terça-feira, 15 de maio de 2012

PPS A CAMINHO DA INANIÇÃO


Ricardo Callado - Redação Jornal Coletivo

Mesmo com dificuldade de comunicação com a Executiva Nacional, o diretório do PPS no DF conseguiu um feito nas eleições de 2010. O partido elegeu dois distritais e emplacou o primeiro suplente de deputado federal.

O desempenho lhe deu força para avançar com a formação do novo governo. Augusto Carvalho deixou a suplência e assumiu uma cadeira na Câmara dos Deputados. Deputado distrital e maior liderança hoje da legenda, Alírio Neto foi convidado para a Secretaria de Justiça, abrindo uma vaga na Câmara Legislativa.

Os distritais são Claudio Abrantes e Luzia de Paula. O PPS ainda comanda as administrações regionais do Guará e de Planaltina e o Procon.

Coligação
- Para conseguir esse crescimento, foi preciso que o PPS fechasse uma coligação forte. O cenário político nas eleições de 2010 era claro: ou fechava com a candidatura de Joaquim Roriz, na época enrolado com a Caixa de Pandora; ou seguia na aliança que envolveu Agnelo Queiroz (PT), Tadeu Filippelli (PMDB), Cristovam Buarque (PDT) e Rodrigo Rollemberg (PSB).

A segunda opção foi a escolhida. Foi Alírio Neto que costurou o acordo político e provou a Executiva Nacional que este era o melhor caminho para o PPS e para o DF.

Roberto Freire
- Presidente nacional do PPS, Roberto Freire fez cara feia, mas aceitou. Freire é um satélite que orbita no PSDB e no DEM. O seu partido funciona como linha auxiliar dos tucanos. No DF, o PSDB era um dos principais braços do ex-governador Arruda (ex-DEM).

Hoje, não tem nenhum filiado com cargo eletivo. Virou nanico. Até elegeu um distrital, Washington Mesquita, que depois abandonou a sigla e seguiu para o PSD.

Com as denúncias do esquema do contraventor Carlinhos Cachoeira, Freire aproveitou para ameaçar o PPS/DF de intervenção.

Nas denúncias são citados os governos de Goiás e do Distrito Federal. Ele quer a saída do GDF de todos os integrantes do PPS. 

Freire só esqueceu que em Goiás o partido comanda a Secretaria de Cultura. É lá o foco de corrupção do esquema Cachoeira. Talvez não tenha esquecido.

Apenas não quer contrariar o PSDB, que governa o Estado goiano. O PPS/DF tende a sumir do mapa político brasiliense. O administrador do Guará e o diretor do Procon estão dando adeus ao partido, e rumam ao PHS.

Alírio se licenciou das funções partidárias e começa a ser assediado por outras siglas, como o PMDB.

Outros filiados devem seguir o mesmo rumo.

Em suma: Roberto Freire está destruindo aquilo que não construiu.

Fonte: Blog do Donny Silva

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