quarta-feira, 16 de maio de 2012

ADOTE UM DISTRITAL: POLEMIZEI..??

Leiliane Rebouças
Causou burburinho e até certa insatisfação por parte de algumas pessoas que compõem o grupo Adote Um Distrital a nota publicada na edição de ontem onde questionei o fato de um dos coordenadores do movimento, Diego Ramalho, ter prometido entregar documento ao TSE afirmando que não seria candidato em 2014 a nenhum cargo eletivo e, até ontem, não ter feito. 

Ressalto que a cobrança veio dos próprios leitores da coluna.

E que, como jornalista que noticiou um fato, cobrei por uma promessa que não se concretizou.

Ontem, o Adote um Distrital divulgou nota esclarecendo o fato. 

Diego Ramalho
Nela, Diego afirmou não ser candidato em 2014, mas ponderou a entrega de tal documento à Justiça, afirmando que “assinar qualquer documento afirmando a não candidatura de membros do Adote Um Distrital em 2014, além de não ter qualquer validade jurídica (Nos fazendo tão hipócritas quanto aqueles que nos condenam), significaria o cerceamento evidente do nosso pleno exercício da cidadania e de uma garantia constitucional”.

Cobrança - Como o primeiro a noticiar o fato (entrega do documento) foi eu, me sinto na obrigação de esclarecer meus leitores.

Na ocasião, a informação foi passada pelo próprio Diego – que sabe bem como funciona a política, as cobranças e o medo de alguns que, por ventura, desejem disputar cargo nas próximas eleições. Os “Adote” fazem um belo trabalho em prol da transparência no poder público, e têm sim o direito de se candidatarem ao que bem entenderem.

Alguns deles, como Diego e Leiliane Rebouças, conhecem até os bastidores da administração, afinal, Diego foi servidor do GDF em 2006 como assessor no Governo Abadia, e Leiliane em 2010, como assessora no Governo Rosso. A parte que me toca, contudo, foi o fato do alarde de uma ideia que estava crua e que, pensada com mais calma, não traria resultados efetivos.

Porém, a divulgação já havia sido feito. E a mim cabe cobrar.

Ponto final - Aos que querem ser candidatos em 2014: sorte! Aos que não serão (como Diego), que continue trabalhando pela transparência.

Apenas lembrando que, em um país onde as promessas já estão tão banalizadas (vide a presidenta Dilma ontem, que prometeu zilhões de creches e até agora mal formou seus ministérios) e onde as notícias publicadas em um jornal são alvos de questionamentos constantes (afinal, falou mal de político, o jornalista é PIG, é pago, é fake, é desonesto, e por aí vai), não é de bom tom dar o pontapé inicial em uma (ou várias) campanhas prometendo algo que não irá (ou irão) cumprir.

Apenas isso.

Fonte: Coluna Ons e OFFs/ Lívio Dí Araújo/ Jornal Alô
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

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