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sábado, 27 de julho de 2013

Relembrando: Ibope confirma - Agnelo é o pior governador da história do DF

Pesquisa divulgada nesta quinta-feira revela que petista alcançou os piores índices de aprovação entre os eleitores do Distrito Federal 

  
Resultado alcançado por Agnelo Queiroz é menor do que o do ex-governador José Roberto Arruda
 
Uma pesquisa realizada pelo Ibope a pedido do grupo Bandeirantes de Comunicação revela que o governador Agnelo Queiroz (PT) alcançou o pior desempenho da história do Distrito Federal, ficando atrás até mesmo de José Roberto Arruda, governador que foi preso durante a deflagração da operação Caixa de Pandora. De acordo com o instituto, apenas 23% da população aprovam a gestão de Agnelo. Os dados foram revelados na noite desta quinta-feira (22).

Antes de Agnelo, o governador com pior avaliação registrada havia sido Rogério Rosso (PSD), que ocupou o cargo em 2010 após o escândalo resultante da operação Caixa de Pandora, também conhecido como Mensalão do DEM. Eleito de forma indireta pela Câmara Legislativa, o governador tampão conquistou aprovação de 29% da população do DF.

Agnelo X Rosso 

Se comparar os desempenhos isolados de Rosso e Agnelo, o quadro do petista é ainda mais desanimador. Quando ainda ocupava a cadeira, no fim do ano passado, o então governador biônico foi considerado ótimo ou bom por 16% dos eleitores do DF. Outros 39% avaliaram a gestão como regular e 23%, ruim ou péssima. Esses números foram obtidos na época pelo instituto DataFolha.

Um ano após as eleições que deram vitória ao petista nas urnas, já pela pesquisa Ibope, apenas 10% dos eleitores do DF consideram a gestão de Agnelo boa ou ótima. Outros 36% da população avaliaram o governo como regular e a grande maioria dos eleitores (52%) acredita ser ruim ou péssima a gestão Agnelo.

De acordo com as pesquisas divulgadas desde o início de 2011, os índices de Agnelo Queiroz mantém queda gradual. Em análise superficial, a queda de popularidade do petista é ainda mais visível. Agnelo Queiroz foi eleito, em segundo turno das eleições, com 66,1% dos votos válidos. Com a atual aprovação de apenas 23% dos eleitores, o petista teria uma queda de aceitação que passa da casa dos 40%.

Agnelo X Arruda 

Apesar de ser considerada natural a queda da popularidade dos governantes no inicio de toda gestão, o índice alcançado por Agnelo Queiroz é desfavorável. Até mesmo na época de José Roberto Arruda, que começou a gestão com medidas consideradas impopulares, as pesquisas não revelaram índices tão baixos de aceitação.

De acordo com a pesquisa Dataholha, de 2007, primeiro ano de mandato de Arruda, entre dez governos pesquisados, o então democrata ficou em penúltimo lugar. Agnelo ficou em último. A taxa de reprovação (ruim e péssimo) de Arruda foi de 30%, um número bem menor que o registrado sobre Agnelo: 52%. Na época do primeiro ano de governo Arruda, 38% da população consideraram sua gestão como boa ou ótima. Nessas mesmas respostas, Agnelo conquistou apenas 10% da população 

Escândalos desfavorecem 

Entre os fatores que podem ter contribuído para a avaliação negativa do petista estão os escândalos que envolvem o nome de Agnelo em supostos desvios de dinheiro público. O atual governador é acusado de comandar esquemas quando dirigia a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o Ministério do Esporte, durante o governo Lula, que teriam favorecido antigos aliados ligados a organizações não governamentais.

Outro fator que pode ter levado a população a rejeitar a imagem do petista é a denúncia publicada pela revista IstoÉ sobre enriquecimento de familiares de Queiroz, incompatível com a renda. De acordo com a reportagem, dois irmãos do governador tiveram aumento patrimonial considerável enquanto Agnelo integrava a direção da Anvisa. Agnelo nega as acusações. Os escândalos foram amplamente divulgados pela mídia nacional e em programas eleitorais de partidos de oposição.

A Procuradoria Geral da República investiga se a renda da família Queiroz foi conquistada, conforme denunciou a publicação, por troca de favores a empresas interessadas em documentos emitidos pelo órgão.

Fonte: Redação - Edson Sombra

Liliane Roriz no palanque de Aécio Neves

O governador de Goiás, o tucano Marconi Perillo, convidou a distrital Liliane Roriz para integrar uma frente destinada a alavancar a candidatura do presidenciável Aécio Neves na região Centro-Oeste. Perillo acredita que Liliane, hoje a principal herdeira política do ex-governador Joaquim Roriz, tem juventude e carisma, características importantes na campanha do senador mineiro.
 
Ficando onde está
 
Pela afinidade, Liliane chegou a ser convidada para filiar-se ao PSDB, mas decidiu permanecer no PSD por acreditar que as duas legendas caminharão juntas nas coligações do ano que vem, tanto na esfera nacional quanto na local. “Já dá para perceber que a aliança nacional do PSD com o PT está com os dias contados”, acredita.

Fonte: Jornal de Brasília – Coluna do Alto da Torre – Eduardo Brito

Esdrúxulo um 'CLDF'


Eventual cassação dos três distritais já condenados em função de denúncias surgidas após a Operação Caixa de Pandora, ainda que improvável, levaria a uma situação esdrúxula. Benedito Domingos, Rôney Nemer e Aylton Gomes, ao que tudo indica, chegariam às eleições do ano que vem na condição de fichas limpas. Afinal, sua condenação ocorreu em juízo singular, não em órgão colegiado. Poderiam, salvo pelo efeito direto da cassação, concorrer a novo mandato e ser reeleitos. Ainda por cima, haveria constrangimento adicional caso, cassados pelos colegas, forem absolvidos em instância superior. 

Esdrúxulo dois 

Não seria a única decorrência esdrúxula de eventual cassação. Os três distritais, condenados em primeira instância e ainda na condição de fichas limpas, perderiam os mandatos antes de três deputados federais, condenados pela mais alta instância do País, o Supremo Tribunal Federal, que permanecem no exercício dos cargos.

Fonte: Eduardo Brito / Do Alto da Torre / Jornal de Brasília / Postado por Donny Silva.

O Lula de sempre e sua 'Demagógia Populista'


Enquanto o povo estava nas ruas cobrando gestão governamental competente e sem corrupção, Luiz Inácio Lula da Silva escondeu-se como se não tivesse nada a ver com o assunto. Bastou as manifestações populares refluírem - ao que tudo indica, momentaneamente - para ele voltar. E voltou para mostrar que continua exatamente o mesmo, que não aprendeu nada com o retumbante "chega!" que a voz das ruas bradou para os políticos que se julgam muito espertos e capazes de manipular eternamente os anseios populares.

Em dois eventos públicos em dias sucessivos, em Brasília e em Salvador, o ex-presidente lançou mão de todos os recursos de seu arsenal do mais demagógico populismo, na tentativa de reverter a queda livre do prestígio do governo petista em todos os segmentos da população brasileira e em todas as regiões do País. Na verdade, mais do que preservar a imagem do governo e de sua pupila Dilma Rousseff, Lula demonstra estar preocupado em salvar o ameaçado projeto de poder do partido que comanda. E para tanto usou, como de hábito, seu melhor argumento de defesa: o ataque.

Na arenga de mais de uma hora no Festival da Mulher Afro, Latino-Americana e Caribenha, na terça-feira em Brasília, os dotes palanqueiros de Lula revelaram, como única novidade, a admissão implícita do enorme desgaste de Dilma Rousseff com suas repetidas trapalhadas na tentativa de dar satisfação aos protestos populares.

O script não foi diferente no dia seguinte, na capital baiana, durante evento comemorativo dos 10 anos de poder do PT. Depois de um encontro reservado de três horas que certamente não foi dedicado a comemorações - tempo relativamente curto, aliás, levando em conta o tamanho do prejuízo a recuperar -, Lula e Dilma subiram ao palanque montado pelo governador Jaques Wagner para, como de hábito, lançar sobre os ombros das "elites" a responsabilidade de todos os males que afligem o País e gabar feitos sem precedentes na história deste país.

O tema principal dos discursos da dupla foi a inflação, que flerta com o descontrole e é uma das facetas mais visíveis da incompetência do governo aparelhado pelo PT. Para Dilma, "não é verdade" que a inflação seja um problema, porque "este será o décimo ano seguido em que a inflação está sob rigoroso controle". Não importa que o índice inflacionário se tenha mantido, nos últimos meses, no teto da meta, e não em seu centro, como ocorreria se estivesse efetivamente sob controle. E o argumento não estaria completo se, no melhor estilo lulopetista, algumas pedras não fossem lançadas sobre o passado: "E lembremos que nos últimos quatro anos anteriores ao governo Lula, em três a inflação ficou acima da meta".

Por sua vez, Lula deixou bem clara a relação paternalista que mantém com sua sucessora, ao dar-lhe conselhos em público, com uma frase cheia de significados nada misteriosos: "Você, Dilminha, pode começar a fazer oposição a você mesma. Porque a gente pode fazer muito mais"

Manifestação típica da tática do morde-assopra que aparentemente o patrono do PT tem aplicado para "enquadrar" aquela cujas lambanças ameaçam comprometer seriamente a ambição da companheirada de se perpetuar no poder.

Lula anda tão obcecado com a ideia de corrigir os desacertos de Dilma que tem cometido gafes embaraçosas. No evento de Brasília declarou: "Dilma não é mais do que uma extensão da gente lá. Nós seremos responsáveis pelos acertos e pelos erros que ela cometer". Descartada a hipótese de ele ter usado um "nós" majestático, que transformaria a frase em pura afronta à dignidade presidencial, em nada colabora para melhorar a imagem de Dilma a tentativa de coletivizar a responsabilidade que a ela, e somente a ela, cabe como chefe de Estado e de governo. É o velho truque de socializar os erros e privatizar os acertos.

Falando aos jornalistas depois do evento em Salvador, Lula deixou no ar uma frase capciosa: "Hoje, eu descubro o quanto eu poderia ter feito mais".

Ressurge, assim, no proscênio político, para mostrar que o velho e ardiloso Lula continua sendo o que sempre foi.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

Bolsa Família: PF tentou vincular partidos políticos aos boatos sobre fim do Bolsa Família

Polícia Federal buscou - sem sucesso - provas de que partidos estariam por trás dos rumores sobre o encerramento do programa, como sugeriram petistas

Movimentação de beneficiários do Bolsa Família em agência da Caixa Econômica Federal, em Maceió (AL), após terem recebido informação de que 18 de maio seria o último dia para o resgate do beneficio 

A investigação da Polícia Federal sobre a origem dos boatos do fim do Bolsa Família não apontou responsáveis pela disseminação das notícias falsas que causaram pânico em doze estados do país, no mês de maio. Mas, antes de chegar à conclusão de que não houve crime, os agentes da PF utilizaram como linha de investigação a tese de que partidos políticos estariam por trás dos boatos, como integrantes do PT tentaram alardear.

 O site de VEJA teve acesso à integra do inquérito, concluído no último dia 12 de julho, após quase dois meses de apuração. Os documentos mostram que uma das oito perguntas contidas no questionário apresentado pela PF a 200 sacadores do Bolsa Família buscava identificar laços políticos no episódio: “Sabe se o autor do boato é filiado ou militante de algum partido político?”, diz o sétimo item do questionário. Em nenhuma das 200 entrevistas, no entanto, o beneficiário apontou vínculos partidários.

Após o alvoroço - foram registrados cerca de 900.000 saques, totalizando 152 milhões de reais -, a ministra Maria do Rosário (Secretaria de Direitos Humanos) apressou-se em atribuir as origens do boato à “central de notícias da oposição”. A presidente Dilma Rousseff afirmou que o autor - que nunca existiu, segundo a própria PF - era "desumano". E o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, tirou da manga outra tese que jamais se confirmou, de que os rumores teriam partido de uma central de telemarketing, o que ajudou a alimentar a teoria conspiratória. Após o arquivamento do processo, Cardozo afirmou que as investigações da PF foram “isentas e criteriosas”.

No dia 22 de maio, a Caixa informou a PF que beneficiários do programa no Rio de Janeiro teriam recebido mensagens de telemarketing divulgando o cancelamento no Bolsa Família. A informação original partiu de uma ambulante identificada como Erilene da Silva Fernandes, que confirmou aos policiais que a filha dela, Bianca da Silva Pereira Viana, teria recebido a ligação por volta das 18 horas no dia 18 de maio.

Em depoimento, Bianca, de 20 anos, confirmou a versão e alegou que recebeu uma “gravação de áudio” com a informação sobre o fim do programa. A operadora Oi, que detém a linha telefônica de Bianca, negou que a chamada tenha partido daquele número. Como não encontrou nenhum outro beneficiário que relatou ter recebido o telefonema, a PF descartou essa possibilidade.

“Tendo em vista ser materialmente impossível descobrir qual a linha telefônica utilizada para receber a suposta ligação, se tornou também impossível confirmar a existência da ligação, identificar o telefone de origem e o responsável pela linha telefônica”, concluiu a PF.

A PF ouviu as mais diversas respostas sobre a origem do boato. A maioria dos entrevistados relatou ter tomado conhecimento de que os saques já estariam disponíveis por meio de familiares ou de colegas da vizinhança. Outros foram além: disseram ter ouvido a informação no rádio e na televisão ou de funcionários da Caixa Econômica Federal. Na Paraíba, até o governador Ricardo Coutinho não escapou das acusações. Uma moradora de Cajazeiras (PB) apontou Coutinho como o possível autor dos boatos, afirmando que ele teria dito para “bloquear tudo” relacionado ao Bolsa Família, “até que ocorresse uma fiscalização sobre quem precisa ou não” dos benefícios.

Para os policiais, nenhuma dessas versões foi comprovada, mas os boatos se espalharam rapidamente por todo o país. “As circunstâncias sugerem que o evento investigado foi motivado por um conjunto de fatores desassociados, produzindo o resultado sabido, não sendo factível atribuir responsabilidade a qualquer pessoa física ou jurídica”, concluiu a PF. 

Caixa poupada - Em todo o inquérito, não houve investigação aprofundada sobre o envolvimento da cúpula da Caixa Econômica no episódio. Funcionários foram ouvidos pelos próprios dirigentes da instituição financeira, e o resultado foi simplesmente repassado aos policiais. Não há referências às informações truncadas repassadas à população pela direção do banco e tampouco registro da tentativa de acobertar os erros do comando da instituição. Ao contrário. O inquérito relata notícia-crime da Caixa em busca de uma “severa investigação para a elucidação da autoria [dos boatos]” e se resume a reproduzir negativas do banco sobre suas evidentes responsabilidades no episódio.

Em resposta à PF, o diretor-executivo de Suprimento, Segurança e Contratação da Caixa, Cleverson Tadeu Santos, diz, por exemplo, que “quanto à indagação relativa à possibilidade de essas ações de aprimoramento do sistema terem contribuído para a geração de dúvidas ou equívocos por parte dos beneficiários do Bolsa Família, reitera a Caixa inexistir qualquer relação de causa e efeito”. “Não foi a flexibilização dos pagamentos que causou corrida às agências e canais de atendimento da Caixa”, completou o banco. 

As oito perguntas da PF 

Agentes entrevistaram cerca de 200 pessoas para apurar origem dos boatos

1. Confirma ser beneficiário do programa Bolsa Família?;

2. Confirma ter sacado valores do benefícios do programa Bolsa Família em 18/05/2013?;

3. Em caso negativo, confirma ter autorizado a pessoa a sacar o benefício utilizando o cartão do beneficiário entrevistado? Identifique essa pessoa;

4. Em caso positivo, por que realizou o citado saque no dia 18/05/2013?;

5. Realizou o citado saque em razão do boato noticiando que o dia 18/05/2013 seria a última data do pagamento do benefício do programa Bolsa Família (colher informações detalhadas)?;

6. Em caso positivo, explicar como ficou sabendo do citado boato, identificando a pessoa que o repassou, bem como o respectivo local e horário dessa notícia (colher informações detalhadas);

7. Em caso positivo, sabe se o autor do boato é filiado ou militante de algum partido político? Qual?;

8. Outras informações julgadas úteis.​

Fonte: Veja.com - Por Marcela Mattos, Laryssa Borges e Gabriel Castro

Esclarecimento do Conselheiro do TCDF Renato Rainha


Peço a todos (as) os (as) amigos (as) do facebook que me ajudem a divulgar esse comunicado. O sobrenome RAINHA foi herdado da família do meu pai, cujo nome completo é Antônio Rainha Teixeira . Meu pai é a pessoa mais honesta que conheço. É o meu maior exemplo de dignidade. No Distrito Federal as únicas pessoas vinculadas a minha família Rainha sou eu, meu pai , minha mãe e meus filhos. Ninguém mais. ABSOLUTAMENTE NINGUÉM MAIS.
 
Não reconheço qualquer grau de parentesco, afinidade, amizade, proximidade e respeito com relação à qualquer outra pessoa que não sejam as listadas acima que utilize o sobrenome RAINHA fazendo-se passar por alguém ligado (a) a minha família .

Fonte: Conselheiro do TCDF Renato Rainha.

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Eliana Pedrosa quase fora do partido.


A deputada Eliana Pedrosa (foto) não está com um pé fora do PSD. Está praticamente com os dois pés fora. Como ela, a também distrital Celina Leão deve sair. O problema está na legenda. Com falta de nomes de maior densidade, o partido não têm a menor condição de reunir quociente eleitoral suficiente para eleger quatro distritais — sua bancada atual. Alguém sobraria. E não seria apenas um.

Risco de ficar emparedada

No caso de Eliana, o problema é ainda maior. A deputada pretende candidatar-se ao Buriti e já estruturou sua campanha para isso. Mas não tem qualquer garantia de que o PSD endosse uma campanha majoritária sua. Caso não deixe a legenda até outubro, corre o risco de se ver emparedada.

Fonte: Por Eduardo Brito / Jornal de Brasília

Resposta da Deputada Liliane Roriz - Denúncia de Nepotismo


Em nota, a deputada distrital Liliane Roriz (PSD) rebateu a acusação de que dois de seus servidores estariam descumprindo as regras aprovadas há um ano como sendo nepotismo.

Segundo a parlamentar, os dois servidores citados não possuem mais parentes vinculados à Câmara Legislativa do DF. "A regra é clara ao mencionar que apenas um integrante de cada família pode ocupar um cargo na Câmara Legislativa.

Por isso, os cônjuges desses dois servidores, que prestavam serviços em outros gabinetes, foram exonerados tão logo foi aprovada a nova resolução, há mais de um ano. Não há nenhum caso, portanto, em meu gabinete", esclareceu a distrital.

Fonte: Assessoria da Deputada Distrital Liliane Roriz - Caio Barbieri - (61) 3348-8162 / (61) 8112-1682

DENÚNCIA DE NEPOTISMO na CLDF


O MPDFT recomendou que nenhum parente entre si, mesmo que não tenha subordinação direta, podem exercer cargos comissionados, simultaneamente, na Câmara Legislativa do DF.

Com esta recomendação a CLDF editou um ato da mesa que proíbe esta pratica de nepotismo.

Ocorre que já se passaram vários dias da publicação do ato e do encaminhamento por parte de todos os servidores declarando se possuem parentesco e ate agora, foi pífia as exonerações.

Note-se que alguns Deputados já se adequaram as novas regras.  O Deputado Raad exonerou os dois irmãos da Conselheira do TCDF Anilceia Machado, mantendo apenas sua cunhada na Casa, o Deputado Chico Leite exonerou um dos dois irmãos, a Deputada Celina exonerou dois parentes. Entretanto, os demais parlamentares estão omissos.

Veja a Deputada Eliana Pedrosa possui o assessor comissionado Eduardo, e sua irmã Fabiana é comissionada na Casa. O ex-Deputado Benicio possui dois irmãos e uma filha (Cláudio, Rita e filha), o ex-Deputado Benício ainda tem a Márcia e seu filho Bernardo. O Presidente da CLDF Wasny tem dois irmãos. A Deputada Liliane Roriz tem o seu chefe de gabinete José Flavio e sua esposa Leny Eiro tem cargo comissionado na Casa, a Deputada ainda tem a servidora comissionada Angélica e seu marido Petrônio trabalha com o Deputado Cristiano Araújo.

Ora, se o quantitativo era de 160 casos onde estão os demais, uma vez que o recurso humano da casa já tem as informações.

Estranhamente, outro fato chamou a atenção recente da Casa, foi feito manobras para alterar o ato da mesa em favorecimento de um grupo pequeno de servidores.

Observe, o ato prevê uma exceção ilegal, que o MPDFT não conhece ainda, se um dos parentes for servidor de carreira da casa, ou seja, se for concursado da CLDF, logo ele pode receber um cargo comissionado e pode ainda, um parente seu, este sem concurso receber outro cargo comissionado, que isto não será nepotismo.

Isto não foi o entendimento do MPDFT.

Ocorre que esta exceção ocorreu para beneficiar o Deputado Patrício, pois acolhe caso de nepotismo. Veja o Secretario Geral da Presidência, o maior cargo da CLDF, com uma gratificação de 13 mil reais (FERNANDO JOSE BOTELHO TAVEIRA) tem sua esposa (ENEIDA), não concursada, ocupando cargo em comissão na Estrutura da Casa, no setor da segurança, com cargo de 4,5 mil reais. 

Veja o ato da mesa : ATO DA MESA DIRETORA Nº 90, DE 2011 

Regulamenta a aplicação da Resolução nº 226, de 2007, que veda a nomeação das pessoas que especifica em cargos em comissão, funções de confiança e gratificações da estrutura administrativa da Câmara Legislativa do Distrito Federal. 

A MESA DIRETORA DA CÂMARA LEGISLATIVA DO DISTRITO FEDERAL, no uso das atribuições que lhe são conferidas pelo art. 39, § 2º, IX, do Regimento Interno, tendo em vista o disposto no art. 8º da Resolução nº 226, de 2007, além do Parecer nº 170/2007 da Procuradoria-Geral, aprovado pelo Gabinete da Mesa Diretora, em sua 23ª Reunião, de 3 de agosto de 2007, bem como a Recomendação nº 016, de 01/08/2011, do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, 

RESOLVE: 

Art. 1º É vedada a nomeação ou designação para cargo em comissão, função de confiança ou gratificação da estrutura administrativa da CLDF de cônjuge ou companheiro ou de parente consanguíneo ou afim até o terceiro grau, em linha reta ou colateral, de servidor investido em cargo em comissão de direção, chefia ou assessoramento.

Parágrafo único. A proibição alcança servidores sem vínculo efetivo com a Administração ou com tal vínculo, exceto os servidores efetivos da Câmara Legislativa, aos quais se aplica o disposto no art. 117, VIII, da Lei nº 8.112, de 1990, na forma recepcionada pelo Distrito Federal.

Art. 2º As relações de parentesco que impedem a nomeação ou designação de servidor são as constantes no Anexo deste ato.

Art. 3º O servidor nomeado para cargo em comissão da Câmara Legislativa, no ato da posse, declarará perante a Diretoria de Recursos Humanos, sob as penas da lei, que não incorre na vedação da Resolução nº 226/2007 e deste Ato.

Art. 4º É vedada a nomeação e a posse de servidor que se inclui nas restrições da Resolução nº 226/2007 ou deste Ato em qualquer gabinete parlamentar ou órgão da estrutura administrativa da Casa, ainda que o cargo ou a função não esteja diretamente vinculada ao servidor de que é parente, cônjuge ou companheiro.

Art. 5º Os servidores que ocupam cargos em comissão ou funções de confiança na Câmara Legislativa comparecerão ao Setor de Lotação e Movimentação de Pessoal da Diretoria de Recursos Humanos, no prazo de 30 (trinta) dias da publicação deste Ato, para preencher documento declaratório de que não infringem o disposto neste Ato ou para apresentar requerimento ao presidente da Câmara Legislativa de exoneração ou de dispensa dos cargos em comissão ou funções de confiança.

§ 1º O servidor que deixar de atender ao disposto no caput, se constatada a irregularidade de sua nomeação, será exonerado do cargo ou destituído da função a partir do dia subsequente ao término do prazo fixado no caput e arcará com os ônus jurídicos e financeiros da omissão.

§ 2º A Diretoria de Recursos Humanos enviará ao Gabinete da Mesa Diretora, trinta dias após o encerramento do prazo fixado no caput, a relação dos servidores que deixaram de prestar a declaração, a fim de que o colegiado delibere sobre a penalidade cabível.

Art. 6º Este Ato entra em vigor na data de sua publicação. 

Art. 7º Revogam-se as disposições em contrário. 

Sala das Reuniões, 05 de agosto de 2011. 

Obs.: Estamos a disposição para esclarecimentos...

Fonte: Informando e Detonando
Blog do Protázio

Um novo PMDB em construção


pmdbEstá em curso a montagem de um novo PMDB. Essa convicção foi assumida pelo único deputado federal brasiliense do partido, o ex-secretário Luiz Pitiman, após reunião com o vice-presidente da República, Michel Temer, que também é o presidente nacional licenciado do PMDB. “Pela primeira vez”, declara Pitiman, “o PMDB dá mostras de entender que não é feito só de grandes lideranças regionais”. A conversa fez parte de uma ofensiva de Temer para ouvir toda a bancada federal peemedebista sobre temas como a aliança com o PT ou o apoio à reeleição de Dilma Rousseff. 

Da aliança com o PT às chances de reeleição 

Presidente da Fundação Ulysses Guimarães e aliado histórico de Temer, o ex-ministro Eliseu Padilha tem recebido os deputados com uma espécie de questionário. Os parlamentares respondem o que pensam sobre a aliança com o PT, se estão dispostos a disputar reeleição, como estão em aliança estadual e se têm candidato e chapa em seus estados para 2014. Depois de respondido o questionário, os deputados são recebidos por Temer. 

Não apenas as lideranças regionais 

Pitiman acredita que o quadro de crise levou à constatação de que se precisa construir um partido unido e grande, contando para isso com a opinião de todos. Sente essa disposição tanto por parte de Temer quanto de Eliseu Padilha. “Emitem sinais claros de que têm a intenção de acompanhar a maioria e não ouvir apenas as lideranças regionais”, revela o deputado. Para ele, é uma preocupação que não se notava desde a desaparição de Ulysses Guimarães. 

Risco de explosão lá na frente 

Para Pitiman, é preciso ultrapassar a ideia de um partido de ênfase em lideranças nacionais “para que todos deem as mãos, até para, se for o caso, ajudar a presidente a superar a crise atual. É um desafio novo. “Se o maior partido da base se funda em posições extremamente divergentes, correrá o risco de explodir mais à frente”, constata.

Fonte: Jornal de Brasília – Coluna do Alto da Torre – Eduardo Brito
Postado por Sandro Gianelli

Câmara recebe representação contra Aylton Gomes


Aylton GomesA Câmara Legislativa do Distrito Federal recebeu na tarde de quarta-feira (17) uma representação e pedido de abertura de processo ético-disciplinar de perda de mandato parlamentar contra o deputado Aylton Gomes (PR). O documento foi protocolado por Denis Moura de Lima, do movimento Adote um Distrital. A representação será encaminhada à Procuradoria da Casa para análise de admissibilidade. 

Após o parecer da Procuradoria, o documento segue para apreciação da Mesa Diretora da Câmara Legislativa, que tem reunião marcada para 7 de agosto. No mesmo dia, a Mesa também deverá analisar representações semelhantes apresentadas contra os deputados Rôney Nemer (PMDB) e Benedito Domingos (PP). 

No documento protocolado hoje, o autor da representação argumenta seu pedido com base em ações de improbidade administrativa ajuizadas pelo Núcleo de Combate às Organizações Criminosas do Ministério Público do DF e Territórios por suposto desvio de recursos públicos, investigados pela operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. (Luís Cláudio Alves – Coordenadoria de Comunicação Social)

Fonte: Blog do Callado
Postado por Sandro Gianelli 

Extinção 'PSDB/DF'


No ninho tucano do DF, tem muita gente achando que a possibilidade de filiação de águias, falcões ou outras aves de rapina, certamente levará o partido a extinção.

As coisas por lá parecem que não serão tão facim assim. Haja bicada.

Fonte: Guardian Notícias

Arruda no PR...? Só se não tiver Justiça no Brasil


As manifestações de rua demonstraram que o mais grave problema do Brasil é a degradação partidária. A maioria dos partidos tem um dono nacional, que faz negociações escabrosas nos estados.

É assim que, em diferentes publicações, tem sido dito que o dono do PR, o ainda deputado Valdemar Costa Neto, vai fazer festa em setembro para marcar a filiação do ex-governador José Roberto Arruda – famigerado.

Famigerado, diga-se de passagem, não quer dizer bandido. Representa um ser de fama conturbada, para dizer o mínimo.

Tudo isso que a gente vê hoje é pura insanidade. No mês de agosto, o Brasil vai arder em chamas se o Supremo Tribunal Federal não concluir o processo dos mensaleiros e se gente como Valdemar não for expulsa do Congresso Nacional.

Nessa condição de condenado e provavelmente preso, ele não terá como se unir a José Roberto Arruda – a não ser se os dois marcarem encontro na Papuda.

E assim estamos vivendo, com balões de ensaio diversos.

A condenação da ex-deputada Eurides Brito em segunda instância jogou essa pandorista na Ficha-Suja, fora da política e das eleições.

O famigerado Arruda já tem duas condenações criminais em primeira instância, uma delas pelo Painel do Senado e outra por contratação irregular de obra. Breve deverá cumprir o segundo estágio na Justiça, com avaliação de processo por colegiado, ficando inelegível.

A previsão vale para deputados distritais que já foram condenados pela Justiça do DF e breve responderão a processo no Conselho de Ética da Câmara Legislativa.

A impunidade é uma marca muito forte da vida brasileira, mas o grito das ruas está tentando acordar o gigante escondido dentro da Justiça.

Assim, a previsão não é nada boa para todos os citados acima.

Fonte: Blog do Riella

Aprovação do governo Dilma despenca de 55% para 31%, diz CNI

A aprovação do governo Dilma Rousseff caiu de 55% para 31% da população, segundo dados divulgados nesta quinta-feira da pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com o instituto Ibope. Em junho, pouco mais da metade dos entrevistados consideravam o governo ótimo ou bom. Em julho, esse percentual caiu para 31%. Em contrapartida, no mês passado 13% da população considerava o governo ruim ou péssimo, número que subiu para 33% conforme os dados da pesquisa divulgada hoje.

De acordo com a apuração, a queda na popularidade da mandatária começou com a alta da inflação e se intensificou após o início das manifestações que tomaram conta do País pouco antes da Copa das Confederações.

A avaliação da maneira de governar de Dilma caiu de 71% em junho para 45% em julho, número inferior ao daqueles que desaprovam a forma de governar da presidente, que atingiu 49%. Os demais, 6% dos entrevistados, não souberam responder à pergunta. A confiança dos eleitores na presidente também caiu desde o mês passado, quando 67% deles afirmaram confiar em Dilma. Esse percentual caiu para 45% em julho, contra 50% dos entrevistados que afirmaram não confiar na presidente.

Os entrevistados também acreditam que o governo Dilma Rousseff piorou em comparação com o seu antecessor Lula. Em junho, 73% disseram que a mandatária era melhor ou igual a Lula, enquanto na pesquisa deste mês esse percentual caiu para 52%. Em contrapartida, os que acreditam que a presidente faz um governo pior do que o de Lula passou de 25% para 46% entre junho e julho.

Fonte: Terra - Por Luciana Cobucci

quinta-feira, 25 de julho de 2013

Enquadrando correligionários 'Eduardo Campos'


O presidente do PSB, governador de Pernambuco e pré-candidato a Presidência da República Eduardo Campos está enquadrando líderes de seu partido que ainda apoiam Dilma. Desembarcou em Minas Gerais, trocou o presidente do PSB Alfredo Mares Guia por Paulo Delgado e começa a sinalizar pra o ministro da Integração Nacional, o também pernambucano, Fernando Bezerra Coelho que já está chegando a hora de descer do muro e assumir a candidatura do seu próprio partido.

Eduardo Campos procurou também o deputado federal Romário (PSB/RJ) para trabalhar o partido no Rio de Janeiro e embarcar na sua candidatura, aproveitando o prestígio do craque em tempos de Copa do Mundo.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

Desembarque do PMDB nos Estados

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preocupadíssimo com o fato do PMDB de São Paulo estar fechando aliança com o governador tucano Geraldo Alckmin, para as eleições de 2014. O tucano conta também com a aproximação do ex-prefeito Gilberto Kassab (PSD). Lula que reapareceu, em Brasília, nesta terça-feira, e declarou que vai defender a presidente Dilma Rousseff com unhas e dentes, se assusta com a debandada da base aliada nos Estados.

Como o PMDB sempre esteve na crista da onda selando o vencedor das eleições, Lula, com sua velha experiência, está correndo para assegurar o palanque para Dilma nos principais Estados do país. Mas está difícil.

 O curioso é que Michel Temer, vice de Dilma e presidente do PMDB licenciado, parece estar de braços cruzados assistindo de camarote toda esta movimentação de Lula e a debandada do PMDB para o ninho tucano.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

Boataria na rede 'Abimael Nunes'

O secretário de Publicidade do Governo do Distrito Federal Abimael Nunes está cobrando a fatura dos blogs, colunistas e jornais que atendem o GDF. Começou a circular que o ex-governador José Roberto Arruda procurou o PR do mensaleiro Waldemar da Costa Neto para sair candidato novamente ao Palácio do Buriti.

Joaquim Roriz também tem sido alvo dos blogueiros da Capital Federal. Segundo eles, o ex-governador terá sua provável candidatura impugnada por ser um ficha suja. 

Essa história toda é estratégia do governador Agnelo Queiroz, que diante do resultado das recentes pesquisas de opinião feitas em Brasília para as Eleições de 2014 viu uma derrota acachapante nas urnas. 

A verdade é que vários partidos tem procurado Arruda e Roriz e oferecido legendas. Até mesmo aliados da base de Agnelo andam conversando com os ex-governadores.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

Cristovam mais perto de candidatura ao Buriti


Ao retornar do exterior, o senador Cristovam Buarque já tem uma conversa agendada com o presidente regional do PDT, George Michel. Quer intensificar, por meio da direção do partido, o debate em torno da formação de uma chapa que reuniria a oposição de esquerda ao atual governo. Há uma razão para isso. Como termina a 5 de outubro o prazo para definições partidárias de quem pretende concorrer às eleições do ano que vem, Cristovam acha que em agosto, com o fim do recesso parlamentar e o retorno dos detentores de mandato a Brasília, já estarão sendo dadas as cartas para o desenho político partidário da disputa. Quer que a oposição de esquerda saia à frente.

Disposição maior

Quem conversou com Cristovam nos dias que antecederam o recesso ficou com a impressão de que o senador está mais disposto a concorrer. Como são muito pequenas as possibilidades de que o PDT deixe o governo Dilma para ter candidatura própria, Cristovam não poderia reeditar sua aventura presidencial. Poderia, porém, ser candidato a governador. Cristovam tem dito que o PDT deve ter candidato próprio e insiste em que se adote o nome do deputado federal José Antônio Reguffe. Por sua vez, Reguffe se comporta muito mais como candidato a senador. E avisa que seu candidato é Cristovam.

Aceitação maior...

A favor da candidatura de Cristovam pesa a aceitação de seu nome pelos partidos que eventualmente formariam a coligação. Ele próprio tem dito que gostaria de ver, nessa frente, o seu PDT, mais PSB, PSOL, Rede e até o PPS.

...apesar das resistências naturais

Há, é claro, resistências naturais. O senador Rodrigo Rollemberg precisa proporcionar um palanque para o presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, e sabe que não deve dar-se ao luxo de passar oito anos longe das urnas. Toninho Andrade, do PSOL, costuma dizer que o partido fechou em torno de uma candidatura própria — a dele — e pensa em uma coligação ainda mais à esquerda, com PSTU e PCB. Debatendo-se ainda em incertezas internas, o PPS brasiliense pode ser cobrado a integrar o bloco tucano. Tudo isso pode pesar contra Cristovam. Mas pesará muito mais contra outros eventuais candidatos.

Do ponto de vista estatístico, 100%

Interlocutor ocasional de Cristovam, o também ex-governador Rogério Rosso gosta de usar dados do passado para projeções eleitorais. Lembra que Cristovam foi candidato em todas as eleições, mas todinhas mesmo, desde que ingressou na política, há exatos 20 anos. Tomou gosto. É só conferir no quadro.

Fonte: Do Alto da Torre/ Jornal de Brasília/ Eduardo Brito

A medida do desgaste 'Dilma Rousseff'

 
A crise de liderança e popularidade em que está imersa a presidente Dilma Rousseff é de conhecimento, no mínimo, das parcelas mais bem informadas da sociedade. Faltava apenas ter uma noção da gravidade da enrascada. Já não falta. Ninguém menos do que o seu patrono Luiz Inácio Lula de Silva se incumbiu de deixar escancarada - a seu modo, bem entendido - a medida do desgaste de sua protegida, o que hoje parece ameaçar a própria continuidade do projeto petista de poder. E ele o fez de caso pensado.

Convidado a dar uma palestra no Festival da Mulher Afro, Latino-Americana e Caribenha, em Brasília, e embora prometesse que não falaria de política, soltou o verbo durante mais de uma hora sobre a conjuntura nacional depois dos protestos de junho. Eles refluíram neste mês de férias, mas podem ganhar corpo novamente depois que o papa se for e o descontentamento voltar à tona - sem que a presidente tenha se recuperado da dor de cabeça que as manifestações lhe causaram e que ela agravou com as ineptas tentativas de provar que assimilou o que diziam.

Nesse cenário, reapareceu o velho palanqueiro que em tudo alega enxergar uma conspiração das elites. Foi a última linha de defesa em que se entrincheirou quando achou que o mensalão poderia apeá-lo do Planalto. Deu certo, à época, porque as oposições vacilaram. E deu certo nas eleições de 2006 porque a massa dos brasileiros, tendo subido na vida, entendeu que, corrupção por corrupção, antes aquela de que se acusa quem a beneficiou. Agora, recorre ao mesmo estratagema para defender Dilma - com veemência e agressividade claramente proporcionais ao definhamento de seu prestígio.

Ele não precisaria advertir que lutará com "unhas afiadas" em defesa de sua criatura política se a sua popularidade não tivesse despencado 27 pontos em três semanas e se as intenções de voto em seu nome na sucessão de 2014 não tivessem minguado de 51% para 30%, desmanchando os prognósticos de vitória no primeiro turno (o que, aliás, nem Fernando Henrique nem Lula conseguiram). Ele tampouco precisaria dizer que o preconceito contra ela é maior do que teria enfrentado, além da "falta de respeito" de que seria vítima.

Nem, ainda, reprisaria o já sabido: que não precisa "ser governo para fazer as coisas neste país". Afinal, como afirmou, usando o plural majestático e pouco se importando com uma dose de desrespeito pela sucessora, implícita nas suas palavras, "Dilma não é mais do que uma extensão da gente lá". E a gente, que não pode sair de lá - só faltou dizer -, vai continuar "ajudando a presidente" diante da suposta ofensiva dos conservadores e dos políticos aliados.

Estes entraram na história por ter o presidente peemedebista da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves, cujo nome preferiu não citar, proposto que Dilma cortasse 14 dos 39 atuais Ministérios. Quando Lula assumiu, eram 26. Quando passou a faixa, 37. Conhecendo as prioridades das suas anfitriãs, aconselhou que ficassem "espertas", porque "eles vão tentar mexer no Ministério da Igualdade Racial, nos (sic) Direitos Humanos".

Lula decerto associa a crescente animosidade do PMDB em relação a Dilma à erosão dos seus índices de aprovação e do seu franco favoritismo na disputa pela Presidência. (As mais recentes pesquisas apontam, em um hipotético segundo turno, um empate técnico entre a candidata a um segundo mandato e a ex-ministra Marina Silva, cuja popularidade deu um salto sem precedentes na esteira das jornadas de junho.) E, de fato, a cúpula peemedebista deu início a uma sondagem informal junto às bancadas federais do partido e aos seus diretórios nos Estados sobre o rumo a tomar em 2014. É improvável que a maioria vote pelo fim da aliança, mas a mera consulta é um inequívoco agravo ao Planalto.

Tantas Dilma Rousseff apronta que o próprio PT só não se distancia dela porque o seu nume tutelar desautoriza o "volta, Lula". Mas, se ele precisa dizer que o partido está "150%" com ela, é porque a situação está longe de ser confortável para a petista também junto aos companheiros. Dilma disse certa vez que em época de eleição "podemos fazer o diabo". Lula sempre o fez e torna a fazê-lo com a desenvoltura que a afilhada até que tenta copiar, mas não sabe como.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo

Na Varanda: Não haverá bombeiro que apague esse fogo


O deputado distrital Aylton Gomes terá mais uma dor de cabeça, e parece que a dor não terá cura.

A Corregedoria e a Comissão de Ética da casa terão muito trabalho quando da volta dos trabalhos legislativos.

Velhas histórias de supostas "negociações" relatadas por assessores próximos e pelo próprio deputado, foram gravadas e poderão embasar mais um pedido de cassação contra o distrital.

Quem ouviu o conteúdo, afirma que se assemelham às gravações da Caixa de Pandora.

Pelo jeito, o mês de agosto promete, e não faltarão motivos para o povo fazer vigília em frente àquela casa.

Fonte: Edson Sombra

Explicações de Joaquim Barbosa 'Aperto de mãos com Dilma Rousseff'

 
Joaquim Barbosa sentiu-se na obrigação de explicar em detalhes o curto-circuito que explodiu  nas redes sociais desde que, na cerimônia de recepção ao papa anteontem, ele teria agido de modo deselegante com Dilma Rousseff, ao não estender a mão à presidente pouco antes de cumprimentar Francisco.

Sua assessoria preparou uma nota oficial em que dá sua versão do que ocorreu. Eis alguns trechos:

*”Com base em imagens de TV captadas a partir de determinado ângulo, foram criadas versões sobre o comportamento do ministro que não encontram amparo na realidade. O ministro repudia a interpretação de que teria sido deselegante com a presidente e ratifica seu respeito pelos poderes constituídos.”

*(…)foi feito o convite para que o Presidente do STF comparecesse à cerimônia de recepção ao papa Francisco, convite que foi prontamente aceito. No dia da cerimônia, logo ao chegar ao Palácio da Guanabara, o ministro Joaquim Barbosa depois de cumprimentar outras autoridades presentes, foi convidado a dirigir-se à sala privativa onde se encontrava a presidente (…).

*Por ocasião dos cumprimentos, o ministro apertou respeitosamente a mão do Santo Padre, e trocou discreto sorriso com a presidente. Isso porque avaliou não ser necessário novo cumprimento protocolar, uma vez que isso já havia ocorrido por ocasião de sua chegada ao Palácio.”

Fonte: Blog do Lauro Jardim