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terça-feira, 28 de maio de 2013

Eleições 2014: Tadeu Filippelli cogita o Buriti

Após firmarem aliança histórica a fim de disputar o Governo do Distrito Federal em 2010, parceria entre o PT e o PMDB não está assegurada no próximo pleito. Com apoios de peso, o vice-governador estuda lançar candidatura própria 

Agnelo e Filippelli uniram forças e garantiram vitória no 2º turno das últimas eleições: acordo repensado
 
PT e PMDB, os dois principais partidos da base do governo Agnelo Queiroz, protagonizaram no passado a disputa entre azuis e vermelhos que rachou o eleitorado do Distrito Federal. Em nome do pragmatismo político, as duas legendas dividiram o mesmo palanque em 2010, derrotaram os adversários em comum e administram juntas a capital do país. E 2014? A próxima campanha é uma incógnita. Muitos fatores impedem a renovação da aliança entre os dois grupos, o que levaria a uma polarização dentro da mesma administração. O vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB), incentivado por analistas, marqueteiros, pesquisas de opinião, aliados e correligionários, já cogita encabeçar uma chapa contrária à reeleição de Agnelo.

Entre os petistas, uma nova aliança com o PMDB é dada como certa. Mas, entre os peemedebistas, a coisa é bem diferente. A falta de uma candidatura consistente entre os adversários de Agnelo reforça o sentimento entre os aliados de Filippelli de que ele jamais terá uma chance tão grande de concorrer em pé de igualdade com o PT. A perspectiva é de que o vice-governador consiga unir os discípulos de dois nomes que aparecem nas pesquisas como donos de uma base eleitoral forte, os ex-governadores Joaquim Roriz e José Roberto Arruda. Ambos mantêm fiéis seguidores, mas enfrentam dificuldades jurídicas para concorrer ao próximo pleito.

Mesmo que a presidente Dilma Rousseff (PT) e o vice, Michel Temer (PMDB), façam uma nova dobradinha na chapa presidencial, o lançamento de candidaturas peemedebistas próprias em vários estados já é uma realidade. É o caso das unidades da Federação em que o PMDB já governa, como Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Maranhão, além de localidades em que o partido tem tradição política, como Rio Grande do Sul e Bahia. “Tenho convicção de que ambiente onde falte a liturgia política, o PMDB nacional não impediria — não só aqui — o nascimento de uma candidatura própria”, afirma Filippelli.

O Distrito Federal foi incluído na lista, embora essa possibilidade seja tratada publicamente com discrição e cuidado para não criar um constrangimento com Agnelo. O vice-governador evita dizer que poderá ser candidato, mas não esconde que, na condição de presidente regional do PMDB, tem conversado com muita gente. “Só podemos falar em candidatura após as partes conversarem. Da mesma forma que existem fatos positivos, há fatos negativos que precisam ser bem cuidados”, explica.

Responsável pela montagem da nominata do PMDB para as próximas eleições, o deputado Rôney Nemer tem se reunido com vários potenciais candidatos e dito que o partido será cabeça de chapa. Esse cenário tem animado os prováveis concorrentes a vagas proporcionais na esperança de que, dessa forma, com um puxador de votos, as chances para a Câmara Legislativa crescem. “Há quem ache que a aliança foi de sucesso, mas que é hora de seguirmos o nosso caminho. Há quem diga que não foi uma boa aliança e defenda um rompimento. O fato é que, onde vamos, ouvimos de eleitores e de aliados que o PMDB deve lançar candidato a governador”, diz Nemer, o deputado distrital mais próximo do vice-governador. “Mas essa decisão será do próprio Filippelli e vamos respeitar qualquer que seja”, acrescenta.

Nos últimos meses, Filippelli tem analisado pesquisas. O nome dele não aparece como campeão de votos, mas a avaliação é de que há muito a ser trabalhado numa campanha. O PMDB é um partido com capilaridade, tem estrutura, e o vice-governador sempre transitou bem no setor produtivo, característica que pode fazer a diferença no financiamento da campanha.

Nos últimos tempos, Filippelli até mesmo ensaiou uma volta ao passado. Um encontro com o ex-mentor político, Joaquim Roriz, foi uma espécie de anúncio público de que os dois selaram as pazes. Um aliado dos dois contou ao Correio que soube do encontro 15 dias antes do acontecimento. “Foi tudo acertado para criar um fato político”, conta. Entre rorizistas, o sentimento é de que o ex-governador já superou as desavenças do passado, quando teve de deixar o PMDB, derrotado por Filippelli, para ser candidato nas últimas eleições. “Dona Weslian ainda tem restrições, mas Roriz já deixou o episódio para trás”, revela um interlocutor do ex-governador que se recupera de uma cirurgia no coração. 

Por Ana Maria Campos

Sucessão de 2018 na mira

O principal trunfo dos petistas para manter a aliança com o PMDB é a possibilidade de, em caso de vitória da chapa, o vice-governador Tadeu Filippelli assumir o governo durante nove meses em 2018, e concorrer à reeleição. Agnelo Queiroz (PT) deverá disputar algum cargo público, provavelmente o Senado, e entregará o poder para o vice. Essa é uma situação que não pode ser desprezada. Filippelli será governador, com a ajuda do PT. Não é pouca coisa%u201D, afirma o líder da bloco PT-PRB na Câmara Legislativa, deputado distrital Chico Vigilante.

Entre aliados de Filippelli, no entanto, há um receio de que a convivência entre PT e PMDB se transforme numa guerra depois das eleições de 2014. Com a eventual nova posse de Agnelo Queiroz, em janeiro de 2015, começará o trabalho de construção de uma candidatura petista à sucessão. Entre os nomes cotados estão o secretário de Habitação, Geraldo Magela, e o deputado distrital Chico Leite (PT), caso consiga concorrer e se eleger senador no ano que vem. Pode também surgir alguma novidade entre os principais aliados de Agnelo, como o secretário de Saúde, Rafael Barbosa, que está filiado ao partido.

Inicia-se, assim, uma corrida pela viabilização de nomes nas legendas da base de Agnelo. No PMDB, há uma total descrença de que Filippelli terá o apoio de petistas numa eventual candidatura ao Palácio do Buriti no futuro. O espaço que detém hoje no Executivo, acreditam peemedebistas, dificilmente será preservado. Hoje, Filippelli coordena as áreas de infraestrutura e transporte, mas se ressente de não levar os louros. O vice-governador nunca participa das reuniões sobre estratégias do Executivo e dos eventos mais populares. Sobre falhas na relação entre PT e PMDB, ele resume: Posso garantir uma coisa: não é espaço. Não é tamanho de responsabilidade do governo. Apenas uma forma de convivência e respeito.
 
Pitiman pede para sair do PMDB 

Na possível ocupação de espaço na oposição à segunda candidatura de Agnelo Queiroz (PT), o deputado federal Luiz Pitiman (PMDB) é um rival do vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB). O parlamentar entrou ontem com um pedido no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de justa causa para se desfiliar do partido, sem incorrer na regra de infidelidade partidária que pode levar à cassação do mandato. Caso a Justiça concorde com os argumentos de Pitiman para mudar de legenda, ele vai trabalhar em busca de espaço para concorrer a um mandato de governador.

Na petição protocolada ontem, Pitiman alegou incompatibilidade política com o PMDB. Depois de deixar a Secretaria de Obras em 2011, ele se tornou um crítico do governo Agnelo. Migrou, assim, para a oposição. Ele nunca escondeu disposição de disputar o Palácio do Buriti. Nos últimos meses, elevou o tom das críticas e se diz censurado pelo PMDB na intenção de veicular nas inserções do partido a posição sobre a administração petista no DF. Caso consiga sair da legenda, Pitiman deverá se filiar no PP, PSD ou PSDB. Ele tem conversado com líderes desses partidos no Congresso, como o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o ex-prefeito de São Paulo Gilberto Kassab (PSD) e o senador Aécio Neves (PSDB/MG).

O processo de Pitiman será distribuído a um ministro do TSE para deliberação no plenário. O prazo fatal para o parlamentar, no entanto, é 5 de outubro, data em que deverá estar filiado a algum partido para concorrer às próximas eleições. Nesse período, pouco mais de quatro meses, Pitiman deverá tomar uma decisão. Os advogados do deputado citam três precedentes favoráveis. É o caso dos deputados Sandro Mabel (GO), que deixou o PR pelo PMDB, e de Izalci Lucas (DF), que mudou do PR para o PSDB. Eles não foram punidos. Também ocorreu com o distrital Cláudio Abrantes, que migrou do PPS para o PT e manteve o mandato. Se a decisão do TSE for negativa, ele terá de decidir se concorrerá ao governo mesmo com uma cassação.

Fonte: Correio Braziliense

Retorno ao lar 'Fernando Francischini'


O deputado evangélico e delegado licenciado da PF Fernando Francischini (PR) já oficializou a sua saída do PEN.

Ruma de volta para o PSDB do Paraná, para alegria de Aécio Neves, a quem apadrinha.

Fonte: Jornal de Brasília - Coluna Esplanada - Por Leandro Mazzini

Cavendish condenado por desvio de verba

Dono da construtora Delta foi sentenciado a 4 anos e 6 meses de prisão por superfaturamento de obra em Lagoa; ele vai recorrer 

O empresário Fernando Cavendish, dono e ex-administrador da construtora Delta, foi condenado em primeira instância pela Justiça Federal a quatro anos e seis meses de prisão por desvio de verbas federais que deveriam ser usadas na despoluição da Lagoa de Araruama, na região dos Lagos fluminense.

O juiz Raphael Nazareth Barbosa, da 1.ª Vara Federal de São Pedro da Aldeia, na mesma região, considerou que houve superfaturamento. Pelo serviço de mobilização e desmobilização de equipamentos, a Delta recebeu R$ 191 mil do município, embora o valor de mercado do serviço fosse de apenas R$ 14 mil. A assessoria de Cavendish informou que ele vai recorrer.

Em dezembro de 1999, Hugo Canellas, então prefeito de Iguaba Grande, município da região dos Lagos responsável pela obra, firmou convênio com o governo federal para a despoluição da Lagoa de Araruama. Seriam gastos R$ 5,6 milhões, dos quais caberia ao município pagar R$ 1 milhão. O governo federai aprovou apenas parte do projeto, liberando R$ 272 mil para a elaboração do projeto executivo, em janeiro de 2000.

A Prefeitura de Iguaba Grande lançou uma licitação e contratou, por mais de R$ 22 milhões, a Delta para executar a obra de despoluição. Mas, segundo o Ministério Público Federal, a Delta não poderia participar da seleção porque estava em trâmite um pedido de falência da empresa. Além disso, a construtora teria usado certidões vencidas para participar da licitação.

Pelos serviços executados entre 16 e 26 de junho de 2000, a Delta cobrou e recebeu de Iguaba Grande R$ 272 mil, a exata quantia repassada pela União no convênio. Na sentença, o juiz demonstra "estranheza" com o fato de o valor do serviço corresponder exatamente ao valor liberado pela União.

O Tribunal de Contas do Estado do Rio constatou que os serviços contratados não foram realizados e identificou também o superfaturamento.

Além de Cavendish, a Justiça Federal condenou outras quatro pessoas. O ex-prefeito de Iguaba Grande, Hugo Canellas, e Mário Souza, secretário municipal de Fazenda à época dos fatos, foram punidos com os mesmos quatro anos e seis meses de prisão. Alípio Nascimento, então diretor do Departamento de Meio Ambiente do município, e Márcia Betânia da Silva, chefe da Divisão de Obras Públicas à época, foram condenados a 1 ano e 11 meses de prisão por falsidade ideológica. As penas de ambos foram substituídas por prestação de serviço à comunidade. A sentença determina ainda que os cinco réus condenados paguem, juntos, R$ 248 mil para reparação dos danos causados. 


Recurso - A assessoria de Cavendish informou que já apresentou recurso ao Tribunal Regional Federal da 2.ª Região. Em 2012, após uma operação da Polícia Federal, o empresário foi investigado no Congresso Nacional por uma CPI que tentou apurar as ligações da Delta com o contraventor Carlinhos Cachoeira.

Fonte: Jornal Estado de São Paulo - Por Fábio Grellet

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Não tem tu, vai tu mesmo

O PDT/DF afirma que lançará candidato ao Buriti em 2014. O senador Cristovam apoia Reguffe, que por sua vez prefere Cristovam.

O desfecho dessa história tem tudo para ser na base do  “já que não tem tu, vai tu mesmo”.

 Fonte: Guardian Notícias

Distantes 'Agnelo Queiroz'

Comenta-se que o governador Agnelo Queiroz não despacha com seu vice, Tadeu Filippelli, há quase dois meses.

Resta saber se é por vontade de quem.

Fonte: Guardian Notícias

Era só o que faltava 'Washington Mesquita'



Começou a tramitar na Câmara Legislativa projeto que, nos termos oficiais, proíbe a distribuição de medicamentos cujo princípio ativo sejam o misoprostol e o levonorgestrel pela rede pública de saúde do Distrito Federal. Quem ousar distribuir produtos desse gênero pagará multa de R$ 5 mil. O problema está em que esses medicamentos, muito mais conhecidos pelo nome comercial Cytotec,  são chamadas “pílulas do dia seguinte”. São usadas principalmente em casos de estupro, embora seu objetivo amplo seja prevenir gravidez indesejada. 

Questão de  saúde pública 

Os médicos especialistas em saúde pública defendem o Cytotec, entre outros motivos porque previnem abortos. Muitas mulheres que não tiveram acesso a eles e engravidaram — em função de estupro ou não — são pessoas de baixa renda e, para não enfrentar a gravidez indesejada, acabam por recorrer a carniceiros. Muitas mortes ocorrem por conta disso e, quando não há morte, as vítimas causam muito sofrimento, além de despesas à rede pública.

Caminho mais fácil 

Conhecido como deputado sério e trabalhador, Washington Mesquita é também militante católico. Poderia seguir caminho muito mais simples para atender sua fé. Bastaria recomendar às católicas, que em tese partilham das mesmas convicções firmes, que não utilizem o Cytotec. Quanto às agnósticas, por exemplo, que tenham respeitados os seus direitos. 

Fonte: Jornal de Brasília / Alto da Torre/ Eduardo Brito

Protesto no Mané Garrincha repercute nas redes sociais

 
Enquanto o governador Agnelo Queiroz se gaba do Estádio de quase 2 bilhões reais. O povo parece que não anda satisfeito como o Governo do Distrito Federal (GDF).

Torcedores que foram assistir ao jogo entre Santos e Flamengo, não deixaram de protestar com faixas. 

Dois torcedores carregaram uma faixa com os seguintes dizeres: “Enquanto a bola rola, falta saúde e falta escola.” 

No Coliseu Candango nem tudo foi pão e circo.

2014 é logo ali.

Fonte: Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Eleições 2014: Estevão de volta à política

Senador cassado articula volta à vida pública 

 
O ex-senador Luiz Estevão está saindo da moita. Cassado em 2000, pelo desvio de R$ 150 milhões das obras do TRT paulista, ele só poderá voltar a disputar eleição em 2022.

Mas Luiz Estevão pretende eleger prepostos já no ano que vem. De acordo com uma pesquisa de imagem que ele encomendou, 250 mil brasilienses estariam dispostos a votar nele.

Seria o suficiente para eleger um deputado federal e quatro para a assembleia local. E Luiz Estevão está com bala. Por causa dos processos, passou uma década sem conta bancária. A punição acabou. Ele agora tem até cartão de crédito. 

Fonte: ÉPOCA.com - Felipe Patury - Por Leonel Rocha

Comissão abre canal de negociação para servidores públicos

A presidente da Comissão de Assuntos Sociais (CAS), deputada Celina Leão (PSD) lançou nesta quinta-feira (23), durante audiência pública com servidores públicos, uma comissão permanente de negociação entre categorias do funcionalismo público e o Governo do Distrito Federal, por meio do secretário de Administração, Wilmar Lacerda. “A comissão vai ser um canal permanente para o diálogo das categorias com o governo. Na primeira reunião já deu para sentir como vai funcionar, só hoje tiramos três encaminhamentos com o secretário Wilmar que são fundamentais para contemplar os anseios das categorias”, destaca a deputada.

A audiência pública contou com a presença do secretário de Administração Pública do DF, do sindicato dos servidores públicos civis da administração direta, autarquias, fundações e Tribunal de contas do DF (SINDIRETA), do Sindicato dos Agentes de Atividades Penitenciárias do DF (SINDPEN), do Sindicato dos Servidores Integrantes da Carreira Auditoria de Controle Interno do DF (SINDIFICO), do Sindicato dos Atendentes de Reintegração Social do DF (SIND-ATRS), do Sindicato dos Policiais Civis do DF (SINPOL), de representantes dos Técnicos Administrativos de Saúde e dos Agentes Comunitários de Saúde.

Um dos encaminhamentos foi a reunião dos ATRS com o secretário Wilmar para o dia seguinte, uma assembléia da categoria também foi convocada para a avaliação de uma possível proposta que o governo irá oferecer ao retomar o diálogo com a classe.  O vice-presidente do Sind-ATRS, Cristiano Torres explicou que embora a categoria esteja em greve, estão abertos ao diálogo. Torres pontuou todos os problemas da área de Recursos Humanos do Sistema Socioeducativo e sugeriu como solução a criação da carreira das atividades do SSE. Todos os representantes dos sindicatos puderam falar sobre as necessidades de suas categorias e receberam um feedback do secretário Wilmar Lacerda.

O Presidente do SINDIFICO, Jaran de Brito e a Vice-Presidente Elaine Elesbão tiveram a oportunidade de esclarecer pontos que geravam dúvida sobre o período em que a categoria esteve em greve, como a efetivação de todos os pagamentos. “Nunca agimos de má fé, nem chantageamos ou ameaçamos o governo”, observa Elesbão.

Celina Leão abriu o canal de negociação do SINDIFICO  com o secretário Wilmar Lacerda para a possível retirada do PL 1241/12 da Câmara Legislativa.

Outro avanço foi para os vigilantes da área da Saúde, que buscam o acúmulo dos adicionais de insalubridade e periculosidade. O secretario também se comprometeu em avaliar a situação junto ao Governo e vai se reunir com a categoria. “Estamos abertos ao diálogo. Vencemos a fase do ‘não’ e vamos buscar um entendimento para que as reivindicações dos servidores sejam atendidas” disse Lacerda.

Fonte: Blog do Cafezinho

Disputa pelo Buriti


O jogo começou. Desde janeiro, a cada dia novas peças são postas no xadrez político brasiliense. A menos de um ano e meio das eleições, pelo menos duas candidaturas ao governo local são dadas como certas. De um lado, está o atual governador Agnelo Queiroz (PT) e seu vice Tadeu Filippelli (PMDB), ambos candidatos à reeleição. De outro, está o senador Rodrigo Rollemberg (PSB). Também se movem em direção ao Palácio do Buriti o grupo de Roriz, a deputada distrital Eliana Pedrosa (PSD) e alguns partidos de pequeno porte. Nos bastidores, fala-se ainda nos senadores Cristovam Buarque (PDT) e Gim Argello (PTB), nas movimentações de Paulo Octávio e Arruda e nos deputados federais Pitiman (PMDB) e Reguffe (PDT).

Diante de tantas possibilidades, se consolidarão os candidatos que conseguirem formar alianças fortes. Por isso, será interessante observar quais serão os caminhos tomados por Cristovam e Reguffe daqui para frente. É fato que se os pedetistas se unirem ao grupo de Rollemberg, independentemente do candidato, terão formado uma chapa forte. Separados, suas chances diminuem bastante. O mesmo vale para Roriz, Paulo Octávio e Arruda. Juntos, podem decidir a eleição. Pesa para essas três lideranças, no entanto, a falta de um nome de consenso. No atual cenário, a indefinição de todos e o passado de muitos favorece o surgimento de uma quarta ou quinta via, quem sabe. Não se pode menosprezar, nunca, a voz das ruas.

A população tem se mostrado insatisfeita com os candidatos. Uma pesquisa realizada no ano passado apontou que 70% dos brasilienses desaprovam o governo. Os eleitores também estão cansados de escândalos e esquemas de corrupção. Os cidadãos querem governantes competentes, sérios e dispostos a trabalhar. Brasília precisa de um líder ético e bom administrador. Se esse sentimento por renovação crescer, o nome do próximo governador poderá surpreender, podendo não ser nenhum dos citados. O povo irá dizer.

Fonte: Jornal de Brasília - Por Adelmir Santana Presidente da Fecomércio-DF

domingo, 26 de maio de 2013

Eleições 2014: Vem aí uma terceira via com nome surpresa


As discussões em torno de uma terceira via passando ao largo das duas candidaturas de esquerda, no caso a do governador Agnelo Queiroz (PT) liderando um leque de partido e, na outra, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB), aguçam o imaginário dos atores políticos do Distrito Federal. Especulação é o que não falta, principalmente depois que o PT descartou a participação do senador Gim Argello (PTB), que busca a reeleição, na chapa majoritária.

Ao retornar para a Secretaria de Habitação o deputado federal Geraldo Magela, o PT sinalizou que a vaga para a disputa do Senado é do partido. Este debate já vinha acontecendo e se multiplicando dentro do PT. Num primeiro momento, a questão era se Agnelo teria fôlego para chegar em 2014 com chances de igualdade com os concorrentes. Falava-se que ele poderia ser substituído. Embora ninguém admita — caso Agnelo continue amargando números ruins na avaliação do brasiliense —, é bem provável que ele fique até o final no governo e seja trocado por outro nome.

Gim, que de bobo não tem nada, já foi sondado por um grupo de empresários com contas bancárias acima de seis zeros, para avaliar uma terceira via. Houve duas reuniões. Uma em São Paulo e outra recentemente em Brasília. O personagem que encabeça o nome para governo, está sendo mantido em segredo digno de cofre bancário. Na rodada de conversas já participou o ex-governador José Roberto Arruda, que a princípio teria gostado da ideia, mas não sinalizou nada ainda. Gim participou de todas as conversas e está avaliando qual caminho vai seguir.

O senador não quer olhar o futuro com ansiedade, preferindo trafegar numa estrada mais segura, politicamente falando, sem ser atropelado pelas indefinições de aliados, como foi o caso do PT. Gim tem plena convicção de que o PT, depois de atropelá-lo, não vai dar meia volta e estacionar o carro ao seu lado. Sendo assim, ele costura a terceira via calado e sem assustar os adversários.

Enquanto isso, Agnelo vai mexendo nas regiões administrativas, cobrando mais comunicação e tapando o sol com a peneira. A última façanha foi trocar o secretário da região Metropolitana do DF, Arquicelso Bites, por Paulo Roriz, que vem a ser sobrinho de Zequinha Roriz. Tanto esforço e quebra de regras ideológicas tem um nome: sucessão. Sua estratégia e colocar as ovelhas desgarradas do arrudismo e do rorizismo sob a proteção do Palácio do Buriti. É a história: o fim justifica os meios, principalmente em política.

Fonte: Jornal Opção

À QUEIMA-ROUPA: Senador Cristovam Buarque (PDT/DF)

Quais são seus planos para 2014? 

Estou trabalhando com muito afinco para que Reguffe seja candidato ao Governo do DF. 

O senhor é incentivado a ser candidato ao governo? 

Fui procurado, sim. Sei que tenho responsabilidade com essa cidade, mas Reguffe representa uma geração nova. Se eu sair do Senado, ninguém vai carregar a minha bandeira nacional em defesa da educação como principal motor do progresso. Com Reguffe no governo, posso continuar o trabalho da luta pela federalização da educação.

O PDT lançaria seu nome para a Presidência? 

Não acredito que o PDT queira ter candidato, apesar da existência de um movimento que defenda isso. Mas já comuniquei que não serei candidato. Em 2006, tive 2,5% dos votos, mas deixei a imagem de um romântico combativo pela educação. Se eu for candidato agora, não passo de 5%. E vou deixar a imagem de um perseguidor da Presidência. Vou matar a imagem que construí. 

Acredita que  Reguffe quer ser candidato ao GDF? 

Ele tem dito que quer, mas acha que não está na hora de tomar a decisão, que ela só deve ser tomada em setembro. Parece perto, mas está longe do ponto de vista da atração de pessoas para o PDT. Tem gente que quer ser candidata a distrital pelo partido, mas aguarda a decisão sobre ter ou não candidato ao governo. Se esperarmos, podemos perder muita gente. 

E o senador Rollemberg? Ele sonha em ter o senhor como aliado na disputa ao governo… 

Se o PDT não tiver candidato, vamos ter que discutir a possibilidade de apoiar o Rodrigo ou o  Toninho. Mas preferimos que estejam conosco. 

Receia enfrentar o PT pela relação com a militância que sempre fez a sua campanha? 

Não digo que não faria isso, até porque já enfrentei o PT em plano nacional. Mas me incomodaria ver a militância do PT contra o meu nome. Essa é uma das razões pelas quais eu não fiz campanha no DF em 2006, apesar de ter apoiado a Arlete. E eu adoraria ver a Arlete candidata a governadora de novo. Se ela concorresse, eu defenderia o apoio ao PT e a retomada da aliança em 2014. 

O que levou ao seu rompimento com Agnelo? 

Ninguém fez mais campanha para o Agnelo do que eu, salvo ele próprio. Depois da eleição, falei que o PDT tinha um nome para a Secretaria do Trabalho, que era o Peniel (Pacheco). Mas meu interesse era a educação e disse que gostaria de ajudar na escolha. Depois, soube pela televisão que ele nomeou alguém da UnB, que é minha base. Isso me incomodou muito. O Agnelo me disse que avisasse o Peniel que ele seria secretário. Mas o deputado Israel Batista veio e negociou uma indicação dele. Foi uma desmoralização completa.  O Agnelo só queria garantir um voto na Câmara, o resto não interessava. 

Reguffe tem discurso forte de corte de gastos e defesa da ética. Não seria preciso avançar para concorrer ao governo? 

Reguffe foi meu aluno na UnB, mas ele fez caminho próprio e deu certo. O povo não quer ouvir que a educação é o motor do progresso, como eu falo. O povo quer ouvir é sobre o fim de privilégios e de benesses. O Reguffe representa no Congresso o que o Joaquim Barbosa representa no Brasil. Essa é a marca.

Fonte: Correio Braziliense - Coluna Eixo Capital - Por Ana Maria Campos e Helena Mader

Caso Raad Massouh: O show da picaretagem

O esquema de contratação de bandas para shows nas administrações regionais, que deixou o deputado distrital Raad Massouh (PPL) na iminência da degola na Câmara Legislativa, pode dar dor de cabeça a muito mais gente. Só este ano, a Divisão Especial de Repressão aos Crimes Contra a Administração Pública (Decap) abriu oito inquéritos para investigar empresas que receberam boladas de recursos públicos para subcontratar artistas e grupos musicais. Uma única firma ganhou R$ 18 milhões no período de um ano.

Faturou alto agenciando a apresentação de bandas completamente desconhecidas por cachês capazes de encher os olhos até mesmo de nomes renomados da música. Sob o pretexto de serem representantes exclusivas das bandas, as empresas driblaram a Lei de Licitações e conseguiram colocar a mão em altas somas de dinheiro público. A polícia ainda investiga a participação de funcionários de administrações. E há suspeitas contra pelo menos um deputado distrital, citado em depoimentos de servidores da Secretaria de Cultura.

Fonte: Correio Braziliense - Coluna Eixo Capital - Por Ana Maria Campos e Helena Mader

Caso Raad Massouh: A caminho da forca


No meio político já é dada como certa a cassação do mandato de Raad Massouh. Se o caso for a plenário, a votação será aberta, como prevê a Lei Orgânica do DF.

Às vésperas de ano eleitoral, a aposta é de que os distritais vão querer promover o marketing da ética para fazer bonito com o eleitorado.

Fonte: Correio Braziliense - Coluna Eixo Capital - Por Ana Maria Campos e Helena Mader

Eleições 2014: As duas missões de Eduardo Jorge

Muito ligado à direção do PSDB, é inclusive vice-presidente da executiva nacional o ex-ministro Eduardo Jorge (foto) assumiu a presidência do diretório brasiliense para desempenhar missão específica. Na verdade, são duas missões interligadas. A primeira é garantir um palanque para a candidatura presidencial do senador Aécio Neves. A segunda, assegurar o comando da oposição ao Buriti, vista hoje como descoordenada. Eduardo Jorge ficará no cargo até cumprir seu papel. Tão cedo não haverá eleições internas para recompor diretório e executiva no Distrito Federal.  Não há prazo para a saída de Eduardo Jorge. Que permanece também como vice nacional.

Candidatura própria, nome novo 

Embora não se exclua uma negociação que ceda a cabeça de chapa no Distrito Federal, os tucanos devem, sim, ter candidato próprio a governador. A escolha do nome não deve recair, porém, em nenhum dos mais citados, a ex-governadora Maria de Lourdes Abadia e o deputado federal Izalci Lucas. Pode-se até optar por um neofiliado. A direção nacional do PSDB pretende vê-los como puxadores de votos nas eleições proporcionais, tendo em vista garantir tempo de televisão e recursos do fundo partidário. 

Ponto fraco a explorar 

A ideia de se reforçar a seccional tucana de Brasília partiu de um diagnóstico da executiva nacional. A cúpula tucana acha que o Buriti lhe fornece o exemplo perfeito do governo petista que não funciona. Pretende explorar ao máximo esse ponto fraco e usá-lo como estilingue também contra a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição.

Fonte: Jornal de Brasília - Do Alto da Torre

CANDIDATURA AÉCIO SUBIU NO TELHADO...?


Dois fatos recentes podem responder a essa pergunta. A intervenção e nomeação da executiva provisória do PSDB/DF, e uma condenação por formação de cartel.

Logicamente que uma intervenção só ocorre onde algo está errado, e um dos erros mais graves do PSDB/DF, era não ser firme na oposição que deveria fazer ao governo local do PT.

Comenta-se nos bastidores que essa falta de firmeza ocorria porque dirigentes do partido no DF mantinham excelentes relações com o governo, inclusive com contratos e cargos, o que logicamente fez esquecer o compromisso de combater o PT.

Com a intervenção, nomeou-se uma comissão executiva provisória, composta pelos mesmos tucanos que motivaram a intervenção como o ex-presidente, o ex-tesoureiro, e funcionários do gabinete de um deputado da base de apoio do PT que o PSDB deve enfrentar no contexto nacional.

O segundo fato é a condenação, por formação de cartel (combinação de preços para lesar consumidores), do ex-tesoureiro e atual secretário geral Jaime Alarcão.

“Mudar tudo para deixar tudo como está”, frustra as esperanças daqueles que acreditavam que o PSDB/DF poderia liderar a guerra contra o PT no DF, além de se duvidar que AÉCIO possa ter um palanque confiável no DF.

Como se percebe, pelo menos no DF, a candidatura Aécio subiu no telhado.

Fonte: Márcio Oliveira Costa – Cientista Político

WILMAR LACERDA SUJA AGNELO E FAZ GDF CORRER RISCO DE PERDER MILHÕES

Não é de hoje que todos sabem que o senhor Wilmar Lacerda joga contra o governador Agnelo Queiroz.
 
Mas há 15 dias o secretário deu sinais claros de como sujar Agnelo tirando-lhes votos em 2014. Wilmar Lacerda juntamente com o Sindser (sindicato comandado por 06 petistas de nível fundamental) enviou ao governador um projeto de reestruturação dos servidores do DER/DF, porém, olha só o projeto que Wilmar e Cia fez:

1 - Dentro do projeto de reestruturação do DER/DF, Wilmar Lacerda cria 180 vagas de um cargo chamado de "agente de trânsito rodoviário" e no mesmo projeto ele quer transferir os atuais "técnicos de trânsito rodoviários" para este cargo novo, mas, mal sabe Wilmar o tamanho do problema que ele está criando para o Agnelo em 2014 e para o DF. Imaginem todos os proprietários de veículos acionando a justiça para cancelar as multas recebidas por estes novos "agentes de trânsito rodoviários" alegando que os mesmos não estão legalmente investidos nos referidos cargos tendo em vista que o novo cargo foi criado e não foi legalmente preenchido por concurso público, existiu apenas a transferência dos antigos "técnicos de trânsito rodoviários" e mais, além da justiça com certeza mandar cancelar todas as multas ainda pode existir uma enchurrada de pedidos de indenizações contra o GDF, cuidado Agnelo, estão querendo te queimar mais ainda e deixar o DER/DF (GDF) sem arrecadar milhões por mês com as chuvas de ações judiciais;

2 - O Agnelo ainda não se deu conta que dentro do projeto do Wilmar Lacerda existem 260 servidores de nível fundamental satisfeitos com aumento de 50% e do outro lado existem 600 servidores técnicos e 200 servidores analistas insatisfeitos por receberem aumento muito menor que estes servidores de nível fundamental, ou seja, existem 06 petistas do Sindser de nível fundamental comandando tudo isto sem querer nem saber de eleição em 2014, estão se lixando para Agnelo em 2014, com amigos como estes, trocando votos de 800 servidores por votos de 260 servidores, o Agnelo nem precisa de inimigo;

3 - Por último, para não deixar em branco, o Wilmar Lacerda bateu martelo, disse que quem manda no governo é o PT e está desrespeitando o Vice-Governador Filippelli, este por último quer um aumento igual para todos, porém o secretário Wilmar o desafia e já disse nas rodas de cerveja que vai aprovar o projeto na CL/DF do jeito que fez, estão lascando politicamente o Agnelo.

Com mais uns 02 amigos destes, Agnelo Queiroz pode acender a vela, colocá-la na mão e deitar em berço esplêndido.
 
Fonte:  Brasília DF

Blefes e carta na manga


O pior parceiro de truco é aquele que blefa tão bem que costuma enganar até o próprio parceiro. A tática dele é extremamente arriscada. Dá muito certo, quando o blefe é acreditado pela dupla adversária. E, por outro lado, é a derrocada total, quando quem blefa é chamado a apresentar suas cartas. Pior ainda acontece quando o parceiro do blefador acredita e vai para a mesa fechado, apostando que seu aliado é capaz de segurar o jogo sozinho.

Esse período pré-eleitoral é muito parecido com um jogo de truco entre parceiros que não se conhecem muito. É o momento de cada um estudar a forma de jogar o outro. PT e PSDB já estão fazendo isso. Embora um não seja desconhecido do outro, há fatores novos nesse pleito que sugerem um jogo cauteloso, apesar da grande antecipação do debate eleitoral de 2014.

O fato de o PSDB ter, pela primeira vez, o senador Aécio Neves como candidato a presidente é um dos diferenciais. A candidatura dele, de certa forma, coloca Minas em uma situação de evidência. O que fica ainda mais acentuado, considerando-se que a candidata à reeleição, a presidente Dilma Rousseff, também é mineira. Pela primeira vez, o PSDB poderá ter um candidato que não seja paulista.

O deslocamento do eixo de poder de São Paulo para Minas Gerais implica táticas, no mínimo, diferenciadas. Os dois partidos precisam ter palanques muito fortes no Estado. E, não há dúvida, que os dois candidatos ao governo de Minas terão fortes relações com os presidenciáveis. No caso petista, não há muita dúvida, o ministro de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, deve ser o candidato ao governo de Minas. Ele é muito próximo de Dilma e não deverá sofrer, ao contrário do que ocorreu em outras eleições, nenhuma resistência interna do seu partido.

SITUAÇÃO NEBULOSA

Pelo lado do PSDB, a situação anda mais nebulosa. Além de nomes tucanos, como o do presidente da Assembleia de Minas, Dinis Pinheiro, o presidente do partido em Minas, Marcus Pestana, e deputado federal e secretário de Ciência e Tecnologia, Narcio Rodrigues, é possível que o vice-governador de Minas, Alberto Pinto Coelho, também concorra à condição de candidato ao Palácio Tiradentes.

Outro ponto importante relativo à Minas, não é recomendável que haja palanques duplos. Em outras palavras, partidos que são da base do PT em âmbito nacional e do PSDB em Minas terão que escolher o lado. É uma espécie de verticalização forçada.

Fonte: Carla Kreefft/ Tribuna da Imprensa

sábado, 25 de maio de 2013

Pela reabertura da Caixa de Pandora

Câmara recebe pedido para que seja retomada a investigação contra três parlamentares acusados de receber dinheiro do esquema comandado por Durval Barbosa. Os processos foram arquivados em 2010, apesar serem réus em ações judiciais 

 
Tramita na Câmara Legislativa do Distrito Federal um pedido de reabertura de processos éticos disciplinares que pode levar à perda de mandato dos deputados Benedito Domingos (PP), Rôney Nemer (PMDB) e Aylton Gomes (PR). Um morador de Samambaia deu entrada à representação na Comissão de Defesa dos Direitos Humanos, Cidadania, Ética e Decoro Parlamentar, no último dia 13, solicitando a retomada das investigações internas, arquivadas em 2010, contra os três distritais, que foram denunciados pelo Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) por suposto envolvimento no escândalo de corrupção que veio à tona com a Operação Caixa de Pandora, deflagrada no fim de 2009, ainda no governo e na legislatura passados e que mergulhou a capital federal em uma crise sem precedentes.

Sílvio Ferreira de Matos, o autor do pedido, usa como base para a solicitação o parecer do deputado Patrício (PT), corregedor da Casa, no recente encaminhamento da investigação contra o colega Raad Massouh (PPL) à Comissão de Ética. De acordo com a justificativa, é dever do Legislativo “investigar qualquer parlamentar em caso de denúncia, notícia ou representação de suposto desvio de conduta”. Para ele, isso deveria ocorrer independentemente do andamento de processos existentes na Justiça. Acusado de participação em esquema de desvio de uma emenda parlamentar em 2010, no valor de R$ 100 mil, Raad queria que a Casa adiasse a investigação, já que a denúncia contra ele ainda nem havia sido acatada na Justiça, os colegas (Benedito, Rôney e Aylton) já são réus em ação que tramita no Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios.

Os três distritais tiveram pedidos de investigação interna contra eles abertos no fim de 2009, logo após a Caixa de Pandora. A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) foi a autora das solicitações. Os casos passaram pela Mesa Diretora, tiveram aprovação para andamento por parte da Corregedoria e chegaram à Comissão de Ética. Desde então, ficaram aproximadamente um ano sobrestados, aguardando o desdobramento judicial e acabaram arquivados em novembro de 2010, com o voto da maioria dos membros da comissão. Eles alegaram que não havia fatos novos que justificassem a apuração.

Apesar de o pedido ter sido protocolado na Casa há 10 dias, até ontem, a Mesa Diretora ainda não tinha conhecimento oficial da solicitação. Silvio de Matos deu entrada na Comissão de Ética, mas, de acordo com o Regimento Interno da Câmara, o procedimento correto é apresentar o documento à Presidência. “O caso ainda não andou porque não há conhecimento formal, então, não temos como nos posicionar”, explicou uma fonte na Secretaria-Geral da Mesa que pediu anonimato. Por meio das assessorias de imprensa, os deputados Rôney, Benedito e Aylton usaram o mesmo argumento para se defender: estão tranquilos, já que não existem fatos novos e que os procedimentos foram arquivados ainda na legislatura passada.

Colaborou Ana Maria Campos

Influência política

Benedito Domingos tem outras investigações contra si além da relacionada com a Caixa de Pandora. O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF e dos Territórios vai julgar denúncia de dispensa ilegal de licitação, corrupção passiva e formação de quadrilha contra o distrital. Ele é acusado de usar a influência política para favorecer as empresas de familiares em contratos de ornamentação de natal em 2008. Recebida por unanimidade em 2012, a denúncia está em fase final.

Fonte: Correio Braziliense - Por Almiro Marcos

Eleições 2014 - Calendário Oficial - TSE

Conheça a íntegra da primeira versão do calendário oficial do TSE para as eleições 2014.




Fonte: Blog Eleitoral por Romildo Andrade de Souza Junior

Artigo: As portas da esperança de Raad Massouh


O governador Agnelo Queiroz abriu as portas da esperança para o deputado Raad Massouh. Com a cabeça a prêmio, Raad engrossou o choro de quem foi abandonado e abriu o berreiro na mídia se dizendo injustiçado pelas denúncias que culminaram na abertura do processo de cassação de seu mandato. 

O grito de Massouh ecoou nos gabinetes do Buriti de tal forma que Agnelo resolveu trazer de volta para o governo Paulo Roriz, que numa eventual perda de mandato de Raad, assumiria a vaga de deputado, uma vez que é o 1º. Suplente da coligação. 

Considerando que o julgamento de cassação do mandato parlamentar é um processo eminentemente político, é razoável compreender que se torna impossível à supressão de uma ponderação, por parte dos julgadores, que possa desprezar os mais diversos aspectos que envolvem as relações interpessoais com o julgado. 

Nesse contexto, é importante observar que a simpatia do “ Paulo Roriz” é contrastante ao perfil circunspecto e, segundo alguns colegas parlamentares, desagregador de Raad Massouh, o que poderia de certa forma influenciar na adoção de um rigor acentuado na hora de promover a interpretação de uma eventual recomendação de cassação do mandato por parte do relator do processo, deputado Joe Valle. 

Com a retirada de Paulo Roriz da linha sucessória de Massouh, o governo lança em cena mais um ingrediente político que poderá ser um novo abacaxi a ser descascado pela Câmara Distrital. João Luiz Arantes, que foi flagrado nas gravações de Durval Barbosa, passa agora a ser o suplente da vez, que assumiria o mandato de deputado numa eventual cassação de Raad, o que poderia se transformar em mais um grande desgaste para a imagem da CLDF perante a sociedade. 

A correlação desses fatos pode não ser preponderante no julgamento, mas que certamente obrigará os parlamentares a fazerem uma análise mais ampla dos possíveis desdobramentos do caso Raad Massouh. 

Fonte: Guardian Notícias - Por João Zisman

Aécio no Ratinho: ‘O Serra é homem de partido’


Se alguém ainda tinha dúvidas quanto às pretensões eleitorais de Aécio Neves, elas se dissiparam na noite passada.

O novo presidente do PSDB foi ao programa do apresentador Ratinho, do SBT. Nada mais pré-eleitoral do que a tentativa de exibir-se ao eleitorado humilde a partir da vitrine do Ratinho.

Instado a discorrer sobre a “unidade” tucana e o entusiasmo de José Serra, Aécio declarou”Se não estivermos unidos, nada disso vai adiantar. O Serra é um homem de partido, tem uma enorme responsabilidade com o país. Tenho a certeza de que ele vai apoiar o candidato do PSDB, seja qual for.”

Aqui e aqui, outras duas passagens de Aécio no Ratinho.

Fonte: Blog do Josias - UOL