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sexta-feira, 29 de julho de 2011

O “11 DE SETEMBRO” DE AGNELO QUEIROZ

Com as contas no azul, o Governo do Distrito Federal fecha o balanço financeiro do primeiro semestre deste ano. Nos seis primeiros meses de gestão, a equipe do governador Agnelo Queiroz (PT) conseguiu deixar o caixa com R$ 1,2 bilhão de superávit.  Mesmo assim, a ordem é terminar 2011 com dinheiro no cofre, ao contrário das expectativas feitas na gestão anterior de que o saldo seria negativo.

Sobra dinheiro nos cofres do GDF, mas faltam:  UPAs para atender a população, transporte escolar de qualidade para estudantes, reformas de parques e calçadas, segurança pública eficiente e políticas sociais realmente ativas e não fictícias.

Agnelo comemora o fato de ter dinheiro em caixa, mas a população se sente enganada com as muitas promessas feitas em campanha e que não foram cumpridas até agora pelo governo do Novo Caminho.

Até  petistas históricos estão calados diante de tamanho desgoverno. O comércio está frio, quase parando. As obras estão em ritmo lento e o descaso do governo com a população ao nomear alguns administradores regionais despreparados e inconseqüentes, tem enfraquecido a base política de Agnelo Queiroz.

Mas como Agnelo não é candidato à reeleição, talvez esteja aí a razão de tamanho descaso com a sociedade que o elegeu. Afinal, Agnelo passou boa parte da campanha eleitoral tentando esconder fatos que agora surgem, inclusive na mídia nacional. E ele já pensa sim, em renunciar ao mandato. Será mais fácil se defender, longe do poder que lhe subiu a cabeça.

O “11 de setembro” de Agnelo Queiroz está próximo, e até o PT, mesmo que timidamente, torce para que Agnelo deixe o cenário político. Teria sido bem melhor se o candidato tivesse sido Geraldo Magela (petista de carteirinha).

Com a possível renúncia de Agnelo, prevista para setembro, certamente Brasília respirará mais  aliviada. E o PT também!

Fonte: Publicado em 29/07/2011 por Donny Silva

GOSTEI DESTA IMAGEM 'SERÁ ISSO IMPOSSÍVEL'



Os pecadores que saem do ministério caem fora do noticiário e ficam longe do perigo


Erenice Guerra teve de deixar a chefia da Casa Civil há apenas dez meses, uma semana depois da publicação da reportagem de VEJA que comprovou o escândalo: a melhor amiga de Dilma Rousseff chefiava simultaneamente uma quadrilha de parentes e agregados que enriquecia cobrando propinas de empresários interessados em fechar negócios com o governo. Antonio Palocci teve de abandonar a casa assombrada há menos de dois meses, 23 dias depois da publicação da reportagem da FOLHA que denunciou o escândalo: em quatro anos, fantasiado de consultor econômico e financeiro, o mais poderoso ministro de Dilma Rousseff havia multiplicado por 20 o patrimônio declarado em 2006. Os episódios são recentíssimos. Seus protagonistas estão fora do noticiário jornalístico há muito tempo.

Fora do noticiário e fora de perigo, informa a tranquilidade com que Palocci e Erenice  desfrutam do direito de ir e vir. 
 
No dia em que a matriarca da Casa Civil perdeu o empregão, foi aberta uma sindicância interna para investigar a participação nas bandalheiras do seu filho Israel Guerra e dos funcionários Vinicius Castro e Stevan Knezevic. Knezevic e a mãe de Vinicius Castro – usada como laranja no esquema – eram sócios de Israel na Capital Assessoria e Consultoria, empresa que promovia encontros suspeitíssimos com empresários. Erenice foi poupada das apurações porque, conforme explicações da Casa Civil, os encarregados de conduzi-las “não tinham poderes para investigar a ministra”. Em 2 de janeiro deste ano, passados quatro meses, os sherloques domésticos concluíram que não havia motivos para punir ninguém e deram o trabalho por encerrado.

Também avança preguiçosamente o inquérito aberto pela Polícia Federal em 14 de setembro de 2010, quando o então ministro da Justiça, Luiz  Paulo Barreto, determinou a apuração das denúncias de tráfico de influência. 
 
A Controladoria-Geral da União comprometeu-se a colaborar com a busca de provas, evidências ou indícios. O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, avisou que o Ministério Público Federal acompanharia tudo de perto. O inquérito 1352/10, conduzido pela Polícia Federal, caminha em segredo de Justiça e não tem prazo para terminar. Até agora, 60 pessoas foram ouvidas, computadores foram periciados, documentos foram analisados, dados foram cruzados. No momento, o papelório jaz numa pilha de bom tamanho sobre a mesa do delegado Roberval Re Vicalvi, da Coordenação Geral de Polícia Fazendária.

Assim que as bandidagens foram descobertas, Erenice Guerra e Israel saíram de circulação. A mãe reapareceu na festa de posse de Dilma Rousseff e submergiu outra vez. Sabe-se que continua vivendo em Brasília e trabalha como advogada, mas os dois colegas contratados para defendê-la ─ Sebastião Tojal e Mário de Oliveira Filho ─ recusam-se a revelar tanto os novos endereços residencial e profissional da ex-ministra quanto a lista de clientes. Ambos se limitam a recitar que não falam com Erenice  “há pelo menos duas semanas”.

Regime alimentar
Também Antonio Palocci não tem motivos para perder o sono, embora seja alvo de três investigações paralelas. O número seria maior se a oposição parlamentar não tivesse desistido da ideia de instaurar uma CPI. Ou se o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, não tivesse engavetado na véspera da demissão do ministro (“por falta de provas”) denúncias encaminhadas por três partidos ─ PPS, DEM e PSDB  ─ intrigados com o milagre da multiplicação do patrimônio. Menos misericordioso que o chefe, o procurador Paulo José Rocha Júnior, do Ministério Público Federal do Distrito Federal, abriu um inquérito destinado a enquadrar Palocci por improbidade administrativa e enriquecimento ilícito. Em 9 de junho, a Receita Federal enviou a Rocha Júnior informações sobre Palocci e sua empresa, a Projeto. O inquérito também caminha em segredo de Justiça.

Em 16 de junho, os deputados Antonio Carlos Magalhães Neto, do DEM da Bahia, e Onix Lorenzoni, do DEM do Rio Grande do Sul, protocolaram um pedido de investigação no Ministério Público Federal de São Paulo. Os promotores ainda analisam o pedido. Cinco dias depois, o deputado estadual Pedro Tobias, presidente do PSDB paulista, de São Paulo, endereçou a mesma solicitação ao Ministério Público Estadual. No requerimento, Tobias fechou a lente no apartamento alugado por Palocci em Moema, zona sul de São Paulo, registrado em nome de laranjas filiados ao PT ─ conforme revelou a edição de VEJA de 4 de junho. Segundo a assessoria de imprensa do Ministério Público Estadual de São Paulo, “os pedidos estão em análise e não há previsão para que sejam transformados ou não em inquérito”.

No condomínio Don Arthur, onde o ex-ministro mora em São Paulo, a empregada doméstica informou que a família viajou para algum lugar que ignora e não tem data para voltar. O apartamento na região dos Jardins comprado por R$ 6,6 milhões continua vazio. Desde que Palocci virou caso de polícia, ninguém aparece no escritório da consultoria Projeto, também nos Jardins. Segundo funcionários do prédio, pouquíssimas pessoas costumavam frequentar o endereço, pelo qual Palocci pagou quase R$ 1 milhão. Segundo a FOLHA, o ex-chefe da Casa Civil pretende retomar a carreira de consultor “depois de um período de quarentena”. 

Até lá, vai fazer o que fez em 2006, quando teve de abandonar o Ministério da Fazenda por ter encomendado o estupro do sigilo bancário do caseiro Francenildo Costa: um regime alimentar. Há cinco anos, emagreceu 15 quilos.



Consultoria milagrosa
Fundada por Antonio Palocci em 2006 e transformada em administradora de imóveis no fim de 2010, a Projeto é um raríssimo caso de sucesso no mercado brasileiro de consultorias. Graças à espantosa expansão dos lucros, o dono comprou o escritório de R$ 882 mil e o apartamento de R$ 6,6 milhões em 2010. Nesse ano, a consultoria faturou impressionantes R$ 20 milhões. O superconsultor ainda não contou quem são os clientes que lhe garantiram a prosperidade. E ninguém sabe exatamente quantos funcionários a Projeto teve ou tem. Se é que tem.

O economista Mailson da Nóbrega, ex-ministro da Fazenda, é um dos sócios da consultoria Tendências. Há 15 anos no mercado, a empresa mobiliza 70 funcionários, alguns dos quais altamente qualificados. O faturamento em 2010 passou de R$ 15 milhões, mas ainda está longe dos R$ 20 milhões do concorrente. “Levou muitos anos para chegarmos tanto a este faturamento quanto ao número de funcionários”, ressalva Mailson.  “Não há milagre, e sim muito trabalho duro”.

Em 2006, interessado em estrear no ramo, Palocci procurou a consultoria Tendências para saber como eram as coisas por lá. “Nós mostramos como funcionava a Tendências”, conta Nóbrega. “Chegamos a levá-lo para duas ou três palestras”. Palocci ganhou cerca de R$ 10 mil por palestra. Depois disso, Nóbrega não voltou a encontrar-se com o ex-chefe da Casa Civil. Só soube o que andou fazendo pelo noticiário político-policial.

Fonte: Blog do Augusto Nunes - VEJA

MORTO VIVO 'Luiz Francisco Fernandes de Souza'

 
O procurador que encontrava um culpado por semana finge que não vê bandidos há oito anos e meio

Até janeiro de 2003, o procurador Luiz Francisco Fernandes de Souza encontrava um pecador por semana. 

Desde o dia da posse do companheiro Lula, não enxergou mais nenhum. Aos 49 anos, faz oito e meio que anda sumido do noticiário político-policial que frequentou com assiduidade e entusiasmo enquanto Fernando Henrique Cardoso foi presidente. Continua solteiro, mora na casa dos pais, pilota o mesmo fusca-85, enfia-se em ternos amarfanhados que imploram por tinturarias e não usa gravata. A fachada é a mesma. O que mudou foi a produtividade.

Se o que aconteceu na Era da Mediocridade tivesse ocorrido na Era FHC, Luiz Francisco estaria encarnando em tempo integral, feliz como pinto no lixo, a figura do mocinho disposto a encarar o mais temível vilão. O Luiz Francisco reciclado quer distância de barulhos. 

Enquanto cardeais da igreja principal e sacerdotes do baixo clero multiplicam em ritmo de Fórmula 1 o acervo nacional de crimes, delitos, contravenções e bandalheiras em geral, ele permanece em sossego. Enquanto o país que presta pede cadeia para os quadrilheiros, ele providencia mais pedidos de licença remunerada. Todos são prontamente atendidos.

Nascido em Brasília, ex-seminarista da Ordem dos Jesuítas, ex-bancário, ex-sindicalista, Luiz Francisco cancelou a filiação ao PT em 1995, 20 dias antes de tornar-se procurador regional do Distrito Federal. ”A militância é incompatível com o cargo”, explicou. A prática trucidou a teoria: nunca militou com tamanha aplicação. Convencido de que sobrava bandido e faltava xerife, não respeitava sequer fins de semana, feriados ou dias santos. “Trabalhar é minha grande diversão”, repetia entre uma e outra denúncia.

Luiz Francisco garante que ganha pouco mais de R$ 7 mil por mês. Até que desistisse da candidatura a operário-padrão, mereceu os R$ 19 mil prometidos como salário inicial a um procurador do Distrito Federal. 

Nenhum outro conseguiria acusar tanta gente durante o dia e, à noite, escrever dúzias de parágrafos do livro que exigira 24 anos de pesquisas. Publicado em 2003 pela Editora Casa Amarela, “Socialismo, Uma Utopia Cristã” pretende provar, segundo o autor, que “até a metade do século XIX o socialismo exibia uma clara inspiração religiosa, especialmente cristã”. Tem 1152 páginas.

Deveria ter sido menos prolixo. Intrigados com o mistério da multiplicação das horas do dia, outros procuradores e todos os inimigos examinaram com mais atenção a papelada que jorrava da sala de Luiz Francisco. Aquilo não fora obra de um homem só, informaram as mudanças de estilo, a fusão de trechos corretamente redigidos com atentados brutais ao idioma, o convívio promíscuo entre substantivos em maiúsculas e adjetivos em minúsculas. 

E então se descobriu que o inquisidor incansável frequentemente assinava ações, denúncias e representações que já lhe chegavam prontas, enviadas por interessados na condenação de alguém.

Decidido a atirar em tudo que se movesse fora do PT, acabou baleando com denúncias fantasiosas vários inocentes. Nenhum foi tão obsessivamente alvejado quanto Eduardo Jorge Caldas Pereira, secretário-geral da Presidência da República no governo Fernando Henrique. Em 2009, o Conselho Nacional do Ministério Público reconheceu formalmente que Eduardo Jorge, enfim absolvido das denúncias improcedentes, foi perseguido por motivos políticos e condenou o perseguidor a 45 dias de suspensão.

Em vez de provar que pelo menos uma das numerosas acusações a Eduardo Jorge fez sentido, Luiz Francisco prefere alegar que o caso está prescrito. Como violou a legislação para obedecer aos mandamentos da seita petista, recorre ao calendário gregoriano para arquivar a história que o devolveu ao noticiário no papel de culpado pela segunda vez desde o começo da superlativa temporada de férias. A primeira está completando cinco anos.

Em 2006, o procurador que se dispensou de procurar criminosos foi procurado pelo colombiano Francisco Colazzos, o “Padre Medina”, procurado pela Justiça do país onde nasceu. O foragido apresentou a Luiz Francisco as credenciais de embaixador das FARC e pediu ajuda para escapar da cadeia. Celebrada a aliança entre o ex-sacerdote acusado de homicídio e o ex-seminarista que nunca viu um pecador do lado esquerdo, renasceu o ativista fora-da-lei, que ensinou ao parceiro a arte de safar-se de investigações policiais. Os truques só conseguiram retardar a prisão.

O protegido esperava na gaiola o julgamento do pedido de extradição encaminhado pela Colômbia ao Supremo Tribunal Federal quando o protetor foi à luta. Embora não tivesse nada a ver com o caso, entrou com uma ação judicial para que Colazzos fosse devolvido à Polícia Federal. A solicitação foi encampada sucessivamente pelo Ministério Público, pela Polícia Civil e pelo juiz da Vara de Execuções Criminais, Nelson Ferreira Junior, antes de esbarrar no ministro Gilmar Mendes.

Admoestado pelo então presidente do STF, publicamente e com aspereza, Luiz Francisco só escapou de castigos mais severos porque o Planalto nunca deixa de socorrer companheiros aflitos. Dois meses depois da tentativa de obstrução da Justiça, o governo promoveu Colazzos a guerrilheiro, concedeu-lhe asilo político e arrumou emprego para a mulher. Sem alternativa, o STF devolveu-o a liberdade.

O que mais andou fazendo Luiz Francisco para matar o tempo?, quis saber a coluna em junho passado. Uma funcionária da Procuradoria informou que não seria possível encontrá-lo. Em lugar incerto e não sabido, está gozando de mais um período de descanso remunerado.

Fonte: Blog do Augusto Nunes - VEJA

O RORIZ DO SÉCULO XXI 'COMO FUNCIONA ISSO'

Francisco Carneiro De Filippo (Chico)
Coletivo Luta Vermelha
PSOL e AP-DF

Estes últimos 10 dias têm sido bastante intensos na mobilização política e social no Distrito Federal. Não venho aqui falar da ausência de estratégia e compromisso do GDF com a mudança social. Isto já é fato, pois não se enfrenta a maior desigualdade social do país sem medidas ousadas e que contrariem a ordem vigente. 

Mas isto não quer dizer que o Governo Agnelo seja um todo organizado, sem conflito interno e possibilidade de conquistas ou deslocamentos, seja à esquerda ou a direita. Pelo contrário. A tensão parece ser a constante, ainda mais num momento onde o próprio Governador tem os bens bloqueados pelo roubo descarado que promoveu no Pan de 2007.

 Por um lado o GDF, que nunca conseguiu consolidar sua “base” de apoio, tamanho o grau de oportunistas que se agregaram ao longo do caminho, enfrentou sua primeira grande crise nesta seara com a exoneração de Luis Pittman. Pittman é o empreiteiro, aliado histórico de Arruda, recebido de braços abertos na campanha de Agnelo, mas que achou que poderia seguir os passos de seu mestre ao fazer das obras públicas superfaturadas um patrimônio individual vendido ao povo como benesse. 

Por outro lado, a ocupação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto - MTST no Km 16 da BR 070 marcou o ponto de conflito da política habitacional criada pelo Secretário de Habitação Geraldo Magela com as necessidades reais do povo pobre e trabalhador deste DF e entorno.

Cabe antes resgatar um pouco da história recente. A primeira ocupação do MTST no DF remonta a um ano, quando da ocupação de mais de 500 famílias em Brazlândia, questionando a política habitacional e de especulação imobiliária no DF. Após este grande ato, o Governo Federal, por meio do Ministério das Cidades, o GDF e a Terracap iniciaram um processo de negociação com o Movimento no reconhecimento de sua legitimidade social e de princípios pautados pelo respeito e compromisso com as famílias envolvidas. Tal a surpresa que, na virada de Governo, a nova gestão de Magela não só cancela toda a negociação anterior como não mais se dispõe e a dialogar com o MTST.

Passados 6 meses sem negociação, Magela anuncia seu programa habitacional: construção de 10 mil casas populares, recadastramento da lista da CODHAB e manutenção do percentual de 40% destinados às fatídicas cooperativas. Era a constatação de que não existia mais negociação.

Restou uma única saída ao MTST: promover nova ocupação e pressionar com aquilo que o movimento social deve fazer: povo organizado, consciente de seu papel na história e firme na sua luta. A área escolhida: um terreno particular, de onde o GDF não poderia retirar sem mandato de reintegração.

A semana que se seguiu á ação da madrugada do dia 16 de julho foi repleta de surpresas: ameaça de despejo por conta de interesses mesquinhos do Administrador de Ceilândia no primeiro dia. Início de despejo, sem mandato reintegração de posse no terceiro dia. Tal fato foi contornado pela pressão externa. Despejo violento e ilegal no quinto dia. Ameaça criminosa de não cadastramento das famílias. Total desrespeito com as famílias ocupadas em frente ao Buriti. Ida de Agnelo à imprensa para criminalizar o movimento, associá-lo a política de ocupações rorizistas, nova ocupação no Ministério das Cidades, bloqueio da mídia ás ações. Acorrentamento dos(as) militantes até a conquista. 

Para entender todo este conflito, temos que comparar duas coisas: os princípios do MTST e o projeto de Magela, o Roriz do Século XXI. Começamos com o primeiro. 

O MTST é um movimento que já possui 14 anos no Brasil. Tem um histórico de compromisso com a luta social e a transformação da sociedade já consolidado. É um dos principais responsáveis hoje pelo fortalecimento da Frente Nacional de Resistência Urbana, coletivo que busca retomar a protagonismo dos(as) trabalhadores(as) no meio urbano. Frente às famílias, o MTST jamais cobrou um centavo para as ações e coloca como critério fundamental a participação ativa no processo de lutas. Na sua dinâmica interna promove a decisão coletiva e horizontal entre seus(suas) integrantes, bem como incentiva a formação de novas lideranças. Seu compromisso de classe, no caso da ocupação no DF, se mostrou firme ao negar o apoio proposto por deputados rorizistas e homenagear Gildo Rocha, mártir da luta sindical no DF, assassinado por Roriz e seus comparsas há 11 anos atrás, durante uma ação de greve, com o nome de seu acampamento.

Nada disto serviu para sensibilizar Magela e seus cães de guarda. Pelo contrário. Babavam para associar o MTST ao que de pior teve na história política do DF. Porque tanto ódio e desrespeito? Isto só se justifica pelo conflito  direto com os interesses deste novo grupo que “manda” na política habitacional. E quais são os princípios desta política?

Quando Roriz iniciou o processo de ocupação irregular do solo, incentivando as ocupações populares, mas mantendo as famílias na dependência econômica e política (sob risco de perderem a casa), não estava fortalecida a especulação imobiliária, e terreno era o que mais sobrava no quadrado do DF. Agora, no século XXI, principalmente após 4 anos de gestão Arruda onde o solo fora rifado às grandes empreiteiras. A continuação da política rorizista encontra adversários fortes no seio da própria burguesia, bem como a diminuição real do número de áreas e terrenos.

Nada disto intimidou Magela: ao propor suas 10 mil moradias populares (sabemos que serão bem menos), Magela primeiro cancela a lista histórica da CODHAB e inicia novo cadastramento: sob desculpas de corrigir erros, retira direitos de quem acreditou por anos a fio na única lista existente e mantém obscuros, tal como Roriz, os critérios destinados à nova lista. 

Não satisfeito com isto, Magela recadastra 350 (isto mesmo!) cooperativas que usufruirão, na melhor das hipóteses, de cerca de 4 mil das novas moradias. Como isto será feito? Na verdade, as cooperativas que não forem de aliados não receberão nenhuma e às demais alistarão um número grande de famílias, cobrarão uma grana de cada uma, entregarão lote para uns poucos primeiros e manterão os demais na dependência econômica e política. Só receberão as promessas de lotes aqueles(as) que não se rebelarem contra os cabos eleitorais (grileiros) de Magela, coordenadores das cooperativas. Qualquer semelhança com nosso passado recente não é mera coincidência.

Mas, como dito antes, Magela, o Roriz do século XXI, não tem muitas áreas e não tem muitos recursos para destinar. Assim, qualquer movimento na política de moradia que fuja a seu controle, tal como a ação do MTST, deverá ser criminalizado, sob risco de implodir a proposta. Magela precisa do controle absoluto.

Voltando ao início do texto, se não há diálogo com o secretário de Habitação Magela, que quer ser o seguidor de Roriz, tal como Pittman se apresentou como aspirante a Arruda, ainda existem espaços importantes e pontos de contato dentro do GDF abertos ao respeito e diálogo com a luta social e com os anseios reais do povo. A contradição ainda pulsa dentro do GDF.

Decidir por romper as asas de Magela, assim como fez com Pittman, pode ajudar a dar um novo caráter ao governo Agnelo. Não que será um governo de esquerda ou de mudança. Isto já passou. Mas ganhará em originalidade e será menos fantoche dos oportunistas que tentam se apropriar do Governo como ponte para seus projetos pessoais de reprodução do status quo.

Por outro lado, sucumbir à visão de Magela, criminalizar o MTST e a luta social, fará que o GDF seja marcado com o sangue da luta por dignidade, vida e justiça social. Guiará o Governo Agnelo cada vez mais para os interesses dos setores que sempre ganharam no DF e entorno, e responsáveis por colocar a capital federal com o título de região da maior desigualdade social do mundo. Dará vida, em pleno século XXI, a um novo Roriz, cujo projeto parecia morto pós campanha, mas que volta com força 7 meses após a posse.

Fonte: Blog da Leili - http://blogdaleili.blogspot.com/

As cenas repulsivas avisam que, no Brasil dos cafajestes, os parentes dos bandidos é que se enfurecem com gente honesta

Acusados de uso indevido do dinheiro público, enriquecimento ilícito e formação de quadrilha, todos os nove vereadores de Fronteira, no Triângulo Mineiro, foram presos no dia 19. Segundo o Ministério Público, a quadrilha que se apossou da Câmara Municipal, lacrada por ordem judicial desde fevereiro, desviou para os próprios bolsos, em apenas um ano e meio, R$ 600 mil das “verbas indenizatórias” destinadas à compra de combustível para os carros oficiais. No dia 21, os nove foram levados para depor no fórum de Frutal, onde estão presos. 


Obedientes à lei, os policiais estenderam o tratamento dispensado aos detentos sem cadeira na Câmara aos vereadores Maurílio Carlos de Toledo, Raidar Mamed, Sileide Nunes do Nascimento Faitarone, João Veraldi Júnior, Nildomar Lázaro da Silva, José Marcelo Soares dos Santos, Eduardo Florêncio de Souza, Daniel dos Reis Linhares Pontes e Samer Saroute. Todos chegaram a bordo de camburões, algemados e vestidos de presidiários.


Acampadas na entrada do fórum, as famílias dos criminosos reagiram à presença de repórteres e câmeras da TV com a indignação que tem faltado às vítimas do roubo. Exigindo aos berros “mais respeito aos familiares”, desafiando os jornalistas com gestos obscenos, impediram que as cenas fossem filmadas. Os quadrilheiros só aceitam exibir-se na telinha em liberdade.

Há alguns anos, parentes de ladrões capturados temiam a fúria das vítimas e sentiam vergonha. Hoje, os familiares de políticos bandidos é que se enfurecem ─ e afrontam a gente honesta com o espetáculo da pouca vergonha. A coluna pede desculpas pela divulgação das cenas repulsivas. Mas é preciso mostrar sem camuflagens o que pode acontecer a um país que aceita ficar parecido com um grande clube dos cafajestes.

Fonte: Blog do Augusto Nunes - VEJA

Serviço do TSE dá transparência a informações de candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral disponibiliza, em seu sitio www.tse.jus.br, informações a respeito de todos os candidatos que concorreram às Eleições 2010 no Brasil. A Divulgação de Candidaturas apresenta informações sobre todos os candidatos por Unidades da Federação do Brasil.Para ter acesso a estas informações, basta o interessado acessar o Sistema de Divulgação de Candidaturas – DivulgaCand2010 – por meio do link http://divulgacand2010.tse.jus.br/divulgacand2010/

O cidadão poderá acessar diretamente os dados de cada candidato por Unidade da Federação, selecionando o Estado, para, depois, escolher a situação do candidato e o cargo. É importante que o interessado desabilite o bloqueador de pop-ups, caso o possua.

Feita a escolha na forma descrita acima, aparecerá uma tabela com a relação de todos os candidatos de uma determinada Unidade da Federação, concorrentes ao cargo selecionado pela pessoa que realiza a pesquisa. É bom ressaltar que, para se fazer uma consulta mais rápida e precisa, é necessário selecionar, também, a situação do candidato (apto ou inapto).

Naquela relação, serão encontrados os seguintes itens: nome completo do candidato, nome para a urna eletrônica, o seu número, a situação do seu pedido de registro de candidatura (deferido ou indeferido), partido e/ou coligação.

Clicando em qualquer dos itens constantes da tabela, aparecerá uma tela contendo várias informações acerca do pedido de registro de um determinado candidato, como, por exemplo, data de nascimento, estado civil, grau de instrução, número do processo (pedido de registro de candidatura), foto e a declaração de bens fornecida à Justiça Eleitoral por ocasião do pedido de registro de candidatura.

No Sistema de Divulgação de Candidaturas é possível, também, ter conhecimento do total de pedidos de registro de candidaturas para todos os cargos em disputa em uma determinada Unidade da Federação. Para tanto, basta o interessado passar o cursor do mouse sobre o Estado a ser consultado em um mapa virtual constante da página e, automaticamente, aparecerá uma tabela com os dados estatísticos.

O serviço é disponibilizado à população para realizar consultas e, também, para conferir transparência e publicidade às informações que os candidatos levam à Justiça Eleitoral para concorrer nas eleições. 

Fonte: Blog do Cafézinho

“PROFESSOR” NO DETRAN….'Mistérios à vista…'

Bezerra quer a todo custo permanecer no cargo. Tem até o apoio de um certo "professor"...

 Certo “professor” tem feito articulações junto à alta cúpula do Governo do Distrito Federal,  para a assinatura de milionário  contrato que garantiria a permanência do ainda diretor geral do Detran, José Alves Bezerra no cargo. Mistérios à vista…


Fonte:  Publicado em 29/07/2011 por Donny Silva

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Quem disse que a internet é terra de ninguém?

 Blog de Geneton Moraes Neto

Guardei silêncio durante dez meses sobre uma ofensa intolerável que me foi feita no Twitter, um dos territórios livres da Internet. Eu poderia sair atirando petardos virtuais contra quem me agrediu, mas preferi recorrer à Justiça. Queria criar um precedente que considero importante: não, ninguém pode usar a Internet ( nem que seja um mero tweet – uma frase de míseros 140 caracteres) para atacar os outros impunemente. Não pode. No pasarán !

A boa notícia é que a Justiça, afinal, se pronunciou – a meu favor. Respiro aliviado. Fiz a minha parte: queria provar que não, Internet não é lixeira. Se alguém escreve um absurdo ( não importa que seja numa página lida por três gatos pingados ) , deve responder por ele. Por que não ? Eu não poderia ficar calado.



Fonte: Blog do Noblat - O GLOBO

Agora me respondam, somos ou não somos um grupo unido e feliz? No final tudo dá certo.



Fonte: twitter @Odorico_DF
Blog do Odir Ribeiro - Rádio Corredor

MARCONI NO GDF..? ..ISSO FOI SURPRESA PARA MIM..??

Não saiu da casa de Joaquim Roriz, no Park Way, o boato-especulação de que Marconi poderia ser candidato ao governo de Brasília em 2014.

“Isso não estava no script, foi surpresa para mim”, reagiu o ex-governador, estendendo tapete azul-Perillo ao tucano: “Marconi tem chance de ser candidato à Presidência da República, mas não tenho dúvida que será reeleito em Goiás, se for candidato.” Dito isso, o ex-governador admitiu que vai pedir desligamento do PSC: “Preciso de um partido grande e não tenho dificuldade para ingressar no PSDB.” Questionado se teria apoio do PMDB, caso seja candidato do PSDB em Luziânia, Roriz deu veredicto: “Sou amigo de Iris Rezende de longa data.”

Fonte: Jornal HOJE - Goiânia

LULA CRITICA DENUNCISMO DA IMPRENSA - 'LULA É MELHOR FICAR CALADO'

O ex-presidente Lula disse nesta quinta (28), na inauguração de uma clínica de família no Rio de Janeiro, que “rico não precisa de governo”. Também criticou a imprensa por diversas vezes e defendeu a publicidade governamental nos órgãos de comunicação. "Vocês têm a obrigação política com o povo do Rio e com quem não mora aqui de dizer o que estão fazendo aqui. Acho que isso é uma falta de opção nossa. Tem muita gente que fala: 'Ah, você vai gastar dinheiro com publicidade?' Enquanto você não gasta para fazer publicidade das coisas boas, gasta para fazer nota reexplicando aquilo que foi equivocadamente denunciado", disse. O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), também esteve no evento.

Fonte: claudiohumberto.com.br

GOVERNO DÁ CALOTE FEIO NOS POBRES 'AGORA ESTA FICANDO DIFÍCIL'


 Secretaria de Desenvolvimento Social deixa de repassar verba obrigatória para manutenção de entidades assistenciais; só na Estrutural, ONG que atende a 400 menores pode fechar

Quando era ministro do Esporte, o hoje governador do Distrito Federal Agnelo Queiroz (PT) criou o programa Segundo Tempo, voltado para crianças carentes de todo o país que viviam nas ruas. Hoje, quando ocupa sua cadeira no Palácio do Buriti, Agnelo deixa menores abandonados.

É o que acontece em diferentes satélites onde reina a pobreza. Como na cidade Estrutural, denuncia a deputada distrital Liliane Roriz (PRTB). Segundo ela, entidades sociais que atuam no Distrito Federal em convênio com o GDF ligaram o sinal vermelho devido aos constantes atrasos dos repasses feitos pela Secretaria de Desenvolvimento Social.

Apenas a título de ilustração, basta lembrar que só na Associação dos Voluntários Pró-Vida Estruturada, conhecida como Associação Viver, organização não governamental que atende a cerca de 400 crianças, de 5 a 12 anos, os repasses não são feitos há dois meses. É um calote de 128 mil reais. Inconformada com a situação, a deputada promete encaminhar pedido de informações à secretária Arlete Sampaio, do Desenvolvimento Siocial, cobrando explicações.

Nesta quinta-feira (28), Liliane, que preside a Comissão de Assuntos Sociais da Câmara Legislativa, esteve na instituição e constatou o atraso dos pagamentos. “Imaginem se esta entidade fechar as portas, para onde levaremos todas essas crianças que passam parte do dia aqui, enquanto os pais trabalham? É um descaso o GDF saber que essas instituições já são tão carentes e mesmo assim deixar a irresponsabilidade ser maior que a compaixão”, avaliou a parlamentar.

Durante a visita, a distrital conheceu as dependências da ONG, que funciona há 17 anos, e observou a necessidade urgente de melhorias para o conforto das crianças atendidas.

“A gente brinca no barro e na poeira mesmo, mas é melhor do que ficar em casa. Aqui eu aprendo tudo e os tios são legais comigo”, revelou o pequeno Leonardo Dicaprio, um dos alunos matriculados na associação. Antes de passar parte do dia brincando, Léo – como prefere ser chamado – acompanhava os pais, que são catadores no Lixão da Estrutural, área vizinha da entidade. “Aqui é bem melhor”, comparou, sem pensar duas vezes. Na visita, a parlamentar entregou bolas de futebol novas para a prática do esporte.

Por causa dos atrasos, o risco de instituições como a Viver fechar as portas é grande.“Pelos relatos que ouvi, a entidade já está há mais de dois meses sem receber dinheiro do GDF e todos os funcionários estão trabalhando voluntariamente no projeto. E não é a primeira vez que isso acontece este ano”, denunciou Liliane.

Os voluntários se revezam na coleta de donativos para manter a estrutura da instituição. “Todo mundo que está aqui faz por amor e não por dinheiro. Enquanto der, vamos levando pelo bem das crianças”, afirmou uma das 20 pessoas que dedicam boa parte do tempo à instituição.

Para a parlamentar, a situação é preocupante. “Quantas outras entidadesestão nesta mesma situação?”, questionou Liliane. Como presidente da Comissão de Assuntos Sociais, a distrital vai visitar outras entidades e cobrar da Secretaria de Desenvolvimento Social relatório completo sobre a situação do repasse de recursos para as entidades sociais.

Fonte: Blog do José Seabra

PEQUENOS PARTIDOS & GRANDES NEGÓCIOS


No Brasil, os chamados partidos “nanicos” estão por toda parte, sempre envolvidos com o poder que abre portas, distribui cargos, contratos e dinheiro. No DF a situação também ocorre. Alguns presidentes de pequenos partidos estão muito felizes atualmente. Afinal de contas, empregam amigos e familiares em gabinetes, participam de decisões importantes e ainda estão ganhando um dinheiro ‘extra’. Só tem um detalhe: O MP está na cola dos deslumbrados donos de partidos que funcionam como empresas de grandes negócios. A chapa promete esquentar…


Fonte: Publicado em 28/07/2011 por Donny Silva

DFTRANS: BASTA SER AMIGO DO DIRETOR 'ATÉ QUANDO ISSO...???'

Em qualquer lugar do Brasil,  o primeiro requisto para que se realize um vistoria veicular É que o veiculo esteja com a documentação em dia. Mas isto não ocorre no DFTrans.


Segundo denúncias de outras cooperativas e após apuração feita pelo blog, foi descoberto que a Cooperativa Alternativa, que circula em Brazlandia, além de ser presidida por Fontedjan Santana, amigo pessoal do diretor geral Marco Antonio Campanella, realiza suas vistorias sem a documentação necessária.


De acordo com as investigações, os ônibus da Alternativa não possuem o certificado de licenciamento e ainda assim são vistoriados, com autorizacao do diretor operacional, Ricardo Leite, e do gerente de vistorias, Aldrovando Soares. 

Fiscais que deveriam zelar justamente pela cobrança dos documentos. 

Impostos e taxas deixam de ser recolhidos, causando prejuizo ao Distrito Federal.


Cópias das denúncias foram enviadas ao MPDFT e à delegacia da Ordem Tributária da Polícia Civil.

Fonte: Publicado em 28/07/2011 por Donny Silva


COMENTÁRIO DO BRASÍLIAEMOFF
 
Em 08 de julho passado, o blog, em RAPIDINHAS EM OFF XI, comentou um almoço de Marco Antônio Campanella, diretor-geral do DFTrans com Fontedjan Santana, dono da Cooperativa Alternativa, no restaurante do atacadista Makro. O passe livre era o assunto da pauta. A edição do DFTV – TV Globo, de 02 de abril de 2011, reportou protesto de usuários de ônibus, em Brazlândia, contra a fiscalização da Companhia de Polícia Rodoviária aos veículos da cooperativa de Santana. O protesto dos usuários não era em defesa da empresa, mas por se sentirem prejudicados com a interrupção da viagem. Os veículos foram interceptados por estarem rodando com licenciamento vencido e só voltaram a circular depois que Fontedjan Santana gastou saliva com os policiais, dizendo que os licenciamentos já haviam sido pagos, sem, no entanto, ter apresentado os comprovantes.

A informação trazida pelo jornalisa Donny Silva só reforça a suspeita de que tem “maracutaia” nos negócios do DFTrans e da Cooperativa. Não custa lembrar que, no passado, Fontedjan Santana era apenas um permissionário de vans do transporte alternativo e Campanella, um político derrotado nas últimas eleições, que, certamente, deverá aproveitar a sua estadia no órgão público para conquistar apoios e alavancar o seu partido, Pátria Livre, visando as eleições de 2014. Talvez, seja por esse e outros motivos que o GDF não deseja que se instale a CPI do DFTrans, hoje adormecida na gaveta do presidente da Câmara Legislativa. Esse é o comportamento de políticos e de empresários, que não se rogam em brincar com o sofrimento do contribuinte...
 

Tribunal aprova contas de 2010 do ex-governador José Roberto Arruda

Relator pedia reprovação; presidente do Tribunal de Contas do DF desempatou.
 
O Tribunal de Contas do Distrito Federal aprovou nesta quinta-feira (28) as contas de 2010 do ex-governador José Roberto Arruda por 4 votos a 3. O relator do processo, o conselheiro Renato Rainha, pedia a rejeição das contas. O voto de desempate foi dado pela presidente da corte, conselheira Marli Vinhadeli.

Os conselheiros aprovaram ainda as contas dos ex-governadores Paulo Octavio e Wilson Lima. Rogério Rosso também teve as contas aprovadas, mas com ressalvas.Os quatro ocuparam a chefia do Executivo do DF após vir à tona as denúncias do suposto esquema de corrupção que ficou conhecido como mensalão do DEM.

Em 2010, Arruda ficou 48 dias no governo. Ele foi substituído pelo vice, Paulo Octávio, que renunciou após cinco dias. Em lugar dele assumiu o presidente da Câmara Legislativa, o deputado distrital Wilson Dias (PR), que ficou no cargo entre 23 de fevereiro e 19 de abril.
Dias deixou o cargo para o também deputado distrital Rogério Rosso (PMDB), eleito pela Câmara Legislativa para concluir os oite meses e meio restantes de mandato até a realização das eleições de outubro do ano passado.

O relator do processo no Tribunal de Contas pedia a rejeição das contas de Arruda porque, para ele, o ex-governador teve tempo para suspender contratos suspeitos de irregularidade, investigados pela Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, desde novembro de 2009.

“Configura omissão o comportamento do governador [Arruda], que deixou de adotar conduta a que tinha obrigação como chefe de Estado. Especialmente o princípio da moralidade não foi respeitado no período”, destacou Renato Rainha.

Ele se baseou em levantamento feito por técnicos do Tribunal para pedir a condenação. Segundo ele, o relatório detectou diversas irregularidades, como pagamento de despesas sem celebração de contrato, uso recorrente de contratos emergenciais, sobrepreço e faturamento e pagamentos por serviços e produtos não prestados.

A condenção das contas também foram sugeridas pelo procurador-geral do Ministério Público, Demóstenes Tres Albuquerque. "Era exigível que o titular do governo atuasse a partir desse momento [ início das investigações], mas foi exatamente aí que ele liberou os pagamentos exigidos", disse, em seu pronuncioamento no Plenário.

A maioria dos conselheiros entendeu, no entanto, que o o ex-governador já havia sido penalizado pelos contratos supostamente irregularres no julgamento das contas do ano anterior, que foram rejeitadas.

O advogado de Arruda, Edson Smaniotto, discordou do parecer do relator e afirmou que os conselheiros estariam votando influenciados pelos indícios apontados na Caixa de Pandora. Ele lembrou também que, até agora, a denúncia não foi apresentada e que o processo aguarda deliberação no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

"Essa corte poderia absolver Arruda? Não, porque não tem competência para dispor sobre o caso. Então se não têm competência para dispor a favor, por que irá dispôr contra?", questionou.

A mesma linha de argumentação foi seguida pela conselheira Anilcéia Luzia Machado para aprovar as contas de Arruda. Usando uma matéfora que costuma ser contada ás crianças, a de que "o homem da capa preta" pode persegui-las, Anilcéia disse que eles, como "homens da capa preta" não podiam ser perseguidores.

" O 'homem da capa preta', a polícia, não pode fazer o que quer, porque gosta de A ou B e punir a seu bel prazer. O processo 'dorme' no STJ e aqui estamos nos antecipando e fazendo julgamento de Caixa de Pandora".


Ressalvas para Rosso
Entre as ressalvas nas contas de Rogério Rosso foram apontados a ausência de vários documentos exigidos pelo tribunal, como demonstrativos da dívida flutuante da seguridade social e do resultado fiscal e de repasses à Companhia Energética de Brasília (CEB).

Além disso, o ex-governador teria excluído os recursos do Fundo Constitucional do DF do orçamento e  desrespeitado o limite máximo de servidores comissionados no governo e o mínimo de investimentos em cultura.

Por telefone, o ex-governador Rogério Rosso disse que está tranquilo em relação a prestação de contas, pois teria cumprido a Lei de Responsabilidade Fiscal.



Levantamento do TCDF
Os conselheiros do TCDF votaram com base em um levantamento sobre execução orçamentária e cumprimento dos programas de governo feito por técnicos da casa. De acordo com resultados apresentados na sessão pelo relator Renato Rainha, foram encontradar irregularidades nas áreas de saúde, transporte, educação e equilíbrio fiscal.

Na saúde, por exemplo, foram encontrados problemas graves no Programa de Assistência Farmacêutica. Segundo o TCDF, não haveria controle sobre o estoque, o que provocaria distribuição de medicamentos em duplicidade para alguns pacientes, enquanto outros ficariam sem receber medicamentos que vencem nas prateleiras porque não são encontrados.

Na área fiscal, o Tribunal teria detectado que somente 11 dos 35 fundos especiais registravam execução correta. Além disso, o planejamento do GDF seria inexistente ou "irreal", segundo o procurador-geral Demóstenets Tres Albuquerque.


Um exemplo, segundo ele, é que as metas físicas e financeiras são incompatíveis, ou seja, os recursos destinados para uma área são incompatíveis com os seus projetos.

Fonte: G1 - GLOBO