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quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Busca e apreensão: Três pessoas próximas a Raad estão na mira da Operação Mangona

Entre os endereços de busca e apreensão da Operação Mangona, que investiga o desvio de dinheiro público e tem como alvo o deputado distrital Raad Massouh, está a casa e o escritório do administrador do Sudoeste e Octogonal, Marcello Siciliano (foto). Ele é uma indicação de Raad, que é deputado, mas estava licenciado para o Executivo, onde chefia a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas.
 
Conduzida pelo Ministério Público do Distrito Federal e pela Polícia Civil, a Operação cumpriu ontem 14 mandados de busca e apreensão para recolher documentos e informações que ajudem a apurar denúncias de mau uso de emendas parlamentares destinadas a eventos em 2010.
 
Houve busca e apreensão também na casa de Ana Cristina Jacobino, onde a Polícia e o MP apreenderam cadernetas com informações que podem contribuir para elucidar  algumas das suspeitas levantadas contra Raad.

Nas cadernetas há supostos nomes e cargos de servidores, além de  valores anotados. Ana Cristina é ex-chefe de gabinete de Raad Massouh.
 
Os investigadores alcançaram ainda a casa de Luiz Henrique Ramiro da Silva, conhecido como Kiko, um dos principais assessores do deputado investigado. Ele chegou a trabalhar oficialmente para Raad na Câmara, mas acabou afastado porque não se enquadrava na exigência da ficha limpa para ocupar cargo público. Mesmo assim há relatos de que continuava assessorando o distrital nos bastidores.
 
Entre os locais de busca e apreensão da Mangona estavam ainda a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas, no anexo do Palácio do Buriti, a casa e o rancho de Raad Massouh, que anunciou ontem o retorno para a Câmara Legislativa. 

Fonte: Blog da Lilian Tahan / Correio Braziliense

Operação Mangona: Investigado, Raad Massouh pede afastamento da Secretaria de Micro e Pequena Empresa


O Governo do Distrito Federal divulgou nesta quarta-feira (28/11) o pedido de afastamento do deputado distrital Raad Massouh, principal alvo da Operação Mangona. Massouh é deputado distrital, mas estava licenciado para o Executivo, onde chefia a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas.

A operação do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), deflagrada nessa terça-feira (27/11), tem como objetivo apurar possível suspeita de desvios de recursos de emendas parlamentares para eventos culturais e esportivos. A investigação corre em segredo de justiça.

Os mandados de busca e apreensão foram cumpridos em 14 endereços do DF e entorno. O material apreendido será objeto de análise e investigação no Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios.

Pessoas envolvidas com o deputado também são alvo de investigação, como Luiz Henrique Ramiro da Silva, um dos principais assessores de Massouh. Ana Cristina Jacobina, ex-chefe de gabinete.

Entre os locais de busca e apreensão da Mangona estavam ainda a Secretaria de Micro e Pequenas Empresas, no anexo do Palácio do Buriti, a casa e o rancho de Raad Massouh. 

Confira a nota do GDF na íntegra

O secretário da Micro e Pequena Empresa e Economia Solidária, Raad Massouh, pediu afastamento do cargo na tarde desta quarta-feira, 28/11. O secretário manifestou ao governador Agnelo Queiroz seu desejo de participar das importantes votações de fim de ano na Câmara Legislativa, assim retomando seu mandato parlamentar. 

O cargo de secretário da Micro e Pequena Empresa e Economia Solidária será ocupado interinamente pelo secretário-adjunto, Vitor de Abreu Corrêa. 
 
Fonte: Correio Braziliense

Eleição na OAB-DF: Gim Argello vence Agnelo Queiroz

 
Quando foi eleito para a presidência da OAB do Distrito Federal, Francisco Caputo teve apoio do então governador José Roberto Arruda, que acabou preso pela Caixa de Pandora.  Tentando a reeleição, foi apoiado por Agnelo Queiroz.

A nova dobradinha com o governo não deu certo e Caputo perdeu a eleição por uma larga margem de votos para Ibaneis Rocha, que teve em Gim Argello um dos seus principais apoiadores políticos. 

Fonte: Radar Online / Veja - Por Lauro Jardim

Operação Mangona: Presente de Papai Noel

 

O mundo realmente dá voltas. Não menos do que há um ano, o deputado distrital Raad Massouh (então filiado ao DEM), em faixas e outdoors espalhados por todas as cidades, dizia que “em respeito ao dinheiro público” não enviaria cartões de Natal.
 
Será que depois da Operação Mangona, realizada ontem pelo Ministério Público e acompanhamento da Polícia Civil do DF, neste ano o deputado continuará com o mesmo discurso de repeito aos recursos públicos?

Fonte: Blog do Edson Sombra

Operação Porto Seguro: Raposa no galinheiro

ENTRE AS revelações do escândalo patrocinado pela poderosa ex-chefe de gabinete do escritório da Presidência em São Paulo está a existência de um elo do esquema na Secretaria do Patrimônio da União (SPU), Evangelina de Almeida Pinho.

ACUSAÇÃO É que foi por meia dela que o ex-Senador Gilberto Miranda deixou de ser importunado por construir numa ilha no litoral de São Paulo.

POIS O SPU tem se especializado em privatizar terras públicas, pelas quais deveria zelar.

NO CASO do ex-Senador, o fez por interesses pecuniários do esquema de Rose. E faz o mesmo com áreas do Jardim Botânico por influência política, ideológica e de interesses familiares de alas do PT fluminense.

VIROU UMA voraz, e gorda, raposa dona de galinheiro.

Fonte: O Globo - Coluna Opinião

Operação Mangona: No rastro da farra com dinheiro público

MP e Polícia Civil cumprem 14 mandados e apreendem documentos e computadores, inclusive na casa do secretário Raad Massouh e no anexo do Buriti, onde ele despacha. Ação investiga o suposto desvio de verbas destinadas a eventos em 2010 

Policiais (à esquerda) recolheram materiais em diversos endereços: tudo encaminhado para a Delegacia de Combate ao Crime Organizado

Em uma investigação que apura o suposto desvio de recursos de emendas parlamentares para shows e eventos, a casa e o rancho do secretário de Micro e Pequenas Empresas, Raad Massouh, foram alvos de promotores e policiais civis na manhã de ontem. A Operação Mangona, conduzida pela Procuradoria-Geral de Justiça do Distrito Federal, também apreendeu computadores e documentos no anexo do Palácio do Buriti e em outros endereços do DF e do Entorno. As apurações ocorrem desde o ano passado e tiveram início na Polícia Civil, mas, após serem interrompidas por conta de remanejamento na corporação, ficaram sob a responsabilidade do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT).

Às 6h, promotores, agentes e delegados da Polícia Civil saíram para cumprir os 14 mandados de busca e apreensão. Na Secretaria de Micro e Pequenas Empresas, localizada no 9º andar do anexo do Palácio do Buriti, foram recolhidos computadores e documentos. As buscas também ocorreram na casa do secretário e deputado licenciado Raad Massouh (PPL), no Rancho RM (em Sobradinho), que pertence a ele, no Sindicato das Empresas de Turismo Rural e em Formosa (GO). Todo o material apreendido, incluindo um cofre, foi encaminhado à Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco), que auxiliou no cumprimento dos mandados.


Raad elogiou a operação e disse não ter cometido irregularidade

As investigações tiveram início em 2011, quando uma denúncia indicou irregularidades na organização de um evento rural realizado em Sobradinho, em 2010. A festa teria custado R$ 100 mil aos cofres públicos, mas parte do dinheiro, segundo testemunhas, teria sido desviada. A verba foi liberada por meio de uma emenda de Raad Massouh.

As denúncias revelam que os valores pagos aos artistas que se apresentaram na festa teriam sido superfaturados e que houve dispensa de licitação para a realização do evento. A Delegacia de Combate aos Crimes contra a Administração Pública (Decap), então chefiada pelo delegado Flamarion Vidal, começou a apurar o caso. As investigações, entretanto, foram interrompidas em novembro de 2011, com a transferência de Flamarion para a 30ª Delegacia de Polícia, em São Sebastião.

O inquérito foi retomado pela assessoria criminal da procuradora-geral de Justiça do DF, Eunice Amorim Carvalhido. Os documentos apreendidos podem fazer com que o secretário seja denunciado perante o Conselho Especial do Tribunal de Justiça do DF. Por meio de nota, o MPDFT informou que o processo corre em segredo de Justiça e que “o material apreendido será objeto de análise e subsidiará a investigação que tramita no Conselho Especial do TJDFT”. O Governo do Distrito Federal (GDF) também divulgou uma nota na qual garante que a operação “não se refere a atos administrativos da atual gestão” (leia íntegra da nota). 

Tubarão

O nome da operação deflagrada ontem faz alusão ao tubarão Mangona, que pode medir até 3,2m e pesar 300kg. A espécie é encontrada no Brasil, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, com coloração de pele variando de cinza a castanho-claro. Os machos são menores que as fêmeas.
 

Recursos

 
  
   
 
R$ 100 mil

Total liberado para festa em Sobradinho, em 2010, por meio de emenda de Raad Massouh. Parte teria sido desviada
 

Bolada
 
R$ 98 milhões
Montante garantido pelos distritais para aplicação em esporte e lazer este ano no Distrito Federal 


Fonte: Jornal Correio Braziliense - Por Kelly Almeida, Ana Maria Campos e Almiro Marcos

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Operação Porto Seguro: Rose & Cia indiciados, mas o alvo é Lula



Em tempos de futebolização da política é necessário, mais do que nunca, separar o que é fato, o que é informação e o que é opinião. Fato é que a Polícia Federal indiciou Rosemary Noronha. Indiciou Rose & Cia. Rose era a chefe de gabinete da Representação da Presidência da República em São Paulo. Por indicação de Lula, de quem Rose é próxima. E isso é um fato.

Rose, em resumo, está sendo acusada de tráfico de influência e corrupção passiva. A Polícia Federal fez seu trabalho e o processo vai andar. Quem for condenado, paga, quem for inocente, não paga; ainda que, como é habitual, não paga mas carregando manchetes na história e nas costas. E ponto final. 

A partir disso, vamos a outras informações. O ex-presidente Lula faz reuniões rotineiras de avaliação de conjuntura com seus assessores. Uma reunião, essa informal, nessa segunda-feira, 26, abordou aspectos políticos também desse último caso, a Operação Porto Seguro. 

Em maio, Lula teve rumoroso encontro com o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal. Na avaliação daquele barulho todo, Lula entendeu haver exagero de quem percebia ali uma ação política para desgastá-lo. Desgastá-lo porque ele é a pedra no caminho dos que pretendam, na política ou não, enfrentar a presidente Dilma. 

Passados seis meses do episódio com Gilmar Mendes, o ex-presidente tem avaliação diferente do que tinha à época. Lula, assim como a maioria de seu grupo de assessores, entende que há, sim, uma articulação política que busca desgastá-lo. 

Lembremos sempre que isso, outros fatos à parte, é informação. Escândalos políticos produzem desdobramentos políticos. E levam a informações e análises das ações e das contra-reações. 

Disso tratamos aqui: das razões, informações e opiniões. De uns e de outros. 

À parte articulações percebidas por Lula e os seus, há fatos objetivos que levam, que permitem ações de enfrentamento e busca de desgaste político; fatos objetivos como os desse episódio de agora, o de Rose & Cia. 

Lula e os seus, por seu lado, entendem que qualquer informação, em qualquer episódio, seja grave ou banal, será sempre usada nessa guerrilha de desgaste. E sempre com providencial barulho. 

Há quem estranhe a ação da Polícia Federal. Não há porque estranhar. No segundo governo Lula, recordemos, a polícia chegou a investigar Vavá, o irmão do presidente. 

A Polícia Federal não é um ente uno e indivisível que obedece a todo e qualquer comando. E a PF, felizmente, tem autonomia já há alguns anos; como nunca teve antes. 

Para lembrar. Na Operação Satiagraha a polícia se dividiu. Uma banda atuou para prender o banqueiro Daniel Dantas. Outra porção trabalhou contra. Na Operação Porto Seguro, a polícia agiu por entender que existem provas para agir. 

Isso é um fato. Claro, objetivo, com documentos e gravações. Assim como há outro fato, fato político, e dele temos tratado aqui nos últimos meses. Aconteça o que acontecer, com Rose ou sem Rose, Lula é e seguirá sendo o grande alvo. Porque Lula é a pedra no caminho. E isso também é um fato.

Fonte: Terra - Blog do Bob Fernandes

Crise com o GDF: Presidente do PSB pede exoneração de cargo no GDF

Após as várias divergências entre integrantes do PSB/DF e o governo do DF, nesta terça-feira (27) o presidente da Regional do partido, Marcos Dantas, entregou pedido de exoneração do cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap). A nota foi distribuída ainda há pouco pelo PSB/DF.

Leia o documento:
  
Nota à População do DF
 
O presidente do Partido Brasileiro do Distrito Federal (PSB/DF), Marcos Dantas, entregou na tarde desta terça-feira (27) pedido de renúncia ao cargo de conselheiro do Conselho de Administração da Companhia Imobiliária de Brasília (Terracap).
  
O PSB/DF tem realizado plenárias zonais e acordado, por ampla maioria dos filiados, deixar a base de apoio ao governo do Distrito Federal.

Diante do posicionamento, Marcos Dantas afirmou se sentir constrangido em permanecer no Conselho da Terracap e, interpretando o desejo da militância partidária, resolveu antecipar a entrega do cargo que ocupava no governo local.
 
A consulta formal sobre o futuro do partido no GDF será feita durante a Plenária Regional da legenda, marcada para 8 de dezembro.
 
Fonte: Blog do Edson Sombra / PSB-DF

Eleição da OAB/DF: Gestão mais que desaprovada


Pela primeira vez, um presidente não consegue se reeleger na OAB/DF.

A derrota por larga margem de votos para Ibaneis Rocha Barros mostra como foi ruim a gestão de Francisco Caputo à frente da entidade.

Foram 7.275 votos para Ibaneis e 4.805 votos para "Kiko" Caputo, sendo muito boa a votação do tertius Paulo Roque (2.386).

Caputo, na verdade, fez da OAB/DF uma extensão de suas relações sociais, profissionais e políticas. A Ordem está há quase três anos em função dele e de seus interesses. 

Ocupou-se principalmente em atacar a gestão de sua antecessora, Estefânia Viveiros, e achou que isso iria levar os advogados de Brasília a concluir que sua administração foi melhor.

Só que Estefânia, que ouviu calada as acusações de Caputo durante mais de dois anos, resolveu mostrar publicamente as mentiras dele e desmontou-as, uma a uma.

A vitória de Ibaneis, que foi vice de Estefânia, resgata a gestão que Caputo tentou desmoralizar e mostra como ele administrou mal.

Ignorando que a Ordem tem de ser independente em relação a governos e partidos, Caputo sempre procura se ligar ao governador do momento e ter seu apoio.

Há três anos, foi apoiado publicamente pelo então governador José Roberto Arruda, que poucos dias da eleição começou a ser derrubado pela Operação Caixa de Pandora. 

Agora, dizia abertamente que tinha apoio de Agnelo Queiroz.

Fonte: Blog do Hélio Doyle

Operação Mangona: Peixe trovão


Viagens em helicópteros de um grande empresário de Brasília, três caminhões de alevinos e um grande segredo: quem será o proprietário da Fazenda adquirida na cidade de Três Marias (MG), que pode ser tragado pela Operação Mangona, do Ministério Público do DF?

Fonte: Blog do Edson Sombra

Querem calar o Ministério Público

Proposta em curso na Câmara dos Deputados ameaça tirar poder de investigação de promotores e procuradores em casos criminais. Supremo Tribunal Federal também vai deliberar sobre o tema 

O procurador geral da República e presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, Roberto Gurgel
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel 
 
No ano em que o Brasil comemora a vitória dos valores republicanos com o fim de uma era de impunidade de políticos corruptos, um grupo de deputados federais e de policiais civis faz avançar sem barulho na Câmara uma proposta que, se aprovada, reduzirá a atuação de uma das instituições que mais contribuem para a democracia no combate à corrupção e ao crime organizado: o Ministério Público. “É o típico exemplo do retrocesso institucional brasileiro: quando a gente avança em um aspecto vem a política, que mistura questões corporativas com questões republicanas”, afirma Lenio Luiz Streck, procurador de Justiça no Rio Grande do Sul e professor de Direito Constitucional da Unisinos.

Sob a rubrica de PEC-37, a proposta prevê um remendo ao texto da Constituição Federal, proibindo que promotores e procuradores conduzam investigações na esfera criminal. A PEC define como competência "privativa" da polícia as investigações criminais ao acrescentar um parágrafo ao artigo 144 da Constituição. O texto passaria a ter a seguinte redação: "A apuração das infrações penais (...) incumbe privativamente às polícias federal e civis dos estados e do Distrito Federal." O texto foi aprovado em comissão especial nessa semana e agora segue para análise da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados e para duas votações no Plenário da Casa. Em seguida, vai ao Senado.

A legislação brasileira confere à polícia a tarefa de apurar infrações penais, mas em momento algum afirma que essa atribuição é exclusiva. No caso do Ministério Público, a Constituição não lhe dá explicitamente essa prerrogativa, mas tampouco lhe proíbe. É nesse vácuo da legislação que esse grupo de parlamentares e policiais tenta agora agir. Oficialmente, o autor da propositura é o deputado Lourival Mendes, do minúsculo PT do B do Maranhão. Parlamentar de primeiro mandato, o delegado de carreira maranhense encampa os interesses das polícias Civil e Federal, que reivindicam o monopólio das investigações criminais.

As tintas da PEC foram dadas por entidades de classe da polícia. “Ou reagíamos ou seríamos sufocados e destruídos pelo Ministério Público”, justifica Marcos Leôncio Sousa Ribeiro, presidente da Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF). Na visão dele, o MP tomou contornos de um “megapoder”. “Eles têm uma necessidade insaciável de acumular poder. Usurpam funções da polícia judiciária sem ter essa previsão constitucional. O pessoal brinca que eles pediram para tirar das cédulas de real a inscrição ‘Deus seja louvado’ porque não querem concorrência.” Prossegue Leôncio: “O MP não quer investigar o atacadão. Ele quer o filé mignon. O que dá trabalho passa para os bestas da polícia judiciária ficarem enxugando gelo."

No Supremo Tribunal Federal, está desde junho na gaveta do ministro Luiz Fux o processo que pode pôr fim à polêmica sobre os limites de investigação do Ministério Público e esclarecer de uma vez por todas as regras de atuação conjunta entre a instituição e autoridades policiais – talvez antes mesmo da votação no Congresso da malfadada PEC. Em agosto de 2009, a corte já havia decidido que o veredicto sobre um recurso do ex-prefeito de Ipanema (MG), exatamente este nas mãos de Fux, serviria de base para a solução dos questionamentos judiciais sobre a proibição de promotores e procuradores comandarem investigações. Mas o processo ainda não foi concluído.

Diante de uma corte de onze ministros com quatro diferentes correntes de interpretação sobre o tema, Luiz Fux paralisou a análise do caso. Para o magistrado, o tribunal, mais do que impor ou não limites ao trabalho ao MP, precisa estabelecer a abrangência da decisão, ou seja, se ela interferirá ou não nas milhares de investigações chefiadas por procuradores e promotores em andamento.

Mesmo com o julgamento em aberto, o STF discute, entre outros pontos, a possibilidade de o MP conduzir investigações apenas se os próprios integrantes da instituição estiverem sob suspeita, se agentes policiais forem o alvo da apuração ou ainda se houver clara omissão da polícia em determinado caso. Na corte, também existe a corrente de pensamento, da qual fazem parte Gilmar Mendes e Celso de Mello, segundo a qual o MP pode conduzir apurações de crimes contra a administração pública, não apenas atuar de forma complementar à polícia. Há ainda aqueles que garantem a autonomia completa de investigação do MP, como Joaquim Barbosa, ou o tolhimento total das atividades investigativas da instituição, como Marco Aurélio Mello.

As conflitantes interpretações dos ministros têm impacto direto, por exemplo, nas investigações que levaram o empresário Sérgio Gomes da Silva, o Sombra, a ser apontado como o mandante do assassinato do ex-prefeito de Santo André (SP) Celso Daniel, em 2002. Um habeas corpus em favor do empresário pedindo a anulação das investigações realizadas pelo MP tem sido julgado em conjunto com o recurso.

O assassinato de Celso Daniel, que assombra até hoje o Partido dos Trabalhadores, aliás, é uma das principais vitrines da atuação autônoma do Ministério Público, para quem a morte brutal não se resumiu a um crime comum, conforme concluiu a polícia. Há uma década, o MP enfrenta uma batalha para provar que a morte de Celso Daniel tem contornos que vão muito além de um sequestro equivocado seguido de morte. Neste mês, reportagem de VEJA trouxe o caso à tona: o publicitário Marcos Valério de Souza, operador do mensalão, revelou em depoimento à Procuradoria-Geral da República que Ronan Maria Pinto, um empresário ligado ao antigo prefeito, estava chantageando o secretário-geral da Presidência, Gilberto Carvalho, para não envolver seu nome e o do ex-presidente Lula na morte de Celso Daniel.

É evidente que a atuação de promotores e procuradores também incorre em erros, especialmente devido à inexperiência e ao deslumbramento com os holofotes de alguns membros da instituição, movidos pela sanha acusatória – daí a série de denúncias apresentadas com base em recortes de jornais, por exemplo. Porém, apurações comandadas pelo Ministério Público contribuíram para desmontar dezenas de casos de corrupção nos últimos tempos. Foi assim com a Máfia dos Fiscais, em São Paulo, e com as denúncias de desvios envolvendo o ex-prefeito Paulo Maluf.

O MP também investigou personagens como o juiz Nicolau dos Santos Neto, o Lalau, e o ex-senador Luiz Estevão, pivôs do desvio de milhões do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) paulista, e o ex-banqueiro Salvatore Cacciola, que sangrou os cofres públicos no caso do Banco Marka. Foi o MP paulista quem descobriu e denunciou os horrores praticados pelo médico Roger Abdelmassih, condenado a 278 anos de prisão por ter abusado de 56 pacientes em sua clínica – ele está foragido desde o ano passado. Assim como a descoberta e desarticulação do “esquadrão da morte” no Espírito Santo. A lista é grande e, recentemente, inclui o mais célebre caso envolvendo agentes políticos, o mensalão, cujas condenações representam um marco para o Judiciário do país.

“No cotidiano, polícia e MP cooperam para as investigações”, afirma Alexandre Camanho de Assis, presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR). “A PEC-37 cria uma confrontação artificial, forjada por setores minoritários e radicais da polícia. Todas as últimas operações bem-sucedidas o foram por força da cooperação entre a polícia e o Ministério Público.” Assis lembra que, se hoje a impunidade campeia o Brasil, muito pior seria sem a atuação dos promotores e procuradores. “A corrupção está ligada a altos cargos públicos e ao exercício do poder e da manipulação da máquina pública. Se essa investigação é entregue exclusivamente para a polícia, fica muito mais fácil sabotar, calar, retardar ou inviabilizar uma investigação. O Ministério Público é uma magistratura vitalícia e que não se sujeita a nada, a não ser a lei e à sociedade.” 

Exemplo internacional de retrocesso - Na última quinta-feira, durante a cerimônia de posse do ministro Joaquim Barbosa na presidência do Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, tocou no assunto e apontou a restrição dos poderes do MP como “um dos maiores atentados que se pode conceber ao estado democrático de direito”. E alertou: “Apenas três países do mundo vedam a investigação do MP. Convém que nos unamos a esse restritíssimo grupo?”. Gurgel se referia a Quênia, a Indonésia e Uganda. “Por que o Brasil tem de dar exemplos negativos para o mundo?”, questiona o procurador gaúcho Lenio Luiz Streck.

Em países como Alemanha, Espanha, Itália e Estados Unidos, o MP tem um papel preponderante na investigação e no controle da polícia. Na Itália, o trabalho de investigação dos promotores desmantelou a Máfia italiana com a chamada Operação Mãos Limpas. “O que faz diferença nesses países é que há tem um predador forte, o Ministério Público”, afirma Streckl. Nos Estados Unidos, o sistema é misto. A promotoria comanda investigações e os policiais trabalham orientados pela promotoria.

A Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece expressamente que o Ministério Público deve dispor de um grupo de investigadores e ser encorajado a fazer investigações independentes contra acusações de execuções sumárias. A entidade recomenda que, se necessário, a legislação do país seja modificada para facilitar essa tarefa dos promotores e procuradores. “Atribuir à polícia a exclusividade para a investigação criminal é ir na contramão da jurisprudência, do avanço histórico da proteção da cidadania e dos tratados internacionais assinados pelo Brasil quanto ao combate à criminalidade”, afirma a procuradora da República em São Paulo Janice Ascari.

Num ano que termina com ares de progresso do Judiciário brasileiro, resta a pergunta: a quem interessa tolher a atuação de promotores e procuradores no combate à corrupção e ao crime organizado? Podem até surgirem interessados. Mas à democracia, certamente, não.

Fonte: Veja

Operação Firewall: Efetivos da FAP-DF repudiam ação de servidores comissionados

Acusados de fraude em licitações, servidores indicados politicamente foram presos pela Polícia Civil, entre eles o ex-presidente da entidade 

Dias após a deflagração pela Polícia Civil do DF da operação Firewall, que prendeu vários servidores públicos comissionados da Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF), inclusive o ex-presidente da entidade, Renato Caiado de Rezende, os funcionários efetivos do órgão emitiram nota de apoio onde repudiam as ações dos investigados e ainda o desvio de finalidade da FAPDF. "Nos últimos anos, o uso político da FAPDF tem provocado gestões sem compromisso com a missão institucional e sem observar os princípios constitucionais da Administração Pública, entre eles a falta de transparência de seus atos administrativos e nomeações de servidores comissionados sem perfil para o cargo, o que nos causa constrangimento e repúdio", diz trecho do texto. Leia a íntegra da nota:

Nota de Repúdio e Esclarecimento
 
Os Servidores Efetivos (concursados) da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) veem a público expressar repúdio em relação aos fatos ocorridos ultimamente. Repudiamos, também, o desvio da finalidade da FAPDF e ao uso irregular de bens e recursos públicos.
 
Esclarecemos que a FAPDF é composta por servidores concursados (efetivos) e servidores comissionados, e que sua finalidade é viabilizar as ações de Ciência, Tecnologia e Inovação, visando o desenvolvimento sustentável do Distrito Federal, em consonância com a Política de Estado de Ciência e Tecnologia e Inovação, definida pelo Governo do Distrito Federal (GDF).
 
Nos últimos anos, o uso político da FAPDF tem provocado gestões sem compromisso com a missão institucional e sem observar os princípios constitucionais da Administração Pública, entre eles a falta de transparência de seus atos administrativos e nomeações de servidores comissionados sem perfil para o cargo, o que nos causa constrangimento e repúdio.
 
Esclarecemos, também, que os servidores denunciados na operação Firewall são comissionados e sem outros vínculos com a FAPDF. O principal órgão deliberativo da FAPDF é o Conselho Superior (inativo desde janeiro de 2011), com competência de promover o planejamento e a fiscalização das atividades da Fundação (Lei nº 347, de 04/11/1992). Seus membros são escolhidos dentre pessoas de notória capacidade profissional e reconhecida idoneidade moral, devendo, preferencialmente, possuírem título de Mestre ou Doutor, os quais são nomeados e empossados pelo Governador do Distrito Federal, consoante os critérios descritos no seu Regimento Interno (Decreto nº 27.957/2007).
 
Nossa manifestação, também se refere à falta de representatividade dos servidores efetivos da FAPDF, e caso ela exista, ela está inerte aos acontecimentos. Resumindo: nosso sentimento é de abandono. Apresentamos esta nota à população porque além de servidores públicos somos, acima de tudo, cidadãos comuns do DF.
 
Servidores Efetivos da FAPDF

Fonte: Blog do Edson Sombra / FAP-DF - 27/11/2012

Contrato de Cingapura: TCDF cobra explicações do governo


O Tribunal de Contas do Distrito Federal deu prazo de 15 dias para que o GDF forneça mais informações sobre o contrato de US$ 4,5 milhões fechado, sem licitação, com uma consultoria de Cingapura para planejar o desenvolvimento do DF pelos próximos 50 anos.

Os senadores Cristovam Buarque (PDT/DF) e Rodrigo Rollemberg (PSB/DF) pediram ao TCDF que cancelasse o contrato e um processo para avaliá-lo foi aberto pela Corte, mas ainda não há nenhuma decisão sobre o tema.
 
O contrato foi assinado em julho deste ano pelo governador Agnelo Queiroz (PT) com a empresa Jurong Consultants, especializada em planejamento urbano, e foi criticado por políticos e urbanistas, que pedem que o assunto seja melhor discutido com a sociedade brasiliense.

Fonte: Metro Brasília

Operação Mangona: MPDFT cumpre mandados de busca e apreensão em secretaria do GDF


A Procuradoria Geral de Justiça do Distrito Federal realiza a Operação Mangona, na manhã desta terça-feira (27/11), para cumprir 15 mandados de busca e apreensão em várias regiões do DF. O objetivo é recolher documentos em órgãos públicos e também na casa do deputado distrital Raad Massouh.

Neste momento eles estão no 9° andar do anexo do Buriti, na Secretaria de Micro e Pequena Empresa. O MPDFT investiga o desvio de verba de emenda parlamentar para eventos e festas. A procuradoria deve cumprir mandados também no Rancho RM, propriedade de Raad, e no Sindicato da Empresas de Turismo Rural. Todo o material recolhido deve ser encaminhado à Delegacia de Combate ao Crime Organizado (Deco).

Fonte: Estação da Notícia com informações do Correio Braziliense

Sucessão na CLDF: Patrício em busca da reeleição com a força do PT

Vejam a nota que o PT do DF divulgou há pouco (27/11). Notem a parte em negrito. É Patrício construindo palmo a palmo o caminho de sua reeleição na Câmara. Pelo o que a nota indica, parece que conta com uma parte importante do PT 

O PT/DF e a sucessão na CLDF

A Direção Regional do PT/DF, por meio da sua Comissão Executiva, expressa aos integrantes da bancada do partido na CLDF, aos partidos aliados, ao governador Agnelo e a sociedade o seu posicionamento político quanto a eleição da nova Mesa Diretora do parlamento local:

A CLDF é um espaço institucional fundamental para assegurar a pluralidade e a representação democrática dos interesses da sociedade de Brasília.


Nos últimos dois anos a CLDF hipotecou seu apoio para uma extensa agenda de mudanças e de novas políticas públicas. A contribuição do parlamento; seja na aprovação ou nas propostas de mudanças nos projetos em discussão na Casa, nas mais diversas matérias de interesse da sociedade do DF resgatou à credibilidade da instituição e também contribuiu para valorizar o exercício da atividade política.

A CLDF é a responsável por importantes legislações, integrantes de uma nova agenda para Brasília como o plano diretor de transporte; o regime jurídico único para os servidores locais; a atualização do PDOT; a lei dos concursos; a regulamentação local da lei de acesso à informação e muitas outras contribuições relevantes para a vida dos nossos cidadãos. Essa nova atuação da CLDF traduz de forma inequívoca o alinhamento republicano e popular do parlamento com a vontade da maioria da população expressa nas urnas.

Portanto, é papel do PT lutar pela continuidade desse esforço de recuperação da credibilidade da representação política no DF. O PT no exercício da presidência da CLDF participou de forma efetiva na construção dessa nova agenda. Por isso, nosso partido deve reivindicar com humildade e altivez o direito de continuar a exercer a presidência do Poder Legislativo.

Além do apoio necessário ao governador Agnelo para continuar com as melhorias das condições de vida do povo de Brasília, o PT/DF reafirma sua vocação de defesa das prerrogativas do parlamento como espaço democrático, plural, de fiscalização dos atos do Poder Executivo e de representação social da população.

O PT/DF avaliza o apoio aos nomes de todos(as) os integrantes da sua bancada para a disputa do cargo de presidente da CLDF. Orienta a bancada do partido, com o objetivo de unificá-la, a trabalhar para remover qualquer vedação legal que impeça um dos seus integrantes de exercer o legítimo direito de concorrer. Para o PT/DF não há qualquer vedação orientada por princípio programático que fundamente ou justifique um posicionamento contrário à possibilidade de concorrer a reeleição aos cargos de direção da CLDF . Confia que os (a) deputados (a) distritais do partido, em discussão coletiva, possam escolher o melhor nome da bancada capaz de consolidar a nossa liderança na Casa; unificar a base de apoio do Governo Agnelo e preservar a credibilidade e a autonomia da instituição.

Comissão Executiva Regional do PT/DF

Fonte: Blog da Lilian Tahan

terça-feira, 27 de novembro de 2012

O QUE QUER A OPOSIÇÃO ?

Raimundo Ribeiro

Na última sexta-feira o Brasil acorda com a notícia que a Polícia Federal fazia busca e apreensão no escritório da Presidência da República em SP, dirigido pela chefe de gabinete, Sra. Rosemary;

A mesma investigação descobre que tal senhora foi indicação do ex-presidente Lulla, de quem foi secretária e companheira de inúmeras viagens, bem como do condenado José Dirceu;

Denúncias envolvendo pessoas ligadas a Lulla, apesar de graves, não surpreendem mais ninguém, pois se tornaram quase diárias;

Se verdadeiras ou não, as investigações e o tempo dirão, como no caso do MENSALÃO DO PT, que decorridos quase oito anos de análise da documentação, a Suprema Corte confirmou sua existência e mandará para cadeia alguns dos delinquentes;

Raimundo Ribeiro
Todavia, o preocupante não é mais a enxurrada ou cachoeira de denúncias, mas a postura quase amorfa da classe política que se intitula de oposição;

Choram, lamentam, esbravejam, colocam a culpa um no outro, mas não conseguem encarnar o espírito de indignação e revolta latente do cidadão comum;

Posam de grandes estrategistas, como no episódio do MENSALÃO DO PT, no qual preferiram “deixar Lulla sangrar até a eleição” e o resultado concreto está aí; uma máquina pública destroçada pelo aparelhamento promovido pelo PT;

Uma sangria desenfreada dos cofres públicos e a atividade política, outrora tão festejada e respeitada, confundida como atividade de meliantes;

Agora que parece termos chegado ao fundo do poço, que o STF dá mostras de que punirá os maus agentes políticos, é hora de que pelo menos uma voz no parlamento se levante, erga a bandeira da honestidade no trato da coisa pública e vá para as ruas denunciar e exigir a apuração rápida de todas essas roubalheiras denunciadas pela Polícia Federal e noticiadas pela imprensa ainda (sabe-se lá até quando) livre que teimosamente resiste no Brasil;

Raimundo Ribeiro
Essa atitude não significa ser oposição, mas um ato de patriotismo e amor ao Brasil, que não suporta mais tanta bandalheira ser noticiada hoje e esquecida amanhã pela sucessão de novos roubos.

Finalizo respondendo a pergunta título: O QUE QUER A OPOSIÇÃO ?

Diante de todos os crimes desvendados pela Polícia Federal e revelados pela imprensa, a oposição ainda precisa de alguma coisa para falar ao povo brasileiro o quanto é imperioso extirpar esse câncer que o partido das trapaças inoculou no Estado brasileiro ?

Fonte: Guardian Notícias - Por Raimundo Ribeiro

Exclusivo: Bloco formado por PEN, PSB e PPS, irá lançar dois nomes para disputar eleições da CLDF

   
  Vários nomes estão sendo especulados para o lugar do presidente Patrício. Agora surge Joe Valle e Cláudio Abrantes como postulantes à presidência da CLDF. 
 
Acaba de acontecer na Câmara Legislativa, uma reunião entre os deputados que compõem o bloco PEN/PSB/PPS, onde ficou acertada a indicação de dois nomes para disputar as próximas eleições da presidência da casa.

Os escolhidos foram, Cláudio Abrantes, que constantemente tem o seu nome envolvido em uma possível ida para o PT e Joel Valle, que também não estaria muito satisfeito em seu partido. Essa decisão, que chegará ao conhecimento de todos brevemente, é mais uma "derrota" do ex-cabo Patrício, que não tem recebido muito apoio para sua reeleição.

Com o racha que se instalou no PT/DF, após ter sido divulgado o posicionamento contrário à reeleição de Patrício, por parte dos lideres das zonais do partido, outros nomes também estão em pauta. O petista Chico Leite e Agaciel Maia, podem ainda ser indicados para a "disputa".

Nos bastidores da Câmara Legislativa e do Buriti, é sabido que o nome de Chico Leite não é bem aceito pelo governador Agnelo Queiroz, já Agaciel Maia, tem a seu favor, a confiança que Agnelo sente no parlamentar. O certo é que o caminho fica cada vez mais complicado para o atual presidente Patrício.

Se de fato a decisão do bloco for levada até o dia 15 de dezembro, data em que será realizadas as eleições para a nova composição da Mesa Diretora, esse é mais um novo ingrediente que promete esquentar mais ainda os bastidores da Casa de Leis, visto que as cartas estarão na mesa, basta apenas fazer o jogo certo.

Fonte: Guardian Notícias - Por Ricardo Faria e Odir Ribeiro

Eleições da OAB/DF: Ibaneis Rocha é eleito presidente da OAB/DF

Ibaneis Rocha Barros Junior

Fim da era Caputo...

O advogado Ibaneis Rocha Barros Junior, encabeçando a chapa “Eu Quero Mais Ordem”, foi eleito nesta segunda-feira (26) presidente da Seccional da OAB do Distrito Federal para o mandato que vai de 1º de janeiro de 2013 a 31 de dezembro de 2015. 

Compõem a diretoria Severino de Sousa Oliveira (vice-presidente), Daniela Rodrigues Teixeira (secretária geral), Juliano Ricardo de Vasconcelos Costa Couto (secretário geral adjunto) e Antonio Alves Filho (tesoureiro).

Para o Conselho Federal foram eleitos Aldemario Araujo Castro, José Rossini Campos do Couto Correa, Marcelo Lavocat Galvão (titulares), Evandro Luis Castello Branco Pertence, Feliz Angelo Palazzo e Nilton da Silva Correia (suplentes). Para a Caixa de Assistência dos Advogados foi eleito Ricardo Alexandre Rodrigues Peres.
 
Veja como foi a votação:   
 
Urnas apuradas: 72
 
Ibaneis Rocha: 7.275
 
Francisco Caputo: 4.805
 
Paulo Roque: 2.386
 
Brancos: 113
 
Nulos: 439

Fonte: CFOAB / Blog do Edson Sombra