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quarta-feira, 24 de abril de 2013

Caso Raad Massouh: Quem vai relatar o processo contra Raad?

E começam as apostas para quem vai ganhar a relatoria do processo contra o deputado Raad Massouh; o sorteio vai ser feito na sessão marcada para o dia 2 de maio; Patrício (PT) e Dr. Michel (PEN) já adiantaram ao Brasília 247 que "estão aptos" para a função e não "se sentem impedidos" para comandar a investigação na Comissão de Ética; demais parlamentares preferiram não falar sobre o tema e vão aguardar a sorte (ou azar) na próxima semana

A sessão, que vai escolher o relator do processo de investigação contra o deputado Raad Massouh (PPL), está marcada para o dia 2 de maio. Até lá, os cinco integrantes da Comissão de Ética vão pensar se vão aceitar a árdua tarefa de apurar as denúncias de quebra de decoro parlamentar contra o distrital, acusado de desviar dinheiro público por meio de emendas. A abertura de investigação foi votada na semana passada por quatro dos cinco integrantes do colegiado.

A escolha do relator é feita por meio de sorteio, mas o distrital escolhido pode se declarar impedido ou apenas dizer que não se sente confortável para relatar a ação, daí novo nome é sorteado. O Brasília 247 fez um levantamento entre os integrantes do Conselho de Ética para saber qual a expectativa de cada parlamentar.

Segundo o presidente do colegiado, Dr. Michel (PEN), ele não "vai ter problemas" para relatar o processo, já que "não se sente impedido". "Se for sorteado, eu vou ser relator. Me sinto apto a desempenhar qualquer função dentro da Câmara Legislativa. Diferente do que disseram por aí, não tenho nada contra o Raad, não quero pegar os votos dele, da base eleitoral dele. Deputado tem que buscar votos em todo o Distrito Federal. E outra coisa, ninguém disse que ele é culpado. Esse é o momento dele se defender", destacou à reportagem.

Joe Valle (PSB) preferiu a cautela. Por meio da assessoria de imprensa, informou que ainda está analisando o processo contra Raad e que não vai se pronunciar sobre a possibilidade de ser relator antes da sessão do dia 2 de maio. O parlamentar, assim como todos os integrantes do colegiado, tem acesso à cópia de toda a investigação policial, que traz detalhes da apuração e a transcrição dos grampos telefônicos.

O deputado Agaciel Maia (PTC) também não quis se pronunciar sobre o assunto, dizendo "que como membro não poderia falar com o risco de se tornar juiz". O silêncio de agora nada tem a ver com a postura falante da sessão que decidiu pela abertura do processo de investigação. O distrital fez várias questões de ordem, com questionamentos sobre a "legalidade" da presença do corregedor também como integrante da Comissão de Ética.

"Com a presença do Patrício, que é corregedor e pode ser relator, corremos o risco de ter todo o processo invalidado pela justiça futuramente. Repito que isso tem grande chance de acontecer. Isso está errado. Temos que mudar as regras", destacou aos colegas na semana passada.

O corregedor Patrício (PT) também pode ser escolhido relator. Ele, que é integrante do colegiado, retomou o posto ocupado pela suplente Arlete Sampaio (PT), com a justificativa de que não há "impedimentos" no Regimento Interno e no Código de Ética. O petista já declarou que, se for sorteado, vai relatar o processo "sem problemas", já que não "se sente impedido" de fazer a investigação depois de ter elaborado o parecer que pediu a abertura de apuração contra Raad Massouh.

Olair Francisco (PTdoB) foi o único parlamentar a votar contra a abertura de investigação, com a justificativa de que "não vê envolvimento" do distrital nas denúncias apresentadas pelo MP à justiça. O deputado não retornou as ligações do Brasília 247 para comentar o assunto. 

Segredo de justiça

Na semana passada, o deputado Olair Francisco assumiu que tomou a decisão de votar a favor de Raad Massouh sem ter consultado a cópia da investigação policial que está em poder da Comissão de Ética.

Os documentos ficam guardados em um cofre por conta do segredo de justiça, mas segundo o Dr. Michel, qualquer parlamentar "é livre" para consultar os papéis "a qualquer tempo", e que ele como presidente não tem que autorizar essa consulta. "Vai atrás quem quer", voltou a destacar o distrital.

O parlamentar lembrou ainda que está confirmada a sessão do dia 2 de maio e que não há necessidade de quórum para fazer o sorteio. "Não precisamos de quórum. Caso tenha só eu na reunião, eu faço o sorteio e publico o nome na ata. A escolha do relator vai ocorrer no dia 2 de maio sem prorrogações", finalizou.

Fonte: Brasília 247 - Por Juliane Sacerdote

Caso Raad Massouh: Reunião fora de hora

 
Uma reunião fora de hora chamou a atenção de servidores na CLDF. Em pleno sábado (20), o distrital Raad Massouh (PPL) convocou seus assessores, funcionários e correligionários para uma reunião na sede do legislativo.

Segundo fonte, o parlamentar quis reunir toda a equipe para apresentar as estratégias de sua defesa no processo aberto pela Comissão de Ética, em que é acusado de repasses irregulares em emenda orçamentária de sua autoria.

Raad explicou a situação e pontuou estratégias de enfrentamento do problema, afinando o discurso da equipe, que não pode parar.

Para isso, rolou até uma palestra motivacional para manter todos na ativa. O relator do caso só será conhecido no dia (2/5).

Será que dessa vez o deputado vai apresentar sua defesa antecipada como fez enquanto o caso estava na Corregedoria?

Fonte: Jornal Alô Brasília - Coluna ONs e OFFs - Por Tiago Monteiro Tavares

Desempacando o Jegue


“Deputado entende tanto de bactéria quanto jegue de religião [sic]”, governador Agnelo Queiroz (PT) sobre a vistoria da comissão de Saúde da CLDF no Hospital de Ceilândia, após mortes de recém nascidos por bactérias.

Na sessão de ontem (23), na CLDF, a deputada Celina Leão (PSD) pediu questão de ordem para esbravejar em cima das declarações do governador.

Contudo, com mãos de ferro, o presidente Wasny de Roure (PT) interrompeu a parlamentar, após Liliane Roriz (PSD) pedir um aparte à Celina e disse que não concederia a palavra a ninguém, pois viraria bagunça.

Seguiu com o encaminhamento da votação e ficou por isso mesmo.

Fonte: ONs e OFFs/Jornal Alô/Tiago Monteiro Tavares

Agnelo Queiroz ataca distritais - Veja o vídeo


A deputada distrital Eliana Pedrosa (PSD) reagiu em seu twitter às duras declarações do governador Agnelo Queiroz na manhã desta terça-feira, 23 (veja vídeo acima).

Agnelo disse em entrevista que a deputada Liliane Roriz (PSD) - entende tanto de bactéria quanto jegue de religião.

Eliana Pedrosa não se fez de rogada e respondeu ao governador. “É triste ter um governante pobre de espírito que não sabe ouvir crítica e ao apelar desconhece o papel do parlamentar e principalmente o seu,” retrucou a parlamentar. Veja vídeo aqui

Fonte: Rádio Corredor por Odir Ribeiro

Arruda deverá ser maior oponente de Agnelo Queiroz em 2014


terça-feira, 23 de abril de 2013

Política: Expulsória

Luiz Pitiman tanto fez que conseguiu dar um jeito para sair em busca de um novo partido, sem ser punido com a perda do mandato. No PMDB já é voz corrente que o menino que veio correndo do Acre será sumariamente expulso.

Repugnância 

O sentimento nas hostes do PMDB em relação a Pitiman é de nojo. Já se sabia, mesmo antes do pleito de 2010, que o ex-assessor de Edmundo Pinto (aquele que foi morto em circunstâncias misteriosas) não era flor que se cheirasse.

Demitido 

O primeiro a descobrir facetas de Luiz Pitiman foi Agnelo Queiroz. Quando viu que o secretário de Obras queria ser mais realista que o rei, o governador não pensou duas vezes e colocou o rapaz no olho da rua. Livrou-se de um fardo. 

Presunçoso 

Pitiman fez uma campanha cara. Até porque, se não jogasse dinheiro pela janela, não chegaria aonde está para massagear o ego, alimentar a vaidade. Egocêntrico, agora ele não sabe o que fazer para sobreviver nessa aventura. 

Desconsolado 

Se engana quem pensa que Luiz Pitiman vai pousar com penas de pavão no ninho tucano. O deputado pode até ser abrigado pelo PSDB, mas não passará de um soldado raso. Abadia costuma dizer que espinhas de traíras doem. 

Fonte: Notibras

Eleições 2014: PMDB em busca de filiados

Sigla tem sondado representantes da política local para reforçar os quadros de olho nas eleições do próximo ano. O ex-governador Paulo Octávio é um dos nomes que podem integrar a legenda e disputar o pleito em 2014 

Filiado ao DEM, Paulo Octávio estuda a possibilidade de migrar para o PMDB e disputar vaga de distrital
A seis meses de terminar o prazo para as filiações partidárias que vão vigorar nas eleições de 2014, algumas legendas se mobilizam para montar suas nominatas. O PMDB do vice-governador Tadeu Filippelli é uma das siglas que prepara configuração para a corrida das urnas do ano que vem. Nos últimos dias, Filippelli, que comanda o partido no DF, fez alguns convites estratégicos. Entre os sondados, o distrital Wellington Luiz (PPL), o suplente de deputado federal Augusto Carvalho (MD) e o empresário Paulo Octávio (DEM), que, nos últimos tempos, tem se aproximado da base do governador Agnelo Queiroz (PT).

Incluída no calendário de comemoração do aniversário de Brasília, a abertura da exposição JK e o Brasil Campeão, no Memorial JK, no último domingo, foi cenário de representativa movimentação política no DF. O evento cujos anfitriões foram o ex-vice-governador Paulo Octávio e a mulher dele, Anna Christina Kubitschek, contou, em dia de agenda lotada, com a presença do governador Agnelo e do vice.

O ato público dá sequência a uma costura que tem sido trabalhada nos bastidores. Eleito vice-governador na chapa de José Roberto Arruda em 2006, Paulo Octávio prepara-se para voltar à política. Embora não admita publicamente que vai ser candidato, tem estudado e conversado sobre a hipótese com pessoas próximas. Entre as alternativas, o empresário poderá se candidatar a deputado distrital. Em 2006, ele licenciou-se do mandato de senador para concorrer ao governo.

Embora já tenha sido eleito para o Senado e, por duas vezes, deputado federal, Paulo Octávio deve confirmar candidatura em 2014 para a Câmara Legislativa. A correligionários, ele tem dito que quer experimentar cargo inédito em sua carreira política, oportunidade ainda de estar mais ligado ao eleitorado, já que o deputado distrital mantém contato mais direto com a comunidade. Apostar em voo mais baixo é também uma forma de não correr riscos quando será aferido nas urnas rescaldo das avarias que a Caixa de Pandora provocaram no perfil político de quem teve o nome citado no escândalo.

Ainda filiado ao DEM, Paulo Octávio deverá mudar de partido nos próximos meses, e uma das possibilidades é o PMDB. Há um mês, ele recebeu o convite do presidente nacional do partido, senador Valdir Raupp (RO), e do local, o vice-governador Filippelli, que tem pessoalmente feito a corte ao empresário. Além do evento no Memorial JK no último domingo, Filippelli prestigiou a inauguração da concessionária Bali Aeroporto, da organização Paulo Octávio. Além do PMDB, outros sete partidos foram representados no evento. Uma definição sobre a sigla que vai adotar para retornar à política, no entanto, só ocorrerá mais adiante, provavelmente no segundo semestre. 

Sem espaço 

Quem também recebeu convite diretamente de Filippelli para engrossar as fileiras do PMDB no DF foi o distrital Wellington Luiz. Atualmente, o deputado está filiado ao PPL, sob o comando no DF do diretor-geral do Transporte Urbano do Distrito Federal (DFTrans), Marco Antonio Campanella. Nos últimos meses, Wellington passou a se sentir sem espaço na legenda. Com base na Polícia Civil, o deputado assumiu alguns posicionamentos contrários ao governo na negociação com a categoria. Os embates foram sempre recriminados pelo comando do PPL, alinhado com o Executivo.

A situação deixou Wellington desconfortável e em busca de alternativa. Está quase certo que ele se filie, agora, ao PMDB de Filippelli, em que, embora reduto governista, ele considera que haverá mais margem de atuação política. “É bem possível que esse seja o meu destino. Mais alguns dias e a decisão estará tomada”, confirmou Wellington, que aguarda o retorno do vice-governador de uma viagem para a formalização do ingresso no PMDB.

Na meta de ampliar a legenda com nomes de tradição na política candanga, Filippelli também chamou para a sigla o suplente de deputado federal Augusto Carvalho. A partir da fusão do PPS com o PMN, que resultou na criação do Movimento Democrático, Augusto entrou também em zona de desconforto. Um dos acordos para a formação da nova agremiação é que 40% dos postos de comando no diretório local do partido sejam ocupados por representantes do PPS, outros 40% fiquem reservados para indicação pelo PMN e o restante (20%) entregue a novos filiados.

Nessa configuração de partilha de poder, Jaqueline Roriz, única deputada federal pelo DF do recém-criado MD, deve ainda agregar tempo de televisão e fundo partidário à legenda, de acordo com regra da Justiça Eleitoral segundo a qual os novos partidos têm direito a usar o tempo de tevê e a cota do fundo partidário dos filiados egressos de outras legendas.

A deputada federal — com quem Augusto não tem afinidade — pode assumir inclusive a presidência regional do MD. O fato poderia tornar a permanência dele insustentável na legenda. Uma alternativa seria, então, o PMDB. O suplente tem 30 dias para resolver se quer deixar o partido, prazo estabelecido entre as regras da fidelidade partidária quando da formação de uma sigla. 

Represália 

No último dia 12, Agnelo exonerou o petista Geraldo Magela da secretaria de Habitação e Desenvolvimento Urbano para que retornasse à Câmara dos Deputados. O objetivo era tirar o mandato de Augusto Carvalho, que é suplente e depende de um arranjo político para permanecer no cargo. A medida foi em resposta ao ainda existente PPS, que vinha fazendo críticas públicas a gestão petista 

Fonte: Correio Braziliense - Por Ana Maria Campos e Lilian Tahan

Eleições 2014: Desde crianças

 
Estão cada vez mais próximos o governador Agnelo Queiroz e o ex-vice-governador Paulo Octávio.

Os dois se encontraram e o governador deu uma entrevista às quatro rádios de Paulo Octávio, que se juntaram em rede para ouvir o que ele tinha a dizer sobre o aniversário de Brasília.

Fonte: Jornal de Brasília - Do Alto da Torre - Por Eduardo Brito

Eleições 2014: Roriz reaparece, é afagado... e o Buriti acende sinal amarelo

Quando se acredita sejam definidas as primeiras pré-candidaturas ao Palácio do Buriti no pleito do próximo ano, está longe. Mas nem por isso os ingredientes do processo eleitoral começam a tomar forma no corpo de velhos caciques.

Quem acompanha a política na capital da República, sabe disso. E o exemplo de que as misturas começam a ganhar em densidade pode ser sentido com as últimas aparições do ex-governador Joaquim Roriz (sem partido), que voltou ao cenário político com desenvoltura.

Com o ressurgimento de velhas cores partidárias, ninguém pode descartar surpresas no cenário para as eleições de 2014. Apesar de afirmar e reafirmar sua intenção de postulante à cadeira do governador Agnelo Queiroz, principalmente como forma de encerrar sua carreira política, Roriz admite entreouvidos que problemas na Justiça incomodam, e bastante, os seus planos.

Entretanto, experiente como é, o Velho avança no território alheio e começa a mexer as peças no tabuleiro do xadrez da sucessão. Os eventos em que Roriz tem sido visto publicamente fazem parte dessa estratégia.

Nos dois últimos, especificamente, o ex-governador conseguiu atrair os holofotes sem muito esforço: na reaproximação com o ex-aliado e atual vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB) e, depois, durante a missa que celebrou o aniversário de sua filha caçula, a distrital Liliane Roriz (PSD), possível herdeira de seu espólio eleitoral.

Os dois momentos, ocorridos dentro de igrejas, mostraram que a figura de Roriz, mesmo sem a certeza da candidatura em 2014, pode incomodar os adversários. No caso da missa em homenagem a Liliane, o prestígio dele contribuiu para atrair para a solenidade grandes lideranças políticas da cidade.

A missa pela passagem de mais um aniversário de Liliane não foi marcada apenas pela hóstia. Lá esteve gente que cumpriu antigas penitências e foi mostrar que está aberta a consagração de amplas alianças. A título de ilustração, pela igreja passaram três ex-governadores (Maria de Lourdes Abadia, Rogério Rosso e José Ornellas).

Não bastasse isso, fazendo o papel de afilhados reconhecidos pelos frutos colhidos no passado, também apareceram Gim Argello, Luiz Estevão, Adelmir Santana e Luiz Pitiman, este, uma espécie de Judas dentro do PMDB, que vira e mexe faz o papel do patinho feio que navega perigosamente em águas destinadas a cisnes reais, sem que saiba nadar. Isso sem falar na quase totalidade dos deputados distritais, muitos deles integrantes da base de Agnelo na Câmara Legislativa.

O ressurgimento de Roriz às vésperas do momento eleitoral, e ainda ladeado de lideranças políticas, redesenha por completo o cenário para o ano que vem. As pinceladas estão sendo dadas como se verdadeiros gênios da pintura tivessem a atribuição de pintar um quadro sem manchas.

Os modelos dessa ilustração aparecem se dando as mãos. Não são uma mera analogia as pazes feitas entre Roriz e Filippelli. Os dois já foram aliados históricos, e essa reaproximação ameaça não apenas o tempo de televisão que o PMDB garantiria ao PT na renovação da aliança majoritária. Elas também deixam uma interrogação no ar sobre a atual base de sustentação do governo petista na Câmara Legislativa. Poucos distritais são considerados verdadeiramente fiéis pelo Partido dos Trabalhadores. Os outros, para o PT, são meramente aliados de conveniência.

Essa falta de fidelidade dá brecha para se repetir o que vem ocorrendo desde a eleição do ex-governador José Roberto Arruda, quando ele saiu vitorioso na corrida para o Buriti: a repentina debandada da base daquele grupo que entra governo e sai governo, mas continua no poder.

Na eventualidade de Joaquim Roriz receber o aval da Justiça e se candidatar, ou mesmo que consiga emplacar um aliado forte para disputar o Buriti com chances de vitória, o governo petista terá muito com o que se preocupar.

É por essas e outras que o sinal amarelo já foi ligado.

Fonte: Notibras - Por José Seabra

A ordem é sufocar

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Fonte: Revista VEJA - edição Nº 2318

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Ex-governador acredita que “é difícil, mas não impossível”, vencer Dilma em 2014 e pede união do PSDB


Ao lado de Roberto Freire (dir.), presidente do PPS, Serra diz que PT “capturou” o Estado

O ex-governador de São Paulo José Serra (PSDB) defendeu nesta sexta-feira (12) um fortalecimento da oposição para enfrentar a campanha pela reeleição da presidente Dilma Rousseff em 2014. Ele criticou o legado econômico do governo petista, que deixa “a pior herança” e um “Brasil no chão”.

Serra afirmou que tende a achar que uma boa estratégia para que a oposição vença as eleições é o lançamento de mais de uma candidatura, mas firmou não ser candidato em 2014. “A nossa responsabilidade é muito grande. A responsabilidade de estarmos juntos aqui, porque juntos precisamos encontrar uma alternativa. Não sei se unindo tudo em torno de uma candidatura ou se tendo várias. Tendo até a achar que a segunda hipótese é a mais plausível, é a melhor”, afirmou Serra.

Serra travou uma batalha contra o senador Aécio Neves (PSDB) para tornar-se candidato nas últimas eleições. Mas agora em 2014 o candidato dos tucanos em 2014 deve ser Aécio, que não deverá ter nenhum empenho do ex-governador para elegê-lo. Serra participou de uma conferência nacional do PPS na tarde de hoje na Câmara dos Deputados. Alguns políticos apostam que o ex-governador de São Paulo vai deixar o PSDB para sair presidenciável pelo PPS.

Legado petista

Para ele, as condições atuais para a disputa presidencial são melhores do que em 2010. Na época, ressaltou Serra, a economia estava em crescimento e Lula tinha grande aprovação. “Com tudo contra, tivemos 44% dos votos”, ressaltou. Mesmo defendendo mais de uma candidatura, Serra pediu união da oposição. “É difícil, mas não é impossível [vencer as eleições", disse.

Serra criticou a política econômica do governo Dilma e afirmou que o país fica com uma "herança próxima do padrão deixado pela ditadura [para Tancredo Neves], pelo padrão deixado pelo Collor para o Itamar”. “Claro que não estou falando dos mesmos níveis de inflação, mas do quadro completamente desarrumado que o governo deixará. Nós vamos encontrar um país no chão. Imagine ainda se tem reeleição. Se tiver, vai ser ainda abaixo do nível do chão.”

O ex-governador chegou a dizer que o PT “capturou” o Estado. “O estado brasileiro foi capturado por um grupo, apropriado por uma força política. Essa força, o PT não hesita e não hesitará em enfraquecer a democracia brasileira para se fortalecer. É um grupo que capturou o poder no Brasil.”

Aécio

Aécio tenta unir o PSDB em torno do seu nome, mas ainda encontra resistências da ala que defende Serra, apesar de o ex-governador paulista ter sido derrotado duas vezes em disputas presidenciais passadas, inclusive contra Dilma Rousseff em 2010.

Ao sair da conferência do PPS, Serra afirmou que não carrega consigo problemas do passado em relação a Aécio. “Para mim está tudo zerado”, disse. Durante sua fala na conferência, Serra afirmou não ser passional nas decisões políticas. “Eu sou passional, mas não levo paixão para as grandes decisões políticas. Sou racional demais pra isso, é perda de tempo. Não posso deixar paixões do passado influírem nas decisões para o futuro”, disse. O tucano não quis explicar se o recado era direto para o senador Aécio Neves.

Quando questionado se o nome do colega de partido era um bom nome para a Presidência, Serra apenas repetiu: “É um bom nome”. O senador tucano também participou ontem do evento do PPS. Em seu discurso, Aécio confirmou que é candidato à presidência do PSDB e falou em união do partido.

Isolado no PSDB e cortejado para compor o PPS, Serra negou que esse tema tenha sido tratado na tarde de hoje. Ele disse apenas que foi participar da conferência e espera ajudar o partido a integrar a oposição, mas não deu indicações se irá migrar. Segundo o deputado Rubens Bueno (PPS-PR), a sigla não “coopta” ninguém. “É claro que qualquer partido quer ter o Serra em seus quadros. Estamos falando de um dos melhores gestores do país. Mas é ele quem tem que decidir. Nem conversamos sobre isso hoje”, disse.

Fonte: Congresso em Foco

Eleições na Câmara Distrital : A chave dos dossiês.


O vice-presidente da Câmara Distrital, Agaciel Maia, tem ao menos um amigo em comum com o governador Agnelo Queiroz. O conhecido soldado general 4 estrelas, João Dias Ferreira.

O dossiê, que revela possíveis crimes realizados por Agaciel Maia, na campanha de 2010, está sobre a mesa do procurador eleitoral do Ministério Público Federal.

João Dias coordenou a campanha de Agaciel e amealhou documentos. E, agora, procurou o Ministério Público, após o deputado ter se recusado a fazer emendas que beneficiacem o soldado.

O militar disse ter recebido de Ageciel Maia pagamentos em dólar, que usou para comprar um carro marca BMW Z4. A compra foi feita e a documentação do veículo focou em nome de um funcionário de confiança do gabinete de Agaciel.

O soldado também disse ter entregue documentos, que comprovam fraudes na eleição de 2010. O deputado negou ter cometido ilegalidade na campanha.

Mas, o soldado disse ter entregue todos os documentos ao MP. O carro BMW Z4 foi retirado de uma agência de automovél no Lago Sul, em Brasília, bairro nobre da capital.

O pagamento foi feito uma parte em dólar e outra em real. João Dias tem, na garagem de sua casa, o carro que está em nome de um assessor de Agaciel. O soldado também registrou a compra do carro e o funcionário dizendo que seu nome só poderia ficar emprestado por pouco tempo.

No Detran-DF, o documento consta, hoje, em nome do irmão do assessor do deputado. E está comprovado, com recibo e documento do Detran, o carro comprado em nome do assessor de Agaciel Maia.

Esta coluna se comprometeu a divulgar o dossiê, mas o MP não libera para investigar o deputado e tirar todas as dúvidas da acusação feita por João Dias.

O dossiê, que fala também da deputada Eliana Pedrosa, curiosamente, também foi entregue por João Dias a uma ex-assessora da deputada.

Agora, uma verdade é certa, João Dias sempre esteve aliado ao governador Agnelo Queiroz, com a indicação de Wasnir de Roure para a cadeira no TCDF.

A intenção de Agnelo é fazer um petista presidente da casa. Aí, pode estar a chave do dossiê. O desgaste do candidato natural Agaciel Maia e da candidata de oposição Eliana Pedrosa. 

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

GDF: A pesquisa que assombrou a presidente Dilma Rousseff.


O aniversário de Brasília, ontem, 21 de abril, mostrou a abertura da torneira para saciar a sede da mídia local. As agências de publicidade do Distrito Federal também participaram da festa. Foram milhões e milhões investidos na divulgação de eventos que reuniram centena de milhares de pessoas.

Blogs, impressos locais, televisão e rádio noticiavam um governo ativo com sucesso. Tudo isso com o dinheiro público. O governador Agnelo Queiroz abriu os cofres do GDF para a mídia publicitária, a partir do aniversário de Brasília. Tudo isso foi visando uma mudança no resultado das pesquisas feitas pelo Palácio do Planalto.

A presidente Dilma Rousseff contratou três institutos para pesquisas em todo o Brasil, Distrito Federal e Rio Grande do Sul. Elas revelaram um resultado que incomodou a presidente. Em Brasília, o governador petista está com 8%. Não tem nenhuma pespectiva de mudança no eleitorado, mesmo com a costrução do Estádio Nacional, palco da abertura da Copa do Mundo.

A pesquisa aponta o caos na saúde, segurança pública, transporte coletivo e infraestrutura. O governador tenta, agora, usar a mídia para sinalizar ao Palácio do Planalto e tentar retomar o apoio federal.

O PT do Distrito Federal, como foi anunociado nesta coluna, se mobiliza para fortalecer o nome do Conselheiro do Tribunal de Contas-DF, Paulo Tadeu, para subistituir Agnelo Queiroz na corrida ao Palácio do Buriti.

A situação política, que vive a capital da república, com o petista Agnelo Queiroz na cadeira de governador, faz correr risco até para a candidatura de um João Ninguem. Pelo visto, as pesquisas assustaram a presidente Dilma.  

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

CENSURA: Vice-governador Filippelli proíbe que deputado do PMDB faça críticas ao GDF

A executiva regional do PMDB proibiu que três comerciais do deputado federal Luiz Pitiman, integrante do partido, fosse veiculado na imprensa. A informação foi revelada pelo jornalista Cláudio Humberto em sua coluna diária.

O motivo da censura é que o parlamentar faz críticas a gestão do governo Agnelo Queiroz, que tem como vice, Tadeu Filippelli, presidente do PMDB no DF.

De acordo com a nota publicada pelo jornalista, “a censura foi assumida por escrito por Filippelli”.

Em um dos vídeos, Pitiman critica os custos do estádio Mané Garrincha, que já chegou a R$ 1,5 bilhão, quando, inicialmente, era orçado em R$ 700 milhões. Os problemas da CEB também protagonizam um dos vídeos.

Com a situação, o deputado Pitiman decreta o fim da aliança com o PMDB e vai desembarcar do partido alegando incompatibilidade de entendimento. 

Esta relação entre o parlamentar e o governo do DF já não era boa. Pitiman era o secretário de Obras no início da gestão petista. Ele saiu e um dos motivos do desligamento era o baixo desempenho da administração de Agnelo e Filippelli. 

Fonte; Guardian Notícias - Por Elton Santos

CLDF: Alguém tem que ser o responsável pelos problemas

 
A Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), a Secretaria de Obras do DF e a Câmara Legislativa decidem, hoje, o futuro do prédio da nova sede da Câmara. A reunião entre os técnicos dos três órgãos será às 15h, na Novacap, e o objetivo é encontrar solução para as diversas falhas estruturais do prédio, depois de identificar quem é o responsável pelo problema.

Segundo a Secretaria de Obras, é preciso estudar problema a problema para entender se a falha é uma questão de construção ou de mal uso das instalações. Se a conclusão for que a causa é defeito da obra, a construtora - Via Engenharia, arcará com os reparos.

Procurada pela reportagem, a empresa  afirmou, por meio de nota, que “dará a assistência sobre os itens previstos em garantia, de responsabilidade contratual, acionando, se for o caso, os referidos fornecedores dos sistemas”.

Caso a responsabilidade não seja contratual, o problema poderá ser transferido para a administração da Câmara Legislativa. No entanto, o presidente da Casa, Wasny de Roure, adiantou que um ofício foi preparado para lembrar a empresa dos prazos e garantias.

DENÚNCIA

A decisão de resolver a questão foi tomada pela Novacap, responsável por fiscalizar a obra, depois que o Jornal de Brasília mostrou o estado do prédio. No final de março, o teto da sala de comissões quase despencou. A sala estava cheia, os deputados apreciavam a indicação do nome do conselheiro Paiva Martins para a vaga titular da Mari Vinhadeli, aberta em dezembro passado. O forro do teto estava solto e quem estava no local precisou ir para a sala ao lado.

As falhas nos forros são antigas. As placas de gesso, em alguns casos, ficam soltas das estruturas de metal. A infiltração tem prejudicado e, com as fortes chuvas, os vazamentos têm atingido salas e gabinetes, por falhas nas janelas.

Nos corredores dos andares, o piso solto também chama atenção. Em alguns andares já foi preciso, inclusive, interditar algumas passagens. Quando chove, a rede elétrica não resiste e apenas parte das luzes funciona nos andares.

Fonte: Jornal de Brasília

Eleições 2014: Kassab quer palanque no DF


O Planalto recebeu sinais de que o ex-prefeito Gilberto Kassab ensaia uma reaproximação fiel ao estilo de abrir várias portas. Cultiva laços com o governo e também planeja lançar a deputada Eliana Pedrosa (foto) para o governo do Distrito Federal, o que só irrita o PT. 

Fonte: ISTOÉ - Coluna Brasil Confidencial - Por Paulo Moreira Leira

Eleições 2014: Justiça lenta pode devolver Arruda à vida pública

Sem condenação em órgão colegiado, ex-governador do DF é ficha-limpa e já aparece em pesquisas eleitorais


Três anos depois de passar 60 dias preso por corrupção e ter a imagem pública devastada por um vídeo em que aparece recebendo uma bolada de dinheiro, o ex-governador do Distrito Federal José Roberto Arruda ainda pode voltar à vida pública. Até hoje, não há decisão colegiada da Justiça sobre as acusações que pesam contra o ex-governador. Pesquisas encomendadas por partidos locais e por empresários apontam Arruda como um dos favoritos nas eleições para o governo local em 2014. Como não sofreu condenação de órgãos colegiados, nada impede que Arruda se candidate.

Até hoje o Superior Tribunal de Justiça (STJ) ainda não decidiu se acolhe ou não a denúncia que o Ministério Público Federal demorou dois anos para fazer contra Arruda, o ex-governador Paulo Octávio e mais 36 outros acusados. Em agosto do ano passado, o ministro Arnaldo Esteves, relator do caso, desmembrou a denúncia e abriu prazo para notificar os réus a se manifestar antes de levar as acusações formais à Corte Especial. A expectativa no tribunal é que isso só ocorra em maio. Ou seja, seria apenas o início do processo contra o ex-governador, uma situação que pode se arrastar por anos até a sentença.

- Esse é o nosso Judiciário. No Brasil é assim. É uma resposta cínica, mas é isso que acontece - afirmou David Fleischer, professor de Ciência Política da Universidade de Brasília (UnB).

O ex-governador foi acusado de comandar um esquema de desvio de dinheiro público para enriquecimento pessoal e para a compra de apoio parlamentar, o chamado mensalão do DEM. As cenas de corrupção explícita foram filmadas pelo ex-secretário de Assuntos Institucionais, o delegado Durval Barbosa. Em meio a série de arrecadação de distribuição de propina, documentada em detalhes por Barbosa, o Ministério Público Federal chegou a cogitar a possibilidade de pedir intervenção do DF. Foi o escândalo mais rumoroso da capital.

Mas, com a demora de resultados práticos das investigações, Arruda pode voltar à cena política com força total. Pesquisas feitas pelos institutos Exata e do Dados, entre dezembro de 2012 e janeiro deste ano, apontam que Arruda seria um dos candidatos mais fortes ao governo local. Ele aparece com volume de intenções de voto igual ou até maior que o do atual governador, Agnelo Queiroz (PT).

Ciente de seu potencial, o ex-governador vem discretamente preparando o caminho de volta ao centro do poder. Segundo antigos interlocutores, ele poderia voltar como candidato ao governo ou a deputado. Poderia também se tornar um cabo eleitoral de peso. Arruda se mudou com a mulher para São Paulo ano passado, mas tem mantido frequentes contatos políticos em Brasília.

Por Jailton de Carvalho

Ex-governador coleciona condenações e processos

Semana passada, teve pena de 5 anos de prisão por fraudes em obra

Mesmo fora do alcance da Lei da Ficha Limpa, o ex-governador José Roberto Arruda tem sido alvo de uma coleção de processos. No início da última semana, Arruda foi condenado pela 4ª Vara Criminal de Brasília a cinco anos e quatro meses de prisão por irregularidades na reforma do ginásio Nilson Nelson. Ele poderá recorrer e postergar ainda mais a decisão final da Justiça local sobre o caso e, com isso, manter o caminho livre em direção às urnas em 2014.

Arruda foi obrigado a deixar o cargo de governador por uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral em 2010. Mas o caso não se enquadra nas regras da Lei do Ficha Limpa. Apesar de ser um colegiado, o TRE do DF aplicou a punição ao ex-governador por ele ter deixado o DEM e o enquadrou na legislação eleitoral que trata de infidelidade partidária. Esse tipo de processo não proíbe um político de se candidatar nas eleições seguintes.

Em agosto do ano passado, Arruda foi condenado por violar, em 2001, o painel eletrônico do Senado. O ex-governador recorreu, e o caso ainda se arrasta no Tribunal Regional Federal da 1ª Região. O ex-governador responde ainda a duas ações por improbidade administrativa na 2ª Vara Criminal. É alvo também de uma investigação sobre desvio de quase R$ 9 milhões destinados ao patrocínio do jogo entre Brasil e Portugal, em 2009, no Distrito Federal.

O Ministério Público local pediu o bloqueio de parte dos bens de Arruda em duas ações cautelares. Numa delas, a Justiça reteve R$ 1 milhão. Mas, para os promotores que iniciaram as investigações da Operação Caixa de Pandora, o valor seria irrisório diante do volume de recursos que teria sido desviado pelo grupo do ex-governador, estimado em mais de R$ 1 bilhão de 2005 até 2010.

Mesmo com todos esses problemas, Arruda se mantém como um dos principais caciques da política brasiliense.

- Ele tem pelo menos um terço dos eleitores - afirma Elizabeth Flamínio, diretora do Instituto Dados, especializado em pesquisas eleitorais.

O ex-deputado Raimundo Ribeiro, um dos principais interlocutores de Arruda, nega que o amigo queira voltar ao governo. O ex-governador teria alimentado este sonho por longo tempo. Mas a condenação criminal no início desta semana teria provocado forte impacto.

- Tenho ouvido falar das pesquisas (favoráveis a Arruda). Mas nas últimas vezes em que nos encontramos, ele falou mais do processo a que está respondendo - disse Ribeiro.

Fonte: O Globo

DILMA indica ministro do STF que quer ANULAR julgamento do MENSALÃO.

A presidente Dilma Rousseff escolheu o novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Trata-se do advogado tributarista Heleno Taveira Torres, segundo informaram fontes do Supremo.

Torres esteve ontem à noite no Palácio do Planalto, acompanhado do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, para uma conversa reservada com Dilma.

Heleno Taveira Torres

Professor da Universidade de São Paulo (USP), o pernambucano Torres entrará na vaga do sergipano Carlos Ayres Britto, que presidiu o Supremo e deixou a Corte no fim do ano passado.

O novo ministro é ligado ao CORRUPTO Ricardo Lewandowski, que foi relator do processo do mensalão, e também ao prefeito de São Bernardo do Campo, Luiz Marinho (PT). O advogado-geral da União, Luiz Inácio Adams, é o outro padrinho da indicação de Torres.

Em 2012, no auge do julgamento do Mensalão, vejam a sua opinião do novo Ministro, publicada no Conjur:

“O Tratado do Pacto de San José proclama direito de recorrer da sentença a juiz ou tribunal superior. Por tudo isso, no final, a Corte Interamericana terá que anular esse julgamento, sob pena do seu absoluto descrédito”, afirma Heleno Taveira Torres, advogado e professor de Direito da Universidade de São Paulo.

Fonte: Angelo da CIA

A OPOSIÇÃO PRECISA SALVAR O BRASIL

Raimundo Ribeiro

Há 10 anos, Lulla assumia a presidência da república. O que parecia ser uma demonstração clara de amadurecimento da democracia, logo se transformou num pesadelo para toda nação;

Inúmeros escândalos envolvendo governantes eram denunciados pela imprensa livre, e decorridos apenas 02 anos, o país descobre que o Lulla e o PT organizaram o crime no Brasil, prostituindo a atividade política ao implantar o chamado MENSALÃO DO PT.

Tão criminoso quanto prostituir a atividade política, foi a tentativa do então presidente Lulla de naturalizar a corrupção ao afirmar que “isso todo mundo faz”; 
 
Na esteira das investigações, descobre-se que a máquina administrativa foi totalmente aparelhada pelo PT, loteando-se os órgãos públicos em troca de apoio parlamentar;

Sem falar noutros escândalos como Erenice, Cachoeira, etc, a operação porto seguro, descobre que Lulla encastelou na chefia de gabinete da presidência da república, uma pessoa cuja única função era fazer tráfico de influência para continuar saqueando os cofres públicos;

Evidente que esse estado de coisas nos levará ao precipício, se as pessoas de bem não fizerem nada para mudar;

Entretanto, faltando pouco mais de um ano para as eleições, enquanto essas pessoas que infelicitam a nação se organizam para se perpetuarem no poder, os partidos de oposição perdem tempo em discussões estéreis infladas por egos; 
 
É necessário que a oposição acorde e veja que agora não se trata de um simples embate eleitoral, partidário ou ideológico, mas da necessidade de uma cruzada cívica para salvar o Brasil;

Fundamental que todos os setores da sociedade celebrem uma aliança programática para resgatar os valores republicanos, reorganizar a máquina administrativa, e criar mecanismos que impeçam a utilização indevida de princípios democráticos para destruí-la;

Para aqueles que têm a responsabilidade de representar os brasileiros, é importante que saibam que a nação não espera deles qualquer milagre, mas apenas que deixem de lado eventuais diferenças, pessoais, partidárias e ideológicas e se unam para salvar o Brasil.

Fonte: Raimundo Ribeiro é advogado

Procura-se um nome para unir oposições


Pensando grande: Reguffe, Joe Valle, Luiz Pitiman, Raimundo Ribeiro e Cristovam Buarque entre outros notáveis no PSDB? 


Especular sobre política é trafegar numa fronteira entre a fofoca e a informação. Nem sempre a informação é próxima da verdade, então torna-se uma mera fofoca, mas quando a fonte diz que é um projeto, mesmo parecendo algo mirabolante, deve-se ouvir atentamente. Na quinta-feira, 18, um personagem do PSDB com bom trânsito entre o pretenso candidato presidencial Aécio Neves e partidos que “estão interessados em seu projeto”, levantou uma tese interessante: Sérgio Guerra sonha em ter os deputados federais brasilienses Antônio Reguffe (PDT), Luiz Piti­man (por enquanto no PMDB), de­pu­tado distrital Joe Valle (PSB) e o senador Cristovam Buarque (PDT) em­barcados no PSDB. Calma! Nada de espanto ou achar que se trata de um delírio. Em política, tudo é pos­sível. Vamos aos fatos: o governador Agnelo Queiroz (PT) corre contra o relógio em busca de popularidade. Do outro lado, os líderes de opo­sição como Joaquim Roriz (PSC), Roberto Arruda (sem partido) e outros menos cotados não têm chances de levantar uma bandeira de oposição que faça contraponto ao PT, tanto local como à presidente Dilma Rousseff.

No DF, a economia e a política são irmãs siamesas, unidas por um só coração, portanto, as brigas sempre são por poder político ou econômico. Não importa a sigla. Todos querem a mesma coisa, mas ninguém abre mão de ser o líder. Acontece em todos os partidos. O último a sangrar publicamente foi o PSDB, que vinha, há muito tempo, lavando roupa suja publicamente. Os tucanos têm ótimas lideranças como a ex-vice governadora Maria Abadia de Lourdes, Márcio Ma­chado, Raimundo Ribeiro, Gustavo mas não se unem por conta de vaidade ou interesses econômicos. Diante desse impasse, a tese que o tucano de bico comprido defende é a seguinte: Cristovam Buarque anda arrepiado com Carlos Lupi, o líder reconduzido à cadeira de presidente nacional do PDT — antagonista do estilo e pensamento do senador. Claro que o eleitorado de Cristovam é mais próximo do PT do que do PSDB, algo difícil de unir, mas em política, tudo é possível.

Quanto aos deputados Joe Valle, Reguffe e Luiz Pitiman a possibilidade de aproximação com os tucanos não é de todo uma tarefa inglória. Os três seriam de fato o que de melhor têm na política do DF, bem ao gosto da exigente classe média burocrática. Qualquer um deles, segundo a fonte do Jornal Opção, seria o melhor dos mundos para Aécio Neves. “Cairia como uma luva no discurso de renovação ética do presidenciável tucano.” Reguffe não alimenta nenhuma disposição, por enquanto, em mudar de endereço partidário pois o projeto dele é unha e cutícula com Cristovam. Joe Valle também não cogita pular a cerca partidária. Sobra o aguerrido Luiz Pitiman, “a voz mais contundente nas críticas ao governo do doutor Agnelo Queiroz”.

Se o PSDB estiver realmente interessado em juntar os cacos e montar um projeto político sério, sem a arrogância e a vaidade dos emplumados tucanos, Pitiman é o nome. Tem bom trânsito em vários partidos e com as lideranças, cultiva uma sólida amizade com Aécio Neves, com o governador de Goiás, Marconi Perillo, e com o presidente do PSD, Rogério Rosso. Ele também transita em outras legendas sem restrições, característica ideal para um presidente de partido que almeja o poder. Pitiman, além da simpatia é um estrategista pragmático, disciplinado e paciente em ouvir seus interlocutores. Resumindo: tem apetite pelo poder sem se servir dele, se alguém discordar é só recorrer às suas críticas ao governo de Agnelo. Ninguém, com juízo oportunista, deixa uma Novacap, empresa que construiu Brasília, e a poderosa Secretaria de Obras, simplesmente porque o cargo não é interessante. “Imagine este parlamentar à frente do PSDB do DF com apoio de Maria de Lourdes Abadia, Raimun­do Ribeiro, Márcio Machado, Aécio Neves, Sérgio Guerra, Izalci Lucas e tanto outros tucanos que estão de bico comprido em cima do muro”, comenta a fonte.

Na avalição geral, Pitiman poderia ser o condutor do processo de união destes nomes citados, tanto dentro do PSDB quanto de outras legendas. Personagens como Re­guffe, Joe Valle, Raimundo Ribeiro, Cristovam, Pitiman e outros, fazem uma grande diferença nesta árida e inóspita terra brasilis. 

Fonte: JORNAL OPÇÃO - GOIÂNIA - Wilson Silvestre

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Obras no DF: Vivendo de aditivos.


O Governo do Distrito Federal conseguiu transformar em inútil a redução do valor do corredor de ônibus do Gama, que o Tribunal de Contas do DF havia determinado para começar a obra.

Em agosto de 2011, o GDF fora obrigado abaixar de R$ 580 milhões para R$ 533 milhões o valor da obra. A explicação era que, se o corredor de ônibus seria mais barato que a Linha 2 do Metrô-DF, o custo de construção também deveria ser menor.

Só que em agosto de 2012, ao completar um ano de vigência do contrato da obra, o GDF pôde legalmente fazer um aditivo de 41% no valor da obra, chegando aos R$ 780 milhões. Alegou necessidades de ajustes.

Agora, o GDF espera fazer a obra demorar para além de agosto de 2013, quando poderá fazer mais um aditivo de até 50%, podendo a obra chegar a ultrapassar R$ 1 bilhão e chegar a R$ 1 bilhão e 140 milhões.

Por esse preço, teria sido mais barato construir a Linha 2 do Metrô-DF, que levaria mais passageiros, mais rapidamente, e com maior conforto.

Fonte: QuidNovi por Mino Pedrosa

Caixa de Pandora: O Leão para Bandarra

Cada vez pior
Ainda sobre a Caixa de Pandora, quem pode se enrolar um pouco mais é o ex-chefe do Ministério Público do Distrito Federal Leonardo Bandarra.

A Receita Federal indicou um relator no dia 10 para analisar o último recurso que Bandarra apresentou num processo que deve condená-lo por ter dado declarações falsas em seu Imposto de Renda relativas à compra de sua mansão.

Se for condenado, o Ministério Público poderá fazer uma nova denúncia contra ele, dessa vez por sonegação fiscal, uma vez que ele já responde na Justiça por ter falsificados documentos para a compra de sua mansão.

Fonte: Veja.com - Radar on-line - Por Lauro Jardim