Mas o diretor da revista, Eurípedes Alcântara, ainda não se
pronunciou em defesa do redator-chefe Policarpo Júnior, que deverá ser
convocado pela CPI, assim como Roberto Civita
247 – Acuada, silente e apreensiva, a Veja das
últimas semanas não era aquela Veja combativa que os brasileiros
aprenderam a amar ou odiar nos últimos anos, dependendo da tendência
política.
Nesta semana, a principal revista semanal do País retomou a
velha verve, ao denunciar, na sua capa, a suposta armação do PT para
apagar o escândalo do mensalão. A capa fala na “cortina de fumaça do PT
para encobrir o maior escândalo de corrupção da história do País”.
Na carta ao leitor, o diretor de Redação, Eurípedes Alcântara,
atribui ao ex-presidente Lula a suposta armação para apagar os rastros
do mensalão. Intitulado “a farsa de que foi farsa”, o texto de Eurípedes
fala que apenas o câncer na laringe foi capaz de adiar a ofensiva de
Lula.
E que, agora, curado, ele se lançou à tarefa hercúlea de tentar
apagar o escândalo da memória coletiva. Ainda segundo o diretor de Veja,
o mensalão é mais documentado esquema de corrupção da história do País.
De Eurípedes, no entanto, não se leu uma única palavra em defesa do
redator-chefe Policarpo Júnior, que foi gravado em diversas conversas
com Carlos Cachoeira.
Produções cinematográficas ilícitas do bicheiro,
como os casos de Maurício Marinho e dos corredores do Hotel Naoum, foram
o ponto de partida para diversas denúncias de Veja nos últimos anos.
Há
uma corrente na Abril que defende a saída de Policarpo para estancar os
danos e evitar a humilhação que poderia representar a convocação de
Roberto Civita, dono da editora, à CPI.
O jornalista, no entanto, é
querido entre os colegas e tem uma galeria de serviços prestados à
revista. O caso divide a redação.
Nesta semana, Veja foi à guerra. Pois desta vez, além de simplesmente
denunciar escândalos, a revista será também personagem relevante de uma
CPI, no papel de protagonista.
Fonte: Brasília 247 - 14 de Abril de 2012 às 11:22
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