ACESSOS

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Caso Raad Massouh: Câmara define data da votação do caso Raad

Quebra de decoro. Reuniões de amanhã marcarão a sessão plenária que votará a perda de mandato do distrital acusado de desvio de verbas.

O futuro político do deputado distrital Raad Massouh (PPL) deve ser definido ainda nesta semana. Nas reuniões da mesa diretora e de líderes para decidir a pauta da semana, os distritais vão deliberar sobre a data da sessão que analisará o pedido de cassação de mandato de Raad.

A disposição do presidente da Câmara, Wasny de Roure, é que o assunto Raad esteja encerrado o mais rápido possível. A votação, portanto, deve acontecer na quarta ou quinta-feira. “É um assunto desgastante para a Casa, nosso desejo é que o tema pare de sangrar o quanto antes”, afirma o presidente da CLDF, Wasny de Roure.

Apesar de a lei orgânica do DF ter sido alterada garantindo o voto aberto para as votações, prevalecerá o entendimento do TJDF de que a votação deve ser secreta para que a Constituição Federal não seja contrariada. O voto aberto para perda de mandato ainda está em discussão no Congresso Nacional.

Raad Massouh é acusado de envolvimento no desvio de recursos de uma emenda parlamentar de R$ 100 mil, liberada para um evento rural de Sobradinho. O caso, que ocorreu em 2010, ainda não foi julgado pela Justiça, o que tem levado o deputado a declarar-se “perseguido”.

Para que a perda de mandato seja aprovada a maioria absoluta é necessário: 13 dos 24 votos dos distritais. Dentro da Câmara Legislativa, as apostas são de que não será difícil chegar ao placar.

Comentasse que o deputado tem perfil “desagregador”. 

Outros cassáveis 

É provável que o deputado Benedito Domingos (PP) seja o próximo a ter o processo de cassação apreciado pelos colegas.

No último dia 15 de outubro, o TJDF confirmou a condenação de 1a instância em um processo em que Benedito foi acusado por fraude em licitação. Basta que a Câmara Legislativa seja formalmente comunicada para que as duas representações que pedem a perda de mandato do distrital sejam espanadas.

Já Rôney Nemer (PMDB) e Aylton Gomes (PR), que também foram representados por quebra de decoro, por enquanto, estão preservados porque não possuem condenação judicial em 2a instância.

Fonte: Jornal Metro Brasília

Caso Raad Massouh: O peso das denúncias de extorsão

 
Na próxima quarta-feira, Raad Massouh (PPL) pode se tornar o terceiro deputado cassado da história da Câmara Legislativa do DF.

Se o Congresso Nacional não mudar as normas até lá, os distritais vão decidir em votação secreta o destino do parlamentar, acusado de desviar recursos de uma emenda.

Além da contundente denúncia do Ministério Público do DF e das investigações da Polícia Civil, o episódio da suposta tentativa de extorsão do deputado pode ser decisivo na definição de seu destino.

Em agosto, às vésperas da análise do caso pela Comissão de Ética, Raad Massouh procurou a direção da polícia e o Ministério Público para registrar uma queixa. Disse ter sido extorquido por um pastor de Sobradinho, que falaria em nome dos deputados Dr. Michel (PP), Joe Valle e Agaciel Maia (PTC), todos do colegiado, e teria exigido R$ 4 milhões para o arquivamento do processo.

O desgaste causado por esse caso é maior do que as denúncias de desvio de emenda..

Fonte: Correio Braziliense / Coluna Eixo Capital com Ana Maria Campos e Helena Mader.

Eleições no PT do DF: Campanha dupla


Rivais do deputado Roberto Policarpo na briga pela presidência do PT fizeram cópias de panfleto da campanha de 2010 que pedia votos para ele e para Eliana Pedrosa, à época no DEM e inimiga dos petistas.

O CNPJ que aparece no documento é o da campanha de Policarpo. Ele diz que não se lembra da publicidade.

Fonte: Correio Braziliense / Coluna Eixo Capital com Ana Maria Campos e Helena Mader.

Bisbilhotando a vida alheia 1 e 2 'Reguffe e Rollemberg'


Rivais e criminosos do candidato pedetista José Antônio Machado Reguffe, mandaram fazer um amplo levantamento sobre a vida pessoal do deputado. Os arapongas invadiram sua privacidade, e seguiram-no até seu lazer em praias de João Pessoa, na Paraíba. Agora, esse dossiê está montado e essa turma promete usá-lo se Reguffe for candidato ao Buriti.

Bisbilhotando a vida alheia 2

Quem também foi alvo de arapongagem, e não é novidade, pois virou alvo comum, foi o senador Rodrigo Rollemberg (PSB/DF). O objetivo da turma é saber com que o senador anda se encontrando no meio empresarial e quem anda repassando as informações do Governo do Estado para ele. Parecem não querer atacar somente o senador, mas também o seu padrinho Eduardo Campos, candidato à presidência da República em 2014. Os 'petralhas' estão eufóricos.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Encontro da oposição 'Arruda e Roriz'


A campanha rumo ao Palácio do Buriti em 2014 parece começar esquentar na próxima semana. Os caciques de oposição, marcaram uma reunião para esta segunda -feira (28). O motivo da reunião é unir força para lançar um único candidato à sucessão do governador Agnelo Queiroz. O problema dos candidatos da oposição é a justiça.

Agnelo está contando com a inelegibilidade do cacique Joaquim Roriz e José Roberto Arruda que lideram as pesquisas . A reunião contará com a candidata do PPS ao governo do Buriti, Eliana Pedrosa.

A deputada pode ser a terceira via com o apoio dos caciques. A questão do vice na chapa de Eliana, ficará para o ano que vem, e já se pensa no nome de Jofran Frejat. É preciso lembrar, que tudo isso só acontecerá se Roriz e Arruda estiverem realmente fora do páreo.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa.

Eunice Carvalhido: Cidadã Honorária de Brasília por Celina Leão


A Sessão Solene de entrega do Titulo de Cidadã Honorária para Drª. Eunice Carvalhido, Procuradora Geral do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios foi proposta pela deputada Celina Leão (PDT) e acontece às 19h desta segunda-feira (28) no plenário da Câmara Legislativa.

Para Celina Leão a atuação de Carvalhido vai além do caráter profissional, é uma trajetória percorrida num caminho de abnegação, empenho e entrega pessoal.
 
“Propor a esta Casa este título muito me honra, pois busco homenagear uma mulher forte e destemida, uma mulher comprometida com seu trabalho e com Brasília, que mostra sua capacidade intelectual, que usa seu conhecimento e sua voz de forma a fazer com que a sociedade não perca a esperança de que a justiça efetivamente existe e cumpre seu papel”, afirma a parlamentar.
 
Fonte: Assessoria da Deputada Distrital Celina Leão.

domingo, 27 de outubro de 2013

ONG SAÚDE ATE VOCÊ, EM BUSCA DE NOVAS PARCERIAS

A ONG Saúde Até Você, está a procura de formar parcerias com Instituições de ensino, parlamentares, empresas e outros, para manter suas atividades rotineiras em dia.

Interessados entrar em contato através do telefone: 8558-3791 / 8134630 / 8568472.

Ao mesmo tempo em que fazemos a prestação de serviços, levaremos a propaganda/mensagem de nossos parceiros junto à comunidade.

Vale ressaltar, que trabalhamos de domingo à domingo, e mesmo realizando serviço com estrutura mínima, realizamos cerca de 500 a 1500 atendimentos diários, chegando a 140.000 atendimentos em 2013.

Como bem demonstrado pela reportagem do Jornal G1 somos considerados a segunda maior ONG especializada em prestar serviço na área de saúde do Brasil, e o mais importante sem o uso de dinheiro público. 

Atenciosamente

ONG Saúde Até Você.

Investigação: No rastro de uma lavanderia no Ministério do Trabalho

Documentos em posse da Polícia Federal e do Ministério Público revelam que uma transportadora de Betim pode estar sendo usada para esquentar parte dos R$ 500 milhões desviados da União e para o pagamento de propinas. 

 
Uma transportadora de veículos localizada em Betim, Minas Gerais, pode ser a chave para desvendar um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propina a autoridades ligadas ao Ministério do Trabalho. A AG Log Transportes foi criada em 2010 por Ana Cristina Aquino, uma emergente social que costuma pagar revistas de celebridades para falar quanto gasta com os eventos que promove.

Apesar de não prestar serviços a nenhuma grande empresa, a transportadora declarou ter faturado, de junho de 2012 a junho de 2013, R$ 112 milhões, uma enormidade perto do que faturam empresas do setor. Em apenas três anos de funcionamento, período que a maioria das companhias leva para maturar um negócio e não embolsar lucros milionários, Ana adquiriu jatinho, helicóptero e uma dezena de carros de luxo – e tem orgulho de tornar pública a gastança. É a origem desse dinheiro que a Polícia Federal quer descobrir.
 
 
Seria apenas um caso de excentricidade não fossem os detalhes estranhos que envolvem a história. O primeiro deles é a relação entre a AG Log e o advogado João Graça, integrante da cúpula do PDT nacional e assessor especial do ministro do Trabalho, Manoel Dias. Graça, que foi assessor do ex-ministro Carlos Lupi, não aparece em nenhum documento oficial da empresa como sócio ou cotista e nega qualquer participação na sociedade.

Entretanto, a sede da transportadora em Curitiba foi registrada no mesmo endereço do escritório de advocacia Graça Associados, do qual é o fundador. Há dois meses, enquanto representava o ministério em um evento promovido pela Câmara dos Deputados, Graça sacou do bolso uma dezena de cartões de visita da transportadora, enquanto explicava que estava sem o cartão do novo cargo no ministério. Não é só. Um e-mail obtido por ISTOÉ traz uma conversa entre Ana Cristina e João Graça. Na mensagem enviada a Graça, Ana se refere à AG Log como “nossa empresa”.
 
 
Outros documentos com detalhes das operações financeiras da transportadora estão sendo analisados pela Polícia Federal e pelo Ministério Público. Eles constam do inquérito da Operação Esopo, que há dois anos investiga desvios de recursos do Ministério do Trabalho, sob o comando do PDT, e prováveis pagamentos de propinas a servidores públicos. A operação prendeu 22 pessoas e as suspeitas são de que cerca de R$ 500 milhões tenham sido desviados do ministério nos últimos anos.

Agentes que trabalham nas investigações afirmam que o caso não foi concluído ainda porque houve problemas operacionais. Os 11 especialistas que fizeram os primeiros laudos foram substituídos meses antes das prisões por conta de uma greve, que deteriorou o andamento dos trabalhos. Graças à falta de pessoal, a PF enfrenta dificuldades para avançar nas apurações e oferecer a denúncia referente à Esopo. Por isso, a documentação em poder da polícia sobre a transportadora de Ana Cristina e suas despesas ainda não foi inteiramente analisada.
 
 
Alguns fatos, entretanto, chamaram a atenção durante a análise do inquérito. Uma planilha de despesas da AG Log revela que a empresa justificou gastos de R$ 3 milhões como referentes à regulamentação do Sindicato dos Cegonheiros de Pernambuco (Sincepe). Detalhe: a solicitação de registro do Sincepe tramita atualmente no Ministério do Trabalho. De acordo com documentos apresentados ao próprio ministério, Ana Cristina consta como presidente do Sincepe e um de seus filhos integra o conselho fiscal. O escritório de João Graça advogou pela criação do sindicato até março de 2013.

Em abril, de acordo com documentos obtidos por ISTOÉ, a AG Log começou a gastar, mensalmente, R$ 600 mil para a formatação do sindicato. Segundo a planilha de gastos da empresa, foram cinco cheques de R$ 600 mil (que totalizam R$ 3 milhões) depositados de abril a agosto. A última movimentação no processo de criação do Sincepe ocorreu no dia 17 de outubro, quando o coordenador de registro sindical, Cesar Haiachi, encaminhou ofício para Ana Cristina solicitando o envio de documentos para a conclusão do processo de regulamentação.
 
CONTATO
O ex-ministro Carlos Lupi: João Graça foi seu assessor
 
Ana Cristina chamou a atenção das autoridades pelo despudor com que exibe seus dotes econômicos. Ela costuma usar um helicóptero diariamente e, para ir da casa onde mora em Betim (MG) ao escritório, escolhe um entre os seis modelos de carros de luxo estacionados em sua garagem. Entre os bólidos, um Corvette vermelho e um jipe Cherokee. Nos jornais, costuma dar entrevistas falando do gosto por joias e roupas.

Na festa de inauguração da empresa, que contou com a presença do advogado João Graça, Ana Cristina fez declarações sobre seu sucesso financeiro. No aniversário da filha, contratou o cantor Gustavo Lima, que até foi buscar a adolescente na escola dirigindo um Camaro amarelo. As contas da festança, de mais de R$ 1 milhão, também constam na planilha de gastos da transportadora. Desde a festa, o cantor sertanejo estreitou os laços com a família Aquino e agora está prestes a se tornar sócio da transportadora.
 
 
Segundo ex-funcionários de Ana Cristina, João Graça se afastou nos últimos meses por discordar da forma como a empresária atua nos bastidores do poder. À ISTOÉ, Graça afirmou jamais ter sido sócio da empresa (leia quadro). “Nunca utilizei e usei do meu cargo para locupletar-me para absolutamente nada”, disse. “Tanto é fato que quaisquer acusações sempre foram refutadas pela minha história. O único patrimônio que possuo é meu nome, e zelo por ele.” Sobre o e-mail trocado com a Ana Cristina em que ela se refere a uma sociedade com ele, João Graça afirma o seguinte: “Nada tenho a dizer porque desconheço seu conteúdo. Reitero que jamais fui sócio da Ana Aquino e ouso a qualquer um provar o contrário.”

Entretanto, segundo os registros de mensagens eletrônicas, ele não apenas teve conhecimento dos emails como respondeu uma hora depois, utilizando um celular BlackBerry. Ana Cristina não retornou as ligações da ISTOÉ e não respondeu a nenhum dos quatro e-mails que questionavam as suspeitas em torno da sua empresa. O grande desafio da polícia nos próximos meses será rastrear a origem das receitas da empresa e as operações da transportadora, separando o que podem ser gastos legítimos dos ilegítimos. Até lá, Ana Cristina continuará levando uma vida de milionária.

Fonte: Izabelle Torres - Revista ISTOÉ - N° Edição: 2293
foto: RAFAEL MOTTA / NITRO.
fotos: CELSO JUNIOR / ESTADO CONTEúDO/AE; Pedro Ladeira / Folhapress.

Eleições 2014: O desespero do clã Sarney

Sob o risco de perder o poder no Maranhão pela primeira vez em quase meio século, a família do ex-presidente lança campanha predatória contra o principal candidato da oposição.

CAMINHOS INCERTOS

A governadora do Maranhão, Roseana Sarney, e seu pai: denúncias para atingir os adversários

Em quase meio século de domínio no Maranhão, o clã Sarney nunca correu tanto risco de perder o poder. Os sinais de esgotamento começaram a surgir nos protestos que tomaram as ruas de São Luís em junho e ganharam mais substância nas últimas pesquisas de intenção de voto para 2014. Em todas elas, os candidatos apoiados por José Sarney, inclusive sua filha Roseana Sarney, atual governadora, patinam em índices de popularidade incomuns para quem ditou os rumos políticos do Estado por tanto tempo. A maior ameaça à hegemonia dos Sarney chama-se Flávio Dino, que lidera as pesquisas para o governo do Estado com quase 60% de apoio, índice que o credencia a liquidar a eleição no primeiro turno. Exatamente por isso, o ex-deputado federal do PCdoB, ex-juiz e atual presidente da Embratur tornou-se alvo de uma campanha implacável de difamação que expõe o desespero de quem não está acostumado a ser oposição.

Um dos principais escudeiros da família Sarney na batalha contra Dino é o deputado federal Chiquinho Escórcio (PMDB/MA), que tem feito uma devassa nas contas da Embratur em busca de problemas que comprometam o presidente do órgão. Escórcio acaba de protocolar requerimento ao Ministério do Turismo questionando a Embratur sobre a decisão de abrir 13 escritórios de representação no Exterior. Ele também denunciou Dino à Comissão de Ética Pública da Presidência, acusando-o de usar o cargo para fazer campanha antecipada no Estado. “Dino trabalha em Brasília de segunda a quarta e viaja na quinta para o Maranhão. Quem você acha que está pagando isso?”, questiona Escórcio. Com a experiência de quem já travou nas urnas uma disputa com os Sarney em 2010, Dino diz que não cometeria tal deslize. “Todas as viagens não oficiais são pagas pelo PCdoB ou por mim”, garante. O presidente da Embratur diz que fica no órgão até o meio-dia de sexta-feira e só faz campanha depois das 18 horas. 

ALVO
Presidente da Embratur e rival dos Sarney,  Flávio Dino lidera as pesquisas para governador


As denúncias feitas por Escórcio ganharam destaque nos veículos que integram o Sistema Mirante de Comunicação, da família Sarney. No domingo passado, o jornal “O Estado do Maranhão” publicou reportagem sobre obras-fantasmas que teriam recebido emendas parlamentares do próprio Dino, quando era deputado federal. Foram R$ 5,6 milhões para a construção de ginásios e campos de futebol na cidade de Caxias. As obras, porém, existem e já foram inauguradas. Há poucos dias, Dino teve que se defender de outra denúncia, a de que recebia salário da Universidade Federal do Maranhão mesmo sem dar aula. Uma nota oficial da própria universidade desmentiu a acusação.

Os sucessivos ataques do clã Sarney levaram Dino a revidar. Em denúncias ao Ministério Público, acusa o secretário de Infraestrutura do Maranhão e pré-candidato ao governo, Luis Fernando Silva, de usar helicóptero oficial para reuniões partidárias. O PCdoB de Dino também questiona o que chama de “manipulação do orçamento” por parte da governadora Roseana Sarney. “A análise da lei orçamentária mostra que Roseana cortou verbas de saneamento, educação e segurança pública, enquanto triplicou o orçamento de Infraestrutura, pasta do pré-candidato deles”, afirma o deputado estadual Rubens Júnior (PCdoB).


O ex-presidente também entrou na briga. Nos artigos que publica aos domingos em seu jornal, Sarney encarna o papel de vítima e se diz perseguido por uma oposição movida por “ódio, inveja, ressentimento e ambição desmedida”. O grau de irritação do velho senador aumentou depois que o Palácio do Planalto se mobilizou em prol de Dino. Sarney ameaçou sabotar o palanque de Dilma em vários Estados e agora negocia uma solução para o imbróglio. Na quinta-feira, arquitetou-se em Brasília um plano para um acordo capaz de agradar às duas partes.

O vice-governador de Estado, Washington Luiz de Oliveira, do PT, trocaria o governo por um assento vitalício no Tribunal de Contas. Assim, Roseana poderia se licenciar para concorrer ao Senado sem o risco de um petista assumir o governo e virar a máquina estadual contra o PMDB. O Palácio do Planalto apoiaria Roseana e tentaria interditar o palanque estadual para Eduardo Campos.

O problema é que o PSB de Campos é aliado tradicional do PCdoB e Dino já se comprometeu com o socialista. “Podemos abrir o palanque para todos os aliados que tiverem candidatos à Presidência, inclusive o PT”, diz Dino. A batalha, como se vê, exige uma complexa engenharia política. A única certeza é que, pela primeira vez em muitos anos, os Sarney têm motivos reais para entrar em desespero.

Fonte: Claudio Dantas Sequeira - Revista ISTOÉ - N° Edição: 2293

MP investiga pagamentos milionários a garimpeiros ligados a Edison Lobão

Investigação apura o destino de R$ 50 milhões repassados por mineradora canadense a uma cooperativa de Imperatriz (MA) pela exploração de Serra Pelada. 

AJUDA
Gessé Simão de Melo (à esq.) com Edison Lobão. Com o apoio de um assessor do ministro, ele se tornou presidente da cooperativa de garimpeiros


A dona de casa Antônia Alves de Oliveira, de 58 anos, leva uma vida tranquila em Imperatriz, a segunda maior cidade do Maranhão – e, no mapa político do Brasil, capitania de Edison Lobão, do PMDB, ministro de Minas e Energia. Antônia gasta os dias cuidando do pequeno jardim de sua casa, no modesto bairro Parque Alvorada. Interrompeu os afazeres domésticos para receber ÉPOCA na tarde da última segunda-feira, sob um úmido calor de 33 graus. Não havia ar-condicionado.

Ela ofereceu água gelada, servida em copos de alumínio. Contou a história de sua família. É uma história que, como muitas outras em Imperatriz, se confunde com a aventura do garimpo de Serra Pelada, no sul do Pará. Na década de 1980, ele chegou a ser o maior do mundo. Imperatriz fica relativamente perto de Serra Pelada, e a oportunidade de fazer dinheiro levou muitos pais de família ao sul do Pará.

Além do ex-marido de Antônia, seus três irmãos foram garimpeiros. Um deles, Davi Alves Silva, aliado de Lobão no PFL, antigo partido do ministro, se elegeu deputado estadual, deputado federal e prefeito de Imperatriz, quando Lobão era governador do Maranhão, em 1990. Davi foi assassinado em 1992, ano em que o governo federal resolveu pôr fim ao garimpo em Serra Pelada – ao menos com as mãos, não era mais possível achar ouro. A partir dali, apenas com alta tecnologia. “Serra Pelada deu muita chateação, mas ainda tem muito ouro lá”, diz Antônia. Se, para a maioria dos garimpeiros, o ouro acabou, para alguns poucos, como Antônia, o ouro continua brotando da terra, como que por milagre. 

O santo se chama Edison Lobão, padroeiro dos garimpeiros de Serra Pelada. Ele afirma, em discursos e campanhas, ser o político que mais lutou em Brasília pelos direitos dos garimpeiros. “Olhando o sofrimento desses brasileiros – 70% dos quais maranhenses –, recordo-me do que foi também o sofrimento dos judeus, retirados do Egito por Moisés, que durante 40 anos peregrinaram pelo deserto, em busca de um lugar onde ficar”, afirmou Lobão na tribuna do Senado em 2010. “Não é diferente, salvo quanto ao tempo, o que ocorre com os garimpeiros. Esses homens foram para Serra Pelada, descobriram ouro; extraíram-no e o entregaram, por algum pagamento, ao governo federal; ajudaram o governo federal a fazer seu lastro com ouro, ativo financeiro de grande valor, e, hoje, expulsos da Serra Pelada, em nome de direitos da Companhia Vale do Rio Doce, estão sem saber o que fazer da vida.” Se a história de Imperatriz passa por Serra Pelada, a história de Serra Pelada passa por Lobão.

Foi por influência dele que, em 2007, o governo convenceu a Vale a abdicar do tesouro ainda existente em Serra Pelada. Estima-se que o ouro remanescente valha, por baixo, R$ 3 bilhões. Por apenas US$ 59 milhões, a Vale aceitou transmitir a uma cooperativa de antigos garimpeiros os direitos de exploração mecanizada da área. Antônia e outros garimpeiros tomaram o controle da cooperativa. Com o aval do Ministério de Minas e Energia, já ocupado pelo PMDB, tornaram-se sócios da empresa de mineração canadense Colossus. Em 2010, com Lobão no ministério, a Colossus aumentou sua participação no consórcio com os garimpeiros de 51% para 75%. O que rendeu aos garimpeiros – especialmente a partir 2010, ano em que Lobão venceu mais uma eleição ao Senado – a quantia de R$ 50 milhões, segundo a própria Colossus.

De acordo com o Ministério Público, a dona de casa Antônia recebeu dos canadenses, em sua conta pessoal no Banco do Brasil, R$ 19,2 milhões, entre janeiro de 2010 e março de 2011. Um rastreamento do Conselho de Controle das Atividades Financeiras, o Coaf, que investiga casos de lavagem de dinheiro, revelou que 65% desse total foi sacado na boca do caixa. Alguns dos saques foram superiores a R$ 100 mil. Antônia era tesoureira da cooperativa. Como o dinheiro foi sacado, os investigadores não conseguiram descobrir os beneficiários finais da fortuna. O que Antônia fez com tantos milhões? Claramente, o dinheiro não foi investido em seu jardim, embora ela tenha também uma casinha na Vila Lobão, bairro batizado em homenagem ao padroeiro. “Não ficava nada comigo. Podem abrir minhas contas no banco. Se entrasse o dinheiro às 11 horas, às 17 horas não tinha mais nada. Tinha uma lista de pagamentos para fazer”, afirma Antônia. Ela não conta para quem passava o dinheiro. No máximo, diz que fazia “pagamento de despesas administrativas” da cooperativa.

Antônia é amiga do garimpeiro Gesse Simão de Melo, o entusiasmado senhor que aparece no palanque da foto acima, junto a Lobão. Gesse era presidente da cooperativa, quando Antônia era tesoureira. Para chegar ao comando da cooperativa, os dois receberam a ajuda do radialista Antônio Carvalho Duarte, ex-assessor de Lobão no Senado Federal. Hoje Antônio comanda outra associação de garimpeiros. Foi Gesse quem assinou parte dos contratos com a Colossus. Segundo o Coaf, ele recebeu R$ 344 mil dos canadenses, após o dinheiro passear pela conta de quem ele diz ser seu assessor – um sujeito que ganhou R$ 890 mil da Colossus.

Essas operações foram rastreadas entre março e junho de 2010. No dia 4 de maio daquele ano, sob a supervisão do Ministério de Minas e Energia, a cooperativa, representada por Gesse, fechara com a Colossus o acordo que aumentava para 75% a participação dos canadenses no negócio. O acordo já estava encaminhado dentro do ministério, àquela altura representado pelo ministro interino, Márcio Zimmermann. Lobão deixara o ministério havia pouco para se dedicar à campanha eleitoral – Gesse foi cabo eleitoral de Lobão. O documento de 4 de maio é o que respalda até hoje a parceria entre a Colossus e os garimpeiros. Depois dessa data, a Colossus ampliou as milionárias transferências para as contas dos garimpeiros ligados a Lobão.

 
DINHEIRO VIVO
Antônia Alves de Oliveira e trechos do relatório da investigação do Ministério Público. Ela fez saques na boca do caixa em valores superiores a R$ 100 mil

Assim como Antônia, Gesse mora em Imperatriz. Recebeu ÉPOCA em sua casa e negou que tenha se apropriado do dinheiro dos garimpeiros, ou que tenha repassado esse dinheiro a terceiros. Disse que os recursos foram usados para despesas com a realização de assembleias gerais convocadas pela cooperativa. “Era gente de todo lugar que tinha de trazer para Curionópolis (em Serra Pelada)”, afirmou. “É um povo sem recurso. E que não podia ficar de fora dessas assembleias, eram decisões importantes para o futuro do garimpo.” A conta bancária da cooperativa, segundo Gesse, estava bloqueada por causa de dívidas questionadas na Justiça. “Ou você recebia desse jeito ou parava a cooperativa.” Outros dois garimpeiros que receberam dinheiro da Colossus, ambos funcionários públicos do Estado do Maranhão, disseram que repassaram parte do dinheiro, em espécie, ao advogado Jairo Leite, ex-funcionário do Senado ligado a Lobão.

Tanto para o Ministério Público do Pará quanto para o Ministério Público Federal, é ilegal a operação que permitiu aos canadenses tomar conta de Serra Pelada. O promotor Hélio Rubens apresentou denúncia na Justiça contra Gesse, Antônia e outros três garimpeiros ligados a Lobão. Acusa-os de apropriação indébita de dinheiro, ocultação de valores desviados e formação de quadrilha. O Ministério Público Federal tenta cancelar o contrato com os canadenses.

Segundo os procuradores, o contrato foi feito sob medida para a Colossus, e o aumento da participação dos canadenses no consórcio foi fechado sem o aval da maioria dos garimpeiros. Essa ação também tramita na Justiça. Em 2012, diante dos fatos, a Justiça determinou o afastamento da turma do comando da cooperativa. Os investigadores ainda tentam descobrir quem recebeu o restante dos R$ 50 milhões. Procurado por ÉPOCA, o ministro Lobão afirmou que conheceu Gesse como militante político em Imperatriz nos anos 1980. Disse que conheceu Antônio Duarte na mesma época e confirmou que ele trabalhou duas vezes em seu gabinete de senador, como assessor de imprensa. Lobão afirma desconhecer o relatório do Coaf que apontou as movimentações atípicas de Gesse e Antônia. Ele informou ainda que não recebeu qualquer ajuda financeira da Colossus durante as eleições de 2010.

Cláudio Mancuso, CEO da Colossus, disse a ÉPOCA que os valores transferidos à cooperativa estavam previstos no contrato firmado com os garimpeiros para retomar a exploração mineral em Serra Pelada. Segundo ele, cerca de R$ 50 milhões foram repassados à cooperativa desde o início da parceria, incluindo a “compra de direitos minerários”, antes pertencentes à cooperativa. “Fizemos as transferências para contas indicadas pela cooperativa”, disse ele.

Quem recebeu os R$ 50 milhões? Certamente os beneficiários não estão na sede da cooperativa em Imperatriz, conhecida como “casa do garimpeiro”. No escritório, há até máquina de escrever. Na manhã de terça da semana passada, havia cerca de 20 garimpeiros na casa, todos senhores, jogando dominó e batendo papo sob a sombra das árvores. Todos reclamavam da vida que tiveram no garimpo. Nenhum deles confirmou ter recebido dinheiro dos canadenses nem de nenhum santo padroeiro.

Fonte: Marcelo Rocha - ÉPOCA.com

Embate na Militância: Petistas chamam governo Dilma de 'conservador' e Temer de 'sabotador'

Em encontro dos seis candidatos à presidência do partido, leilão do campo de Libra é condenado e as alianças, sobretudo com o PMDB, são questionadas. 

Desabafo. Ao ouvir colegas, Falcão disse sentir uma certa melancolia com as críticas; apoiado pela corrente majoritária do PT, ele é favorito na disputa
 
Críticas ao governo Dilma Rousseff, pregações contra a aliança com o PMDB e inconformismo com o leilão do campo de Libra marcaram o último debate entre os seis candidatos à presidência do PT, na noite de quinta-feira, em Brasília. O vice-presidente da República Michel Temer (PMDB) chegou a ser chamado de "sabotador" por um dos concorrentes e a administração de Dilma foi definida como "conservadora" e de "instabilidade" econômica.

Ao defender o governo e a parceria com o PMDB, o presidente do PT, Rui Falcão, ouviu vaias da plateia e até gritos de "pelego" vindos do fundo do auditório da Câmara Legislativa do Distrito Federal, onde foi realizado o debate. Provável coordenador da campanha de Dilma em 2014, e candidato a novo mandato no PT, o deputado disse ter visto com "muita melancolia" os ataques à administração petista.

"Às vezes dá a impressão de que somos oposição ao nosso governo", afirmou Falcão, que acabou aplaudido. "Devemos defender o governo da presidenta Dilma e manter a aliança com o PMDB e com os outros partidos da coligação. Qual é a política de alianças que se põe no lugar dessa?", indagou Falcão.

Revoltados, petistas se queixaram de Temer, do senador José Sarney, do governador do Rio, Sérgio Cabral, e do vice-governador do Distrito Federal, Tadeu Filippelli, todos do PMDB. "Não concordo com a proposta de retirar Filippelli da chapa do governador Agnelo Queiroz (PT)", insistiu Falcão, favorito na disputa com o apoio da corrente Construindo um novo Brasil (CNB), majoritária no PT.

Para o deputado Paulo Teixeira (SP), candidato do grupo Mensagem ao Partido, é preciso fazer um "adensamento à esquerda" em eventual segundo mandato de Dilma e de outros governos petistas. "Não sou daqueles que quer isolar o PT, mas também não podemos dissolver o partido nas alianças", reagiu Teixeira, que é secretário-geral da sigla.

"O vice-presidente da República é um sabotador e agiu contra o plebiscito da reforma política", esbravejou Markus Sokol, candidato da corrente "O Trabalho". "Agora vão de novo se agarrar ao órgão do PMDB para não deixar a coalizão naufragar?" No auditório cheio de cartazes contra o leilão do pré-sal de Libra, o clima era de encontro estudantil, com torcidas organizadas, aplausos e vaias. A eleição que renovará o comando do PT está marcada para 10 de novembro, em todo o País, com voto dos filiados.

"Dilma privatizou rodovias, portos, aeroportos, o pré-sal e diz que não foi privatização. Não foi? Chamaram a Shell, a Total e as estatais chinesas para morder o nosso petróleo. É um processo de pilhagem", protestou Serge Goulart, candidato da "Esquerda Marxista", que defendeu a reestatização de todas as empresas privatizadas.

"Você concorda em estatizar a livraria que você tem na rua Tabatinguera, em São Paulo?", provocou Falcão, dirigindo-se ao colega, longe do microfone, com um sorriso irônico.

Piloto automático. Secretário de Movimentos Populares do PT, o deputado Renato Simões disse que a eleição de Dilma corre risco se o partido não sair do "piloto automático" na campanha. "Vivemos turbulências em junho e julho, o avião deu solavancos, subiu, desceu, agora a bonança voltou e acham que o piloto automático vai nos levar ao céu em 2014. Não será assim. Há uma crise internacional e o governo Dilma é de instabilidade econômica", afirmou Simões, que concorre pela corrente "Militância Socialista".

Na avaliação de Valter Pomar, candidato da "Articulação de Esquerda", o PT precisa mudar de tática para a eleição presidencial. "Não basta estabelecer como objetivo reeleger Dilma. É necessário criar condições para que o segundo mandato dela seja melhor do que o primeiro, assim como fizemos com Lula."

Embora a última pesquisa Ibope, realizada em parceria com o Estado, tenha indicado que Dilma venceria a disputa no primeiro turno, se a eleição fosse hoje, Pomar foi cauteloso: "Não nos iludamos com pesquisas. A campanha de 2014 vai ser duríssima." Foi ovacionado.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

Decisões às Escuras: Corrida contra o tempo 'Raad Massouh'

Presidente do Senado se compromete a incluir PEC do voto aberto na pauta de quarta-feira, mesma data em que os distritais devem julgar Raad em sigilo. Mudança constitucional, ao entrar em vigor, deverá ser aplicada no DF. 

Para a Justiça, Raad Massouh deve ser julgado por voto secreto

Em discussão no Congresso Nacional, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que institui a análise aberta para votações no Poder Legislativo pode mudar a sessão de julgamento do deputado distrital Raad Massouh (PPL). O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB/AL), se comprometeu com líderes partidários, entre os quais o senador Rodrigo Rollemberg (DF), do PSB, a levar o texto à votação no plenário na próxima quarta-feira. Caso seja aprovada sem modificações, a PEC poderá ser promulgada imediatamente.

Para o promotor de Justiça Antônio Suxberger, a nova regra passa a vigorar automaticamente em todo o legislativo e valerá, inclusive, para processos já em andamento, como é o caso do distrital. “Estando vigente, a mudança na Constituição deverá ser aplicada imediatamente no Distrito Federal”, explica o assessor para Controle de Constitucionalidade da procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Amorim Carvalhido.

Entre os defensores do voto aberto, começa agora uma corrida contra o tempo. O presidente da Câmara Legislativa, Wasny de Roure (PT), convocou para terça-feira reunião da Mesa Diretora em que será definida a data do julgamento de Raad. O distrital é suspeito de participar de esquema de desvio de recursos públicos de uma emenda, de sua autoria, no valor de R$ 100 mil, destinada a evento em Sobradinho, em 2010. É provável que a sessão que vai definir em sigilo a condenação ou absolvição de Raad ocorra justamente no dia em que o Senado votará a PEC do voto aberto.

Por decisão unânime do Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios (TJDFT), a Câmara Legislativa deverá adotar o voto fechado no caso de Raad, apesar de a Lei Orgânica do Distrito Federal estabelecer o contrário.

Com origem no Ministério Público, o deputado distrital Chico Leite (PT), autor do projeto que instituiu no DF a transparência nas votações, diz que a Câmara Legislativa deveria esperar um posicionamento do Congresso. “O ideal é aguardar. A sociedade ganha com isso”, acredita.

Povo fala:

Você é a favor do voto sob sigilo em cassação de mandato parlamentar?
 
Pedro Henrique de Oliveira Santos Ribeiro, 22 anos, estudante, morador da Asa Norte

“Sou contra. Vivemos em um país democrático. Os parlamentares estão nos representando. Só estão lá por conta dos votos e com o objetivo de defender os interesses de quem confiou neles. Sendo assim, nós temos o direito de saber qual foi a escolha que fizeram. Só com transparência, a democracia é real.”
 
Nancy Alves, 28 anos, secretária, moradora de Ceilândia

“Sou completamente contra. O político tem que mostrar a cara. As pessoas têm o direito de saber se o candidato em quem votou defende ou não as maracutais. Se é aliado ou não dos corruptos. Assim, a gente pode pensar e decidir melhor se vota de novo no mesmo ou se procura outro para votar. O voto secreto nega esse direito ao eleitor.”
 
Márcio Mazani, 36 anos, funcionário público, morador de Samambaia

“Sou contra, lógico. Eu quero saber o que político em quem eu votei para me representar está fazendo. Os parlamentares estão lá porque as pessoas votaram nele e o elegeram. Além de saber como cada um se manifestou, eu acho que eles tinham que explicar a decisão deles. Expor os motivos que o levaram à decisão.”
 
João Batista, 71 anos, funcionário público, morador de Vicente Pires

“Sou contra. As decisões dos políticos tinham que ser claras e explícitas para toda a população. No caso de cassação de mandato, tem que parar com essa pouca vergonha de encobrir quem não presta por amizade, por interesse. Com o fim do voto em sigilo, a gente vai saber, pelo menos, quem quis ajudar o colega que é ladrão.”
 
Patrick Sales, 20 anos, estudante, morador do Recanto das Emas

“Sou a favor do voto secreto. Se o voto for aberto, os políticos vão ter que se manifestar de acordo com a base deles. Para evitar problemas com partido ou alguma coisa assim, podem ajudar quem não presta. Assim, vai ficar bem mais difícil para os políticos votarem de acordo com o que realmente pensam e querem.”
 
Ueslei Pedro Rangel, 22 anos, militar, morador de Brazlândia

“Sou contra o sigilo. Os parlamentares precisam mostrar a cara. Nós temos o direito de saber como os políticos votaram. Quem sabe assim eles param de encobrir o sujeito que aprontou, por companheirismo ou algum interesse. Sabendo a cara de quem ajudou o colega o corrupto, a população deixa de ser enganada e passa a saber o que estão aprontando. Chega de corrupção!”

Fonte: Ana Maria Campos - Correio Braziliense

Eleições 2014: Eduardo Campos e Aécio Neves querem apoio do PPS

 Presidente do PSB conversa com Freire, que também deverá se reunir com tucano. 

Em um esforço para aumentar o tempo nos palanques eletrônicos para a campanha à sucessão presidencial, PSDB e PSB iniciaram nas últimas semanas uma disputa pelo apoio do PPS, partido de oposição ao governo federal. Ontem, em viagem à capital paulista, o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, reuniu-se com o dirigente nacional do PPS, Roberto Freire, em encontro agendado no início desta semana. Em almoço, discutiram sobre a filiação de Marina Silva ao PSB e sobre os resultados da Pesquisa Ibope, divulgada na quinta-feira.

Nas últimas semanas, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, também iniciou uma ofensiva para garantir o apoio do PPS nas eleições presidenciais do ano que vem. O comando nacional tucano tem mantido conversas semanais com a direção da sigla de oposição e há expectativa de um encontro entre Roberto Freire e Aécio Neves na semana que vem, em Brasília.

O PPS era uma das legendas que disputava a filiação de Marina Silva após ter sido negado o registro para a criação da Rede. Em conversa com o GLOBO, Roberto Freire confirmou o encontro ontem com Eduardo Campos e reconheceu que um apoio do PPS ao PSB é "uma das alternativas" para as eleições do ano que vem. Segundo ele, há integrantes do partido que defendem uma candidatura própria, mas não se trata da maioria da sigla.

- Há pessoas que defendem candidatura própria. Eu posso dizer que a (opinião) majoritária esta entre Aécio Neves e Eduardo Campos - disse Freire.

Ontem, em entrevista à Rádio Estadão, Eduardo Campos defendeu que, na campanha presidencial do ano que vem, seja promovido um "debate qualificado" entre os candidatos e avaliou que, na disputa eleitoral de 2010, da qual fazia parte a sua aliada Marina Silva, faltou profundidade nas discussões de temas como Educação, saneamento e moradia. Segundo ele, o resultado da Pesquisa Ibope foi positivo para o PSB e a definição de quem ocupará a cabeça de chapa na candidatura da legenda ficará para 2014.

- Nós vamos acertar um método para que, até junho, possamos ter os programas definidos para apresentarmos ao grande debate nacional que será a campanha. Diferente de 2010, em que a gente não teve um debate em profundidade sobre temas como Educação, que é estratégico para melhorar a qualidade de vida, sobre ciência e tecnologia, sobre inovação, sobre a questão do saneamento, da moradia. Esses temas serão objeto de grande reflexão - afirmou.

Em evento na capital paulista, o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, avaliou que não se trata de uma "perseguição" o pedido para que o governo de Pernambuco devolva aos cofres federais recursos repassados ao Porto de Suape. Segundo ele, a cobrança é feita pelos órgãos de controle, sem relação política.

- A presidenta não tem nada a ver com essa história, é uma história que os órgãos de controle que estão trabalhando. Não esperem nunca de nenhum de nós ato persecutório ou discriminatório em relação a outro candidato.

Em viagem ao interior de São Paulo, Aécio Neves respondeu às críticas de Dilma a governos anteriores pela falta de investimentos em metrô:

- A Dilma está com a memória fraca. Durante a gestão do presidente Lula, as principais capitais do país ficaram esperando recursos, que nunca vieram. Não houve um palmo de metrô em Belo Horizonte e Porto Alegre.

Fonte: Gustavo Uribe e Silvia Amorim - O Globo

sábado, 26 de outubro de 2013

PSDB/DF oposição séria e ferrenha contra PT/DF por Raimundo Ribeiro


Fonte: Jornal de Brasília

O esquema de Raad Massouh


Fonte: Adote um Distrital - Facebook

Governo não comparece em audiência pública de orientadores educacionais



Governo não comparece a audiência pública dos orientadores educacionais, na manhã desta sexta-feira (25) no plenário da Câmara Legislativa. A discussão foi proposta pela presidente da Comissão de Assuntos Sociais, deputada Celina Leão (PDT). Cerca de 200 profissionais de diferentes regiões administrativas do Distrito Federal participaram do debate e classificaram como descaso a ausência de um representante do governo para ouvi-los.

“Abraçamos essa bandeira e vamos apresentar uma proposta de Emenda à Lei Orgânica para ampliar a atuação do orientador para todas as etapas e modalidades de ensino da Rede Pública e buscar, além do diálogo com o Executivo, uma legislação específica para contemplar todas as demandas destes profissionais”, garantiu a deputada.

Para Celina Leão o encontro com os orientadores educacionais não foi apenas um momento de discussão, mas de avanço e  a ausência do Estado enfatizou o  abandono do atual governo com a Educação e com os profissionais da área.

“É uma categoria que trabalha com as emoções, com os laços de afetividade e de confiança de alunos e pais, por isso precisam de condições e estrutura de trabalho. É lamentável que a Secretaria de Educação não tenha tido o cuidado de mandar  um representante para esta audiência”, observou a deputada.

Os profissionais que participaram do debate foram unânimes em relatar o sentimento de angustia e insatisfação diante das condições de trabalho, da sobrecarga e da falta de reconhecimento. Muitos discorreram sobre o cotidiano de suas atividades nas escolas da rede pública e as dificuldades encontradas no exercício de suas funções. "Há uma carência de, aproximadamente, 500 profissionais no quadro. Há escolas onde não temos nenhum orientador e em outras, com mais de mil alunos, temos apenas um pedagogo-orientador", alertou Paulo Henrique Marques, coordenador da Orientação Educacional do Gama.

Outras deficiências, também, foram apresentadas durante a audiência, como a falta desses profissionais em escolas localizadas na zona rural e nos centros de línguas. "Nossa atuação devia ser preventiva, mas a Secretaria de Educação escolhe somente as escolas onde já há conflitos para a alocação dos profissionais", reclamou Carla Bianca Ferreira.

Os orientadores apresentaram, ainda, situações de risco e vulnerabilidade, citando, por exemplo, o desconhecimento por parte de diretores e coordenadores das escolas sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). De acordo com a legislação, os orientadores precisam denunciar quando suspeitam de casos de abusos. Outro problema que enfrentam é o trabalho infantil, principalmente nas escolas localizadas no campo, durante a época de colheita. 

REIVINDICAÇÕES - Os orientadores educacionais reivindicam aposentadoria especial aos 25 anos, abertura imediata de Concurso Público para ampliação do quadro de servidores,  gratificação relativa ao atendimento a alunos do ensino especial, além de espaço físico próprio e  individualizado devido a especificidade do cargo, que presta atendimento a alunos em situação de risco ou vulnerabilidade, que exige sigilo nas informações compartilhadas nesse espaço, dentre outras. 

Fonte: Assessoria da Deputada Distrital Celina Leão.

Eleições 2014: Kimi e a Bela Adormecida

 
É de se estranhar o argumento do deputado federal José Antônio Reguffe (PDT/DF) ao responder para a jornalista Lilian Tahan, da Veja Brasília.

Segundo ele a visita da deputada distrital Liliane Roriz (PRTB), herdeira natural do patrimônio político do ex-governador Joaquim Roriz (PRTB), de que o último encontro dos dois, que ocorreu nesta semana no gabinete do parlamentar, tenha sido "de cortesia" por parte da distrital.

Ora, quem conhece - e até quem não conhece - Liliane Roriz sabe que a distrital raras vezes chega em algum lugar sem o devido convite. Uma visita de cortesia, conforme Reguffe mencionou, chegou a ser feita pela distrital aos senadores Rodrigo Rollemberg (PSB) e Cristovam Buarque (PDT), após, claro, o indispensável chamado. Foi, ou deve ter sido, o que ocorreu no caso de Reguffe. A filha mais nova de Roriz apenas pode ter atendido a um convite do federal.

Não conversei com Liliane, tampouco com Reguffe, que fique claro. Minha desconfiança dar-se-á por apenas um motivo: por qual motivo a herdeira do rorizismo faria uma "visita de cortesia" a um parlamentar neófito na política, e que, apesar de figurar nas pesquisas de intenção de votos ao Buriti, nem ele mesmo sabe se irá concorrer e segundo ele, ir contra os próprios valores quando o assunto é financiamento de uma campanha majoritária?

Querendo ou não, entre a guerra dos prós e contras, Roriz ainda é a maior liderança política do Distrito Federal. Reguffe se diz candidato ao Buriti. Liliane, não: vai de reeleição. Então, juntando esses pontinhos simples nessa "história", quem estaria realmente mais interessado nesse encontro? Reguffe ou Liliane? Vale um ditado que diz: nem tudo que reluz é ouro. E acredito que essa máxima cabe perfeitamente na resposta dada por Reguffe sobre o encontro dos dois parlamentares. Sem contar, claro, com a nítida indelicadeza do pretenso candidato, que conseguiu transformar essa reunião numa bela "descortesia".

Para mim é "história da carochinha", ou melhor parece a historia do personagem infantil Kimi.

Fonte: Edson Sombra.