quarta-feira, 11 de abril de 2012

CASO CARLINHOS CACHOEIRA: CHEFE DE GABINETE DE AGNELO QUEIROZ PEDE DEMISSÃO PARA SE DEFENDER

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Chefe de gabinete do governador do DF, Agnelo Queiroz, com status de secretário de Estado, e coordenador da Copa do Mundo em Brasília, Cláudio Monteiro decidiu se afastar do cargo para se defender de acusações de envolvimento no escândalo revelado pela Operação Monte Carlo, da Polícia Federal.

Gravações entre o representante da construtora Delta, Cláudio Abreu, e um arremedo de araponga preso pela PF, Idalberto Nunes (Dadá), reveladas nesta terça-feira, mostram o acerto de pagamento de uma parcela de R$ 20 mil e mensalidades de R$ 5 mil como prêmio pela nomeação do delegado João Monteiro para o cargo de presidente da empresa pública de lixo SLU.

Cláudio Monteiro nega haver recebido qualquer quantia, afirmou há pouco que vai processar essas pessoas, "por usarem meu nome nessas circunstâncias", e decidiu enviar ofício ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, solicitando que seja investigado, autorizando a quebra dos seus sigilos bancário, fiscal e telefônico.


Ele disse ainda que nada teve com a nomeação de João Monteiro, que, apesar da coincidência de sobrenomes, não é seu parente. E ainda desafiou os investigadores a apresentarem qualquer gravação de conversa dele com membros da quadrilha investigada, especialmente Carlinhos Cachoeira, acusado de chefiar o esquema.

"Essas conversas, que aparecem agora, 485 dias depois de feitas, revelariam o cometimento de crime continuado, por isso os policiais federais que as interceptaram tinham o dever até de efetuar prisões, porque o foro privilegiado não protege ninguém em caso de flagrante. Se não o fizeram, duas duas, uma: ou cometeram o crime de prevaricação ou concluíram que a acusação contra mim é absurda", diz o ex-chefe de gabinete, policial civil aposentado.

Fonte: Claúdio Humberto
Blog Rádio Corredor por Odir Ribeiro

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