimigos políticos tentam destruí-lo, mas foram os eleitores que não o levaram nem ao segundo turno, patamar que até dona Weslian alcançou em 2010. Não lhe faltou carisma?

Fui vítima de um aspecto conjuntural, de ataques permanentes ao meu governo. Não consegui mostrar tudo o que fiz. Na campanha, os adversários tiveram a cara de pau de negar obras físicas que construí, que estão aí para quem quiser ver. Além disso, enfrentei grupos poderosos, cartéis, e isso gera muitos inimigos. Paguei com o preço da popularidade.

Se não for impedido pela Justiça, pretende voltar à política?

Meu objetivo hoje é fazer a minha defesa, mostrar as realizações do meu governo. Não estou pensando em candidatura coisíssima nenhuma. Só não vou aceitar que uma carreira respeitada seja alvo de ataques rasteiros.

O senhor já pilotou o avião chamado Brasília, mas, em janeiro, foi visto indo para Miami espremido na classe econômica. O poder deixou saudade?

Em absoluto. Nunca me contaminei por posições. Tenho vida simples, tive no mandato inteiro e vou continuar assim. A melhor maneira de conhecer uma pessoa é dar poder a ela. Veja o Rollemberg. Acusou-me de ter feito uma reforma desnecessária em Águas Claras, disse que não usaria o espaço e agora está despachando de lá. Segundo eu soube, até elogiou as acomodações. Mas falar uma coisa e fazer outra parece que tem se tornado a marca dele. Prometeu fazer a eleição de administrador e não fez. Disse que iria radicalizar na transparência e acabou com a secretaria. Prometeu cortar comissionados e aumentou o salário desses cargos. Comprometeu-se a liberar a senha do Siggo e, até agora, nada. E foi pedir conselhos a Roriz. Isso não tem cabimento para um político que se diz mais alinhado à esquerda.

Como tem sido sua rotina em Miami?

Não tenho uma rotina muito fixa. Mas, basicamente, vou de bicicleta à escola de inglês, que fica a uns 6 quilômetros de casa, e passo o dia lá. Não voltei a correr porque ainda preciso de fisioterapia para o joelho. Ele não está 100%. Como não temos secretária lá, dividimos as tarefas. Às vezes eu cozinho, às vezes é a Ilza (ex-primeira-dama). É uma vida nada fora dos padrões.

Quando retorna a Brasília?

No fim de abril. A ideia era aproveitar minha licença-prêmio como médico para ficar afastado por pelo menos 100 dias, deixar o governador à vontade, sem ficar emitindo opiniões. Acabei revendo essa decisão para reagir ao massacre que ele tem feito à minha imagem. Portanto, em breve voltarei às minhas atividades como cidadão, para me defender contra essas injustiças, sobretudo perante os órgãos competentes. Tenho confiança na lucidez do Judiciário. Agora, fico revoltado quando vejo o presidente de um Tribunal de Contas (Renato Rainha) fazendo pré-julgamento, falando pelos conselheiros, usando o cargo como palanque eleitoral.

Por que esta entrevista está sendo feita em São Paulo? O senhor está constrangido de aparecer em Brasília? Tem medo de ser agredido?

Em absoluto. Eu tinha questões pessoais para resolver aqui, só isso. Sei que vai levar um tempo, mas as pessoas um dia ainda vão reconhecer tudo o que fiz por Brasília.

Fonte: Informações Veja Brasília

quarta-feira, 11 de março de 2015

Deputado do PSDB deixa liderança do GDF para protestar contra Dilma

Júlio Cesar, do PRB, é novo líder na Câmara; anúncio foi feito nesta terça.
Raimundo Ribeiro ficou um mês no posto; saiu para 'evitar constrangimento'.

Deputado Raimundo Ribeiro ao lado do governador do DF, Rodrigo Rollemberg, durante segundo turno, em outubro de 2014 

O deputado distrital Júlio Cesar (PRB) deve ser anunciado nesta terça-feira (10) como novo líder do governo na Câmara Legislativa. Desde a segunda (9), o parlamentar conversa com representantes do Buriti e com o ex-ocupante do posto, Raimundo Ribeiro (PSDB), para tomar conhecimento das demandas da função e dos próximos temas que o Executivo tentará aprovar com os deputados.

A saída oficial de Ribeiro foi protocolada nesta segunda (9). O deputado afirma que escolheu abrir mão da liderança para ajudar nas manifestações de rua contra a presidente Dilma Rousseff, incluindo o ato agendado para o próximo domingo (15).

"Continuo na base do governador Rodrigo Rollemberg, mas não preciso da vestimenta da liderança para ajudar o governo. Estar na frente de um movimento que busca a investigação da presidente Dilma Rousseff poderia causar um mal-estar entre o Buriti e o Palácio do Planalto", afirmou Ribeiro nesta terça ao G1.

Sem partido

O parlamentar afirma que o movimento de protesto "não tem coordenadores" e que não vai estar na passeata do dia 15 como representante do partido. "Não é uma posição partidária, mas sim em termos de DF. Contempla 90% da população da capital, como pudemos ver nos panelaços. É um movimento das pessoas de bem", afirma.


Dirigentes do PSDB adotaram posição de cautela em relação aos protestos nas últimas semanas. Na segunda (9), o senador tucano Aloysio Nunes Ferreira (SP) afirmou a jornalistas que estará presente nas passeatas, mas que o partido não acredita na tese do "impeachment".

Único parlamentar do partido na Câmara do DF, Ribeiro afirma defender a investigação da presidente, e não a deposição do cargo. "Dilma foi citada duas vezes pelos dois doleiros, que estão sob o manto da delação premiada e têm compromisso de falar a verdade. Defendo que seja investigada."

Deputado distrital e novo líder do GDF na Câmara, Júlio Cesar Ribeiro (PRB) 

Novo líder

A confirmação de Júlio Cesar foi divulgada pelo GDF no fim da tarde desta terça (10). Distrital mais votado nas eleições de 2014 e estreante em cargo eletivo, ele diz que reconhece as dificuldades mas se considera à altura do novo cargo.

"Fiquei muito feliz com o convite do governador Rollemberg. Tudo para mim é muito novo aqui na Câmara, mas é preciso vencer as dificuldades", afirmou o parlamentar ao G1. Ele também ocupa o cargo de segundo secretário da Mesa Diretora.

Entre 2012 e 2014, o político foi secretário de Esporte do governo de Agnelo Queiroz. Ele diz acreditar que a proximidade com a bancada petista pode ajudar na negociação dos projetos. "A maioria dos parlamentares que fazem oposição hoje era base do Agnelo. A missão que o governador me deu é de conciliar, debater e trazer todas as explicações possíveis."

O primeiro desafio de Júlio Cesar deve ser a aprovação do programa de refinanciamento das dívidas (Refis). Enviado há duas semanas pelo Buriti com pedido de urgência, o texto ainda não passou pelo plenário da Câmara.

"O projeto traz oxigênio às contas públicas do DF, com quase R$ 100 milhões. Já conversei com os colegas e acho que conseguiremos aprovar amanhã [dia 11]. Espero começar com o pé direito."

Fonte: G1

Por bom comportamento, ex-senador Luiz Estevão vai cumprir pena em casa

Luiz Estevão


Estevão já cumpriu um sexto da pena por falsificação de documentos e vai sair do semiaberto

A Vara de Execuções Penais concedeu ao empresário Luiz Estevão a progressão do regime semiaberto para o aberto, nesta terça-feira (10/3). A Justiça considerou que ele teve bom comportamento na penitenciária e já cumpriu um sexto da pena.

Entenda o caso

O ex-senador começou a cumprir pena de 3 anos e 6 meses em regime semiaberto por falsificar documento público. A acusação é de que o empresário teria alterado livros contábeis para justificar dinheiro de obras superfaturadas e construir o prédio do Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo.

Inicialmente o empresário ficou detido em Tremembé (SP). Em 28 de outubro de 2014, Estevão foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda.

Fonte: Correioweb / Com informações de Ana Maria Campos.

Impeachment Já


Câmara Legislativa realiza o I Fórum Liderança em Movimento



O auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal ficou lotado para o I Fórum ‘Liderança em Movimento’, que aconteceu na noite dessa quinta-feira (5) e contou com lideranças de diversas Regiões Administrativas do DF e dois intérpretes de libras.

A presidente da Casa, deputada Celina Leão (PDT) abriu o evento e discorreu sobre a importância do trabalho desenvolvido pelo líder comunitário e pelo desafio que assumiu para aproximar a Câmara legislativa do povo.

“Queremos nos unir aos líderes que se dedicam a fazer a diferença na vida das pessoas e abrir o leque de possibilidades de participação na sociedade, de maneira a fortalecer sua atuação. Acredito muito no poder coletivo e juntos podemos tornar a nossa cidade melhor”, considerou a deputada.

Gilberto Camargos, presidente da Associação de Moradores de Vicente Pires - AMOVIP, destacou a represália que sofreu após se unir à população de sua cidade para tapar buracos, que tomavam conta das vias. O grupo foi denunciado pela administração e todos foram parar na delegacia. “Não nos intimidamos, nosso trabalho continua. Nós somos a força desse país, o que precisamos é de união, aí podemos tudo. Façam acontecer, juntos nós podemos realizar grandes coisas”, afirmou.

O presidente da Associação Nacional das Lideranças Comunitárias do DF e Entorno, Ilço Firmino Neto falou sobre as dificuldades enfrentadas pelos líderes. “O meu sonho era pisar na Câmara Legislativa com esses líderes e eu realizei e agradeço porque precisamos desta abertura para quem se propõe a lutar pelos menos favorecidos”, enfatizou.

O presidente da Federação dos Conselhos de Segurança, José Neif disse que em 50 anos de Brasília é a primeira vez que foi chamado à Câmara Legislativa, o que descreveu como a valorização do líder comunitário. “Os Conselhos de Segurança só existem pelo empenho dos líderes, são voluntários que vão de casa em casa e levam as demandas da comunidade, os verdadeiros líderes que não advogam em causa própria, mas pelo interesse coletivo”, considerou.

O presidente o conselho de Saúde do DF Helvécio Ferreira da Silva, descreveu a iniciativa da Câmara legislativa de reunir os líderes, como “brilhante”. “O momento é oportuno para as lideranças, que precisam ser protagonistas da reforma e reconstrução de um novo modelo de gestão pública. Hoje retirou-se um fosso que separa o poder estabelecido de quem origina-se o poder, que emana do povo, pelo povo e para o povo, sem líderes não existe poder constituído, mas anarquia”, avaliou.

Durante o fórum foram realizadas palestras pelo Major, psicólogo e professor universitário, Dr. Jesiel Costa Rosa e pela doutora em psicologia social, Drª Flávia Reis Sulz com os temas: A importância do líder na transformação da comunidade; Liderança x política partidária; meritocracia – O valor de quem faz; Liderança motivada para o sucesso; O papel dos conselhos de segurança, e saúde, como usuários e membros fiscalizadores.

Ao final do evento, Celina Leão recebeu várias reivindicações, entregues por escrito pelas lideranças presentes. “Vamos analisar todos os pedidos e dar encaminhamento cumprindo o nosso papel, que é legislar, fiscalizar e representar a população do DF”, comprometeu-se a deputada.

Fonte: Ascom da Deputada Distrital Celina Leão.

terça-feira, 10 de março de 2015

Impeachment Já


Deputado Raimundo Ribeiro promove ato público em favor das cooperativas de transporte público

Deputado Raimundo Ribeiro promove ato público em favor das cooperativas de transporte público

Na tarde desta segunda-feira (09), o auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal ficou lotado. Cerca de 300 pessoas compareceram ao ato público, que foi convocado pelo deputado distrital Raimundo Ribeiro (PSDB/DF), em defesa das Cooperativas dos Transportes Urbanos e Rurais do DF.

O evento, que tinha como objetivo principal discutir sobre o transporte público do Distrito Federal, contou com a presença do Secretário de Estado de Mobilidade do DF, Carlos Tomé, que ouviu atentamente sobre os problemas apresentados pelos representantes das cooperativas. Entre as principais reivindicações, estão a renovação da frota e a atualização das tarifas em relação aos custos operacionais que, de acordo com eles, estão defasados.

De acordo com o assessor parlamentar, Marcos Pato, a reunião foi de extrema importância. “Parabenizo o deputado Raimundo Ribeiro pela convocação deste ato, que na verdade, tem caráter de audiência pública”.

Em resposta aos pedidos da categoria, o deputado Raimundo Ribeiro propôs que fosse criada uma frente parlamentar para tratar dos assuntos das cooperativas do transporte público, que sofrem com problemas acumulados ao longo do tempo no Distrito Federal.

Fonte: Ascom do Deputado Distrital Raimundo Ribeiro.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Vamos separar as estações: Rollemberg errou? Critiquem. O PT/DF armou cilada? Não caia nela


O governador Rodrigo Rollemberg cometeu erros lamentáveis na escolha de alguns administradores regionais. Além disso, não enxergo muitas virtudes no perfil profissional do chefe da Casa Civil do GDF, Hélio Doyle, como já mostrei em algumas postagens. Contudo, é de se estranhar o contra-ataque petista ao GDF, com a intenção de mostrar que o problema de tudo são apenas as decisões do governador, não a herança maldita que ele herdou. Alguns petistas chegam a beirar o cômico, como o deputado distrital Chico Vigilante, que culpa exclusivamente Rollemberg pela falta de recursos no DF.

Dias atrás conversei com um amigo que faz a cobertura da política candanga. Ele me alertou sobre o falso ringue criado, já que o maior interessado em desestabilizar o governo Rollemberg seria o PT, visando criar uma cortina de fumaça e confundir a população e até os jornalistas sobre quem de fato é o responsável por ter deixado o DF nessa situação caótica. A tática do PT é dizer que o culpado chama-se Rollemberg e ninguém mais, que todas as mazelas não passam de invencionice do atual governo.

Não caio no papo furado do PT/DF, nem crio em torno de Rollemberg uma imunidade governamental, que só pelo fato dele ter pego um “abacaxi verde” de seu antecessor lhe dá o direito de não ser criticado por erros que vier a cometer.

Temo uma imprensa que não enxergue com nitidez os verdadeiros culpados por causa de fumaças ofuscantes, que fazem com que acusemos injustamente os inocentes, como também vejo com preocupação jornalistas que não apontam erros de um governante por uma falsa compaixão. Ambos os casos são preocupantes.

Não vamos entrar em falsos ringues, como também não podemos tapar os olhos e exigir compreensão em demasia com os erros que o governador vier a cometer. Muita sabedoria nessa hora.

Fonte: Blog do Fred Lima.

Impeachment não sai


Sempre disse e cansei de avisar: o Impeachment de Dilma Rousseff não vai acontecer por uma série de motivos. O primeiro é a falta de elementos comprobatórios para incriminar a presidente no escândalo da Petrobras. O segundo é a sustentação que Dilma tem no Congresso Nacional, mesmo com o crescimento do número de rebeldes da base aliada.

Não se iludam, Dilma concluirá seu mandato, ainda que o horizonte já dê sinais de que sua segunda gestão será pior do que a primeira.

Para a oposição, o impeachment não seria vantajoso, tanto que eles até evitam tocar neste assunto. O desgaste da presidente é uma jogada política muito mais eficiente do que retirá-la de cena. Se ela saísse este ano, por exemplo, o povo, que já é conhecido por ter a memória curta, poderia trazer o PT de volta ao poder em 2018, na falta de opções. Lula já come pelas beiradas, e Mercadante torce para o ex-presidente “bater as botas”, visando ser ele o candidato. Resumo da ópera: tudo em nome do poder.

Fonte: Blog do Fred Lima.

Exoneração na PMDF: “QUE PAÍS É ESTE?”


Nunca esta pergunta, parte de uma música famosa do grupo Legião Urbana, se mostrou tão apropriada para descrever o Brasil como nos dias atuais.

Desmandos da parte dos ocupantes maiores do Poder Político Nacional, em todos os níveis (Federal, Estadual/Distrital/Municipal), acontecem numa velocidade estonteante e numa quantidade tamanha que não se sabe onde mais vai ter fim.

O pior, junto a tais desmandos vêm uma perda de valores tamanha que não se sabe mais o que é certo o que é errado, o que é legal ou ilegal.

Vamos a um exemplo recente ocorrido em plena Capital da República que se diz democrática.

Em matéria veiculada no site denominado “G/1” das organizações Globo, em 05 de março de 2015 (http://g1.globo.com/distrito-federal/noticia/2015/03/chefe-do-batalhao-de-transito-deixa-cargo-apos-buzinaco-na-esplanada.html), encontramos a seguinte manchete:

“Chefe do batalhão de trânsito deixa cargo após 'buzinaço' na Esplanada PM diz que comandante colocou 'cargo à disposição' e que avalia saída.

Policial afirma que homem foi exonerado; caminhões fizeram comboio.” (sic)


Lendo-se a matéria, verifica-se que tal ocorreu devido a um protesto realizados por determinado número de caminhoneiros em Brasília, nas proximidades do Congresso Nacional e do Palácio do Planalto.

Contudo, mesmo sendo induzido pela manchete a se achar que o Comandante do Batalhão de Trânsito possa ter cometido alguma violência, ameaça, ou arbitrariedade, verifica-se nas entre linhas da reportagem que o mesmo “foi exonerado” ou “solicitou sua exoneração”, justamente por ter permitido o pleno exercício da cidadania, consubstanciado num protesto de determinada categoria que se mostra insatisfeita com os rumos tomados pelos(as) atuais ocupantes do Poder Maior do País. Como se chega a esta conclusão?

Tomando-se por base um próprio trecho da reportagem que diz:

(...) “Um membro do batalhão informou à reportagem que Soares foi exonerado e negou que ele tenha colocado o cargo à disposição. Segundo o servidor, após os caminhoneiros fazerem a carreata Soares foi chamado pelo comandante-geral da PM, coronel Florisvaldo César, para dar explicações sobre o motivo da liberação do deslocamento dos caminhoneiros.

Ainda de acordo com o policial, o comandante-geral afirmou que Soares descumpriu um acordo entre o GDF e o governo federal de que os caminhoneiros não poderiam sair do estacionamento do estádio. O G1procurou o GDF, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.” (grifo)

Ou seja, existe uma suspeita ou possibilidade de que o mesmo tenha sido exonerado porque “descumpriu um acordo entre o GDF e o governo federal de que os caminhoneiros não poderiam sair do estacionamento do estádio”, mesmo que em tal protesto, embora de forma estrondosa (pelo acionamento de buzinas de caminhões de forma simultânea), não se tenha registrado nenhum incidente que indicasse violência, truculência ou arbitrariedade da parte de nenhum dos policiais que ali estavam administrando a legítima manifestação democrática.

Isto faz muito sentido se for lembrado que, noutras manifestações havidas em plena Esplanada dos Ministérios, notadamente as ocorridas em 2013, graças à ação dos chamados “vândalos” ou “Black Blocs”, mesmo com a existência de confrontos entre estes e à PMDF, nenhum comandante de Batalhão à época perdeu seu cargo, pediu exoneração ou foi removido.

Lembre-se ainda dos confrontos havidos entre “índios” e Policiais Militares em maio de 2014, quando os primeiros buscaram interromper à visitação a Taça do Mundo da FIFA aqui exposta (http://oglobo.globo.com/brasil/indios-manifestantes-entram-em-confronto-com-policiais-em-brasilia-12618379).

Naquela ocasião, mesmo com policiais militares sendo alvejados por flechas, sendo lesionados a golpe de tacape, bordunas e com “indígenas” sendo presos, nenhum Comandante de Batalhão foi afastado, pelo contrário, em matéria veiculada no Jornal O Globo de 27 de maio de 2014 (mesmo link citado no parágrafo anterior) encontra-se:

Em nota, o governo do Distrito Federal (GDF) informou que a Secretaria de Segurança Pública "agiu estritamente dentro do protocolo previsto em casos de manifestações". Segundo o GDF, a operação foi eficiente, preservou a integridade física dos manifestantes e protegeu o grande público, "especialmente crianças, estudantes e idosos que estavam no evento de visitação à Taça da Copa do Mundo". Informou ainda que a manifestação "teve de ser contida no limite estabelecido para segurança dos visitantes". De acordo com o GDF, os policiais não usaram armas letais.

Coincidência ou não, em 2014, o (des) governo do Distrito Federal era ocupado pelo mesmo partido do atual (des)governo federal e, frise-se, a manifestação havida em 2014 era contra a Copa do Mundo que, segundo os mesmos dirigentes deste mesmo partido político, “deixaria imenso legado para o País”. Talvez aqui tenha-se usado um tempo verbal para o verbo “Deixar” de forma equivocada uma vez que, além de perdermos a Copa de forma vexatória, nenhum “legado” ainda foi deixado!

Voltando ao episódio do “buzinaço”, algumas perguntas não podem calar.

Na hipótese de que o Comandante do Batalhão de trânsito tenha sido exonerado pelo descumprimento do acordo que dizia “os caminhoneiros não poderiam sair do estacionamento do estádio”, pergunta-se:

1) Quem é a Presidência da República para determinar tal medida?

2) Não vivemos num Estado Democrático de Direito onde, salvo engano, a Constituição prevê ser livre e legítimo o Direito de Manifestação, vedada a violência?

3) O partido que está no Poder hoje não é o mesmo daquele ex-presidente que disse ter um exército de sem-terra para defender a democracia?

4) Finalmente, o tal partido que está no Poder, não é o mesmo que se diz defensor ferrenho de todos os princípios Democráticos?

5) Onde estaria o Ministério Público, principalmente o Militar (que tem como competência os Policiais e Bombeiros Militares do DF) que não busca verificar a possível ilegalidade cometida pelo Comandante Geral da PMDF contra um seu subordinado?

6) O Comandante Geral da PMDF, aceitando a exoneração ilegal imposta (?) pela esfera federal do Poder, não estaria cometendo um abuso de autoridade?

7) E o governador Rolemberg? Sabia disso? Foi conivente? Aceitou a imposição Federal?

Por fim, tem-se que a busca de tais respostas talvez nos mostre o quanto este País está se perdendo em termos de valores.

Sem ordem e sem cumprimento da Lei, seja por quem for, do maior mandatário, seja pelo cidadão mais humilde, só restará mais uma pergunta:

QUE PAÍS É ESTE?

Fonte: Por Tenente Poliglota.